É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
sábado, 29 de dezembro de 2012
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
A minha amiguinha Bárbara
A minha amiguinha Bárbara Coelho veio fazer-me uma visita de Natal, trouxe-me este delicioso bolo "embrulhado" em muito carinho e atenção. Fiquei contente e pensei que quando era criança, a minha mãe me mandava ir levar "presentes" às pessoas amigas, ela gostava de partilhar do que tínhamos, e eu ia muito contente . Diz-se que a saudade é a memória do coração e eu sinto muita saudade desse tempo, uma saudade, doce e quente que me envolve nas minhas memórias e me invade o coração...
Pús-me a pensar que, os pais da Bárbara ao incentivarem-na a vir até mim, estão a praticar uma atitude pedagógica que perdurará e a marcará pela vida fora, como aconteceu comigo, e também pensei na razão de gostar tanto desta menina encantadora o que me transportou uma vez mais à minha infância e aos dias que a minha mãe, tendo muito trabalho, pois tinha as lides domésticas e era costureira, me punha à janela, para que me distraísse e eu conversava com os nossos vizinhos que iam passando, sempre fui muito tagarela, não é de agora!
Já fui criança, como a Bárbara, por isso gosto de ser carinhosa com ela e com todos os jovens e procuro ser compassiva com os idosos porque não tardarei lá e simpática com os que se esforçam para vencer e compreensiva com os fracos e injustos pois ao longo da vida passamos por tudo isto.
São estes valores, entre outros, que eu desejo muito que a Bárbara adquira, o carinho, a compaixão. a compreensão, a simpatia, a tolerância, entre brinquedos e presentes de Natal, claro!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Subi a escada...
Subi a escada...
Para no cimo da árvore
Uma estrela colocar
Q'a todos nós ilumine
No Natal e em cada instante,
Subi a escada ...
Para bem alto gritar
Ao vento, continentes e oceanos
À família, amigos, vizinhos,
Feliz Natal, a todos vós,
Que nunca se sintam sozinhos!
Subi a escada...
Para a árvore decorar
E o local que habitamos
Ganhar cor, brilho e alegria,
E para que ninguém se esqueça
Que um nascimento celebramos,
Subi a escada...
Para ficar mais perto do céu,
E para ao Menino pedir
Que nasça no meu coração e no teu,
E que nos ensine a sentir
A alegria de viver
O Espírito de Natal!
E Deste modo num unir de boas vontades da comissão de festas do império de Bicas de Cabo Verde freguesia de São Pedro, Angra do Heroísmo, de um modo muito simples "pincelou-se" este pequeno apontamento que alegrou o lugar nesta época festiva.
Para no cimo da árvore
Uma estrela colocar
Q'a todos nós ilumine
No Natal e em cada instante,
Subi a escada ...
Para bem alto gritar
Ao vento, continentes e oceanos
À família, amigos, vizinhos,
Feliz Natal, a todos vós,
Que nunca se sintam sozinhos!
Subi a escada...
Para a árvore decorar
E o local que habitamos
Ganhar cor, brilho e alegria,
E para que ninguém se esqueça
Que um nascimento celebramos,
Subi a escada...
Para ficar mais perto do céu,
E para ao Menino pedir
Que nasça no meu coração e no teu,
E que nos ensine a sentir
A alegria de viver
O Espírito de Natal!
E Deste modo num unir de boas vontades da comissão de festas do império de Bicas de Cabo Verde freguesia de São Pedro, Angra do Heroísmo, de um modo muito simples "pincelou-se" este pequeno apontamento que alegrou o lugar nesta época festiva.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Ser civilizado é diferente de ser culto
Entre 1926 e 1997 viveu, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América, William Rotsler famoso ensaiador, actor, realizador e director de fotografia e penso que também bom cartunista. Embora não tenha a certeza desta última actividade, o que eu sei, de certeza, é que ele escreveu o seguinte:
-"Ser civilizado quer dizer que sabemos o suficiente para não comermos com as mãos, mas ser cultos significa que sabemos porque não devemos fazê-lo!" Embora esta afirmação pareça uma verdade e um dado adquirido tem, quanto a mim, muito que se lhe diga. Na verdade, procedemos, muitas vezes de forma instintiva sem pensar porque o fazemos e sem questionar se isso é ou não bom para nós, para a nossa saúde física e ou mental, para o ambiente, para a nossa saúde financeira e para o que nos rodeiam.
Pega num arame, enfia-as muito juntinhas , junta-lhe um pouco de cor com qualquer apontamento do ano anterior e aí tens um bonito arranjo para o exterior da tua casa!
Civismo, cultura e bom gosto de mãos dadas com a vantagem de não se gastar dinheiro e com um problema resolvido com prazer!
O Sr. Rotsler sabia bem o que dizia!
Bom Natal...

Tem esta conversa a ver com as compras de Natal e com as decorações da época, é que vamos comprar sem pensar que teríamos maneira de resolver o problema mais barato, com mais entusiasmo, de forma original e excitante , basta olharmos à nossa volta...
