segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Feira anual da Golegã


Dia 13 de Novembro, pela manhã, após um pequeno almoço no Vasco da Gama, no Oriente, lá vou eu com  um casal amigo, a Maria José e o Manuel Azevedo, a caminho da Golegã, vila portuguesa que pertence ao distrito de Santarém, com duas freguesias a de Azinhaga e Golegã, conhecida pela sua feira anual e pelos seus cavalos lusitanos.





Ao longo de toda a semana parece que a Golegã é o centro do mundo equestre. Para aqui se dirigem criadores de cavalos de todo o país e até do estrangeiro, esta feira também é conhecida por feira de S. Martinho visto que é coincidente com a sua data.
Por toda esta vila ribatejana  vêem-se cavalos de todas as raças, cores e tamanhos, montados por belas amazonas e por aprumados cavaleiros e no picadeiro central são exibidos os melhores e mais bonitos exemplares saídos das tradicionais coudelarias.Parece que o Mundo todo montou a cavalo!!!
Admira através destas fotos uma cultura e uma tradição tão portuguesa:

sábado, 6 de novembro de 2010

Estar calada

Georges Duhamel, médico, escritor e dramaturgo francês que viveu entre  1884 e 1966, nas suas obras atacava o materialismo e defendia os direitos dos indivíduos e escrevia apaixonadamente contra a guerra e suas atrocidades que ele havia vivido, pois trabalhara como cirurgião na 1ª guerra Mundial, dizia:
"Abençoado o homem que nada tem a dizer e se cala".
Pois eu vou estar calada, por uns dias não vou ter nada que te dizer, até lá sê feliz, bem mereces!
Beijinhos.

Bom fim de semana!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A bela castanha assada






O castanheiro frondoso
 de ouriços carregado,
 altivo e muito orgulhoso,
seus ramos, vai abanando...
Adiantado o Outono,
o castanheiro frondoso
dos ouriços se despede...
E sempre muito orgulhoso,
espera o ano que sucede.
E o ouriço ao abrir
como caixinha de jóia
mostra o fruto a sorrir,
seu orgulho, sua vitória.
Esta vitória, esta glória
por mãos  rústicas, diligentes
vai ser junta, recolhida 
escolhida, seca e lavada, 
e no calor do braseiro
vai sofrer até assar,
para a todos agradar,
em festas, jantares, convívios... 
E os comensais
comem e dizem satisfeitos:
-Que bela castanha assada!
Ingratos!
Esquecem  de endereçar
Um agradecimento, um louvor 
ao castanheiro frondoso
Altivo e muito orgulhoso... 
Clara Faria da Rosa
4 de Novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Coisas que nos destroem

Política sem princípios,
Prazer sem consciência,
Riqueza sem tabalho,
Cultura sem carácter,
Negócios sem moralidade,
Ciência sem humanismo,
Adoração sem sacrifício,
 Mahatma Gandhi

Dia de Todos os Santos, Dia de Pão- Por-Deus


A igreja católica presta homenagem e venera no dia 1 de Novembro os seus santos e mártires que através das suas vidas e dos seus abnegados exemplos deram testemunho da fé cristã. Também neste dia as crianças saem à rua , em grupo,a pedir pão-por-Deus, de sacola colorida na mão, vão recebendo guloseimas e moedas.
Esta tradição , começa a misturar-se, especialmente nas cidades, com  o halloween que é uma expressão abreviada de all hallows day que significa dia de todos os santos, em inglês.
Em muitos países a noite anterior a este dia é muito importante porque se baseia na antiga  crença de que as bruxas e os fantasmas voltavam à terra para procurarem alimento e para levarem companhia para o outro mundo. Por isso, as pessoas usavam máscaras, quando saíam à noite, para não serem reconhecidas e se confundirem com os espíritos e levavam lanternas porque se acreditava que a luz e os fantasmas não se dão bem. É interessante saber estas coisas, contudo, isso não faz parte das nossas tradições, nem dos nossos usos e costumes,
Por cá temos o pão-por-Deus , as saquinhas coloridas a lengalenga __ Soca vermelha, soca rajada, tranca no c- a quem não dá nada!, a ida ao cemitério para lembrar os nossos mortos e o dia de finados ou dos fieis defuntos no qual nós rezamos pelos que estiveram junto de nós mas já partiram e esperam as nossas orações, acredito.




