quinta-feira, 31 de julho de 2008

Casal em festa


É este o nobre par
Que hoje está em festa,
Aos dois quero saudar
Pois é tudo o que me resta.


Saúdo com alegria
E votos de felicidades
Para gozarem a companhia
E não sentirem saudades....

Das Bicas vai um abraço

Com carinho e amizade

Que tenham sempre espaço

P'rá tolerância e bondade.



quarta-feira, 30 de julho de 2008

Bodas de Prata ( Ana & Jorge Soares )

Vinte e cinco anos passaram
Muito foi o que amaram
Sofreram e desculparam
E também muito aprenderam!
************
Aprenderam a esquecer
Ofensas, mágoas, sofrimento...
e o companheiro enaltecer
Com amor e sentimento.
**************
Nem tudo foram flores
Houve atritos, espinhos e dores.
Depois de tudo ultrapassado
Há vitórias, alegrias, recordações...
Momentos de muitas emoções
Tudo fica registado!

Parabéns..... Ana e Jorge Soares

Que esta data se desdobre em mais 25 anos de felicidades conjugais.

Ao Jorge e à Ana com carinho



Bodas de prata e louvor
é data que faz pensar,
em muita tristeza e dor
e em alegria de pasmar!
Clara Faria

Bodas de Prata do jorge e Ana Soares 31/07/2008

É importante lembrar uma data como esta porque ela testemunha que a união traz felicidade e crescimento se for cuidada com carinho e cumplicidade!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Caminhadas... Vem daí comigo!

Bom dia e boa semana para todos!
Vou agora mesmo sair, para fazer a minha caminhada diária, com o firme propósito de a cumprir durante a semana que hoje começa , vem daí comigo...
Caminhar é um exercício físico que não necessita de qualquer aparelho, nem dinheiro para ginásios, é uma receita de medicamento que não necessita de médico para a passar, é um controle de peso sem dieta, o cosmético que não se compra nas farmácias, é um tranquilizante sem xanax, psicoterapia sem psiquiatra, está provado que caminhar prolonga a juventude e dá-nos a sensação de estarmos de férias sem gastarmos um cêntimo!
Diz lá se não é preciso ser optimista para pensar isto tudo a respeito de uma simples caminhada de uma hora diária... é por isso que volto a convidar-te:
VEM DAÍ COMIGO.

Boa semana
















quinta-feira, 24 de julho de 2008

O meu filho chega hoje!

Sê bem vindo, meu filho, meu amigo,
Sabes que conto contigo,
Para a nossa casa alegrar,
E a saudade afastar...
Sê bem vindo, meu tesouro,
Meu sonho de rubi e ouro,
Meu futuro, meu projecto,
Meu menino, meu afecto!

sábado, 19 de julho de 2008

Ontem fomos ao circo!


À tarde, aí pelas 20h., saímos de casa, sem destino, só para dar um passeio e relaxar. Pelo caminho o Ivo lembrou-se que estava em Angra o circo Dallas e combinamos ir até lá.
Engraçado, aí há uns anos para trás , quando vinha cá um circo, era um acontecimento a que ninguém faltava, agora não, quase que não se liga.
Foi bom, gostei, pena é que tivesse pouquíssimo público. Então, pus-me a pensar que a vida daqueles artistas não deve ser nada fácil , apesar das lantejoulas e dos aplausos e gargalhadas do público. Enfim, vidas...
Depois fiquei curiosa para saber mais coisas sobre a vida daquelas pessoas e fiz uma pequena pequena pesquisa ficando a saber, entre outras coisas, que este circo foi fundado em 1982, no Porto, com uma tenda de 2 torres e uma caravana de meia dúzia de viaturas. Foi crescendo e tornou-se num dos maiores e mais conhecidos circos do país. Actualmente conta com 3 tendas uma das quais tem capacidade para 3000 pessoas e 3 pistas.
Propriedade da família Alves, Renato Alves é o director artístico e ventríloquo, o irmão, Mário Sandro Alves é o domador e Fernanda Esmeralda exibe-se na corda vertical sendo também empresária do circo Brasil também conhecido por Dallas 2.


sexta-feira, 18 de julho de 2008

Brandos costumes...