Ora vejamos....
O Outono fez amontoar folhas secas por todos os lados que te vão dar, já se sabe, um trabalhão a removê-las?Pega num arame, enfia-as muito juntinhas , junta-lhe um pouco de cor com qualquer apontamento do ano anterior e aí tens um bonito arranjo para o exterior da tua casa!
Civismo, cultura e bom gosto de mãos dadas com a vantagem de não se gastar dinheiro e com um problema resolvido com prazer!
O Sr. Rotsler sabia bem o que dizia!
Bom Natal...
CONVÍVIO DE NATAL, E.D.A. - 2012
Diz-se que uma das grandes tragédias da vida é a morte; Na verdade, em princípio, concordo com esta opinião porque gosto muito de estar por cá, de gozar a companhia dos que me são queridos , dos meus amigos e de fazer coisas que me dão prazer, sabe-se lá se depois de morrermos podemos ler um bom livro! E, se eu estando morta, não puder ler, morro outra vez...Contudo, o que eu entendo, ser pior do que a morte, é estar viva e não gozar em plenitude essa faculdade isto é, não apreciar o que está à nossa volta, não amar as coisas boas que temos, assim como não aproveitar as oportunidades que se nos deparam e estar sempre azeda com a vida.
Tento fugir a essa atitude e agarro sempre todas as oportunidades que se me deparam, foi por isso que, mais um ano, acompanhei o meu marido ao convívio de Natal da E.D,A., empresa onde ele é funcionário.Porque vou muito lá, encontrar-me com o meu marido, quase que me sinto funcionária da empresa, às vezes digo, a brincar, que a diferença é não receber ordenado e conheço lá muitas pessoas que fazem o favor de me contemplarem com a sua amizade, gentileza e carinho.
Foi um convívio muitíssimo agradável que registo aqui neste pequeno vídeo cujas imagens só revelam os factos , não a poesia , a amizade, a camaradagem e alegria que se viveu naquela noite! Só peço ao Menino cujo nascimento festejámos que me dê vida e saúde para lá estar no próximo Natal!
Tento fugir a essa atitude e agarro sempre todas as oportunidades que se me deparam, foi por isso que, mais um ano, acompanhei o meu marido ao convívio de Natal da E.D,A., empresa onde ele é funcionário.Porque vou muito lá, encontrar-me com o meu marido, quase que me sinto funcionária da empresa, às vezes digo, a brincar, que a diferença é não receber ordenado e conheço lá muitas pessoas que fazem o favor de me contemplarem com a sua amizade, gentileza e carinho.
Foi um convívio muitíssimo agradável que registo aqui neste pequeno vídeo cujas imagens só revelam os factos , não a poesia , a amizade, a camaradagem e alegria que se viveu naquela noite! Só peço ao Menino cujo nascimento festejámos que me dê vida e saúde para lá estar no próximo Natal!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
O presépio da minha infância
Penso que se pode definir este conceito de presépio, como a representação, na tradição do Natal, do estábulo de Belém e das figuras que participaram do nascimento de Cristo, representação esta que, muitas vezes, se estende a outras cenas da vida de Cristo seguintes e a cenas características do meio envolvente.
Há presépios lindos, uns mais ricos do que outros, uns muito originais, de materiais variados, conforme o local onde são fabricados mas....embora tenha a plena convicção de que devemos respeitar o passado mas não viver nele, não resisto a dizer que do presépio que eu gosto mais é do presépio da minha infância. Já tem cerca de sessenta anos, e sei que foi comprado por três vezes, no primeiro ano a minha mãe comprou o Menino, Maria e José, no segundo ano os Três Reis Magos e no ano seguinte mais umas figurinhas; E ainda dizem que agora é que não há dinheiro!
Foi comprado, como é óbvio, em escudos, o Menino, com a manjedoura, custou 6 escudos e cinquenta centavos, Maria , assim como São José cinco escudos cada, os Reis Magos custaram quatro escudos cada, o burro e a vaca, foram mais baratos, dois escudos e cinquenta centavos, talvez porque se previsse que não iam permanecer no presépio infinitamente e as outras figuras não têm registo.
Este presépio estava em casa dos meus pais , arrumado com muita dedicação, pelas mãos de minha mãe, dentro desta caixa em forma de coração, como se fosse um tesouro! Trouxe-o para minha casa e todos os natais costumo põ-lo sobre um móvel dentro da caixa, com a tampa aberta, pelo simbolismo que isso representa. Para mim, o Natal deve estar nos nossos corações, nas nossas acções, na nossa educação, no nosso espírito.
Terá minha mãe pensado nisso quando guardou estas figuras nesta caixinha, que veio dos Estados Unidos da América, com umas guloseimas? Pois, na altura, não havia por cá, coisas tão sofisticadas... Isso não sei, mas o que sei é que nós é que construímos o nosso Natal...
Bom Natal!!!