Antigamente havia muita pobreza e os pobres iam pedir de porta em porta e os que tinham mais um pouco expressavam a sua solidariedade dando em especial os produtos próprios da época, que a terra dava, como abóboras, milho, castanhas, pão e escaldadas que são uns bolos próprios desta época, dando origem a este costume de pedir pão- por- Deus.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dia de finados

















Este início de semana foi dedicado ao espírito, celebrou-se o dia de Todos os Santos e o dia dos Fieis Defuntos que neste dia são lembrados de uma maneira especial .
Lembrei-me muito de amigos e familiares que já partiram mas sobretudo dos meus pais  que foram como os carvalhos que estendem  amplamente os galhos, eles abriram os ramos e deixaram que eu crescesse à sua sombra , dando passagem às gerações seguintes.
É assim que devemos ser, ao contrário da faia  que cresce recta, em direcção ao céu sem dar sombra aos que se seguem, estamos destinados a abrir caminho para os nossos descendentes .
Contudo, embora esta seja a lei da vida, devemos gratidão e saudade por todos os que já partiram, pelo que foram, pela coragem que demonstraram, pelo exemplo que nos transmitiram  e pelos legados materiais ou imateriais que nos deixaram!
Que descansem em paz, sempre com um lugar cativo nas nossas memórias e nos nossos corações...

Um mimo de uma amiga...

Recebi de Pão-Por-Deus, este miminho, de uma amiga e vizinha , a Isolina Fialho que é muito prendada, diligente e trabalhadora. Sim, trabalhadora, porque embora seja habilidosa, só o talento não basta , Deus dá o talento mas só o trabalho o transforma em sucesso! É o caso da Isolina que tudo o que tenta fazer consegue mas com  muito trabalho, entusiasmo e dedicação .
Fiquei sensibilizada com este mimo, um paninho bordado com uma cestinha em crochet, porque isto é um sinal de que ela é minha amiga, pensa em mim, não é preciso dizê-lo as acções dizem-no plenamente.
Foi  este o caso ...
Muito obrigada!
Mostro-to porque, quem sabe, talvez queiras fazer um igual para uma amiga. Já sabes, não são precisas muitas palavras, as acções falam por si...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dia Internacional da Terceira Idade

Foi, pelas Nações Unidas, proclamado este dia, como dia Mundial da Terceira Idade, como forma de chamar a atenção de todo o Mundo para a situação financeira, social e afectiva em que se vive nesta faixa etária e em que apenas uma pequena parcela da população idosa aufere rendimentos suficientes para viver uma existência aceitável e digna.
A etapa em que se atinge oficialmente esta etapa varia conforme a cultura mas em geriatria  só após os 75 anos  é que a pessoa é considerada como da Terceira Idade.
Esta fase da vida faz com que os problemas de saúde frequentes se acentuem e desenvolve alguns problemas incomuns nas fases da vida anteriores como o caso da osteoporose, alzheimer, propicia o aparecimento de rugas, manchas de pele, o embranquecer dos cabelos, diminuição de capacidades auditivas e visuais etc.
A organização mundial de saúde classifica cronologicamente como idoso, nos países mais desenvolvidos, pessoas a partir dos 65 anos e nos países em desenvolvimento cidadãos a partir dos 60 anos.
Se eu estender o braço, estou quase a lá chegar, enquanto não entrar nessa fase concreta, embora saiba e tenha a nítida noção de que isso não se mede com anos, sei que vou chegar lá, entretanto, vou visitar a minha sogra que está nesta fase e  precisa de mim.

A propósito duas definições:
Gerontologia -  Ciência que estuda o processo do envelhecimento.
Geriatria - Ciência que estuda as doenças  que afectam os idosos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O meu último trabalhinho

Mostro-te este trabalhinho que acabei de fazer, porque como estamos em tempos de crise e como   se avizinha o Natal talvez queiras a ideia para pores mãos à obra e fazeres uns miminhos para o Natal sem gastares muito dinheiro.
Esta é uma cestinha para guardanapos mas podes fazer mais pequena,  pôr bombons e decorar com motivos próprios da época,  feitos por ti..
Só compras um pouco desta rede nas lojas de ferragens, meio metro dá vários trabalhos e é muito barato, aproveita lãs ou restos de linhas que tenhas em casa. e imagina e tenta reciclar, aproveitar e poupar..!



Mais umas cestinhas...

Monumento ao touro

Já há tempos que não passava na rotunda da Carreirinha, vulgo rotunda da Praça de touros passei lá no sábado passado  e vi com muito apreço o monumento ao touro, lá implantado o qual aguarda um revestimento inicial e sobre este um revestimento de  bronze, segundo li algures e se bem percebi.
Angra merecia, a Terceira merecia, as suas gentes mereciam pois têm dado mostras, ao longo dos tempos de serem amantes e apreciadores da festa brava!
Li no Diário Insular que "Angra do Heroísmo está em vias de aderir à Associação Internacional De Municípios e Entidades Organizadoras de Festejos Taurinos Populares, o que seria um importante contributo de divulgação da cidade pela via tauromáquica." 
É caso para dizer Olé...Olé!!! Terceira.

