domingo, 16 de abril de 2017

O baptizado da Beatriz:

Faz hoje sete anos,  foi um dia muito agradável para nós, para além da carga simbólica que este dia nos oferecia por ser dia de Páscoa e nós, como cristãos, estarmos a celebrar a ressurreição de Cristo, acresce que havíamos sido convidados pelos nossos amigos João e Débora Castro para assistir ao baptizado da sua filha Beatriz, os quais escolheram o dia que celebra a vida para iniciar a vida espiritual da sua filhinha que neste dia através do baptismo se revestiu de Cristo.
Foi duplamente engraçado porque a Beatriz se baptizou em simultâneo com mais duas meninas, uma Leonor e outra também Beatriz e com o seu priminho materno Tomás.
Foi na igreja de S. Pedro de Angra que estava linda e a cerimónia foi muito participada .

Após o baptizado os pais da Beatriz ofereceram um almoço a familiares e amigos no Angra Garden Hotel, como forma de exteriorizarem a sua alegria e também para que ficasse marcado um momento tão importante da vida daquela família e em especial daquela criança.
Esta festa foi uma festa dupla porque os pais do Tomás, primo da Beatriz, também fizeram o mesmo e então festejou-se o baptizado dos primos em simultâneo. Cada um teve o seu bolo, foi tudo em duplicado, até a alegria!
Foi uma festa azul e rosa!




Senti-mo-nos felizes por termos estado, num momento como aquele, junto da família da Bia a acompanhar 
o nosso amigo João Guiod  de Castro, pai da Beatriz que , por feliz coincidência, festejou o seu  aniversário.
 

sábado, 15 de abril de 2017

Olhar de Páscoa:
Olho as pessoas
e vejo a Páscoa
No brilho dos seus olhares,
No sorriso dos seus lábios,
No cumprir dos seus deveres,
No ajudar os seus amigos.
Olho à minha volta
e vejo a Páscoa
A Primavera festejar,
No colorido das flores,
Na Natureza a pintar
A vida de todas as cores.
Olho para dentro de mim
e vejo a Páscoa
Com uma vontade forte
De o grande mistério anunciar,

Da vitória sobre a morte
E de a vida celebrar.
Penso na vida
e sinto a Páscoa
Como um mágico segredo
Que não consigo guardar
E anuncio sem medo
É um milagre, ressuscitar!
Páscoa / 2017
Clara Faria da Rosa

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sexta Feira Santa ou Sexta Feira da Paixão:


Na paixão de Nosso Senhor Jesus Christo, S. João relata-nos que tendo Pilatos dito aos Judeus:
-Eis aqui o vosso rei. 
Porem eles clamavam: Tira, tira lá: crucifica-o.
Pilatos replicou: Hei-de crucificar o vosso rei?
 E responderam os pontífices : não temos rei, senão César!
Então pois Lho entregou para ser crucificado e, com effeito recebendo a Jesus o conduziram e Elle levando a sua Cruz, se encaminhou para o logar denominado Calvário, em Hebreo Golgõtha, onde o crucificaram e com Elle outros dous, de uma e outra parte, ficando Jesus no meio...................................................
Junto à Cruz de Jesus estavam sua Mãe  e a irmã d'ella Maria de Cléofas e Maria Magdalena. Jesus pois vendo a Mãe e o Discípulo por Elle amado, que também ali estava, disse a sua Mãe:
Mulher, eis-ahi o teu filho e depois disse ao Discípulo: Eis ahi a tua Mãe e d'aquella hora o Discipulo a levou consigo. Depois sabendo Jesus que tudo estava completo, para se cumprir a Escriptura, disse: Tenho sede. 
Havia-se ali posto um vaso cheio de vinagre, donde aquelles ensopando uma esponja e envolvendo com o bisope lh'a apresentaram á bocca. E Jesus, provando o vinagre, disse:
Está consummado e enclinando a cabeça, entregou o espírito.


