sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Danças de Carnaval 2012 no Teatro Angrense

Há pessoas que fazem com que as coisas aconteçam, há as que vêem as coisas acontecer, há as que perguntam o que aconteceu, há as que criticam o que aconteceu, as que elogiam o que aconteceu e por último há as que relatam o que aconteceu.
Embora, infelizmente, não  tenha participado nas danças de Carnaval 2012, tive a sorte de as poder apreciar para agora fazer uma pequena rectrospectiva,  elogiando todo o trabalho desenvolvido pelos intervenientes, uns melhor outros pior mas sempre com vontade de agradar ao público presente e sobretudo de preservar esta tradição interessantíssima que é o Carnaval na Ilha Terceira.
Assim, durante quatro dias passei grande parte das respectivas noites a assistir ao passar destas manifestações, que podemos classificar de teatrais, apreciando a música, as mensagens, as vozes os cantares as roupas e os dons que há nesta ilha.
Vou tentar agrupar, o que vi, por dias
Sábado Gordo:

Segunda Feira Gorda No Teatro Angrense - diaporama pps
Continua com fotos da Terça Feira de carnaval

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

No dia em que eu chorei...





É curioso, como o facto de se receber um cartão a convidar para uma festa de um 80ª aniversário, nos parte o coração e nos faz chorar!
Pois foi o que me aconteceu, quando recebi  esta linda hortênsia, uma delicada alusão à terra natal da minha tia Juvelina Andrade, para quem os seus  filhos organizaram uma festa surpresa para  comemorar os seus oitenta anos .
Este  convite encheu-me de alegria por saber que a minha tia está bem e que conseguiu atingir esta bonita etapa da sua vida, mas também de tristeza, por não poder estar com a minha família materna, neste dia tão  especial
Por outro lado comecei a pensar  que a minha tia é a única, ainda viva,  deste grupo cuja foto te mostro, e que foi tirada  na década  de quarenta do século passado, mais precisamente em Setembro de 1948, no dia da procissão de Santa Luzia, é a família Almeida de Menezes, conhecida pelos "Vernizas" de Santa Luzia da Praia da Vitória, Terceira Açores .
À Esquerda está o meu pai , que à altura da foto tinha casado de pouco tempo com a minha mãe, Maria Almeida de Menezes, a filha mais velha da família, O benjamim da Família, Ernesto Almeida  de Menezes, ao centro, foi o segundo filho a falecer, no Canadá, e a minha tia Juvelina à direita entre os irmãos Narciso e  António é a única viva deste grupo.
Em baixo estão, então, os meus avós maternos e um irmão do meu avô que  vivia com eles,  ficou solteiro e tinha uma deficiência física.
Tanta saudade e tristeza, tanta coisa que já se passou, tanta amargura e também tanta felicidade..
É tudo isto que busco e que encontro na minha memória, é tudo isto que me envelhece e me faz chorar e simultâneamente me rejuvenesce quando percorro os caminhos da minha infância e juventude!
A minha tia, hoje aniversariante, casada com um mariense, José Coelho de Andrade, emigrou com a família para a Califórnia. Correram esse risco, deixando que o inesperado lhes acontecesse, mas corajosamente perceberam o milagre da vida e tiveram  a audácia necessária para enfrentar um país diferente e uma cultura nova, sabendo e percebendo que a coragem é um dom muito importante para quem procura o sucesso na linguagem do Mundo.
Já lá lhe faleceu o marido e um filho, o meu primo José António Andrade, de quem me lembro muito, e os restantes filhos um rapaz e duas raparigas estão muito bem integrados e são pessoas de sucesso que vivem os valores açorianos do trabalho, do respeito e da família, incutidos pelos seus pais. 
No Verão de 2010, vieram cá todos visitar - nos, reviver e matar saudades da terra natal, foi um tempo maravilhoso para eles e também para mim que quase fiquei com pena de terem vindo porque  fiquei ainda mais ligadas a eles, e sinto agora ainda mais saudades e mais falta desta minha família, que está tão longe fisicamente mas tão perto na minha memória e no meu coração... 

Tia Juvolina - diaporama flash

Querida tia:
Neste dia do teu octogésimo aniversário,  quero agradecer-te por existires, por tudo o que me deste e transmitiste, e por todo o amor que tens distribuído ao longo da tua vida e desejar-te que tenhas muitos anos de vida para continuares a espalhar amor à tua volta.
 Quero também desejar-te que Deus não te abandone, em todos os momentos da tua vida,  Ele nunca abandona aqueles que têm o condão de saber amar, como tú...
Um grande beijinho de parabéns!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