Seminário de Shiai/Kumité em Angra do Heroismo

Foi no passado fim de semana que esteve entre nós o sensei António Oliva Seba considerado uma das maiores referências a nivel mundial na área do karaté desportivo. Veio orientar um seminário organizado pela Associação de karaté dos Açores ao qual  se vão seguir mais dois, estando já o proximo agendado para o início de 2011 a realizar em S. Miguel.
É deste acontecimento que te dou conta no vídeo que acima insiro.

domingo, 17 de outubro de 2010

Sobre a história do pão


De um amigo nosso, o Sr. José H. Gonçalves, recebi estas fotos, que agradeço as quais ilustram claramente o que eu queria dizer  quando  escrevi sobre o dia do pão. Não resisti em publicá-las porque elas falam muito mais alto e muito mais claro do que as minhas pobres palavras.
São situações que já não se vivem e que os nossos jovens perderam para sempre, embora tenham outras vivências também com o seu valor.
 Resta-nos a obrigação moral de passar toda esta riqueza etnográfica aos vindouros.

sábado, 16 de outubro de 2010

Bom fim de semana!!!

Que saibamos todos encarar este fim de semana como uma tela enorme e que consigamos pintá-lo de muitas e lindas cores e com muita bravura dando tudo o que somos capazes. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

No dia mundial do pão

Pela televisão, fiquei sabendo que se comemora amanhã, 16, o Dia Mundial do Pão; Curiosamente, nem sabia da existência desta efeméride, mas afinal , nada é  mais justo pois o pão é a base da alimentação de muita gente e tanto é verdade e tão grande a sua importância que quando rezamos a oração do pai nosso pedimos  a  Deus: " o pão nosso de cada dia nos dai hoje"
Por coincidência, recebi de presente, da minha vizinha Fátima Silveira , que é uma padeira muito afamada, aqui na ilha Terceira, um  pão ainda quentinho, delicioso!

Naturalmente, não encontraria maneira melhor de celebrar este dia,  dedicado ao pão, do que  a saborear uma boa fatia do mesmo, com um pouco de manteiga, pensava eu, enquanto me deliciava e em simultâneo ouvia algumas crianças que ao serem questionadas, por um programa de televisão, sobre a origem do pão diziam que o mesmo vinha do Pingo Doce, do padeiro, da pastelaria etc. Claro que falavam das suas vivências do que vêem do que é a vida actual...
Então, divagando, o meu pensamento leva-me à minha infância, vejo o meu pai a semear o trigo e o milho,vejo estes cereais crescerem, o dia de ceifar o trigo e as desfolhadas que se faziam no nosso quintal, ouço o chiar do carro de bois carregadinho de molhos de trigo a caminho da debulhadora  e vejo  sacos de trigo, como os da foto, empilhados a um canto donde a minha mãe ia tirando o suficiente, que media nas "rasoiras " cuja foto mostro,


 para o moleiro levar e transformar em farinha, ficando o sobejante para a sementeira do ano seguinte.



Lembro a minha mãe toda empoada peneirando a farinha

para fazer o pão que amassava, de mangas arregaçadas, em alguidares de barro sobre rodelas de trabalho louco, que fazia aos domingos , sentada no canto do estrado da avó e lembro o cheiro do pão quentinho ao sair do forno, que a minha mãe abafava  com os abafadores, também feitos por ela, para que o pão ficasse muito maciinho, como  dizia .
Então dou por mim a pensar:
- que infância feliz eu tive!
Não sabia o que era pão de forma, nem pão bimbo , nem padeiros nem padarias, nem pastelarias mas sabia que podia contar com o trabalho e o amor dos meus pais que não estavam preocupados com a inflacção nem com a descida dos ordenados  nem com os impostos, mas sim com o seu trabalho pois sabiam que se tivessem saúde, pão não nos faltaria na nossa mesa...
Eu era rica e não sabia!



terça-feira, 12 de outubro de 2010

felicidade de espírito

A força da gravidade...