Nem de propósito!
Logo após ter aqui escrito sobre alguma permissividade que constatei ao longo da passagem da procissão da Senhora do Carmo, no passado dia 16, leio o suplemento de D.I.n.º391, Vento Norte uma crónica de Mário Machado Fraião com o título em epígrafe.
O cronista refere-se ao livro de Eça de Queirós Alves & C.ª, publicado postumamente por seu filho José Maria. Nesta novela Eça pondo em prática "o seu apurado realismo e singular observação sociológica" conta a história de Godofredo da Conceição Alves abastado comerciante lisboeta que em dia de aniversário de casamento, regressa a casa mais cedo para fazer uma surpresa à sua Lulu e encontra-a nos braços do seu sócio maioritário. Expulsando a mulher de casa Godofredo procura os amigos para que os mesmos lhe marquem um duelo que lhe limpe a honra.
No entanto estes, fizeram-no ver que afinal o caso não era assim tão grave e que ele devia acalmar pois um duelo seria a prova pública, do que realmente se passara e prejudicaria a sociedade comercial.
Aceitando o facto, o desgraçado chegou mesmo a procurar a mulher reconciliando-se, reconciliação que teve direito a namoro e segunda lua-de-mel.
Enfim, Eça que observou os hábitos do século XIX (1845/1900), já se tinha dado conta de que muitas vezes os brandos costumes caracterizam a sociedade e as pessoas acomodam-se ao jeito do mais fácil...
ALVES&C.ª DE Eça de Queirós edições ATENA , uma novela aliciante para férias.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A procissão:







A igreja de Santo Inácio de Loyola, no Largo do Colégio, A. do Heroísmo


Como era dia da Senhora do Carmo, fui à procissão que saía da igreja de Santo Inácio de Loyola, mais conhecida por igreja do Colégio, é um templo majestoso datado de meados do século XVIII e que pertencia ao antigo colégio dos Jesuítas (actual Palácio dos Capitães Generais), com uma imponente fachada, podendo-se observar no seu interior riquíssima talha dourada, azulejos da época da construção e também belas pinturas que ontem não pude observar porque naturalmente se ausentaram para sofrer qualquer trabalho de restauro ou de conservação.
O reverendo cónego Gil Mendonça, apesar da sua provecta idade, desempenhou o seu papel à altura e a procissão formou-se e saiu com a pompa possível mas com muito respeito e religiosidade.
Presentes, a confraria de Nossa senhora da Conceição, as irmandades de S. Francisco, da Senhora do Carmo, do Santíssimo Sacramento e do Senhor dos Passos.
A Guarda Fiscal, transportou o andor e as filarmónicas Recreio dos Artistas e Fanfarra Operária abrilhantaram o acto assim como Sua exc.ª o senhor bispo da Diocese de Angra e muitas pessoas, não tantas como as que se podiam ver há décadas atrás mas enfim, para um dia em que se realizava uma tourada à mesma hora, numa freguesia citadina ,ali ao lado, não se podia esperar mais...
A procissão seguiu o seu percurso habitual, pena que as pessoas das ruas por onde passou praticamente ignoraram o acontecimento. Janelas fechadas, praticamente não se viram colchas, enfim outros valores estão na moda, está mais que provado que para se fazer uma festa em Angra, as freguesias têm que participar e colaborar.
Nas esplanadas algumas pessoas continuavam de perna traçada, inclusivamente na esplanada do Largo Prior do Crato, pena que quem de direito não tivesse a iniciativa de a mandar encerrar, pelo menos na hora da saída e do recolher da procissão.
Outros tempos, outras gentes, outros valores...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A procissão de Nossa Senhora do Carmo:( em "A União" )


Precedida de novenário, na igreja do Colégio, realiza-se hoje, dia 16 de Julho, pelas 18.30hs a procissão de Nossa Senhora do Carmo, cuja imagem foi adquirida pela ordem em 1786, segundo acta da irmandade do Carmo fundada, nesta cidade, a 22 de Fevereiro de 1776, na igreja da Misericórdia.
Ainda existem, segundo informação do reverendo cónego Gil Mendonça, os estatutos da irmandade aprovados pela rainha D. Maria 1ª em 1804

16 de Julho - Dia de Nossa Senhora do Carmo

Ao fazer a minha caminhada matinal, encontrei várias senhoras com os seus hábitos castanhos e os seu escapulários de" Irmãs do Carmo",Então lembrei-me que por ser o dia 16 de Julho é dia de se realizar a tradicional "Procissão do Carmo "em Angra do Heroísmo.
Sempre caminhando, lembrei-me de minha mãe que era "irmã do Carmo" e que quis ser amortalhada com o hábito do Carmo e ainda da minha prima Virgínia do Carmo, a viver na Califórnia que festeja hoje o seu 45º aniversário.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Virgínia!