BOLACHAS COM SABOR A CARNAVAL

No Domingo que antecedeu o Domingo Gordo fui, com o meu marido, à praça do gado em Angra do Heroísmo, que é uma feira onde em tempos idos os lavradores se juntavam para vender e trocar os seus animais, mas que actualmente serve para isso  mas também para que os agricultores vendam os seus produtos cultivados para esse fim e ou os produtos excedentários, havendo  também  artesanato, flores, plantio, móveis e outros artigos, à venda.
Não sei como os meus olhos deram com a banca de um latoeiro, dos que estão a desaparecer, onde vejo  várias formas que brilhavam como prata, entre as quais uma linda forma de pétalas redondas como a  que a minha mãe usava para fazer bolachas Republicanas para levarmos para o salão, quando íamos ver danças  e comermos  nos intervalos para matar as "agasturas" palavra que se define como uma ligeira impaciência do estômago, como a minha mãe dizia. ´Devo esclarecer que na altura as mulheres não iam aos bares, que se chamavam botequins, por não ser próprio para uma senhora, por não haver dinheiro e porque se fossemos "matar as agasturas", perdíamos o nosso lugar, ganho por irmos cedíssimo para o local, o que não convinha, pois a minha mãe não queria perder pitada do Carnaval do Ramo Grande.
Deu-me umas saudade tão grandes das ditas bolachas e dos tempos idos que logo comprei a forminha para fazer as bolachas que para mim são bolachas de Carnaval por me transportarem àqueles dias festivos da minha infância.




Ao chegar a casa aprontei-me para fazer as bolachas Republicanas, fui procurar as receitas da minha mãe só que as receitas dela são assim mais ou menos:
Meio alqueire disto, uma quarta daquilo, uma pitada de, meio escudo de...
Enfim, falei com uma senhora de idade, que era amiga de minha mãe, fui fazendo as conversões e lá cheguei à receita e toca de as fazer, ficaram uma delícia...
Parecia mesmo que estava na minha casa das Lajes a preparar o farnel para irmos para a Sociedade passar a noite a ver danças de Carnaval
NOTA: Se te apetecer fazer estas bolachas, uma receita antiga, simples, saborosa e com sabor a tradição vai ao meu blogue de receitas , depois é só meter a mão na massa!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Dia de Comadres


Havia- mo-nos juntado, a almoçar, no dia de amigas e senti-mo-nos tão bem que  surgiu a ideia de nos voltarmos a encontrar no dia de comadres, num simples e informal chá. Logo ali se combinou que cada uma levaria uma chávena diferente, que fosse significativa para si, para se falar da dita chávena que é como quem diz, de afectos! 
A Filomena Godinho fazia anos nesse dia e comprometeu-se em fazer " donnuts"  e eu fui ajudar a fritar, como se esse trabalho não se fizesse sem eu estar lá... e foi assim, como podes ver no vídeo que insiro acima, tolerância, amizade, e alegria os ingredientes necessários para um bom e agradável  convívio.
Com a idade, que traz experiência de vida, cada vez estou mais certa de que as pessoas nasceram para conviver mas que  a amizade e a camaradagem não aparecem por acaso,  têm que ser construídas. 
E foi o que nós fizemos no dia de comadres!
E apareceram as comadres e os compadres também, porque era dia de aniversário e todos queriam dar um beijinho de parabéns à colega e amiga Filomena Godinho.
Parabéns Filomena e que saibas sempre escutar o teu coração para encontrares o tesouro de felicidade...

Quero falar-te da chávena que levei a este encontro do dia de comadres:

Em 1976, fui à Califórnia com o meu marido e os meus pais visitar os meus tios e primos, lá imigrados, vivia-se um clima de festa e de comemoração por se estar a celebrar o bicentenário da independência dos estados Unidos da América (1876/1976), por todo o lado se vendiam lembranças alusivas ao facto histórico, fomos a um parque chamado " Califórnia Redwoods"  e o meu pai viu-me a admirar esta chávena e comprou-a para ma oferecer.
 Os pais são assim, adivinham os desejos dos filhos... já lá vão 36 anos mas ainda sinto aquele carinho atencioso que me faz pensar que não existe nada para além do amor verdadeiro e desinteressado como é o amor dos nossos pais.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Comemoração


Ao longo dos dias muitas são as visitas  que costumo receber nesta página
São às dezenas, aqueles que mostram a sua preferência pelos meus pobres escritos, feitos mais com o coração e com o entusiasmo de transmitir as minhas experiências,  vivências, aprendizagens alegrias e algumas tristezas do que com preocupações de sintaxe e retórica.
É com muito gosto que vos recebo e se tiver a honra de influenciar, uma pessoa que seja, de modo positivo, já me sinto feliz.
Mas, continuando, apesar de receber diariamente muita visitas o contador registou hoje dia 14-2-2012, mais de 110 visitas o que é uma meta muito considerável.
É por isso que comemoro e que brindo à vossa saúde e à vossa disponibilidade para vir até mim. Muito obrigada e continuem a visitar-me, cá estarei para vos receber!





terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

No Dia de S. Valentim

Conta a história que o imperador Cláudio II proibiu a realização de casmentos entre os jovens do seu reino, porque acreditava que se casassem ficariam presos à família e não quereriam pertencer ao seu exército. Como tinha o objectivo e o sonho de formar um grande exército pensou que esta medida faria com que se alistassem mais fácilmente. 
Contudo, teve pouca sorte, porque houve um bispo romano de nome Valentim que continuou a efectuar casamentos em segredo, apesar da proibição do soberano.Tendo sido descoberto, foi preso e condenado, mas enquanto esteve na prisão muitos jovens lhe atitravam flores para a cela e bilhetes dizendo que acreditavam no amor.
Foi decapitado a 14 de Fevereiro do ano 270.
Aqui está o esclarecimento do porquê de este santo da igreja católica ter dado o nome a este dia que se identifica como sendo o dia dos namorados.
 
E porque neste dia também se fala muito de amor, e para que nos lembrêmos que esta palavra é uma palavra que não deve ser usada com leviandade aqui registo algumas frases seleccionadas  pelo escritor Paulo Coelho sobre o amor, para que possamos meditar sériamente sobre o assunto.

" O amor é a força que transforma e melhora a alma do Mundo"

" O amor é a única coisa que estimula a inteligência e a criatividade, é algo que nos purifica e liberta"

" O amor é uma força que está na terra para nos dar alegria e para nos aproximar de Deus e do nosso próximo"

"O amor é a chave para a compreensão  de todos os mistérios"

" O amor está acima de tudo, não tem ódios, apenas equivocos"

" No amor está a semente do nosso crescimento, quanto mais amamos, mais próximos estaremos da experiência espiritual"

" O amor dá-nos a Força necessária para desempenhar tarefas impossíveis" 

" Quem ama esperando qualquer retribuição perde o seu tempo"

" O verdadeiro amor é um acto de entrega total"

" Quando se ama as coisas fazem ainda mais sentido"

E com estes pensamentos e esta imensa sabedoria te deixo não sem antes te desejar que sejas muito amada/o mas que sobretudo saibas amar para que os que estão à tua volta se sintam felizes. Quanto a mim estou a fazer um esforço, tem dias...
Um beijinho amigo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Chapéus há muitos...


A propósito do meu trabalho anterior, em que falo do chapéu de Ana Zamperini, lembrei-me de uma frase, imortalizada pelo actor Vasco Santana no filme "A Canção de Lisboa", uma película a preto e branco com a duração de 1h e 58m. Este filme foi filmado em 1933 tendo sido a 1ª produção sonora integralmente realizada com meios técnicos portugueses.
Numa cena filmada no jardim Zoológico de Lisboa, Vasco Santana proferiu a célebre frase: "Chapéus há muitos, seu palerma!".
Pois é verdade, chapéus há muitos, de vários modelos, de diferentes materiais e para várias finalidades, para proteger do frio ou do calor, para decoração ou para embelezar  e complementar uma tualete, podem ser usados de várias maneiras com mais ou menos galantaria, enterrados na cabeça, para a frente, para trás ou sobre a orelha direita à semelhança do que fazia Ana Zamperini, contudo o que se vem verificando é que desgraçadamente cabeças há poucas, como diz o ditado especialmente em pessoas que ocupam cargos de responsabilidade que mexem com o futuro de muita gente e a minha já foi melhor do que agora, para mal dos meus pecados...

Chapéu à zamparina

Fui a casa de uns amigos e ao chegar disseram-me:
-Estás muito bonita, com o teu chapéu à zamparina!
Fique admirada sem saber se o comentário era elogioso ou depreciativo. Então, decidi investigar o significado e a origem da expressão, pois hão-de chamar-me nomes mas eu ao menos hei-de saber o que querem dizer! Sou assim, curiosa...

À zamparina quer então dizer:

De forma atabalhoada, coisa mal feita, mal amanhada, mas também correspondia, em tempos idos e em linguagem de moda à forma como se usava o chapéu ligeiramente inclinado para a frente, cobrindo um pouco a orelha direita, uma forma inusitada de usar o chapéu nos séculos XVIII e XIX.

