segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

gizando...


A  Isolina Fialho é uma "rapariga"  da minha idade e além de sermos vizinhas, temos alguma cumplicidade porque somos da mesma freguesia e fomos condiscípulas na escola primária; É muito prendada de mãos e, acabando de fazer muitos fuxicos que juntou em quadrados, pediu-me para eu ir lá a casa ajudar a gizá-los que é como quem diz a organizar, delinear ou projectar o trabalho, de modo a que fique com bom aspecto e, embora o  tivesse sido feito com restos de tecido ficou bonito, como podes ver, faltando ainda prender os quadrados uns aos outros.
Este verbo gizar é uma palavra derivada da palavra primitiva giz e faz-me lembrar a minha mãe, de giz na mão, pondo os moldes sobre o tecido da cliente, dizendo:
- Vou gizar o tecido, para ver se dá o que queremos!
Quem diria que um trabalho de fuxicos me levaria a pensar em  gramática?!!
O que eu queria mesmo, mesmo, era saber gizar o resto da minha vida, com a mestria com que a Isolina fez o seu trabalho, para que o tempo que me resta viver,  tenha o mesmo colorido, a mesma alegria e a mesma beleza que o trabalho da minha vizinha!!!

   

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Como fiquei na bancarrota:

Ia olhando e pensando:
É só para ver, não e para comprar! 
Eis senão quando, os meus olhos batem numa pequena, rara e amorosa caixa  de um vidro que adoro. - O vidro casca de cebola,  que é muito procurado por coleccionadores e  se apresenta em  lindíssimas peças vintage  como cachepots, garrafas,  jarras e conjuntos para licores, água e vinho.
 No início do século passado, talvez na década dos anos vinte, o vidro branco transparente, era tratado quimicamente, de  modo a adquirir o tom da casca de cebola que depois podia ser gravado ou tratado com  jactos de areia que lhe conferiam artísticos desenhos.
Como podia deixar de comprar tal preciosidade, que me  lembra o passado  tranquilo, tornando-o em simultâneo presente e permanente?!!! E como deixar para trás a linda e dourada caixa que lhe fazia companhia, de louça alemã  com o carimbo BAVÁRIA?!!! 
Não resisti...
Fiquei  na bancarrota!
Esta expressão bancarrota, vem do facto de na idade média os negociantes de câmbio e empréstimos  se colocarem, nas feiras, atrás de uma mesa, para efectuarem os seus negócios, eram os avós ou trisavós dos bancos actuais, se os negócios iam mal eles quebravam a própria mesa, daí a palavra bancarrota, do italiano banca rota, que se traduz como banca partida ou banca quebrada.









Cá estou eu na capital, esperando por exames e consultas para tratar da saúde que afinal não ficou nada tratada, há que esperar, compreendendo que a vida é feita de capítulos,que vão sendo lidos aos poucos, uns mais agradáveis do que outros, mas contra isso não há nada a fazer, só esperar e aceitar....

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

OBRIGADA!



11 de Janeiro/ dia Internacional do
OBRIGADO/A
Eu quero dizer obrigada...
Ao sol que gentilmente me aquece,
E à Lua que pontualmente aparece,
E à Terra que tudo nos fornece
E roda roda e nunca entontece!
Eu também digo obrigada...
Aos mares que peixe nos dão,
E à vaca, à galinha e ao cão
Nosso amigo, nosso irmão,
E aos que um sorriso me dão!
Obrigada, muito obrigada...
Pela tua linda amizade,
Pela tua gentileza e bondade,
Por todos tratares com igualdade,
E por não cultivares a maldade!
E mais uma vez obrigada...
Meu Deus e meu Senhor,
Por espalhares o teu amor,
Sobre tudo ao meu redor,
O que me faz sentir melhor!
Obrigada à flor colorida
Que dá graça à minha vida,
Obrigada à ave atrevida
Que canta e a todos cativa!
Obrigada, mil vezes obrigada...
Pelo teu silêncio e resistência,
Pela tua caridosa paciência,
Pela tua coragem e consideração
E por ajudares com prontidão...
Obrigada...
Neste dia mundial,
Obrigada...
Amanhã e no futuro,
Obrigada...
Até ao fim dos meus dias!!!
11 de Janeiro de 2018
Clara Faria da Rosa

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Sentes-te mal? - Ventosas terapeuticas:



Com a chegada do Inverno e as temperaturas  a descer logo apareceram os resfriados, as gripes, as constipações e as tosses e rouquidões. Imediatamente, a indústria farmacêutica aproveitou, como em anos anteriores, para fazer propaganda de produtos, que dizem eficazes, para fazer desaparecer esses males ou pelo menos aliviá-los...É ao ouvi-los que começo a pensar no meu pai, que por ser agricultor e lavrador, não podia fugir às intempéries, pois os animais tinham de ser tratados a horas e isso não tinha nada a ver com ventos fortes, frios, chuvas e ou nevoeiros; Vai daí que chegava muitas vezes a casa transido de frio e molhado até à medula, pois naquela altura os agasalhos e os impermeáveis não abundavam.
Parece-me que estou a ouvi-lo dizer à minha mãe: 
- Havias de me pôr umas ventosas, Para ver se me levanto amanhã! 
Lá ia a minha mãe, toda lampeira, buscar as ventosas que eram uma espécie de copos, mas côncavos na base, e de boca estreita e bordos largos, onde metia algodão embebido em álcool que cuidadosamente punha a arder e aplicava nas costas do meu pai. Aquilo provocava como que uma bola de pele  dentro do copo, que eu à altura não entendia, mas que agora sei que o oxigénio se consumia,  havia um afluxo de sangue e a circulação era activada libertando ou liberando as toxinas existentes no sangue.
E lá ficava o meu pai, deitado na cama , de costas para cima,  nem um ouriço caixeiro, muito bem coberto, e no outro dia estava pronto  de novo para o trabalho!
Naquela altura não havia as facilidades actuais, fazia-se  e usava-se o que os antepassados faziam, a ventosaterapia,  ao que julgo saber  uma técnica milenar que já os índios utilizavam com  chifres de animais e os chineses  com copos de bambu, chegando depois essa técnica à Europa .
Penso que actualmente se estão implantando novamente estas técnicas que segundo os entendidos  aliviam tensões, dores musculares e articulares e desintoxicam o organismo. 
- Sentes-te mal com a chegada deste frio invernoso? - Ventosaterapia!
Se precisares empresto-te as ventosas que tenho, são só três mas não importa, a minha mãe improvisava com os copos da cozinha, e aí sim é que a coisa apertava, pois no dia seguinte a pele estava pejada de círculos vermelhos quase em carne viva.
Outros tempos, outras gentes...






segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Uma visita de Natal:


Este Natal tive uma visita inesperada, que muita alegria me deu; Uma dama com mais de cem anos de uma beleza, um requinte, uma patine e policromia deslumbrantes. Não veio a pé, nem de avião, autocarro ou comboio mas na tampa de uma linda e antiquíssima  e oitavada caixa de jóias...
Perguntarão os que me lêem, como sei a idade da inesperada visitante ao que eu responderei que esta história  tem a ver com a fundação, em 1850, da fábrica de loiça de Sacavém a qual  durante vários anos marcou o quotidiano dessa povoação, celebrizando a fábrica dentro e fora de Portugal.
Anos depois a fábrica atravessou entre 1861/1863 graves problemas financeiros e acabou por ser vendida a um inglês  de nome John Howorth que introduziu novas técnicas de produção e a fábrica tornou-se uma das mais importantes no ramo da produção cerâmica especialmente na produção de faiança fina  de caulino.O sucesso foi tal que o rei D. Luís intitulou a fábrica de REAL FÁBRICA DE LOIÇA DE SACAVÉM.
Falecendo, em 1893, John Howorth a sua viúva associou-se ao guarda-livros da fábrica James Gilman que após a morte da senhora Howorth assumiu o governo da empresa.
Pela marca no fundo da caixa e respectivas características, posso saber que a mesma é do período Gilman ,data à volta de 1905, por isso deduzo que a senhora que entrou na nossa casa este Natal tem mais de cem anos, e a caixa não trouxe jóias nem ouro, mas a pessoa que ma ofereceu, sabe muito bem o que valorizo, e  que para mim isso não é o mais importante mas sim a oportunidade que ela me deu para pesquisar e ficar a conhecer mais um pouco da cultura do nosso país, além de que me deu ocasião a que ao entreter-me com esta pesquisa,  pusesse de parte eventuais tristezas, sensibilizando-me, distraindo-me e afastando-me de fluidos negativos.