A gravidade é uma força séria  que afecta a nossa vida, nas mais variadas situações mas, para mim ,a altura mais complicada é aquela em que sentimos um tremor enorme no maxilar inferior  e uma grande vontade de abrir a boca e  dizer algo que muitas vezes não é carinhoso, não nos diz respeito, não é necessário dizer e por vezes nem temos a certeza de ser verdade!  É uma situação complicada  mas a altura ideal para  nos lembrarmos de que os outros também podem falar de nós e como nos sentimos ofendidos quando se prova que o fizeram mesmo e sem o mais puro espírito de caridade...
É então que percebemos ser muito oportuno lutar contra essa terrível força e se não conseguirmos devemos, em última instância, recorrer ao fecho éclair conforme a gravura que abaixo vai inserida...
Agora fiquei a pensar...
__ Será que eu agora devia ter recorrido ao dito fecho?

Feliz aniversário!

Quero aqui registar o aniversário do meu amigo Rui Pamplona para quem envio um beijinho de parabéns e votos de que nunca se esqueça  de que a vida é maravilhosa não pelo que nos dá mas pelo que nos promete. Tenho a certeza de que a vida ainda lhe vai trazer surpresas maravilhosas...Assim o desejo! 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Apontar o dedo...

Sabemos que quando apontamos o dedo para alguém temos  sempre três dedos apontados para nós, verdade que nunca deve ser esquecida porque em vez de criticarmos temos sempre oportunidade para aproveitar a ocasião e ajudar, desculpar, tentar perceber com tolerância, ensinar, fazer, ultrapassar etc. Contudo,esta coisa dos ordenados a baixarem,os impostos a subirem, o custo de vida cada vez pior, da falta de empregos, dos jovens licenciados com empregos precários sem vislumbrarem uma saída, dos medicamentos prementes a serem menos comparticipados, dos jovens casais a quererem comprar casa sem saberem como, atendendo à conjuntura económica em que se vive, das pensões dos idosos a serem penalizadas, dá-me uma comichão no dedo indicador e uma vontade de apontá-lo...
Mas a quem???
A quem se responsabilizou a proporcionar condições para que todos nós vivêssemos melhor, a quem está a ganhar muito dinheiro para pensar nos nossos problemas, a quem andou nas faculdades a estudar para se preparar para isso mesmo e agora está bem assessorado por pessoas que deveriam estar bem  preparadas e naturalmente são bem pagas para saberem o que fazer, a quem bem alimentado e bem vestido tem mais capacidade do que um pobre desgraçado mal alimentado e mal agasalhado, enfim ...já me dói o dedo  de tanto apontar!!! Sempre sem esquecer que os outros três estão continuamente apontados para mim que também tenho algo a fazer, todos temos algo a fazer mais que não seja do que cumprir bem os nossos deveres como donas de casa poupadas, conscientes  e regradas, funcionários pontuais assertivos, delicados, zelosos do património público e trabalhadores , pais que tentem incutir nos filhos princípios de cidadania para que não se vejam papeis e garrafas pelo chão, contentores de lixo novos estragados em poucos dias, montões de lixo ao lado dos contentores só por preguiça de se abrir a tampa ... isto são só alguns exemplos.
Enfim...de quem é a culpa de tudo isto? Em que direcção devemos apontar???
Minha mãe dizia que é feio apontar,contudo, sabendo que os impostos nos acompanham  até ao fim da vida, tenho medo que a situação ainda possa piorar...

Paulo Jorge da Silva Borges

Acabo de chegar de um funeral. Faleceu o colega do meu marido e nosso amigo Paulo Borges.
Era funcionário administrativo na E.D.A.e um grande aficionado das danças de salão tendo sido fundador da Academia das Danças de Salão em Angra do Heroísmo.
Pessoa muito sensata, de fino trato, amigo dos seus amigos, gostava muito de viajar  de receber e de conviver, foi professor de danças de salão na Academia Sénior da Santa Casa da Misericórdia.
Ainda tinha muito que conviver e muito que dançar mas o destino trocou-lhe as voltas e fê-lo partir prematuramente.
Uma romancista inglesa perguntava:
-Para que vivemos, a não ser para tornarmos a vida menos difícil uns para os outros?
O Senhor Paulo viveu pouco mas sei , porque convivi com ele, que  se preocupava com os outros! Nas aulas seniores tentava sempre que os mais velhos, mais cansados ou menos dotados, ultrapassassem as respectivas dificuldades  sem acentuar as falhas existentes que se diluíam no meio de incentivos e gargalhadas...
Não é a primeira vez que falo nesta página do Sr. Paulo, desta vez de forma dolorosa, embora já tenha a idade e o discernimento suficientes para saber que a morte é uma certeza que nos persegue até ao fim e que todos os começos são difíceis especialmente o começo do fim e o amigo Paulo enfrentou-o com muita coragem e dignidade. É por tudo isto que não o esqueceremos e que terá sempre um lugar cativo no nosso coração...

Que o seu caminho seja iluminado pelo reflexo da sua vida!!!