Verdadeira
Inteligente
Respeitadora
Gira
Intuitiva
Natural
Irmã
Amiga
Isto é o que penso de ti.
Paaaaaarabéns!

Para a Virginia.

Nesta ilha dos Açores
Nasceste, correste, brincaste,
Por cá bebeste valores
Que nunca mais esqueceste!
**********
Nesta ilha dos Açores
Deixaste tuas raízes.
Lembranças a preto e a cores
De muitos momentos felizes...
***********
Desta ilha dos Açores
Aqui vai o nosso abraço
Com um braçado de flores
Para guardares no regaço.
***********
Desta ilha dos amores
Os parabéns te mandamos
Para jamais esqueceres
Que muito, muito te amamos!
***********
Um beijinho de: Clara, Ivo e Carlos Francisco;

Eu e a minha tendinite...



TENDINITE____Palavra engraçada que poderia designar tendência para, ou o nome de uma flor, de uma mulher, uma marca de automóvel, de perfume, enfim mil e uma coisa! Mas não, foi logo designar a inflamação de um tendão através do excesso do esforço, síndroma de excesso de uso e esforço repetitivo, do trabalho, da repetição do movimento a qual causa dores fortes, dormências, dificuldades em realizar tarefas simples e rotineiras.
Não querem ver que a minha amiga tendinite que estava um tanto ou quanto adormecida depois de umas infiltrações que eu fizera em fins do passado mês de Maio e princípios de Abril, na clínica de Santo António na Reboleira,voltou a acordar e está continuamente a dar sinais de si...
Inconcebível! Até na igreja, vou saudar uma pessoa, na altura própria, e lá está ela a dar sinal de si, vou atar o avental, outra vez ela, pentear-me, de novo a sua presença...
Basta, já chega, a tua presença já se está a tornar incómoda! Não sabes que um hóspede ao fim de três dias enjoa?!

domingo, 13 de julho de 2008

Uma semana feliz...

A SEMANA DO AR
****************
Nova semana a pairar,
E vários dias a contar:
A Segunda para acelerar,
A Terça para continuar,
A Quarta para cansar,
A Quinta para pensar ,
Que a sexta está a chegar,
E traz o Sábado para relaxar,
E o domingo para louvar!
****************
Clara F. da Rosa

Para a Eduarda Correia


Eu te saúdo, Eduarda,
e meus parabéns te dou,
por estares feliz e curada,
o que a todos agradou!
********************
Eu te felicito amiga,
Deus ouviu tuas preces
Porque és boa rapariga
saúde e sorte mereces...
********************
Aproveita agora o momento,
pois a felicidade é veloz,
corre mais que o pensamento
de forma célere e atroz!!!
Um beijinho da Clara;


















sábado, 12 de julho de 2008

Tristezas não pagam dividas...

É verdade, não podemos estar sempre tristes, embora, muitas vezes tenhamos que fazer um grande esforço para ultrapassarmos determinadas situações.
Aqui registo uma anedota engraçada que fará rir, ou pelo menos sorrir, quem a ler.

Certo homem emigrou para França sem saber falar a língua daquele país.Certo dia quando comia na cantina da firma onde trabalhava aproximou-se da respectiva mesa um francês que ao sentar-se lhe disse:__Bon appétit!Ao que o português lhe respondeu:__José Pires!, pensando que o outro se tinha apresentado...O homem, contou o sucedido a um amigo que lhe explicou que o francês lhe tinha desejado __bom apetite.No dia seguinte encontram-se de novo ao almoço e o nosso patrício prontamente deseja ao francês __Bon appétit, ao que o outro lhe responde:__José Pires!








quarta-feira, 9 de julho de 2008

Se a tristeza fosse...


Se a tristeza fosse uma flor...
Teria as pétalas caídas,
A olhar a terra escura,
Esquecendo a frescura,
Que nos trazem nossos dias.
Se a tristeza fosse o mar...
Seria negra, revolta, escura,
Beijaria com força as rochas,
Esmagando altas ondas,
Uivando com amargura.
Se a tristeza fosse uma lágrima...
Seria viscosa, grossa, pesada,
Correria lenta e sem vontade ,
Denunciando toda a maldade,
Que a faz correr agoniada.
Se a tristeza fosse a noite...
Duraria eternamente,
Sem deixar o Sol sorrir,
Nem a maldade partir,
Num escuro permanente.
Mas..
A tristeza não é noite, nem é flor,
Não é lágrima, nem é mar,
É muitas vezes grande dor...
Que nos vem de muito AMAR!

