terça-feira, 20 de novembro de 2012

Serapilheira tecido para fins artísticos e decorativos

Serapilheira é um pano de estopa grossa  que normalmente é usado na embalagem de fardos, na confecção de sacos para guardar produtos hortícolas e com o qual , em tempos idos, os camponeses confeccionavam os seus trajes de trabalho.
Particularmente, considero este tecido muito interessante para ser utilizado com fins artísticos e decorativos especialmente para a época de Natal. Por ser grosseiro mas maleável e barato, gosto muito de o trabalhar.
Este ano, à semelhança dos anos anteriores,fiz uma pequena toalha que irá embelezar a minha casa na época festiva que se aproxima e que te quero mostrar para o caso de quereres fazer uma para ti.É muito fácil, compras o tecido com o tamanho da largura, para ficar quadrado, fazes a bainha com um ajour e agora é só pores a imaginação a funcionar; podes tirar fios e usar fitas  vermelha e verde e fazer  ponto de cruz e fitas nos lados ou como eu fiz este ano uma fita no meio e uma pequena e simples barra dos lados , decora com laços, fica lindo...
Mãos á obra porque enquanto trabalhas já estás a viver o espírito de Natal!



domingo, 11 de novembro de 2012

Resposta, embora pequena, à crise

Resposta, embora pequena, à crise....

Actualmente só nos apetece reclamar da situação que vivemos, resmungar contra os nossos governantes que nos levaram a essa situação, lamentar o passado e sonhar com que tudo isto se resolva para termos um futuro a curto prazo, no que não acredito, digno do nosso passado e da nossa história.
 É preciso ter esperança  que é um sentimento que não vemos nem podemos palpar mas que vai surgindo à medida que acreditamos nela.
Mas para isso temos que fazer alguma coisa temos que a exercitar e acreditar, especialmente agora que se aproxima o Natal, e eu acredito que embora tenhamos todos menos dinheiro podemos festejar esta época conforme a tradição; É por isso que já deitei mãos à obra para fazer os meus presentes e incito-te a fazer o mesmo, não vamos agora ficar sentadas, de braços cruzados,  a ver a crise passar!
Aqui te mostro um pano para tabuleiro que fiz para oferecer, já fiz vários  e não precisas de comprar linhas novas, tenho a certeza que se procurares tens aí em casa restos que servem, também não precisas comprar galão para rematar faz como eu um ponto de grilhão que fica bonito.
Diz lá se não é uma boa ideia!?

   

Superando o enfado

Quando me aposentei, não fiquei nada triste, embora gostasse muito da minha vida profissional, porque percebi que ia começar um novo e diferente período da minha vida,  e que só tinha a ganhar com isso, porque  vivia uma oportunidade de me dedicar a outros interesses .
Não é o caso de me sentir contente por  deixar de trabalhar porque entendo que o trabalho é a base da nossa identidade e do nosso amor próprio, mas uma oportunidade de tomar novas iniciativas no campo de pôr em prática actividades que me dão muita satisfação intrínsica . E assim foi, não fiquei  à espera que acontecesse  alguma coisa, de  uma ocasião  ou de  uma oportunidade para voltar a aprender coisas novas, a reaprender, a aperfeiçoar e a alargar os meus  horizontes, diversifiquei a utilização das minhas aptidões.
  É tudo isto, creio, que permite a qualquer pessoa, ultrapassar qualquer fase de enfado por já não estar ligado à vida profissional que o ocupou durante largos anos .
É por pensar assim que nunca me sinto enfadada nem depressiva pois tenho sempre presente uma frase que li há muito e que apontei no meu caderno de notas que dizia o seguinte:
" Em caso de depressão faça alguma coisa; se já estiver fazendo troque de coisa." 
Toda esta conversa para te dizer que pensando no Natal que se aproxima , tenho andado muitíssimo ocupada com os meus trabalhos e que fiz esta pequena toalha com motivos de Natal para usar sobre uma toalha vermelha ou verde , ficará muito bonito, especialmente quando nos sentarmos à volta da mesa a confraternizar, com alguma coisinha boa para comer,claro! 
P.S. Se quiseres posso passar-te o modelo.

sábado, 10 de novembro de 2012

Amizade doce e colorida

Faz hoje oito dias, fomos ao Porto Judeu, fazer uma visita aos nossos amigos  Maria de Lurdes e João Melo; São amigos de longa data a quem muito devemos e que nos dedicam muita atenção e disponibilidade,  recebendo-nos sempre de uma forma e com tanta atenção que nos apetece ficar mais tempo.
Maria de Lurdes logo nos ofereceu um frasco do seu doce de abóbora, feito recentemente, e uma prova  com umas bolachinhas, uma delícia, disponibilizando a receita e a sua irmã apareceu com abóbora para me oferecer,  para que eu pudesse testar a dita receita .
Naquele momento pensei:
-  Se a amizade tivesse cor seria assim da cor deste doce e desta abóbora, uma cor forte e quente que permanece no nosso imaginário e no nosso coração ...
No dia seguinte propús-me experimentar a receita e ficou com este aspecto:







 Aqui vai  o modo de fazer para o caso de quereres fazer:
1kg. de abóbora descascada e partida em cubos, 1 kg. de açúcar , sumo de três laranjas.
 Vai tudo ao lume brando até cozer, depois de cozido tritura-se com a varinha mágica e junta-se um pau de canela e 100gramas de nozes picadas. Vai a lume brando até fazer ponto de estrada mais ou menos forte conforme o gosto.
Nota: esta é a receita certa , eu como sou um pouco aldrabona nestas coisas de culinária  usei 1,5kg de abóbora para 1 kg de açúcar e ficou bom , leva é mais tempo a fazer o ponto e como não tinha nozes usei amêndoa palitada e também ficou muito bom.
Claro que é fácil fazer doces e compotas e sei que  não estás, naturalmente, à espera da minha receita, mas falo disto  para fazer uma reflexão sobre a amizade que segundo alguém disse "é um valor que se pode comparar a uma gota de mercúrio, é preciso manter a mão aberta para a retermos, se a fecharmos ela escapa"  e não se pode deixar escapar uma boa amizade porque é um bem muito  precioso!
Aproveito também para lembrar  que este legume fruto da aboboreira, se apresenta em várias espécies,  de grande riqueza nutricional, é nativo da América do Sul. É um legume muito usado em pratos culinários porque constitui uma boa fonte de betacaroteno que é convertido pelo organismo em vitamina A e que é um antioxidante que ajuda a evitar os efeitos dos radicais livres que originam certos tipos de cancro.

sábado, 3 de novembro de 2012

criando e adaptando...


Quando se é sessentona, como eu, tem-se muita coisa amealhada que por vezes nos causa confusão, mas das quais não nos queremos desfazer, porque as mesmas nos avivam recordações que não queremos perder. Nesta linha de pensamento quero falar-te das minhas bijutarias que andavam acumuladas em caixas e gavetas de tal maneira que, quando queria usar alguma peça, ou não encontrava a dita, ou então estava de tal modo misturada com as demais que levava um tempão a separá-la o que fazia com que desistisse da ideia de a usar.
Muitas vezes, me apeteceu deitar tudo, ou pelo menos uma parte, para o lixo, mas sabendo, por experiência própria, que o tempo médio que decorre entre deitar fora uma coisa  e em precisar desesperadamente dela é cerca de uma semana ... lá ia adiando a ideia sempre na perspectiva de encontrar uma solução para o problema!
Foi então que me lembrei de um antigo  e maltratado lavatório que tínhamos na garagem e como sou apologista do contínuo vir- a - ser, vir- a- fazer, com a meta sempre à frente  e não atrás, isto é nuca me apego ao que já fiz, mas tenho sempre em mente outros projectos , outros porquês para viver, os quais me ajudam a enfrentar os comos com que me deparo,  lá deitei mãos à obra:
Martelei, lixei, dei duas mãos de Amerit, que é um produto anti-ferrugem , duas mãos de subcapa branca após o que estava pronto para o esmalte, o acabamento final.
Ficou bonito, e deu-me imensa alegria pôr aquela "tralha" toda muito direitinha ; os colares pendurados, as peças pequenas na bacia, as pulseiras no prato em baixo enfim ...enquanto procedia a este trabalho dei por mim a pensar:
-A criatividade, muitas vezes, consiste  apenas em dar uma volta, por muito pequena que seja, aquilo que já existe! 

 Não te esqueças disto, conto-te esta história, numa perspectiva pedagógica, para que te atrevas a  deixar brotar o ser criativo que há em ti.
Agora aqui fica o antigo lavatório transformado em guarda-bijutarias:

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Dia Mundial da luta Contra a Pobreza



Diz-se que  há fome no Mundo,
Diz-se que no Mundo há pobreza,
E que há homens imundos
Sem carácter, sem nobreza...

A corrupção e falsidade,
A fraude e opressão,
A ganância e a maldade
Fazem com que falte o pão.

Falta o pão ao mendigo,
A escola à criança,
A casa ao sem abrigo
E falta também a poupança!

Há os que sabem poupar,
Outros que enchem a pança
Outros é um tal estragar...
E a maioria sem esperança!

Os homens têm  o dever
De  gerir a vida  com regra
P'ra com dignidade se viver
Sem pobreza, fome ou guerra

Este dia lembra a fome e a pobreza
E o dever que  temos todos
De com vontade e firmeza
Sermos conscientes, modestos e parcos!






quinta-feira, 13 de setembro de 2012

À minha colega e amiga Conceição Valadão que já não está entre nós.

