Fomos consoar com a minha cunhada e a minha sogra, com é habitual, porque esta não pode sair de casa . Antes, porém, deixei sobre a mesa, umas bolachinhas e leite, para o caso de o Pai Natal ao passar por cá, estar muito cansado e precisar de retemperar forças, e não é que ao regressarmos, constatamos que este passou e se serviu, até pingou a toalha e deixou um restinho de leite no copo!
Esta é uma tradição que mantemos, desde que o nosso filho era bebé e que nunca pusemos de parte, porque sabemos que como diz António Gedeão em Pedra Filosofal "o sonho deve ser uma constante da vida". O sonho, a magia, a beleza, o querer acreditar no bem, é que nos ajudam a ultrapassar os maus momentos da vida que esperamos sejam poucos, no novo ano que se aproxima, a passos largos!
E não te esqueças :"O sonho comanda a vida"...
É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
sábado, 25 de dezembro de 2010
O meu presépio
Adoro aquelas representações, do nascimento do Menino Jesus num estábulo, com todas as figuras que assistiram ao mesmo que se costumam fazer na ilha Terceira e não só, com montes e vales musgosos, pedras, casas, lagos e aldeias representativas da vida quotidiana. Fico embevecida, a olhar para aquela mágica representação que me faz sonhar e transporta a tempos recuados, em que a vida era tão diferente da actual e em que a simplicidade imperava, até no nascer... Contudo, reconheço a minha falta de aptidão para executar tal obra de arte, os meus presépios são sempre muito simples, feitos sobre um móvel e costumam ter só as figuras e o triguinho. Este ano foi um pouco diferente, fi-lo sobre uma pedra de lava vulcânica, encontrada na Caldeira das Lajes que me foi oferecida por um primo Francisco Aguiar Ramalho,
Envelheci as figurinhas e tratei a pedra e ficou assim:

Envelheci as figurinhas e tratei a pedra e ficou assim:
Não queria pôr uma pedra directamente sobre a mesa ou sobre uma renda ou um bordado e fiz uma toalhinha rústica que penso, ficou bem bonita .
Um quadrado de serapilheira com a largura da dita, fitas, fios tirados e paciência pois embora isto pareça fácil, dá o seu trabalho e carece uma certa habilidade e persistência.
Faz-se a bainha,
depois tiram,-se os fios de modo a que fique com a largura das fitas e tudo contadinho, enfiam-se as fitas de modo a que os espaços fiquem iguais e as cores alternadas.Fica assim:
Agora é só fazer os laços conforme o gosto...
Claro que este trabalhinho foi feito na primeira semana de Dezembro, guardei para te mostrar hoje, é o meu presente de Natal !
Boas Festas.
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