E a responsável de tudo isto, quer dizer, desta expressão é a senhora cuja gravura mostro acima que  foi uma muito  famosa cantora de ópera que veio de Veneza para Portugal em 1772, no tempo do Marquês de Pombal Chamada ANNA ZAMPERINI, uma figura muito controversa  que ficou famosa pelos seus dotes artísticos teatrais e musicais, pela sua irreverência, inusitada à época, e pelo seu poder de sedução  que incluía o uso do chapéu inclinado. Parece que Anna Zamperini se enamorou do filho do Marquês de Pombal o qual desagradado com  este romance a mandou atabalhoadamente de volta para a Itália e interrompeu a contratação de mulheres para dançar e ou cantar nos palcos portugueses.
Assim,  e concluindo, passou a chamar-se a forma como se usa o chapéu mas também uma coisa feita de forma atabalhoada isto é a forma como foi feita a expulsão da cantora Anna Zamperini de Portugal.
E por falarmos em chapéus,  quero contar-te que numa tarde soalheira, mas fria, do final de Janeiro, resolvi  ir até à baixa de Lisboa, pus o meu chapéu "à zamparina", que agora já sabemos que é à "Zamperini" e lá fui, Atravessei o Rossio e a praça da Figueira , dirigi-me à rua da Madalena, percorri-a e ao fundo entro na igreja da Madalena, templo resultado de diferentes reconstruções da igreja primitiva  que tinha sido construída em 1150 por ordem de D. Afonso Henriques. Igreja que em 1363 sofreu um incêndio tendo sido reconstruída por D. Fernando voltando a ser destruída em 1600 por um ciclone e em 1755 foi novamente destruída pelo terramoto. D. Maria I mandou-a reconstruir em 1783 e sofreu alterações em 1833. Linda, convidativa à meditação e a pensar nos que tanto trabalharam para que ainda ali esteja a alegrar os nossos olhos e a acalmar os nossos corações.
Vou subindo a rua , encontro a igreja de Santo António construída em 1767 pelo arquitecto Mateus Vicente de Oliveira a mando da irmã do Marquês de Pombal na qualidade de presidente do senado de Lisboa, com dinheiro da coroa e esmolas do povo, onde havia primitivamente um templo Manuelino destruído pelo terramoto de 1755.
Encontro o eléctrico " O 12" repleto de turistas que tiram fotografias ao emblemático bairro e a estes monumentos lindíssimos.
Muitas casa de artesanato, de lembranças e de antiguidades.
E agora a Sé de Lisboa, construída  em 1147 sobre uma antiga mesquita Muçulmana, dedicada a  Santa Maria Maior, abalada por três sismos, no século XV e depois pelo  terramoto de 1755, tendo sido sempre renovada ao longo dos tempos, com uma mistura de estilos, muito bela e convidativa.
E foi assim o meu passeio por Lisboa numa tarde  em que me sentia muito observadora e pensava que o amor pelo passado faz com que valha a pena o Mundo continuar a girar para que  possamos usufruir das belezas que nos foram deixadas pelos nossos antepassados.
Enquanto isso ia pensando, também,  se  Anna Zamperini teria passeado com o seu amado, o filho do marquês de Pombal, por aquelas ruas o que terá sido pouco provável devido ao caos que se vivia na altura com a reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755
Aqui fica este pequeno vídeo " Um passeio por Lisboa"

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dia de Amigas - 2012


A amizade é um laço
Para manter bem apertado,
É mão estendida, é abraço
É ajudar com agrado

É nó, é fita, é corrente
Que  transmite segurança
Ao velho, ao novo, a toda a gente...
Trazendo  ao Mundo esperança !

A amizade não é falsa
Soberba, mesquinha ou invejosa,
A amizade a tolerância realça
De forma meiga e graciosa.



Pois é, como vês, estou toda contente, porque mais uma vez fui convidada para fazer parte do grupo de funcionárias da EDA. que se reuniram a festejar as amigas, convite que agradeço,
porque a companhia desta gente jovem,simpática e bem disposta me faz muito bem.
Para os que não são de cá, ou para os mais distraídos, recordo que nos Açores o Carnaval se começa a festejar bastante antes do respectivo dia especialmente nas quatro quintas- feiras que o antecedem. Cumprindo-se então esta tradição, lá nos reunimos num alegre e descontraído almoço no restaurante " La Traviata" que nos serviu uma agradável  e lauta refeição com boas entradas, uma sopa de legumes muito saborosa , filetes de pescada e bifinhos de porco com natas e cogumelos, com os respectivos acompanhamentos, saladas e uma sobremesa de crepes com gelado e chocolate quente. Não bastando tudo isto, ainda  apareceram as tradicionais e deliciosas filhós, oferecidas pelo representante do  GREDA ( Que ao que julgo saber é uma associação com fins sociais, dentro da empresa), senhor Jorge Veiga que teve a gentileza de ir cumprimentar as suas colegas e levar-lhes este mimo. Embora  não sendo funcionária da EDA., apreciei este gesto, ficando a pensar que é sempre muito agradável quando há bom ambiente, compreensão, amizade e respeito num local de trabalho. 
E lá acabou o delicioso almoço com café a acompanhar as saborosas filhós, e para mim já se sabe, um cházinho muito quentinho, com sabor a amizade.
Obrigada, ao grupo, por este momento e até para o ano!
Aqui fica o registo, para que possamos lembrar o "DIA DE AMIGAS DE 20122"

Não é preciso ir a Londres!