Clara Rosa









segunda-feira, 7 de julho de 2008

Muitos parabéns à família Soares, L. Grande, Outeiro do Galhardo de Cima

Um grande abraço de parabéns à família Soares, Ana, Jorge e sua filha. Sei que estão a passar um momento de alegria pela colocação, merecida, da sua filha, numa instituição bancária,que o Senhor Espírito Santo Ilumine a vossa filha nesta nova etapa da vida e que vos dê saúde e muitos dias de vida para a verem progredir!!!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Para o meu filho caso ele se esqueça



Encerramento de actividades do 4º ano da academia para a terceira idade na Santa casa da misericórdia de A. do Heroísmo

Apresentação do coro.


Fernando Lopes Graça (1906/1994) pianista, compositor, maestro, professor, literário...


E foi uma festa...
Foram chegando os participantes dos diversos cursos, abraços gargalhadas, cumprimentos, enfim ...pairava no ar um ambiente agradável que fazia passar a sensação de se estar bem connosco e com o mundo e de que ninguém se lembrava, naquele momento, de que muitos anos já se passaram e que naturalmente os que virão não serão os melhores da nossa vida, o que se sabe, neste momento é que cada um tem que fazer um esforço para que " O rio caminhe naturalmente e calmamente para o mar que ninguém sabe a que distância está"...
Logo foi servido um agradável almoço após o qual se apresentaram os alunos de coro cuja introdução me foi atribuída o que fiz mais ou menos nos seguintes termos:
No fim de mais este ano lectivo apresentamos a todos os alunos desta academia os nossos cumprimentos e felicitações pelos objectivos alcançados e agradecemos à direcção da santa casa, na pessoa do seu provedor o facto de nos ter proporcionado esta oportunidade que tanta alegria, companheirismo, conhecimento e distracção nos tem dado. Esperamos que esta academia prossiga cada vez com mais participantes e mais êxitos.
Antes de terminar quero em nome deste coro, dizer que vamos deixar um pequeno cartão de visita, em jeito de apontamento do nosso trabalho e também agradecer este magnífico almoço, assim como aos cozinheiros aos presentes, a todos em geral ( presentes e ausentes) que de qualquer modo contribuíram para este momento de alegria e convívio.Quero também, uma vez mais em nome do coro, endereçar um convite a todos para que venham ter connosco contribuindo para que este atinja o brilhantismo que desejamos.
Fiquem agora com uma canção do compositor FERNANDO LOPES GRAÇA, O meu bem.
E foi assim que nos estreamos nestas andanças, com vontade de que para o ano façamos melhor.
Seguiram-se as apresentações do grupo de teatro com uma interessante e hilariante peça e do grupo de dança com as suas coreografias ao qual, no fim, se juntaram muitos elementos da assistência, num momento deveras divertido.
Não posso deixar de registar a exposição de trabalhos realizados nas aulas de artes decorativas sob a orientação atenta, abnegada e amiga da monitora Luísa Garcia.
Momentos altos foram também as intervenções da Drª Ana Cristina Macedo e do provedor António Marcos , os quais agradeceram aos formadores o seu trabalho de voluntariado e com as suas sábias e bem documentadas palavras nos transmitiram vontade de continuar no próximo ano lectivo
Enfim, uma tarde para não esquecer!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

À Luísa Garcia , Professora de artes decorativas:

Para ti, Luísa, são estas flores

Por teu saber transmitires

sem segredos nem pudores

como amiga pr'a valer.

___

Mais do que flores mereces

Sorte, paz, saúde e amor

por isso fazemos preces

Aos anjos, santos e ao Senhor.

___

Que os caminhos que pisares

Sejam de flores enfeitados

E que os bens que precisares

Logo te sejam dados.

____

Um beijinho das amigas

Que contigo gostam d'estar

Somos boas raparigas

Com quem podes contar!














Ao Paulo Borges, professor de dança, com muito respeito

Professor
Amigo
Unico
Leal
Optimo
___
Bom
Ordeiro
Respeitador
Gordinho
Especial
Sincero

Dedicado ao Sr. Paulo Borges, nosso professor de dança


Ao nosso professor de dança

Registamos um louvor

E também a grande esperança

Que volte como professor!

___

Sua presença agradecemos

Sua amizade e vontade

E todos juntos dizemos:

-É um professor de verdade.

___

É uma arte a dança

Que exige sensibilidade

Ficamos com a esperança

que afaste nossa idade...