sábado, 6 de janeiro de 2018

Dia da Reis

O dia de reis é no dia 6 de Janeiro, como todos sabemos, partindo-se do princípio de que este facto é histórico assenta-se que  os reis chegaram finalmente junto do Menino neste dia, Contudo há quem defenda que a existência dos Reis Magos que nem eram reis, é meramente simbólica e deve lembrar a todos que  devemos aceitar e respeitar as diferenças.
A igreja católica estipulou que o  dia seria celebrado no domingo entre o dia 1 e o dia 8.
Deste modo, será amanhã o domingo da Epifania, que significa a aparição de Jesus Cristo aos gentios, a festa religiosa para celebrar esta aparição, Dia de Reis, pois epifania significava apresentar alguém à sociedade.
O povo, em várias regiões do nosso país, canta as Janeiras de porta em porta, no dia 6 evocando os reis magos e os donos da casa retribuem a visita com alguma bebida que aqueça, frutos secos, bolo-rei ou qualquer guloseima.
Nesta data encerram-se os festejos natalícios, desarmam-se os presépios, assim como as restantes decorações de Natal.
Supostamente, segundo a tradição cristã, este seria o dia em, que o Menino, recém - nascido, numa gruta, em Belém recebeu a visita dos três Reis Magos, Belchior, Gaspar , vindos do Oriente e Baltazar de Sabá, terra situada no Sul da Península Arábica ou da Abissínia.
Estes reis simbolizam as tês raças biblicas:
Gaspar, os Semitas descendentes de Sem - Raça amarela  - Asiática.
Belchior, os Jafetistas descendentes de Jafé- Raça branca - Europeia
Baltazar, os Camitas descendentes de Cam - Raça negra - africana
É uma homenagem de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis! Mago significava astrólogo, termo que à altura se confundia com sábio, erudito e filósofo.
De qualquer forma facto histórico, bíblico ou simbólico, já o ouvi narrar muitas vezes atendendo à minha idade  e a também ter frequentado a igreja desde criança em homilias que se  re referiam à epifania e a este facto concreto,e muitas vezes dei por mim  a pensar que os magos  ao perscrutarem o firmamento,avistando uma estrela diferente  e seguindo-a à procura de um novo Rei são como que um incentivo para todos nós que devemos procurar, encontrar e seguir a nossa luz que nos encaminhará à realização pessoal, à felicidade e ao amor, mesmo que pelo caminho encontremos alguns Heródes, devemos tentar escamotear esses obstáculos e seguir a nossa estrela, a nossa luz!!!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A toalha de Natal que cresceu...


Quando, para o Natal de 2016, encontrei umas toalhas que "me encheram as medidas" que é como quem diz, que me agradaram, apressei-me a comprá-las, tinham o comprimento certo, gostei da cor, eram de um tecido pesado e lisas só com um simples estampado a dourado com os nomes dos Reis Magos e dos presentes que levaram ao Menino, segundo reza a história. Eu, que gosto de coisas com significado, fiquei muito agradada, sendo também influenciada pelo preço que era deveras aceitável.
Fiquei à espera do Natal para usar as minhas toalhas novas quando, qual não foi a minha desilusão,  verifiquei que na largura não tinham o tamanho certo, pois gosto de uma toalha farta o que não era o caso! Levei o Natal inteiro a falar do meu grande desgosto que, não foi valorizado por ninguém, nem pelo meu marido, que a bem da verdade, valoriza mais o que está sobre a toalha do que o tamanho da mesma.
Logo, findo aquele Natal, prometi a mim mesma, que iria inventar uma solução para aquele "grande problema", vai daí que, resolvi desmanchar a bainha, o que me deu um trabalhão, pois estava muito bem feita e com um ponto muito miúdo e prender à volta um galão dourado. Ficaram uma toalhas lindas e fartas e eu feliz com o resultado!
Agora sabem qual foi o comentário dos meus homens sobre as minhas ricas toalhas, que tanto trabalho me deram???
-- Este ano não temos toalhas de mini-saia mas toalhas de máxi-saia!!!
Ingratos! Juro, para o ano não vai haver toalha na mesa de Natal, se eu for capaz de cumprir esta promessa...
E ao falar neste assunto, lembrei-me que no dia de Natal de  1971, fui almoçar, pela primeira vez, acompanhada pelos meus pais, a casa dos meus sogros e, estando sentada muito direita, como ditavam as regras,  na beira de um canapé, à espera de irmos para a mesa, a avó do meu marido sentou-se junto de mim e, sorrateiramente, puxou-me a minha mini-saia, sim, porque eu já usei mini-saia, não pensem que eu fui sempre sessentona, o pior foi que ela não cresceu como a minha toalha de Natal!...
Feliz Dia de Reis!

 



















sábado, 30 de dezembro de 2017

A simplicidade do meu presépio:



O meu presépio é muito simples
Como as estrelas cadentes,
O meu presépio é transparente
De uma transparência incandescente,
O meu presépio é luminoso
Mas também harmonioso...
É esta simples transparência
É esta luminosa incandescência
É esta  alegria na pobreza
E na eventual riqueza,
Que aos homens dá a vontade
De praticarem a bondade...
É tudo isto que me diz em  segredo
De modo a que eu não sinta medo 
Este meu pequeno presépio,
Que lembra da Lua  o nascer 
E  do Sol o desaparecer, 
E tem no meu coração 
Um efeito tão incrível
E me torna tão sensível 
Que me leva à oração !