 Ilustrando o que acima transcrevo, do evangelista São João, mostro-te  estas  imagens, muito antigas do Senhor dos Passos e de sua Mãe Nossa Senhora das Dores e também a capa de um missal do início do séc, XIX, feito em Pariz, na antiga casa Morizot, Laplace, Sanchez e Cª. Editores. É um Exemplar belíssimo com folhas douradas, capa dura com relevos, dois fechos trabalhados, estando em muito bom estado, para uma peça com   200 anos,   que te mostro abaixo com pormenor:

domingo, 9 de abril de 2017

Esparregado em dia de ramos:


Hoje foi dia de ramos! O dia em que a igreja lembrou a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, antes da sua paixão e morte. O povo cortou ramos e ramagens de árvores, para cobrir o chão onde jesus passava montado num jumento e aclamou-o com ramos de palmeiras.
Abrindo,este dia, a Semana Santa, a Igreja costuma recriar o episódio bíblico que atrás se descreve .
Neste dia já se comem folares e amêndoas e no continente também se come bola- de- carne .
A minha mãe referia-se a este  dia  como "dia de grãos" e dizia que não se deviam meter folhas na panela, isto numa clara referência aos ramos que aclamaram Jesus. Portanto, desde criança, que vi lá em casa cozinhar-se   canja com arroz, sopa de grão, papas de arroz, milho cozido etc., nada que levasse folhas!
E sendo criada assim  e porque religião não é só aquilo em que acreditamos mas também o modo como vivemos, quando tive a minha própria casa e a responsabilidade de pôr a mesa, tive sempre o cuidado de, neste dia, seguir esta regra ou esta tradição familiar.
Tive , digo bem, pois infelizmente isso hoje não aconteceu, a regra foi quebrada como passo a contar:
Na minha horta, tenho um lindo canteiro de nabos forrageiros, daqueles que se apanham as folhas e ficamos à espera de mais, ontem olhando para eles verifiquei que havia grandes e belas folhas que se podiam apanhar, e se bem o pensei melhor o fiz, toca de apanhar, lavar e cozer em água abundante  e sal os ditos para ficarem a escorrer durante a noite. Pela manhã, bastante alho picadinho e azeite a alourar, na panela, enquanto picava muito picadinho os nabos que foram a saltear no azeite e depois de misturar com um béchamel temperadinho com um pouco de pimenta estava pronto à espera do almoço.
Sentados à mesa deliciávamo-nos com uma bela carnina assada acompanhada com o dito prato e diz o meu marido:
_ Estes nabos fizeram um belo esparregado!
_Ó diabo, e hoje que não é dia de comer folhas !- Lamento eu - Nunca me lembrei!
Foi uma falha que me entristeceu, no próximo ano tentarei seguir o que aprendi, porque gosto de manter as tradições  familiares e esta tradição embora simples é reveladora de um passado histórico que os cristãos não podem esquecer...

Não tenho vergonha de dizer:

Sim, não tenho vergonha de dizer, que quando andava a estudar, chegadas as férias da Páscoa e de Natal assim como as férias grandes, como então se chamavam, ia muito depressa para casa, porque os meus pais precisavam de mim para ajudar nas tarefas de casa, e assim a minha mãe ficava mais livre para fazer os seus trabalhos de costura, nos quais eu também participava, e que ajudariam a custear os meus estudos...
Não tenho vergonha de dizer que acabado o meu curso do Magistério Primário, o grupo organizou uma viagem a Lisboa para celebrar tal acontecimento e eu embora tivesse imensa vontade de ir, não fui porque me faltou coragem de pedir aos meus pais mais aquele sacrifício, embora tenha a certeza de que se tivesse falado nisso eles teriam concordado, mas não, disse às minhas colegas que tinha medo de andar de avião e a coisa ficou mesmo assim. Na verdade eu não sabia se tinha medo pois nunca entrara num avião, nem num barco nem num comboio e nunca ficara num hotel, muito menos sabia para que lado ficava Lisboa, só dos livros, estava ávida dessas experiências, mas não fui, lá foram elas e eu fiquei em terra a sonhar , coisa que faz parte do meu destino: - sonhar!!
Tenho é vergonha de pensar que actualmente alguns dos nossos jovens com tudo o que têm ao seu dispor, não sabem aproveitar o sacrifício dos pais que tudo fazem para os ver felizes, não sabem valorizar o que têm, não sabem brincar nem divertir-se. É lamentável...
No nosso país tivemos e temos homens e mulheres de quem nos orgulhamos, que reverenciamos, que lembramos e relembramos, e os homens e mulheres que produzimos ???
Como se revelarão, no futuro, os jovens actuais, os que produzimos, aqueles em quem depositamos a nossa esperança???Embora não se possam nivelar todos pela mesma bitola,há jovens de muito valor, graças a Deus, a ter em conta o que se passou, esta semana num hotel de Torremolinhos, Espanha, em que um um grupo de cerca de mil estudantes, segundo as notícias, foi expulso por actos de vandalismo, acontecimento  semelhante ao verificado em anos anteriores, não podemos ter grande orgulho nem esperança no que produzimos mas sim vergonha, isto é que é uma vergonha!

( Imagem copiada da NET )

quinta-feira, 6 de abril de 2017


MEU FILHO:

Meu filho, meu amigo,
Sabes que conto contigo,
Para a nossa casa alegrar,
E a saudade afastar...


Meu menino, meu tesouro,
Meu sonho de rubi e ouro,
Meu futuro, meu projecto,
Meu amor e meu afecto!


Menino em homem transformado,
Muito, muito tens mudado,
Mas sempre sempre muito amado,
És meu caminho  esperado,

Para mim, menino, sempre serás,  
E o meu coração aquecerás,
Que  teu rumo saibas  escolher,
E nunca saboreies o sofrer.

Mas se o sofrimento encontrares,
Tem coragem, não desanimes...
Pois a tempestade  traz a bonança,
E a bonança a luz  da esperança!

Clara Faria da Rosa
06/04/2017

terça-feira, 21 de março de 2017

O que é a poesia:

A poesia lê o mundo
O homem e a alma a fundo,
A poesia vê  a dor
A fome, a tristeza e o amor,
A poesia  a paz canta
E a  bondade que encanta,
A poesia chora a guerra
Derramada sobre a terra,
A poesia é sentimento
Que expressa o sofrimento
Com arte, sentido, emoção,
Com alma ,  corpo e coração.
Poesia...
É  vida é saúde, é morte
É  falar da alegria e da sorte
Da inveja  e da maldade
Da amizade, do amor  e da saudade!

Clara Faria da Rosa


Primavera
Se eu fosse a Primavera:
____________
Ai, se eu fosse a Primavera
de verde, eu tudo pintava
um verde alegre e cintilante
e velhos e novos alegrava.
____________________
Ai, se eu fosse a Primavera
numa pincelada, num instante
a maldade e a guerra eu mudava
em bondade e paz constante.
____________________
Ai, se eu fosse a Primavera
convocaria o Sol a florir
todos os pássaros a chilrear
e os tristes e doentes a sorrir.
__________________
Ai, eu sou a Primavera
há bancos e flores nos jardins
e a humanidade a delirar
com diálogos, namoros e afins...
Clara Faria da Rosa



segunda-feira, 20 de março de 2017

No Dia Mundial da Felicidade:
O que é a felicidade?
É um dom a felicidade
É um dom uma conquista
Que se baseia na verdade
Que de dentro de nós brota
É um dom que não se herda
Conquista que não se compra
É um saber aceitar
De forma harmoniosa
O que a vida nos promete
E o que afinal nos dá
É um saber compreender que:
A felicidade não tem cor
Não tem raça nem dinheiro
A felicidade não é rica
Mas também não é pobrezinha
A felicidade não é adjectivo
Também não é substantivo
A felicidade é um enorme querer
Que vive na nossa vontade
E que chegando ao nosso rosto
Desfolha num agradável sorriso
Numa gargalhada gostosa
Num maroto piscar de olho
E numa grande vontade
De bater palmas e dizer
- Ai que bom, estou e sou feliz!!!