 O render da guarda em Belém

O sol brilhava, era Domingo, dia 15 de Janeiro, por coincidência o 3º Domingo do mês; Lembrei-me então, que em Belém se iria realizar, nesse 3º domingo do mês, junto ao palácio que serve de residência oficial do presidente da república, um espectáculo magnífico, colorido e atraente que é o render da guarda, que simboliza, de forma pomposa,  a rendição do efectivo responsável pela segurança do palácio.
Então pensei:
- E eu aqui tão perto, não preciso ir a Londres, nem  à Bulgária, nem a Praga, porque não me decido?
Telefono a uma amiga, para saber se estava interessada no passeio, porque acompanhada sempre é mais agradável, e lá fomos:

Ao chegarmos lá o tempo tinha mudado, chuviscava; Aproveitámos para nos deliciarmos com uns pasteizinhos de Belém até a chuva passar e enquanto esperávamos pelo espectáculo, porque ainda era cedo, passeámos no jardim Vieira Portuense, que fica fronteiriço ao palácio, Vieira Portuense é o pseudónimo de Francisco Vieira de Matos nascido no Porto em 1765, um grande pintor português, introdutor do neoclassicismo, que em 1805, com 39 anos, contraiu tuberculose, tendo ido para o Funchal para tratamento, onde faleceu em Maio desse ano.
 Finalmente, apareceram os garbosos cavaleiros, montados em lindos, bem tratados e amestrados cavalos que emprestaram uma beleza e colorido dignos de nota, assim como a banda da Guarda Nacional Republicana e a charanga a cavalo que se foram exibindo com músicas e coreografias interessantes, isto tudo com a presença de cães treinados e obedientes que chamavam a atenção dos presentes pela sua postura e aprumo.
Gostei imenso desta manhã que acabou com uma passagem numa feira de antiguidades que se realiza no jardim que fica junto ao Mosteiro dos Jerónimos e voltámos para casa .
Há anos atrás tinha assistido a esta cerimónia acompanhada pelo meu marido, mas já estava um pouco esquecida da sua beleza e do sentimento que desperta em nós, por isso dei por mim a pensar como é importante um país e um povo ter o culto da sua história e das suas tradições, porque um país é feito de todas as lutas, de todas as glórias , de todas as  tradições  herdadas dos seus antepassados, assim nós os saibamos preservar, e bem precisamos disso, para sentirmos de novo o orgulho de sermos portugueses!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

SONETO À AMIZADE

Sendo tradicional, nos Açores, festejarem-se as quatro quintas- feiras que antecedem o Carnaval, dedicando-as por esta ordem, aos amigos, às amigas, aos compadres e às comadres, sendo, portanto, amanhã, dia de amigas, aqui vai este  pobre soneto que dedico a todas as minhas amigas açorianas e não só...
Um beijinho amigo da Clara
 AMIZADE:

Amizade é desprendimento
Sério, duradoiro,verdadeiro,
Amizade é virtude, é arte é sentimento
Desmedido, bondoso, desinteresseiro ...

Ter uma amizade como esta
Uma afeição de tal grandeza;
É ter o coração em festa,
É ser feliz, de certeza!

Eu quero viver tal amizade
Sentir o calor destes valores
Que me trarão felicidade...

Uma felicidade sem servidão,
Repleta de sons, cheiros e cores
Silêncios, desculpas, verdade e perdão!!!  

Dia de Amigas,
2 de Fevereiro de 2012
Clara Faria da Rosa



Visita à Casa Museu Amália Rodrigues / O que não volta atrás


Sempre ouvi dizer que há quatro coisas que não voltam atrás:
-A pedra depois de solta pela mão ;
-A palavra depois de proferida;
-A ocasião depois de perdida;
-O tempo depois de passado;
Parecem verdades muito óbvias mas que reflectem muito e profundo saber e que muitas vezes são esquecidas fazendo-nos passar por verdadeiros desaires e dissabores e tornando os que estão à nossa volta infelizes.
Tinha-as registado no meu cadernino de notas, por as achar pérolas de sabedoria, mas a verdade é que muitas vezes abro mão de alguma pedrada, sem saber onde vai parar, abro a boca quando devia estar bem fechada e desperdiço ocasiões e tempo  preciosos, esquecendo-me destas verdades. O que só agora descobri foi que foram da autoria de um italiano que viveu no século XVI chamado Horácio Riminaldo.
Mas adiante...
 Estive uns dias em Lisboa e aproveitando a ocasião, não querendo contrariar o senhor H. Riminaldo, participei numa actividade organizada pela junta de freguesia de Mina que é uma das freguesias do município da Amadora e fui visitar a casa de Amália.
À hora combinada, 9horas do dia 17 do passado mês, lá me dirigi ao jardim Zeca Afonso onde estava o autocarro à espera dos inscritos e após breve viagem lá passamos pelo palácio de São Bento e percorremos a rua com o mesmo nome, parando junto à casa da fadista.
Como ainda era cedo, esperamos um pouco, aproveitando para apreciar a rua e várias lojas de antiguidades que abundam por ali.
O grupo era grande, pelo que a visita se fez por duas vezes, mas valeu a espera, para  apreciar a casa onde viveu a grande diva do fado que foi transformada em museu, após a sua morte, no ano de  1999.
Nesse espaço pudemos conhecer, apreciar e observar o ambiente que foi palco de uma grande vida  e os objectos que lhe serviram de adereços; São cerca de 30.000 peças expostas nas várias salas.
Uma referência especial, para a sala de estar da falecida fadista, onde se podem apreciar uma valiosa guitarra do SÉC. XIX, retratos, gravações, medalhas e condecorações que ajudam a perceber a história desta grande mulher!
A sala de jantar tem a mesa posta com cristais, porcelanas e pratas para um grande banquete e no quarto de dormir estão expostos objectos pessoais da artista, como perfumes, vestidos, sapatos, xailes e jóias.
Tudo isto dá para pensar que quando se é grande essa grandeza transcende a morte!
Uma visita muito proveitosa que quero aqui registar para inspirar a que se tiveres oportunidade a aproveites e visites este espaço que considero histórico e para que esta ocasião e este tempo não se percam na minha memória...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sobre borboletas e outras considerações:

Hoje lembrei-me muito de uma frase que li há tempos, não sei onde e escrita não sei por quem, que me marcou e que dizia mais ou menos isto:
"A vida das borboletas não se conta em meses nem em anos mas em momentos, mas mesmo assim isso lhes basta..."
Lembrei-me, porque passada a época natalícia, aproveitei o bom tempo e ajudada pelo meu marido, desfizemos as decorações de Natal. De repente o que era cor, alegria e sinal de festa não passava de um amontoado desalinhado de coisas imprestáveis prestes a irem para o lixo e ou a serem guardadas para reciclagem no próximo natal:
 Tudo isto teve o seu momento de glória que durou mais do que a vida de uma borboleta, diga-se de passagem, deu-me alegria e gosto ao projectar e criar e ao ver aquele colorido que anunciava festa, a festa de um nascimento,  contagiando e alegrando  quem por cá passou e admirou todo aquele colorido, contudo , já não é nada!
Não pú-de deixar de relacionar esta situação com a nossa vida que passa num ápice, com vários momentos diferenciados, uns mais vitoriosos e felizes do que outros, mas que corre veloz...
É por isso, pensei eu com os meus botões, que temos que aproveitar bem todas as oportunidades que se renovam diariamente, aspirando a bondade, não a glória, porque se pensarmos bem não passamos de simples  borboletas  de passagem e em breve seremos levados nas asas do vento e isso nos bastará!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O meu tesouro.

Não, não são os presentes dos Reis Magos, não é ouro nem incenso nem mirra, no entanto para mim, o que te mostro é muito importante, é um conjunto de rolhas de vidro e cristal, de cores e modelos variados que tenho coleccionado ao longo dos tempos, com muita paciência e persistência .
Já há tempos, no início desta actividade, falei aqui deste meu interesse, quando esta ideia ainda era novata, agora já está muito alargada e, digo-te sinceramente, tenho aprendido muita coisa, coisas que nunca sonhara à conta deste meu hobbie e até tenho conhecido pessoas e ganho algumas amizades.
Não é um tesouro na verdadeira acepção da palavra, mas é muito importante para mim, porque me sinto muito entusiasmada e determinada nesta busca o que me afasta da velhice e da rabugice, pois é sabido que a perca do entusiasmo pelas coisas é um sinal de velhice...

Na lapinha, os reis estão a chegar...

Define-se "lapa" como:  pedra ou laje grande que sobressai de um rochedo formando um abrigo, uma gruta ou cavidade" claro, é uma  definição entre outras, que têm diferente sentido e significado, como sabemos.
Explicado o sentido de lapa, quero dizer-te que este ano fiz o meu presépio numa lapinha, que é como quem diz, numa pequena pedra. O meu marido fora a S. Miguel e havia trazido pequenas figuras de barro que se vendem lá e logo pús mãos à obra:
Procurei uma pedra que me pareceu apropriada, com um abrigo para fazer a gruta do nascimento e outros pequenos socalcos onde se colocassem as diferentes figuras e ficou com este aspecto:
Não é que hoje, ao ir mudar as camélias que costumo pôr às volta da lapinha , verifiquei estupefacta que os Reis Magos se encontravam muito próximos do Menino, estando mesmo  um deles já ajoelhado a reverenciá-Lo  e a oferecer-Lhe o seu presente!?
Corri logo a acender uma vela para iluminar este encontro,  desejando que ele se dê no coração de todos os homens... e que os presentes que estes magos, cuja palavra significa sabedoria,  trazem para o Menino, ouro, incuta realeza e fortaleza nas atitudes dos homens, o incenso, transmita fé e a mirra, a pureza necessária para se viver neste mundo, e neste momento histórico em que todos estes valores estão sendo muito menosprezados.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

E as poinsétias floriram!