No longínquo ano de sessenta e oito do século passado,  terminou  na escola do Magistério Primário de Angra do Heroísmo, o seu curso, um grupo  de jovens  de brilho e firmeza no olhar, que acreditava conseguir fazer tudo com o entusiasmo que lhes ia na alma porque, para os mesmos, esse entusiasmo era o fermento que os faria concretizar sonhos e esperanças e vislumbrar as estrelas com o irresistível impulso da sua juventude e da força de vontade para pôr em prática  ideias, teorias e novos conceitos de ensino  bebidos naquela escola. Eram eles .
-Alda Maria  de Almeida Nunes
-Bertilde Marília Miranda Pereira
-Clara Maria de Meneses Fernandes
-Elvira da Conceição Bretão Bulhões
-Humbelina Maria da Silva Costa
-Ivone Maria da Silva Costa
-Lourdes Maria Soares Pereira
-Maria Adelaide de Simas Borges Marcos
-Maria Bernardete Azevedo Raimundo
-Maria da Conceição Borges Dias Martins Valadão
-Maria da Conceição Borges Rodrigues
-Maria Guida Borges Ribeiro de Carvalho Duarte
-Maria José Andrade Soares
-Maria Lúcia Alves da Costa Romão
-Maria dos Santos Balra
-Nair do Carmo Costa Correia
- Pedro Graciliano Melo Cabral
-Rafael Henrique Ferreira Cota
-Raquel Maria de Melo Valadão Toste Paim

Acabado o curso, foi tempo de ir à luta, de pôr mãos à obra e assim, cada um partiu à aventura, seguindo o respectivo destino, com entusiasmo de uma realização pessoal e social que lhes trouxesse felicidade.
O tempo foi passando, foram-se perdendo nos dias , nos anos na vida, até que vinte e cinco anos volvidos, em 1993 se voltaram a reunir numa efeméride  que reavivou laços,  saudades, amizades e vontade de voltarem a estar juntos. Mas a vida é como um buquê de muitas cores , sonhos, decisões, fantasias, vontades que são  muitas vezes abafados pelos   trabalhos, pelejas, problemas... que não permitiram que essa vontade se concretizasse.
Tudo isto e muito mais me veio à mente e passou como um filme na minha memória quando  abri o jornal  e tive conhecimento de que a minha colega  Conceição Valadão já não faz parte deste grupo, não está mais entre nós!
Senti uma Tristeza e uma saudade que não consigo explicar...
Eu era tímida, calma e pouco exuberante e ela alegre, inteligente, segura, brincalhona com um sentido de humor de fazer inveja, era um exemplo de amiga e creio que continuou a espalhar essas qualidades pelas pessoas que foram convivendo com ela ao longo da vida.
De tempos a tempos precisamos presenciar uma grande  tempestade que abale a nossa vida para nos lembrarmos de como não valemos nada e de como era bom tudo o que tinhamos ; Pois foi assim, esta tempestade,  esta triste notícia, abalou-me imenso, lembrou-me a minha vulnerabilidade de " rapariga " da idade da Conceição Valadão e de como foi bom ter convivido com ela e de ter possuído a sua amizade que nunca esquecerei.
Resta-me , assim como a todos os antigos colegas, a lembrança de bons tempos e de boas amizades pois, ninguém é suficientemente rico que possa passar sem uma amiga como a saudosa Conceição.
Descansa em Paz, amiga! 
   
  Eu, com dezoito anos, e a Conceição Valadão ( à direita) nos nossos tempos de juventude. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Festas da Praia da Vitória - 2012


No passado sábado viveu-se, mais uma noite de magia, na cidade da Praia da Vitória, ilha Terceira Açores. Como já é habitual, a cidade brindou-nos com um imaginativo e bem conseguido cortejo que nos transportou ao mundo da fantasia, mas também a outros mundos que à nossa semelhança vivem o Carnaval com grande entusiasmo e euforia.
Segundo diz Andreia Meneses, líder  da comissão organizadora  das festas da Praia 2012, " estava na altura de pôr o Carnaval da nossa terra no mesmo patamar de outros carnavais do mundo, nomeadamente o do Brasil e de Veneza ", e assim se fez , mostraram-se outros carnavais à mistura com fantasia, glamour e criatividade, isto com muita pesquisa, muito trabalho muito querer, apanágio dos terceirenses que, quando querem, não há nada nem ninguém que os impeça, e ainda bem, para que possamos usufruir de noites semelhantes às do passado sábado!!!