__

Seu trabalho, apreciamos

Sua paciência e calma

É mesmo o que precisamos

P'ra nos alegrar a alma...







segunda-feira, 30 de junho de 2008

A minha eterna saudade-Maria do Natal Toste Ferreira Martins 12-1949/ 29-06-2008


Estou muito triste!
Ontem no encerramento das Sanjoaninas foi-me confirmada a triste notícia do falecimento da minha colega Natal ( Maria do Natal Toste Ferreira Martins). Já de tarde a Rosa (Totobola), na procissão de S. Pedro tinha-me dado essa horrível notícia. No entanto, ainda me ficou uma réstia de esperança de que se tratasse de algum engano ou mal-entendido, isto é, não querendo que acontecesse, não queria acreditar!
Lá se foi a Natal da Guarita, mãe de dois belos rapazes que eram todo o seu enlevo e orgulho, que tanto trabalhou, labutou, ensinou, perdoou e amou e agora que se reformara e que esperava gozar uns anos de calma e tranquilidade....
Enquanto assistia ao fogo de artifício só me lembrava dela,só via lágrimas coloridas e flores no céu, pela e para a minha amiga e colega Natal. Descansa em paz!!!! 1949/2008

sábado, 28 de junho de 2008

O ilhéu das cabras e vista da freguesia da Ribeirinha

À beira mar fica o lugar da Serretinha onde os Habitantes da freguesia têm parte dos seus terrenos deslocando-se para lá, no Verão, para pequenas casas rústicas,por ser mais fresco e para trabalharem as suas terras,

Uma imagem de S. Mateus da Calheta


As tradições da nossa gente:

Coelho de Sousa- poeta, orador, radialista, dramaturgo, jornalista, animador cultural e professor que muito honra a freguesia, a ilha e os Açores, também foi lembrado neste trabalho que desfilou na rua da Sé de Angra integrado no programa das Sanjoaninas 2008.





Estando marcado, um cortejo, integrado nas Sanjoaninas 2008, com o título que acima se regista, pelas 21h30m, lá fui com o meu marido, saindo de casa em cima da hora , como é habitual, mas ainda a tempo de assistir, ao dito cortejo, na Praça velha, porque embora tenha saído na hora marcada, e este ano a organização tenha primado pela pontualidade, ainda leva o seu tempo a descer a rua da Sé.
E foi deste modo, que me deliciei com uma mostra, de um pouco do que há de mais representativo das tradições , muitas das quais ainda são vivências, nas freguesias do concelho de Angra do Heroísmo.
Em jeito de boas-vindas e de apresentação, a freguesia da Sé de Angra,
iniciou o cortejo com a presença de muitas das "forças vivas" da freguesia registando-se assim a presença da junta de freguesia, escuteiros, casa do Benfica, C.D.S., Sport club Angrense, Sport club Lusitânia, Santa Casa da Misericórdia e outras.
Seguiu-se a nossa freguesia piscatória, S. Mateus, com a sua venda de peixe, como não podia deixar de ser, a Ribeirinha com um carro de bois com sebe, antigo simulando uma muda para a Serretinha, costume que os habitantes tinham, no início da época estival, para assim ficarem próximos das suas terras e poderem trabalhá-las sem o inconveniente de fazerem grandes caminhadas diárias, nos tempos em que o automóvel, carrinhas e tractores não faziam parte do vocabulário do lavrador e agricultor. É de salientar a colecção de apetrechos antigos que o dito carro transportava e que de uma fora prática dava uma lição das vivências do passado aos mais jovens.
Seguiu-se a freguesia de S. Bárbara com o trabalho em cantaria, que já está esquecido pois os canteiros estão a desaparecer, as tendas de ferreiro e de carpintaria também se fizeram lembrar uma vez mais, com a presença de objectos que já não fazem parte do nosso quotidiano mas que dá sempre muito gosto recordar. As Cinco Ribeiras fizeram uma alusão à caça da baleia trazendo no seu carro uma imitação de um bote baleeiro e a representação do seu farol. S. Sebastião lembrou a sua matriz, o falecido poeta e reverendo padre Coelho de Sousa e o escritor Ferreira Drumond, nascido em Janeiro de 1796 naquela freguesia, autor de "Os Anais da Ilha Terceira".
As Doze Ribeiras Trouxeram à Rua da Sé as tradicionais festas do Espírito Santo Representando uma coroação o bodo com a distribuição de carne e pão e a sua filarmónica que nos presenteou com o hino do Espírito Santo.
O fabrico de telha de canudo artesanal assim como de blocos e tijolo para fornos e lareiras veio à baixa citadina perante muitos olhos arregalados que desconheciam que nos nossos Altares já se fizeram ao longo do século XX, muitas telhas que cobriram as nossa casas, isto porque naquela freguesia existe um "Paleossolo recoberto pelos depósitos do pico Matias Simão de natureza argilosa que produzia um sofrível barro para fabrico de telhas e olaria grosseira" Que era laborada em três telhais, esta actividade perdeu a sua importância a partir do sismo de 1980 porque a freguesia não dava resposta às necessidades, começando-se , então, a importar telha. De salientar que ,por ser um trabalho artesanal agonizante e ainda existirem na freguesia pessoas conhecedoras do ofício a freguesia quis fazer lembrar a actividade homenageando o passado e protestando contra o presente que está a asfixiar aquela actividade.
O Raminho trouxe um quadro dos anos 30/40 evocando o chafariz e as pias para a lavagem da roupa assim como toda a actividade que girava à sua volta.
Outra vez as tradicionais festas do Espírito Santo estiveram presentes, desta vez pela mão da freguesia da Feteira, que lembrou a a reza do terço, a coroação em que os participante vestiam trajes antigos, foliões,
o altar do Espírito Santo, uma bezerrada, o pezinho e um carro de bodo assim como o jantar da coroação.
O Porto Judeu, mais festeiro e brejeiro, fez referência às suas tradicionais e populares comédias.
Enfim, muito foi o que desfilou, que os nossos olhos não conseguiram captar mas que o coração registou e lembrou com saudade...