A poinsétia é uma flor conhecida no Brasil pelos engraçados nomes de bico-de-papagaio, rabo-de-arara ou simplesmente papagaio é originária do México onde é conhecida por cardeal, flor de Natal ou estrela de Natal.
As suas folhas são semelhantes a pétalas e floresce no solestício de Inverno que coincide com o Natal.
Sendo originária do México corre por lá uma lenda que explica a sua relação com esta data festiva:
Pepita, uma pobre menina, andava triste porque não tinha nada para oferecer ao Menino Jesus na noite de Natal.
Muito desanimada, acompanhada pelo primo, a caminho da capela local, falava do seu desapontamento enquanto este  lhe explica que o mais humilde presente, dado com verdadeiro amor é valioso aos olhos de Jesus.
Pepita, ouvindo isto, colheu folhagens comuns que se encontravam na beira da estrada, formando um simples ramalhete que ao entrar na igreja depositou junto do presépio.Repentinamente, as folhagens verdes transformaram-se em flores de um vermelho vivo e todos os que ali estavam tiveram a certeza que assistiam a um verdadeiro milagre de natal. A partir daí, essa flor ficou associada ao Natal e floresce durante essa época!
Eu também, como Pepita, todos os anos espero ansiosamente que as minhas poinsétias floresçam para alegrar a nossa casa. Contudo este ano, com os ventos fortes, as plantas ficaram muito estragadas parecendo que não iam florir, mas por volta do dia de Natal deram, embora com menos pujança do que é habitual, um ar da sua graça e cumpriram o seu papel alegrando e colorindo o ambiente  circundante.
Foi um pequeno milagre, porque é sempre uma coisa maravilhosa e misteriosa o brotar de uma flor por mais simples que seja...

As poinsétias floriram|!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Menino Mija?


O menino Mija? -

Nos Açores, após a consoada, as mesa continuam postas com doces caseiros e uma variedade de salgadinhos uns mais tradicionais, outros de características mais recentes, assim como uma variedade de licores e bebidas de várias qualidades para se  receberem familiares e amigos para a chamada mijinha do menino.É uma antiga tradição, pois os nossos antepassados aproveitavam esta época para visitar os presépios, iam a pé e descalços, alegremente acompanhados por instrumentos musicais. Apreciavam o presépio de figuras de barro e leivas, uns mais elaborados do que outros e bebiam o que havia, na Terceira licores de leite e tangerina assim como aguardente e angelica enquanto conversavam enxugando a bebida com figos passados. Longe vão esses dias agora as mesas são mais recheadas com produtos que vêm de fora, mas o espírito continua o mesmo, confraternizar celebrar um nascimento. O nascimento de um Menino cuja mijinha todos querem saborear...
Se vieres aos Açores, por esta altura do ano, e ouvires a expressão: " O menino Mija", não te admires a pergunta tem a ver com qualquer coisa que se coma e beba para aquecer . É uma expressão que para mim é bonit, significativa e singela  e que envolve  e caracteriza muito do que é o povo da minha terra e dos Açores de um modo geral ...
E por aí, o Menino mija?

Concurso de montras

Pela altura do Natal, penso que organizado pela Câmara do Comércio, houve em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, um concurso de montras cujo vencedor foi a pastelaria " O Forno", com uma decoração  adequada à época e com bolos demonstrativos da arte, habilidade e bom gosto da sua proprietária Ana Maria Costa que confecciona, no seu estabelecimento, muitas delícias de sabor tradicional cujas receitas foram ao que sei, herança de família.
Séneca, um dos mais célebres escritores e intelectuais do Império Romano disse que "nunca nenhum homem foi sábio por acaso" o que se aplica a este caso concreto em que Ana Maria reproduz ao milímetro as receitas típicas bebidas no seu ambiente familiar que empregavam  somente os produtos existentes no mercado local, apenas com uma ligeira variante na apresentação.
 Deste modo deu-se um caso de sucesso, porque uma mulher teve a inteligência voluntariosa e a sabedoria de aproveitar os sabores, cheiros e sabedorias da sua infãncia  que, por acaso, poder-se iam ter perdido não fora o seu querer, e ainda bem que isso não aconteceu!