Há presépios lindos, uns mais ricos do que outros, uns muito originais, de materiais variados, conforme o local onde são fabricados mas....embora tenha a plena convicção de que devemos respeitar o passado mas não viver nele, não resisto a dizer que do presépio que eu gosto mais é do presépio da minha infância. Já tem cerca de sessenta anos, e sei que foi comprado por três vezes, no primeiro ano a minha mãe comprou o Menino, Maria e José, no segundo ano os Três Reis Magos e no ano seguinte mais umas figurinhas; E ainda dizem que agora é que não há dinheiro!
Foi comprado, como é óbvio, em escudos, o Menino, com a manjedoura, custou 6 escudos e cinquenta centavos, Maria , assim como São José cinco escudos cada, os Reis Magos custaram quatro escudos cada, o burro e a vaca, foram mais baratos, dois escudos e cinquenta centavos, talvez porque se previsse que não iam permanecer no presépio infinitamente e as outras figuras não têm registo.
Este presépio estava em casa dos meus pais , arrumado com muita dedicação, pelas mãos de minha mãe, dentro desta caixa em forma de coração, como se fosse um tesouro! Trouxe-o para minha casa e todos os natais costumo põ-lo sobre um móvel dentro da caixa, com a tampa aberta, pelo simbolismo que isso representa. Para mim, o Natal deve estar nos nossos corações, nas nossas acções, na nossa educação, no nosso espírito.
Terá minha mãe pensado nisso quando guardou estas figuras nesta caixinha, que veio dos Estados Unidos da América, com umas guloseimas? Pois, na altura, não havia por cá, coisas tão sofisticadas... Isso não sei, mas o que sei é que nós é que construímos o nosso Natal...
Bom Natal!!!
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
A estrela de Belém
A estrela já brilha
Ela já vem a caminho,
Muito afoita, já cintila
À procura do Menino;
Essa estrela brilhante
Vem alegrar nossas vidas,
Vem trazer fé ao descrente,
Nestas festas natalícias;
A estrela que já brilha
Vai procurando o estábulo
Da grande natividade,
Onde em quente manjedoura
Repousa o rei da humanidade;
Essa estrela brilhante
A quem está só, traz calor,
Faz o infeliz contente,
Empresta força e fé ao doente
E é fermento d’amor!
A estrela já brilha
Ela já vem a caminho,
Muito afoita, já cintila
À procura do Menino;
Essa estrela brilhante
Vem alegrar nossas vidas,
Vem trazer fé ao descrente,
Nestas festas natalícias;
A estrela que já brilha
Vai procurando o estábulo
Da grande natividade,
Onde em quente manjedoura
Repousa o rei da humanidade;
Essa estrela brilhante
A quem está só, traz calor,
Faz o infeliz contente,
Empresta força e fé ao doente
E é fermento d’amor!
Natal de 2012-12-11
Clara faria da Rosa
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Estrela de Natal
Estrela de Natal:
Actualmente a estrela é um símbolo de Natal, decoram-se casas e ruas com estrelas,e não há árvore de Natal sem a sua estrela isto baseado na história do evangelho de são Mateus que relata que quando Jesus nasceu , uma estrela que ficou conhecida pela estrela de Belém, anunciou o seu nascimento e guiou os três Reis Magos do Ocidente até ao local onde se encontrava o Menino com Maria e José. Esta estrela de um brilho e esplendor anormais significa que Jesus seria a luz do Mundo|.
Embuida deste espírito bordei esta toalha de chá , com muitas estrelas que ao ser usada lembrarão a história acima referida.Cá está ela que vai ser presente de Natal e enriquecer o enxoval de uma jovem que se vai casar e organizar o seu lar.
A respeito de enxoval gostaria de lembrar que na minha época de menina e moça não havia jovem que não possuísse uma arca de madeira, ou outro espaço apropriado, para ir acumulando o seu enxoval feito nas longas noites de Inverno ou nas tardes de Domingo. Outros tempos, outros hábitos...
Actualmente a estrela é um símbolo de Natal, decoram-se casas e ruas com estrelas,e não há árvore de Natal sem a sua estrela isto baseado na história do evangelho de são Mateus que relata que quando Jesus nasceu , uma estrela que ficou conhecida pela estrela de Belém, anunciou o seu nascimento e guiou os três Reis Magos do Ocidente até ao local onde se encontrava o Menino com Maria e José. Esta estrela de um brilho e esplendor anormais significa que Jesus seria a luz do Mundo|.
Embuida deste espírito bordei esta toalha de chá , com muitas estrelas que ao ser usada lembrarão a história acima referida.Cá está ela que vai ser presente de Natal e enriquecer o enxoval de uma jovem que se vai casar e organizar o seu lar.
A respeito de enxoval gostaria de lembrar que na minha época de menina e moça não havia jovem que não possuísse uma arca de madeira, ou outro espaço apropriado, para ir acumulando o seu enxoval feito nas longas noites de Inverno ou nas tardes de Domingo. Outros tempos, outros hábitos...
sábado, 8 de dezembro de 2012
Saber governar a vida...