Carnavais do mundo:


Festas da Praia da Vitória / 2012 - diaporama flash

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gente idosa e seus valores


Soube, através da comunicação social que a actriz portuguesa Eunice Muñoz, senhora  que muito admiro e que é referência do Teatro, televisão e cinema português, no patamar das melhores actrizes,  completou ontem 84 anos de vida.
Consultando a Wikipédia fiquei abismada com a enormíssima lista de trabalhos em que participou sempre com grande êxito. Claro que este é um caso de louvar, uma excepção que muito nos agrada conhecer e divulgar.Falo dele porque é um caso público, um exemplo; contudo, nem todos têm a mesma tenacidade embora cada pessoa, na sua área e no seu ambiente, desempenhe o seu papel.
 A propósito, pus-me a matutar como as pessoas idosas têm sido consideradas, pelo governo, uma causa de despesas médicas avultadas e um premente problema político que este não consegue ou não quer resolver nem atender, esquecendo-se do que fizeram e deram à sociedade.
Temos de nos lembrar do que trabalharam, muitas vezes com parcos recursos, criaram filhos, educaram-nos proporcionando-lhes muitas vezes formação superior, à custa de grandes sacrifícios e presentemente brindam-nos com a sua companhia  agradável e repousante, com a sua calma e muitas vezes com o seu sentido de humor baseado numa longa experiência de vida.
Os idosos, na maioria dos casos, são calmos, gentis, vagarosos mas atentos aos outros, em especial aos netos e muitos bastante tenazes e auto confiantes apesar dos problemas de saúde e não só com que se deparam.
Os idosos não deviam ser problema, para qualquer sociedade, mas sim motivo de orgulho e exemplo e  deviam ser abençoados e acarinhados porque nos lembram valores como a honestidade, a profundidade no pensar e sentir, a modéstia, a sociabilidade a linguagem polida  e um grande sentido de prioridade.
Ao fim e ao cabo, todos nós, uns mais distantes outros mais próximos, vamos caminhando para lá. Posto isto é caso para nos interrogarmos e perguntarmos:

-Como quero que o futuro me trate?
- O que tenho para transmitir aos vindouros, como idoso?
-Qual será a minha atitude, como idoso, perante a vida?
-Tendo trabalhado e descontado, pensando no futuro, está certo que o governo me considere um fardo, um problema político?

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domingo, 29 de julho de 2012

Um casamento de longo curso

Bodas de rubi ou diamante
Faz hoje quarenta anos que nos casámos!
 Quarenta anos é muita coisa, muitos dias, muitas semanas, muitos meses, muitas alegrias e ternuras partilhadas à mistura com muitos dissabores e algumas lágrimas e rancores... Mas, sobrevivemos...
Neste dia, que considero especial para nós, como pessoas e como casal , acordei e pús-me a reflectir nesta efeméride, que nos tempos que correm é um verdadeiro milagre  e sobre o que terá feito com que este casamento terá durado tantos anos...
Lembrei-me então de múltiplas e óbvias razões  como compromisso, interesses partilhados, atracção, comunicação e algo mais como o continuarmos a gostar de estar juntos, não me imagino a viver com outro homem a não ser com o meu Ivo, como costumo dizer, e entendimento. Compreendo e aceito, por vezes com alguma relutância, confesso, os interesses e gostos do meu marido, desculpo e tolero as suas falhas, como ele compreende, desculpa e tolera as minhas, mas sobretudo temos a sensibilidade, a vontade e a fé de que nos  continuaremos a ajudar um ao outro, a desculpar e a reconhecer e aceitar que há ciclos na vida e que as alegrias alternam com as tristezas.
Assim, envelheceremos juntos, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza. Que Deus o permita!!!

sábado, 28 de julho de 2012

Preservando a chama do amor

No passado dia 14, faz hoje quinze dias , acompanhámos este casal amigo, a Isabel e o José Martins, numa cerimónia muito bonita e tocante.
Na verdade os dois são  um casal  feliz e exemplar há longos anos; têm filhos e uma vida dentro da normalidade dos casais tradicionais. Contudo, faltava-lhes algo que só agora conseguiram concretizar; o selo da igreja católica, isto é, da igreja em que foram introduzidos pelos seus pais e em que acreditam e professam.
Chegou o dia e quando os vi na igreja, a renovarem os votos de amor e fidelidade, senti um friozinho na espinha porque,  na verdade, aquele não foi um vulgar casamento que muitas vezes se celebra levianamente, mas um compromisso de quem sabe o que está a fazer e de quem quer preservar a chama do amor que os une.
Desejo sinceramente que continuem a surpreender-se, a divertir-se a tolerar-se nos bons e maus momentos e que o seu amor e amizade amadureçam ainda mais, rumo a uma relação cada vez mais jovem e romântica.
Quero aqui lembrar que as pessoas mais felizes normalmente  são as que não têm motivo especial para o ser mas são-no, estes amigos  têm tudo,  desejo que saibam continuar a aproveitar essa ventura para sua felicidade e para exemplo dos que os rodeiam. 