domingo, 1 de janeiro de 2012

A luz que ilumina


Um novo ano começou! Muitos obstáculos encontraremos ao longo destes doze meses que temos pela frente, teremos que lutar, trabalhar e saltar obstáculos difíceis mas, não desanimêmos, apoiêmo-nos na nossa experiência, na nossa família, enfim, naquilo que temos e encontraremos o caminho. É o que te quero dizer com o  slide que  acima insiro.
 A lanterna estava abandonada na casa onde os meus pais viveram, e ajudada pelo meu marido,  restaurei -a; Foi o cabo dos trabalhos porque quando comecei a limpá-la ela desmoronou-se, e quando pregávamos de um lado despregava-se do outro. Não foi uma tarefa fácil, mas no fim ficámos contentes porque ouvimos que com a crise a iluminação pública vai rarear e escassear e então, quem sabe, nas noites escuras, sairemos à rua, de lanterna na mão, como  o filósofo grego Diógenes que andava de lanterna na mão, mesmo durante o dia, à procura da sabedoria..
Era do meu pai,  foi usada em tempos também difíceis em que não havia electricidade  e os caminhos eram muito irregulares e cheios de obstáculos imprevisiveis, para se sair à noite , nos dias de matanças, para os ranchos, para se fazerem visitas aos familiares e vizinhos, pelo Natal, à mijinha do Menino, para se ir às novenas preparatórias para o Natal, pelo Carnaval e para ir aos ensaios das danças ou para ir muito cedo para os trabalhos da terra e tratar do gado, o combustível usado penso que era óleo de peixe gato ou de baleia contudo, não tenho a certeza.
A luz era fraca mas a vontade forte e fazia-se da fraqueza força, penso que este novo ano será a altura certa de pisar as pegadas dos nossos antepassados que não viravam a cara às adversidades...
Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Lembrança da minha amiga Isabel

A minha amiga Isabel ofereceu-me, como lembrança de Natal, este pano de tabuleiro bordado por ela, mostro-te porque usou um ponto diferente mas que parece fácil. Borda-se em duas etapas: 1º fazem-se os alinhavos na horizontal e depois introduz-se a linha que forma estes interessantes motivos.
Tenho-o usado  durante estes dias porque me lembra que a amizade é uma força que melhora a alma de quem dá e de quem recebe quer seja uma lembrança material ou atenção ajuda, compreensão, carinho, tolerância Etc.
Estou ansiosa que passem estas festas para eu ter tempo de experimentar e fazer um trabalhinho com este ponto.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Convívio de Natal dos Karatecas



Convívio de Natal dos Karatecas -

Foi no passado dia 18 que os karatecas de Angra do Heroísmo se juntaram para, à semelhança dos anos anteriores ,de um modo informal, festejarem esta época,natalícia.
Foi um convívio simples mas muito agradável, atendendo às dificuldades financeiras que se estão vivendo, cada um participou ao seu modo, conforme podia e resultou!
Iniciados, juvenis, infantis  e seniores conviveram de uma forma sã demonstrando uma vez mais saber que no desporto e neste caso no karate a essência é a capacidade de praticar e não o grau que se atingiu nem a cor do cinto que se usa, por isso a árvore de natal estava repleta de desenhos de karatecas, como o que mostro acima e junto à mesma lápis coloridos para cada atleta pintar a cor no seu cinto e voltar a colocar na árvore, porque estes atletas sabem que é através da convivência, da tolerância e da inter-ajuda que se cresce no sentido de entender o que está à nossa volta e o mundo de um modo geral...
Muita alegria, camaradagem, troca de prendas , reencontro dos mais antigos, alguns um pouco afastados devido a afazeres profissionais ou pelos estudos, não faltando a presença de muitos pais entre os quais me encontrava assim como o meu marido.
Foi um serão muito agradável, espero estar lá no Natal de 2012.
Boas Festas!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Noite de magia


E foi assim a noite de Natal, consoada com a família, troca de pequenas lembranças, algumas feitas por mim e, como saímos de casa, não esquecemos que o Pai Natal passaria em nossa casa, por isso deixámos, como fazemos todos os anos, desde que o meu filho era criança, um copo de leite e um pouco de bolo para que se pudesse recompor da sua canseira, ao andar de terra em terra e de casa em casa. Afinal sonhar não custa e não há idade para o fazer, especialmente numa noite como esta!


Bom Natal e uma saca cheia de Paz, Amor e Saúde são os meus sinceros votos!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Cor do Natal

A Cor do Natal:



Se o Natal tivesse cor
Seria branco, dourado,
Rosado, alaranjado,
Amarelo radiante ou prateado…
Bafejaria os afortunados
Os formados e empregados.
Os saudáveis e os jovens.
Mas se um pincel o escurecesse
Com medonhos e tristes negros
Escuros roxos,
Castanhos barrentos
E vermelhos escarlate…,
Logo o Natal cairia
Em casa do pobre, do doente
Do velho abandonado e triste
E da criança sem pais,
Logo o Natal pintaria
Destas desagradáveis cores
A vida ao desempregado,
À jovem divorciada e só,
Com filhos para criar
E sem pernas para andar…
Mas se uma fada boa e linda
Olhasse o Mundo pelo Natal
E sua varinha estendesse…
Aquele dom, aquele condão,
Bordaria tudo de verde,
Um verde puro, límpido, transparente!
Com mil e um cambiantes
Opacos, brilhantes,
Claros, escuros
Alegres e irrequietos…
Que a todos transmitiriam
Aquela paz, aquele conforto,
Aquela segurança, aquele amor,
Aquela merecida esperança,
Que todos os homens anseiam,
Que todos os homens merecem,
E que a todos é devida
Hoje, no Natal e sempre!


Natal de 2011
Clara Faria da Rosa