Anda toda a gente preocupada com a falta de dinheiro, que é um caso sério, quando se trata da subsistência das pessoas, da compra de medicamentos e ou de fazer face a compromissos que põem em causa a segurança de bens essenciais como é o caso das nossas casas e outros. Contudo, o que se fala no momento, com certa insistência é o problema de não se poderem comprar presentes de Natal o que, para mim, não é problema. Ainda me lembro muito bem de encontrar no sapatinho que , muito crente e expectante punha junto ao lar da nossa cozinha, receber figos passados embrulhados em papel pardo, o que me parecia um sumptuoso presente e me sabia muito bem; não fiquei nada afectada por isso e agora à distância de sessenta anos percebo o sacrifício , o afecto e a gentileza que os meus pais aplicavam naquele acto que, embora singelo era de uma grandeza que ainda hoje me toca.
Mas, não era bem disso que eu queria falar, o que eu queria dizer era que embora saibamos que o amor, o trabalho e a sabedoria são fontes essenciais da nossa vida e da nossa felicidade isso só não basta, especialmente nos tempos que correm , é muito, muito , muito importante, pegar nesses elementos e, com muito discernimento, governar a nossa vida com aquilo que temos sem nos estarmos continuamente a lamentar com a falta de dinheiro.
Não podes comprar um presente para uma amiga especial? Então segue o meu exemplo:
Arranja um pedaço de madeira , um circulo de tecido que até pode ser de uma peça de vestuário que já não uses, faz uma bainha na qual enfias um elástico, decora a gosto e, já está, uma base para quentes que tem a vantagem de se poder "despir" para se lavar, quando estiver suja!
Este é só um exemplo podes fazer várias para combinar com a toalha e com a louça e assim se poder variar com uma certa elegância e requinte, eu ainda quero ver se faço alguns bordados a ponto de cruz com um pequeno motivo de Natal.
Lembra-te amiga o que interessa é saber governar a nossa vida e quanto menos se gastar, em coisas supérfluas melhor!
PS: Nas fotos podes ver a parte de cima e a parte de trás com o elástico para "despires" o suporte e lavares a forra.
Mas, não era bem disso que eu queria falar, o que eu queria dizer era que embora saibamos que o amor, o trabalho e a sabedoria são fontes essenciais da nossa vida e da nossa felicidade isso só não basta, especialmente nos tempos que correm , é muito, muito , muito importante, pegar nesses elementos e, com muito discernimento, governar a nossa vida com aquilo que temos sem nos estarmos continuamente a lamentar com a falta de dinheiro.
Não podes comprar um presente para uma amiga especial? Então segue o meu exemplo:
Arranja um pedaço de madeira , um circulo de tecido que até pode ser de uma peça de vestuário que já não uses, faz uma bainha na qual enfias um elástico, decora a gosto e, já está, uma base para quentes que tem a vantagem de se poder "despir" para se lavar, quando estiver suja!
Este é só um exemplo podes fazer várias para combinar com a toalha e com a louça e assim se poder variar com uma certa elegância e requinte, eu ainda quero ver se faço alguns bordados a ponto de cruz com um pequeno motivo de Natal.
Lembra-te amiga o que interessa é saber governar a nossa vida e quanto menos se gastar, em coisas supérfluas melhor!
PS: Nas fotos podes ver a parte de cima e a parte de trás com o elástico para "despires" o suporte e lavares a forra.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Serapilheira tecido para fins artísticos e decorativos
Serapilheira é um pano de estopa grossa que normalmente é usado na embalagem de fardos, na confecção de sacos para guardar produtos hortícolas e com o qual , em tempos idos, os camponeses confeccionavam os seus trajes de trabalho.
Particularmente, considero este tecido muito interessante para ser utilizado com fins artísticos e decorativos especialmente para a época de Natal. Por ser grosseiro mas maleável e barato, gosto muito de o trabalhar.
Este ano, à semelhança dos anos anteriores,fiz uma pequena toalha que irá embelezar a minha casa na época festiva que se aproxima e que te quero mostrar para o caso de quereres fazer uma para ti.É muito fácil, compras o tecido com o tamanho da largura, para ficar quadrado, fazes a bainha com um ajour e agora é só pores a imaginação a funcionar; podes tirar fios e usar fitas vermelha e verde e fazer ponto de cruz e fitas nos lados ou como eu fiz este ano uma fita no meio e uma pequena e simples barra dos lados , decora com laços, fica lindo...
Mãos á obra porque enquanto trabalhas já estás a viver o espírito de Natal!
Particularmente, considero este tecido muito interessante para ser utilizado com fins artísticos e decorativos especialmente para a época de Natal. Por ser grosseiro mas maleável e barato, gosto muito de o trabalhar.