domingo, 19 de março de 2017

O rádio do meu pai:

 Tenho, ao longo da minha vida lido muito, e tenho com isso aprendido alguma coisa, contudo o que vivi e o que retive na  minha memória é que me tornou forte, cristã, rica e erudita . Vem esta afirmação a propósito de me lembrar, embora já se tenham passado sessenta anos, como se fosse hoje, do dia em que o meu pai trouxe este rádio para casa.
O meu pai não tinha cultura musical, mas gostava muito de música, comovia-se e vi-o chorar várias vezes, ao ouvir determinadas peças de música, também gostava de ouvir notícias, o sonho dele era possuir um rádio  que tivesse um bom som e onde pudesse saber o que se passava por este mundo de Deus - como dizia. 
Como trabalhava para os americanos na Base aérea nº 4, nas  Lajes, ilha Terceira, depois de a minha mãe ter amealhado no canto da gaveta alguns dólares, pediu a um americano amigo que lhe comprasse um rádio, tinha que ser  Philips, não sei porquê tal exigência, talvez por ter ouvido falar da marca, e o amigo americano fez-lhe esse favor e ainda o veio trazer cá fora, porque tal compra era considerada contrabando e o meu pai não podia sair no Posto um com a mercadoria, ainda por cima uma compra tão grande, que dava imenso nas vistas, ainda se fossem uns chocolates americanos...
Vai daí que, quando o meu pai se apanhou na posse da dita compra, pernas para que te quero, não tardou em casa, foi um dia de alegria!
Foi esse dia e muitos outros que se seguiram, muitos serões passamos ao redor do rádio, e até quando o meu pai estava a sachar as batatas no quintal, ou sentado no muro a falar com os vizinhos e ou com os amigos, punha o rádio bem alto para que se pudesse ouvir bem.
saudosos tempos, saudosas recordações e saudoso pai que tanto rica de memórias me deixaste!
Deixaste muitas pegadas visíveis na tua caminhada pela vida fora e algumas invisíveis que só eu posso ler e sentir, enquanto viver, bem no fundo do meu  no meu coração...






Para ti pai,
Que muito soubeste amar
fazendo da terra brotar
plantas e flores a sorrir,
sem nunca desistir.
Para ti pai,
Que foste homem a valer
que não poderei esquecer,
fica aqui esta lembrança
repleta de grande esperança...
Tu pai,
Espero que aí me vejas
e que como sempre me protejas,
das agruras desta vida,
até à hora da partida.
Para ti pai,
Aqui fica esta flor,
com todo o meu amor,
e um obrigado enternecido,
por tal pai teres sido!
***************
A tua filha Clara,

quinta-feira, 16 de março de 2017

Texturas e grupos.





Sempre associei o termo "Textura" ao acto ou efeito de tecer isto é o modo como é feita  a urdidura dos fios num determinado tecido, e o termo grupo a um conjunto de pessoas ou objectos que formam um determinado todo. Nunca, nem que vivesse cem anos, sem que viesse a formadora  Cristina Campos, dar essa dica, me lembraria de aplicar tais termos em arte floral... Pois foi o que aprendemos hoje, duas técnicas de colocação de flores, texturada em caminhos de flores com e sem movimento que podem ser suaves e ondulantes, e agrupadas em formato geométrico, grupos descontínuos, tendo cada um o seu próprio movimento. Analisando bem até que faz sentido mas é como o ovo de Colombo era preciso que nos tivéssemos lembrado disso.
É caso para dizer como o Fernando Pessa . - E esta hein?!