Sei, que a dona  deste lindo sapatinho, que estava no casamento, costuma visitar esta página, aqui fica a imagem com muitos beijinhos e com votos de que saiba sempre dar graças a Deus, por aquilo que é, e pelo pai que tem o qual quando fala dela fá-lo sempre com um grande orgulho e muitas estrelinhas nos olhos.
Que os seus pés, com estes ou outros sapatos a levem sempre para o caminho do bem e da felicidade.

Despedida de solteiros:
Alguns amigos e familiares da Isabel e do Zé Martins Juntaram-se no sábado dia 13, num convívio informal a que chamaram de despedida de solteiros visto que este casal ia casar-se na igreja no sábado seguinte. Foi assim como que um gesto que mostrava o apreço por este casal e pelo esforço que dispenderam para conseguir concretizar o seu sonho, ter a bênção de igreja, para uma união que durava há muitos anos, na qual se realizavam e sentiam felizes.

domingo, 24 de junho de 2012

Marchas de S. João em Angra do Heroísmo

Hoje é dia de S. João. Por ter nascido a 24 de Junho em  todo o país se festeja este santo popular que nos transmitiu a mensagem de que "Devemos mudar os nossos rumos para encontrar a luz".
Longe vão os tempos em que eu , na minha freguesia natal, hoje vila das Lajes, costumava saltar as fogueiras, nas proximidades da minha casa na Aldeia Nova, com as minhas amigas dando vivas ao são João. Penso que esse hábito de se fazerem fogueiras tem a ver com a procura da luz que este santo aconselhava e ainda sinto nos meus ouvidos os vivas a S. João que ecoavam naquelas noites da minha infância e juventude assim como o calor que emanava das labaredas que se confundia com o prazer das brincadeiras e com a camaradagem meiga, desinteressada e pura que então se vivia, quem viveu tal experiência certamente perceberá o que aqui tento transmitir embora mal, porque há certas emoções que só o muito talento consegue descrever.

Agora está tudo diferente e fazem-se marchas para aclamar o santo e as pessoas que não marcham  assistem ao respectivo desfile participando com as suas palmas e o seu apreço.
Deste modo, esta noite,  assisti, na rua da Sé, em Angra do Heroísmo, ao desfilar de 20 marchas que festejavam o S. João, cada uma diferente da outra no tema, colorido, música e coreografia mas todas bonitas na sua diversidade e alegria que contagiava quem apreciava o desfile e se esquecia dos seus problemas e dores. Durante várias horas não houve lugar para tristezas nem lamentações, houve isso sim , uma vontade enorme de viver em plenitude a festa porque há que viver as oportunidades porque esta vida são dois dias e este já vai na conta, portanto toca de ver as marchas que estão mesmo a passar aqui abaixo , é só clicar e apreciar!
De registar a visita de uma marcha que nos veio alegrar  vinda da vizinha ilha de S. Miguel, que nos contagiou e impressionou com a sua boa disposição e elegante participação.

Sanjoaninas 2012 / Cortejo de abertura

Sexta feira passada o dia esteve chuvoso e triste, sentimento que se estendia aos angrenses e terceirenses em geral e sobretudo e naturalmente à comissão organizadora destas festas  por pensaram que o tempo não se propiciaria para a apresentação do desfile de abertura. Quis Deus e a metereologia que a noite estivesse aceitável e  se realizasse o cortejo . Um cortejo leve que atingiu o seu objectivo : lembrar, dignificar, vivenciar as nossas tradições e penso que, sobretudo dar um recado à juventude desta terra no sentido de se orgulharem do património dos nossos antepassados e de o perpetuarem no tempo, não esquecendo que as tradições são a nossa história, e o indicador que nos distingue dos outros povos, das outras gentes, das outras terras. Não somos uma " Maria vai com as outras" temos a nossa cultura, os nossos valores, as nossas vivências e sabemos preservá-las pelo que temos que nos orgulhar disso, dignificar, mostrar e  continuar  o que os outros criaram.
Foi uma noite agradável porque o cortejo, de um modo geral, agradou; Atendendo à conjuntura económica que se vive penso que, todos perceberam o esforço criativo e de organização que foi feito para se apresentar um trabalho digno sem se gastar muito dinheiro e conseguiram!
Sempre pensei não haver grandes segredos para o verdadeiro sucesso, basta trabalhar bastante, ter em mente os verdadeiros objectivos que se pretendem atingir, preparar meticulosamente o trabalho e sobretudo ter em mente o sucesso e os erros dos outros  para aprendermos com eles... penso que tudo isso foi feito e resultou...
Os carros, na sua simplicidade, conseguiram passar a sua mensagem e as damas, pajens, camareira, rainha e chefe do protocolo todos com uma postura digna e bonita.
A beleza, a juventude, a frescura e a alegria imperaram.
Parabéns!!!
Tânia Rocha - A rainha das Sanjoaninas 2012

O desenrolar do cortejo em fotos:

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Festas das Bicas de Cabo Verde/ 2012

O Espírito Santo é partilha e amor!