Este ano, à semelhança dos anos anteriores,fiz uma pequena toalha que irá embelezar a minha casa na época festiva que se aproxima e que te quero mostrar para o caso de quereres fazer uma para ti.É muito fácil, compras o tecido com o tamanho da largura, para ficar quadrado, fazes a bainha com um ajour e agora é só pores a imaginação a funcionar; podes tirar fios e usar fitas vermelha e verde e fazer ponto de cruz e fitas nos lados ou como eu fiz este ano uma fita no meio e uma pequena e simples barra dos lados , decora com laços, fica lindo...
Mãos á obra porque enquanto trabalhas já estás a viver o espírito de Natal!
domingo, 11 de novembro de 2012
Resposta, embora pequena, à crise
Resposta, embora pequena, à crise....
Actualmente só nos apetece reclamar da situação que vivemos, resmungar contra os nossos governantes que nos levaram a essa situação, lamentar o passado e sonhar com que tudo isto se resolva para termos um futuro a curto prazo, no que não acredito, digno do nosso passado e da nossa história.
É preciso ter esperança que é um sentimento que não vemos nem podemos palpar mas que vai surgindo à medida que acreditamos nela.
Mas para isso temos que fazer alguma coisa temos que a exercitar e acreditar, especialmente agora que se aproxima o Natal, e eu acredito que embora tenhamos todos menos dinheiro podemos festejar esta época conforme a tradição; É por isso que já deitei mãos à obra para fazer os meus presentes e incito-te a fazer o mesmo, não vamos agora ficar sentadas, de braços cruzados, a ver a crise passar!
Aqui te mostro um pano para tabuleiro que fiz para oferecer, já fiz vários e não precisas de comprar linhas novas, tenho a certeza que se procurares tens aí em casa restos que servem, também não precisas comprar galão para rematar faz como eu um ponto de grilhão que fica bonito.
Diz lá se não é uma boa ideia!?
Actualmente só nos apetece reclamar da situação que vivemos, resmungar contra os nossos governantes que nos levaram a essa situação, lamentar o passado e sonhar com que tudo isto se resolva para termos um futuro a curto prazo, no que não acredito, digno do nosso passado e da nossa história.
É preciso ter esperança que é um sentimento que não vemos nem podemos palpar mas que vai surgindo à medida que acreditamos nela.
Mas para isso temos que fazer alguma coisa temos que a exercitar e acreditar, especialmente agora que se aproxima o Natal, e eu acredito que embora tenhamos todos menos dinheiro podemos festejar esta época conforme a tradição; É por isso que já deitei mãos à obra para fazer os meus presentes e incito-te a fazer o mesmo, não vamos agora ficar sentadas, de braços cruzados, a ver a crise passar!
Aqui te mostro um pano para tabuleiro que fiz para oferecer, já fiz vários e não precisas de comprar linhas novas, tenho a certeza que se procurares tens aí em casa restos que servem, também não precisas comprar galão para rematar faz como eu um ponto de grilhão que fica bonito.
Diz lá se não é uma boa ideia!?
Superando o enfado
Quando me aposentei, não fiquei nada triste, embora gostasse muito da minha vida profissional, porque percebi que ia começar um novo e diferente período da minha vida, e que só tinha a ganhar com isso, porque vivia uma oportunidade de me dedicar a outros interesses .
Não é o caso de me sentir contente por deixar de trabalhar porque entendo que o trabalho é a base da nossa identidade e do nosso amor próprio, mas uma oportunidade de tomar novas iniciativas no campo de pôr em prática actividades que me dão muita satisfação intrínsica . E assim foi, não fiquei à espera que acontecesse alguma coisa, de uma ocasião ou de uma oportunidade para voltar a aprender coisas novas, a reaprender, a aperfeiçoar e a alargar os meus horizontes, diversifiquei a utilização das minhas aptidões.
É tudo isto, creio, que permite a qualquer pessoa, ultrapassar qualquer fase de enfado por já não estar ligado à vida profissional que o ocupou durante largos anos .
É por pensar assim que nunca me sinto enfadada nem depressiva pois tenho sempre presente uma frase que li há muito e que apontei no meu caderno de notas que dizia o seguinte:
" Em caso de depressão faça alguma coisa; se já estiver fazendo troque de coisa."
Toda esta conversa para te dizer que pensando no Natal que se aproxima , tenho andado muitíssimo ocupada com os meus trabalhos e que fiz esta pequena toalha com motivos de Natal para usar sobre uma toalha vermelha ou verde , ficará muito bonito, especialmente quando nos sentarmos à volta da mesa a confraternizar, com alguma coisinha boa para comer,claro!
P.S. Se quiseres posso passar-te o modelo.
Não é o caso de me sentir contente por deixar de trabalhar porque entendo que o trabalho é a base da nossa identidade e do nosso amor próprio, mas uma oportunidade de tomar novas iniciativas no campo de pôr em prática actividades que me dão muita satisfação intrínsica . E assim foi, não fiquei à espera que acontecesse alguma coisa, de uma ocasião ou de uma oportunidade para voltar a aprender coisas novas, a reaprender, a aperfeiçoar e a alargar os meus horizontes, diversifiquei a utilização das minhas aptidões.