Natal de 2017
Clara Faria da Rosa









terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Torresmos do céu:

Torresmos e torresmadas



Sabemos que os  torresmos são feitos de pequenos pedaços de toucinho de porco, ou de carne com toucinho, que depois de devidamente temperados vão ao tacho a fritar na banha que vão destilando, até atingirem o ponto ideal, que se conhece, havendo também regiões do nosso país a que se dá o nome de rojões a esta iguaria deliciosa.
Contudo, não é destes torresmos que te quero falar, mas sim, de um doce de tacho, muito antigo, feito com açúcar, farinha, manteiga, ovos e amêndoa palitada que em princípio parece muito fácil, mas que tem a sua dificuldade, devido ao ponto de estrada forte que deve atingir, o que se não for conseguido está tudo estragado! Pois eu há muito tempo que não fazia esta especialidade, até pensava que já não sabia fazê-la, mas consegui, e ficaram os ditos torresmos, mesmo do céu segundo o nome da especialidade e conforme podes ver pelas fotos
A respeito da palavra torresmo, há uma outra palavra da mesma família, que é a palavra torresmada que significa uma grande pratada dos mesmos mas também, em linguagem popular, uma parvoíce ou um disparate.
É aí que quero chegar, quero desejar não ter dito, nesta página, ao longo deste ano de 2017, muitas torresmadas, parvoíces ou disparates; Se o fiz, peço-te perdão, foi involuntariamente, e prometo tentar emendar-me no ano novo...
 


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Almoço do dia de Natal


Já em casa da minha mãe era assim, não se cozinhava no dia de Natal, era tudo feito de véspera  e depois era só aquecer e comer, Eu sempre que posso sigo esta regra, por isso ontem, da parte da tarde, toca de aquecer o forno e tudo para dentro, foi o peru, o recheio, batatas doces às rodelas e enfarinhadas, abóbora aos cubos envolvida em açúcar mascavado e canela, bolo inglês e até as pevides da abóbora, foi uma festa e aquele conjunto de odores era uma coisa do outro mundo, quanto ao sabor, embora pareça tudo muito bem, só daqui a pouco vamos saber!
Que o teu almoço de Natal te saiba bem e seja passado em paz e harmonia que é o principal...




sábado, 23 de dezembro de 2017

Um presente para o Menino








Pensei um presente ofertar
Ao Menino que está a chegar...
Um presente valioso, 
Um presente fabuloso!

Talvez uma caixa de jóias
Com prata fina e pérolas...
Rubis,ou um colar de ouro,
Enfim um valioso tesouro!

Mas pensando bem a fundo
Este Menino vem ao mundo...
Não à procura de riquezas,
Não à procura de grandezas!

Este Menino, esta criança
Vem-nos trazer esperança...
E vem a todos dizer,
Que vale a pena viver!

 Se vivermos com amor
Se soubermos dar louvor...
Se soubermos agradecer, 
E humildemente sofrer!

É esta a grande mensagem
Que nos transmite coragem...
Para a nossa vida aceitar.
Sabendo receber e dar!

Clara Faria da Rosa
Natal de 2017


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O meu Menino mija!

Tradicionalmente, nos Açores, faziam-se licores caseiros e eram tantos! ( de laranja,de café, de anis, de banana,cacau, de leite, de maracujá, de poejo, de tangerina, de vinho e outros). Estes licores, alguns dos quais feitos propositadamente para o Natal, eram dados a provar  nesta época ao que se chamava a mijinha do Menino.
Convidavam-se familiares para a mijinha do Menino:
- O meu Menino Mija!
-Vai à mijinha do meu Menino!
-O meu menino não está mal das urinas!
-Vai provar a mijinha do nosso Menino!
Era um carinho, uma doçura...
E lá se faziam agradáveis visitas, para desejar as boas- festas, apreciar o presépio, armado a um canto da casa com muitas leivas e musgos e coloridas figuras de barro ou então sobre a cómoda antiga,  coberta com bonita toalha de linho e decorada com camélias, tangerinas e pratinhos de trigo a rodear o Menino, e provar a mijinha à mistura com alguns figos-passados, rebuçados caseiros, caramelos, bolacha republicana e outros doces tradicionais.
Actualmente, ainda se mantém essa tradição, embora com alguns cambiantes ...Talvez já não se façam tantos licores que são substituídos pelos comprados e os doces e aperitivos sejam de outro tipo e com novas receitas , o presépio mantém-se e o hábito de se visitarem as casa de familiares, colegas e amigos, assim como o calor humano que se gera à volta dessa tradição,  continua, felizmente!
Quanto ao meu menino, aliás aos meus meninos, estão bem saudáveis, com os aparelhinhos como Deus manda, expelindo o precioso líquido que aquecerá os amigos, neste Natal.

- O meu menino mija !!!