quarta-feira, 25 de junho de 2008

S. João e as tradições:

Do grego:"basilikón", o manjerico é uma planta ornamental e aromática, prima do manjericão, da família da menta. Tem origem na Índia, onde era usado nos rituais sagrados. Na antiguidade clássica inspirou diferentes usos: Em Roma era o símbolo do amor e na Grécia de luto. No sul da Itália conserva-se a tradição dos antigos romanos, segundo a qual oferecer um manjerico a uma rapariga equivale a pedi-la em casamento. A sua presença nos rituais de fertilidade do solstício de Verão decorre, assim, de tradições milenares. Segundo cosmogonias antigas. o solstício de Verão, que tem lugar a 21 de Junho e é celebrado até ao fim do mês, é o momento em que o Sol perde o controlo e atinge o máximo da sua força. Nessa noite a ordem das coisas é alterada e tudo pode acontecer. O calendário gregoriano apanhou boleia das festividades pagãs do culto romano e celta e deu-lhes novos elementos rituais, os mais importantes dos quais são, em Portugal, as figuras dos três santos: Santo António dia 13, São João dia 24 e São Pedro dia 29. Mas nas marchas e nos arraiais dos bairros populares, sobretudo em Lisboa e no Porto, a festa segue livre do domínio eclesiástico, repleta de música, vinho e sardinha assada. E perfumada por muitos manjericos, enfeitados com cravos, bandeirinhas e quadras jocosas e amorosas.
( da revista UP, revista de bordo da TAP, pág.160)





Estas imagens, copiadas na Net., lembram S.João. Este santo, segundo S. Lucas, foi o precursor de Cristo,tendo sido a voz que clamava no deserto, anunciando a vinda do Messias. Filho de Zacarias e Isabel, só mais tarde,depois de ter baptizado Jesus é que recebeu o cognome de "O Baptista". No calendário religioso está-lhe reservado o dia 24 de Junho por ter sido o dia do seu nascimento. Tem o titulo de santo festeiro por isso há muita festa no seu dia em especial muita dança.

Há quem compre manjericos, cravos, alhos-porros e martelinhos para bater nas cabeças de quem encontre, naturalmente para os manter bem acordados para a folia. Comem-se sardinhas assadas, saltam-se fogueiras, enchem-se e largam-se balões, fazem-se concursos de janelas alusivas ao S. João, como a que acima se insere e marchas populares em vários locais do país querendo destacar aqui o que se passou em Angra do Heroísmo,ilha Terceira, a minha cidade.

A noite de S. João, com as tradicionais marchas dos adultos e a noite seguinte com as marchas das crianças foram, em Angra do Heroísmo, duas noites de magia, cor alegria, criatividade, pedagogia, arte e são convívio que dificilmente se pode explicar por palavras, só vendo, vivendo, sentindo, presenciando se pode ficar com a ideia do que se passou que impregnou a alma da multidão presente da alegria atribuída a este santo.