É tudo isto, creio, que permite a qualquer pessoa, ultrapassar qualquer fase de enfado por já não estar ligado à vida profissional que o ocupou durante largos anos .
É por pensar assim que nunca me sinto enfadada nem depressiva pois tenho sempre presente uma frase que li há muito e que apontei no meu caderno de notas que dizia o seguinte:
" Em caso de depressão faça alguma coisa; se já estiver fazendo troque de coisa."
Toda esta conversa para te dizer que pensando no Natal que se aproxima , tenho andado muitíssimo ocupada com os meus trabalhos e que fiz esta pequena toalha com motivos de Natal para usar sobre uma toalha vermelha ou verde , ficará muito bonito, especialmente quando nos sentarmos à volta da mesa a confraternizar, com alguma coisinha boa para comer,claro!
P.S. Se quiseres posso passar-te o modelo.
sábado, 10 de novembro de 2012
Amizade doce e colorida
Faz hoje oito dias, fomos ao Porto Judeu, fazer uma visita aos nossos amigos Maria de Lurdes e João Melo; São amigos de longa data a quem muito devemos e que nos dedicam muita atenção e disponibilidade, recebendo-nos sempre de uma forma e com tanta atenção que nos apetece ficar mais tempo.
Maria de Lurdes logo nos ofereceu um frasco do seu doce de abóbora, feito recentemente, e uma prova com umas bolachinhas, uma delícia, disponibilizando a receita e a sua irmã apareceu com abóbora para me oferecer, para que eu pudesse testar a dita receita .
Naquele momento pensei:
- Se a amizade tivesse cor seria assim da cor deste doce e desta abóbora, uma cor forte e quente que permanece no nosso imaginário e no nosso coração ...
No dia seguinte propús-me experimentar a receita e ficou com este aspecto:

Maria de Lurdes logo nos ofereceu um frasco do seu doce de abóbora, feito recentemente, e uma prova com umas bolachinhas, uma delícia, disponibilizando a receita e a sua irmã apareceu com abóbora para me oferecer, para que eu pudesse testar a dita receita .
Naquele momento pensei:
- Se a amizade tivesse cor seria assim da cor deste doce e desta abóbora, uma cor forte e quente que permanece no nosso imaginário e no nosso coração ...
No dia seguinte propús-me experimentar a receita e ficou com este aspecto:
1kg. de abóbora descascada e partida em cubos, 1 kg. de açúcar , sumo de três laranjas.
Vai tudo ao lume brando até cozer, depois de cozido tritura-se com a varinha mágica e junta-se um pau de canela e 100gramas de nozes picadas. Vai a lume brando até fazer ponto de estrada mais ou menos forte conforme o gosto.
Nota: esta é a receita certa , eu como sou um pouco aldrabona nestas coisas de culinária usei 1,5kg de abóbora para 1 kg de açúcar e ficou bom , leva é mais tempo a fazer o ponto e como não tinha nozes usei amêndoa palitada e também ficou muito bom.
Claro que é fácil fazer doces e compotas e sei que não estás, naturalmente, à espera da minha receita, mas falo disto para fazer uma reflexão sobre a amizade que segundo alguém disse "é um valor que se pode comparar a uma gota de mercúrio, é preciso manter a mão aberta para a retermos, se a fecharmos ela escapa" e não se pode deixar escapar uma boa amizade porque é um bem muito precioso!
Aproveito também para lembrar que este legume fruto da aboboreira, se apresenta em várias espécies, de grande riqueza nutricional, é nativo da América do Sul. É um legume muito usado em pratos culinários porque constitui uma boa fonte de betacaroteno que é convertido pelo organismo em vitamina A e que é um antioxidante que ajuda a evitar os efeitos dos radicais livres que originam certos tipos de cancro.
sábado, 3 de novembro de 2012
criando e adaptando...
Quando se é sessentona, como eu, tem-se muita coisa amealhada que por vezes nos causa confusão, mas das quais não nos queremos desfazer, porque as mesmas nos avivam recordações que não queremos perder. Nesta linha de pensamento quero falar-te das minhas bijutarias que andavam acumuladas em caixas e gavetas de tal maneira que, quando queria usar alguma peça, ou não encontrava a dita, ou então estava de tal modo misturada com as demais que levava um tempão a separá-la o que fazia com que desistisse da ideia de a usar.
Muitas vezes, me apeteceu deitar tudo, ou pelo menos uma parte, para o lixo, mas sabendo, por experiência própria, que o tempo médio que decorre entre deitar fora uma coisa e em precisar desesperadamente dela é cerca de uma semana ... lá ia adiando a ideia sempre na perspectiva de encontrar uma solução para o problema!