Este é o Vítor Carreiro, da comissão das festas, no meio de uma manada de vacas. Quem vê esta foto fica com a sensação de que ele é um eficiente criador de gado em vez de  técnico de farmácia que, na realidade, é a sua profissão.
A história conta-se em poucas palavras.
Para os que não sabem as festas do Espírito Santo , nos Açores, são um momento único de partilha de pão, carne e vinho. É neste espírito,  e sensibilizados por costumes ancestrais, que as comissões das festas, ao longo do ano, trabalham para que possam distribuir abundância pelos irmãos do Espírito Santo, pela sua localidade, por colaboradores e amigos.
Há os criadores que se comprometem a colaborar, tratando ao longo do ano de animais, que a comissão comprou ainda vitelos, tudo isto envolvido na fé ao Divino.
O Vítor é uma pessoa de fé mas é sobretudo uma pessoa dinâmica que se dá de corpo e alma aos projectos em que se insere. É portanto nesta e com esta atitude que ele está feliz no meio destes animais, apreciando-os e escolhendo os que são para esmolas, os que são para fazer a sopa, o cozido e as alcatras para a função no dia da coroação e os que são para vender e ajudar as restantes despesas do império, especialmente as obras de restauro por que o mesmo passou.

Tourada das Bicas de Cabo Verde 2012



---- Este painel foi feito de tecidos reciclados para alegrar a minha varanda no dia da tourada.
 
O nosso desejo, sonho e vontade de imaginar e tornar o amanhã, o futuro e o mundo melhores são a força que alimenta   o respeito pela tradição e a vontade de a preservar e perpetuar. O essencial é respeitar e amar o que os nossos antepassados nos deixaram quer sejam bens materiais ou legados culturais.
Pode viver-se sem trabalhar, sem dormir ou comer, sem transportes etc., será horrível, mas vai-se andando, contornando os obstáculos e sobrevivendo, há sempre alternativas. Quanto ao passado não o podemos renegar, ficamos desprotegidos, vazios, pobres se o desvalorizamos. Não há fuga possível, o passado e as nossas tradições são as nossas raízes, a nossa alma, a nossa história... É por isso que nas Bicas de Cabo Verde,embora sendo um pequeno lugar, todos os anos se cumpre a tradição dos seus festejos em louvor do Divino Espírito Santo com uma parte Religiosa e outra social e profana.
Terminaram Sábado, dia 16, essas festas com a sua tradicional tourada à corda, e eu, amante das tradições, sigo as pisadas dos meus pais e festejo sempre esse dia que dá lugar a um agradável convívio em nossa casa. Claro que naquele tempo as coisas eram um pouco diferentes no que toca à "paparoca", eu agora gosto de fazer uns petiscos mais rebuscados, mas não são precisos grandes coisas para se conviver, cada um faz o que quer e pode com a certeza de que nada torna uma casa e uma mesa mais acolhedoras do que a vontade de receber os amigos e os que nos visitam.
Aqui fica um apontamento de um dia agradável, embora chuvoso, em que uma vez mais se cumpriu a tradição.

sábado, 12 de maio de 2012

Liberdade mal aplicada

A palavra liberdade é muito apregoada por tudo e por nada . Todos se sentem no direito de estarem à sombra desta bandeira, muitas vezes, para procederem a seu belo prazer, prejudicando os outros e esquecendo que:
-Liberdade é a gente poder fazer o que quiser,  sem se preocupar com ninguém a não ser com o nosso marido a nossa mulher, os nossos pais, e os nossos filhos, o patrão, os professores, a polícia, a companhia de seguros de vida, o médico, as autoridades camarárias e presidenciais, os colegas de trabalho, os amigos, os inimigos, os vizinhos, os pobres e os ricos e outros que tais....
Pus-me a pensar neste assunto, depois do que se passou na noite passada, quando em vez das fortes chuvadas anunciadas pelo negrume do céu, caíram, o que me pareceu, toneladas de água, acompanhadas do ribombar de uma trovoada que parecia não ter fim. A noite inteira a chuva caiu sobre a terra já muito alagada e fez estragos à volta da ilha  que só de madrugada se deram a conhecer.
A ribeira que atravessa o nosso prédio com pomares e pastos verdejantes, que raramente corre, desta vez ganhou vida para dar vazão à grande pluviosidade; O pior foram as pessoas que habitam a montante de nós, que fizeram o que quiseram, usando a sua liberdade, sem se preocuparem com os outros e então, ao longo do tempo, foram fazendo da ribeira  lixeira. Vai daí o lixo transportado pela força das águas entulhou a ribeira que transbordou e transformou um lugar agradável e cuidado no que podes ver nas fotos que te mostro. Um horror de lamaçal misturado com lixo, árvores arrancadas, paredes derrubadas enfim, o que levou anos e gerações a fazer, desfeito numa noite, e tudo porque as pessoas não souberam usar a sua liberdade, não respeitaram os outros nem a natureza e também porque as autoridades competentes não souberam e ou não quiseram usar a sua competência fiscalizadora.
Triste, muito triste, até porque graças a Deus não houve vítimas a lamentar, mas podia muito bem ter havido!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Viver de outra maneira:


O título, vem a propósito de uma notícia publicada num jornal local ( Diário Insular), que dava conta que a junta de freguesia de Santa Bárbara, concelho de Angra do Heroísmo, nos Açores, organizou e desenvolveu, em parceria com  a escola primária e o centro de idosos, um encontro intergeracional,  no  sentido de se efectuar uma transmissão de saber no campo da cozedura do pão, numa espécie de regresso às origens ou pelo menos ao tempo das nossas avós e quiçá das nossas mães, se for caso disso. 
Estes jovens tiveram, quem sabe, um primeiro contacto com este saber e esta actividade, sendo que a mesma foi uma continuidade do estudo feito anteriormente acerca do ciclo do trigo e assim compreenderam que o pão para chegar à nossa mesa dá muitas voltas e que se estiverem em situação de aperto podem sempre tentar. À primeira não sairá muito bem, mas insistindo, lá chegarão...
Ao ler isto lembrei-me que, quem sabe, talvez seja a altura de os  mais jovens, com  mais preparação académica do que os seus antepassados, porem os seus talentos a render, aliando o seu saber intelectual ao saber fazer e assim ajudarem a ultrapassar a crise de que tanto se tem falado. Penso que além de se reaprender a cozer o pão, ainda vamos ter de reaprender muitas coisas ; Não só a viver com pouco dinheiro, mas sobretudo, a viver de outra maneira!

Aquilo em que eu acredito



Gosto de ler, adoro ler! Para mim, os livros são quase objectos de culto e adoração que nos permitem viver uma grande liberdade intelectual e cultural. Sinto uma sensação estranha ao folhear um livro, ao apreciar a textura e desenho da sua capa, ao desfrutar aquele cheiro a tinta e a papel, especialmente quando o livro é novo e, muitas vezes, privo-me de certos bens que são essenciais para certas pessoas, para poder comprar um livro que gostaria de ler, porque gosto que os livros sejam meus, para poder sublinhar e voltar a ler quando me lembro de certas passagens que me marcaram mais, enfim, só os amantes da leitura me compreenderão...
Quando tenho vagar e abro um livro, esqueço tudo, às vezes, "engulo-o" com sofreguidão, tal é a ânsia que tenho de me embrenhar naquele assunto e de me envolver com o autor/a, outras vezes vou-o "mastigando", lentamente, para poder perceber e assimilar e seguidamente digerir a matéria e com certos livros delicio-me a "saboreá-los" como se de um delicioso bombom ou requintado e fino pudim se tratasse... Acredito, que o modo como se lê um livro é muito importante, às vezes mais importante do que o próprio livro em si, pois podemos enriquecê-lo com os nossos conhecimentos, experiências e aprendizagens.
Aconteceu que, na minha recente ida a Lisboa, me deparei com o novo livro de Helena Sacadura Cabral " Aquilo em que eu acredito" e, embora os tempos não estejam para grandes gastos, lá cedi à tentação de o comprar. Saborear, degustar, sorver, sublinhar, reler e treler, serão os termos que me vêm à memória para descrever a minha atitude perante este livro, escrito de uma maneira muito simples e acessível, numa  compilação e sequência de crónicas que falam da vida, da família, da sociedade e da política, num olhar acutilante, sério, verdadeiro e profundo de uma senhora que já viveu muito e que o soube fazer!
"Aquilo em que eu acredito", um livro que saboreei, que  me disse muito , com o qual me identifico plenamente e que, poderia ter sido escrito por mim, se tivesse o engenho, a arte, a persistência e a capacidade de trabalho de Helena Sacadura Cabral.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Caridade...