Foi então que me lembrei de um antigo e maltratado lavatório que tínhamos na garagem e como sou apologista do contínuo vir- a - ser, vir- a- fazer, com a meta sempre à frente e não atrás, isto é nuca me apego ao que já fiz, mas tenho sempre em mente outros projectos , outros porquês para viver, os quais me ajudam a enfrentar os comos com que me deparo, lá deitei mãos à obra:
Martelei, lixei, dei duas mãos de Amerit, que é um produto anti-ferrugem , duas mãos de subcapa branca após o que estava pronto para o esmalte, o acabamento final.
Ficou bonito, e deu-me imensa alegria pôr aquela "tralha" toda muito direitinha ; os colares pendurados, as peças pequenas na bacia, as pulseiras no prato em baixo enfim ...enquanto procedia a este trabalho dei por mim a pensar:
-A criatividade, muitas vezes, consiste apenas em dar uma volta, por muito pequena que seja, aquilo que já existe!
Não te esqueças disto, conto-te esta história, numa perspectiva pedagógica, para que te atrevas a deixar brotar o ser criativo que há em ti.
Agora aqui fica o antigo lavatório transformado em guarda-bijutarias:
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Dia Mundial da luta Contra a Pobreza

Diz-se que há fome no Mundo,
Diz-se que no Mundo há pobreza,
E que há homens imundos
Sem carácter, sem nobreza...
A corrupção e falsidade,
A fraude e opressão,
A ganância e a maldade
Fazem com que falte o pão.
Falta o pão ao mendigo,
A escola à criança,
A casa ao sem abrigo
E falta também a poupança!
Há os que sabem poupar,
Outros que enchem a pança
Outros é um tal estragar...
E a maioria sem esperança!
Os homens têm o dever
De gerir a vida com regra
P'ra com dignidade se viver
Sem pobreza, fome ou guerra
Este dia lembra a fome e a pobreza
E o dever que temos todos
De com vontade e firmeza
Sermos conscientes, modestos e parcos!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
À minha colega e amiga Conceição Valadão que já não está entre nós.
No longínquo ano de sessenta e oito do século passado, terminou na escola do Magistério Primário de Angra do Heroísmo, o seu curso, um grupo de jovens de brilho e firmeza no olhar, que acreditava conseguir fazer tudo com o entusiasmo que lhes ia na alma porque, para os mesmos, esse entusiasmo era o fermento que os faria concretizar sonhos e esperanças e vislumbrar as estrelas com o irresistível impulso da sua juventude e da força de vontade para pôr em prática ideias, teorias e novos conceitos de ensino bebidos naquela escola. Eram eles .
-Alda Maria de Almeida Nunes
-Bertilde Marília Miranda Pereira
-Clara Maria de Meneses Fernandes
-Elvira da Conceição Bretão Bulhões
-Humbelina Maria da Silva Costa
-Ivone Maria da Silva Costa
-Lourdes Maria Soares Pereira
-Maria Adelaide de Simas Borges Marcos
-Maria Bernardete Azevedo Raimundo
-Maria da Conceição Borges Dias Martins Valadão
-Maria da Conceição Borges Rodrigues
-Maria Guida Borges Ribeiro de Carvalho Duarte
-Maria José Andrade Soares
-Maria Lúcia Alves da Costa Romão
-Maria dos Santos Balra
-Nair do Carmo Costa Correia
- Pedro Graciliano Melo Cabral
-Rafael Henrique Ferreira Cota
-Raquel Maria de Melo Valadão Toste Paim
Acabado o curso, foi tempo de ir à luta, de pôr mãos à obra e assim, cada um partiu à aventura, seguindo o respectivo destino, com entusiasmo de uma realização pessoal e social que lhes trouxesse felicidade.
O tempo foi passando, foram-se perdendo nos dias , nos anos na vida, até que vinte e cinco anos volvidos, em 1993 se voltaram a reunir numa efeméride que reavivou laços, saudades, amizades e vontade de voltarem a estar juntos. Mas a vida é como um buquê de muitas cores , sonhos, decisões, fantasias, vontades que são muitas vezes abafados pelos trabalhos, pelejas, problemas... que não permitiram que essa vontade se concretizasse.
Tudo isto e muito mais me veio à mente e passou como um filme na minha memória quando abri o jornal e tive conhecimento de que a minha colega Conceição Valadão já não faz parte deste grupo, não está mais entre nós!
Senti uma Tristeza e uma saudade que não consigo explicar...
Eu era tímida, calma e pouco exuberante e ela alegre, inteligente, segura, brincalhona com um sentido de humor de fazer inveja, era um exemplo de amiga e creio que continuou a espalhar essas qualidades pelas pessoas que foram convivendo com ela ao longo da vida.
De tempos a tempos precisamos presenciar uma grande tempestade que abale a nossa vida para nos lembrarmos de como não valemos nada e de como era bom tudo o que tinhamos ; Pois foi assim, esta tempestade, esta triste notícia, abalou-me imenso, lembrou-me a minha vulnerabilidade de " rapariga " da idade da Conceição Valadão e de como foi bom ter convivido com ela e de ter possuído a sua amizade que nunca esquecerei.
Resta-me , assim como a todos os antigos colegas, a lembrança de bons tempos e de boas amizades pois, ninguém é suficientemente rico que possa passar sem uma amiga como a saudosa Conceição.
Descansa em Paz, amiga!
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Festas da Praia da Vitória - 2012
No passado sábado viveu-se, mais uma noite de magia, na cidade da Praia da Vitória, ilha Terceira Açores. Como já é habitual, a cidade brindou-nos com um imaginativo e bem conseguido cortejo que nos transportou ao mundo da fantasia, mas também a outros mundos que à nossa semelhança vivem o Carnaval com grande entusiasmo e euforia.
Segundo diz Andreia Meneses, líder da comissão organizadora das festas da Praia 2012, " estava na altura de pôr o Carnaval da nossa terra no mesmo patamar de outros carnavais do mundo, nomeadamente o do Brasil e de Veneza ", e assim se fez , mostraram-se outros carnavais à mistura com fantasia, glamour e criatividade, isto com muita pesquisa, muito trabalho muito querer, apanágio dos terceirenses que, quando querem, não há nada nem ninguém que os impeça, e ainda bem, para que possamos usufruir de noites semelhantes às do passado sábado!!!
Carnavais do mundo:
Festas da Praia da Vitória / 2012 - diaporama flash
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Gente idosa e seus valores
Soube, através da comunicação social que a actriz portuguesa Eunice Muñoz, senhora que muito admiro e que é referência do Teatro, televisão e cinema português, no patamar das melhores actrizes, completou ontem 84 anos de vida.
Consultando a Wikipédia fiquei abismada com a enormíssima lista de trabalhos em que participou sempre com grande êxito. Claro que este é um caso de louvar, uma excepção que muito nos agrada conhecer e divulgar.Falo dele porque é um caso público, um exemplo; contudo, nem todos têm a mesma tenacidade embora cada pessoa, na sua área e no seu ambiente, desempenhe o seu papel.A propósito, pus-me a matutar como as pessoas idosas têm sido consideradas, pelo governo, uma causa de despesas médicas avultadas e um premente problema político que este não consegue ou não quer resolver nem atender, esquecendo-se do que fizeram e deram à sociedade.
Temos de nos lembrar do que trabalharam, muitas vezes com parcos recursos, criaram filhos, educaram-nos proporcionando-lhes muitas vezes formação superior, à custa de grandes sacrifícios e presentemente brindam-nos com a sua companhia agradável e repousante, com a sua calma e muitas vezes com o seu sentido de humor baseado numa longa experiência de vida.
Os idosos, na maioria dos casos, são calmos, gentis, vagarosos mas atentos aos outros, em especial aos netos e muitos bastante tenazes e auto confiantes apesar dos problemas de saúde e não só com que se deparam.
Os idosos não deviam ser problema, para qualquer sociedade, mas sim motivo de orgulho e exemplo e deviam ser abençoados e acarinhados porque nos lembram valores como a honestidade, a profundidade no pensar e sentir, a modéstia, a sociabilidade a linguagem polida e um grande sentido de prioridade.
Ao fim e ao cabo, todos nós, uns mais distantes outros mais próximos, vamos caminhando para lá. Posto isto é caso para nos interrogarmos e perguntarmos:
-Como quero que o futuro me trate?
- O que tenho para transmitir aos vindouros, como idoso?
-Qual será a minha atitude, como idoso, perante a vida?
-Tendo trabalhado e descontado, pensando no futuro, está certo que o governo me considere um fardo, um problema político?
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domingo, 29 de julho de 2012
Um casamento de longo curso
Bodas de rubi ou diamante
Faz hoje quarenta anos que nos casámos!
Quarenta anos é muita coisa, muitos dias, muitas semanas, muitos meses, muitas alegrias e ternuras partilhadas à mistura com muitos dissabores e algumas lágrimas e rancores... Mas, sobrevivemos...
Neste dia, que considero especial para nós, como pessoas e como casal , acordei e pús-me a reflectir nesta efeméride, que nos tempos que correm é um verdadeiro milagre e sobre o que terá feito com que este casamento terá durado tantos anos...
Lembrei-me então de múltiplas e óbvias razões como compromisso, interesses partilhados, atracção, comunicação e algo mais como o continuarmos a gostar de estar juntos, não me imagino a viver com outro homem a não ser com o meu Ivo, como costumo dizer, e entendimento. Compreendo e aceito, por vezes com alguma relutância, confesso, os interesses e gostos do meu marido, desculpo e tolero as suas falhas, como ele compreende, desculpa e tolera as minhas, mas sobretudo temos a sensibilidade, a vontade e a fé de que nos continuaremos a ajudar um ao outro, a desculpar e a reconhecer e aceitar que há ciclos na vida e que as alegrias alternam com as tristezas.
Assim, envelheceremos juntos, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza. Que Deus o permita!!!
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