Preciso ser mais caridosa, devo ser mais caridosa, tenho que ser mais caridosa. Aliás, precisamos, devemos e temos todos que ser mais caridosos.
Mas, há sempre um mas, nestes últimos tempos tenho sido pouco caridosa, pouco paciente, tenho andado mais cansada e "falta-me a tampa" muitas vezes, confesso, especialmente quando vejo injustiças e as pessoas a quererem passar por cima dos outros, desvalorizando-os e fazendo tábua rasa do valor, da sabedoria e do esforço dos mesmos, esquecendo que:

Caridade:

-É o silêncio, quando as nossas palavras podem magoar.
-É a paciência, quando o nosso vizinho é brusco.
-É a surdez, quando rebenta um escândalo.
-É a consideração, quando os outros são atingidos pelo infortúnio.
-É a prontidão, quando o dever nos chama.
-É a coragem, quando a fatalidade nos visita.

Concordo, concordo, concordo, mas muitas vezes não consigo!
Que diabo, não sou a Madre Teresa de Calcutá!

Almoço de criadores - Bicas de Cabo Verde, S. Pedro, A Heroísmo - 2012



Registei há muito tempo, no meu cadernino de notas, um provérbio muito engraçado que diz:
- Há que ter paciência, porque nunca o moinho se perde à procura do vento!
Pois foi o que se passou comigo nestes últimos tempos, tive que ter muita paciência, porque com o computador avariado não consegui abrir esta minha página para registar as minhas vivências. Contudo, não me perdi e fiz outras coisas interessantes e algumas aprendizagens que me deram muito gosto, algumas das quais vou aqui relatar, embora à posteriori, isto se a memória não me falhar...
Começo estão por falar do almoço de criadores do império de Bicas de Cabo Verde. Foi um evento em grande ao qual compareceram cerca de novecentas pessoas.
Foram servidas as tradicionais sopas acompanhadas de um belo e completo cozido, e alcatra acompanhada de massas doce e pão de leite assim como arroz doce que estava delicioso.Não faltou o tradicional vinho de cheiro dos Biscoitos e muita alegria e convívio ao som da filarmónica da Serreta e dos seus afamados passedobles.
Como a finalidade destes eventos é angariar fundos para ajudar o império, as pessoas conhecedoras da tradição , lá davam o donativo que queriam e ou podiam ou não davam se não podiam e tudo acabou em bem porque as festas do Senhor Espírito Santo têm esta característica de partilha e ajuda e são vividas num espírito de compreensão, paciência e caridade que como o moinho nunca se perdem à procura do vento...


domingo, 8 de abril de 2012

Olhar de Páscoa


 Olha as pessoas
 e vejo a Páscoa
 No brilho dos seus olhares,
 No sorriso dos seus lábios,
 No cumprir dos seus deveres,
 No ajudar os seus amigos.
 Olho à minha volta
 e vejo a Páscoa
 A Primavera  festejar,
No colorido das flores,
 Na  Natureza a pintar
A vida de todas as cores.
Olho para dentro de mim 
e vejo a Páscoa
Com  uma vontade forte
De o grande mistério anunciar,

Da vitória sobre a morte
E de a vida celebrar.
Penso na vida
e sinto a Páscoa
Como um mágico segredo
Que não consigo guardar
E anuncio sem medo
É um milagre, ressuscitar!

Domingo de Páscoa / 2012
Clara Faria da Rosa


Boa Páscoa.

Falta de experiência



Penso que não nos devemos lamentar pela nossa falta de experiência porque quando somos inexperientes ou incultos temos sempre a possibilidade de passar para outra etapa e tentar adquirir novos saberes e novas experiências, já os antigos diziam. "Aprender até morrer"
Pois quanto a mim, não esperei até morrer mas até ser sessentona para entrar na igreja de São Gonçalo em Angra do Heroísmo e ter a surpresa de uma aprendizagem agradabilíssima. Uma jóia, mesmo debaixo do meu nariz que eu nunca tinha apreciado! No Domingo de Ramos tive oportunidade de lá entrar, uma igreja de estilo barroco, uma riqueza em talha dourada e com lindos painéis de azulejos e outros mimos que terás oportunidade de apreciar se lá entrares, construída nos finais do século XVII  e princípios do século seguinte e inaugurada no ano de 1776.
Este é o meu presente de Páscoa, um incentivo a que lá entres e dês graças pelas maravilhas da nossa cidade de Angra do Heroísmo.


Não quero deixar de registar a existência de uma Senhora da Conceição, uma imagem de vestir e de roca, com um traje de uma  beleza de pormenor e riqueza surpreendentes.

Semana Maior

Depois da Quaresma,  segue-se a semana  a Semana Santa ou Semana Maior que, este ano de 2012,  está prestes a terminar.
  Esta  começa no Domingo de Ramos que inicia  um tempo forte em que os cristãos mergulham com profundidade nos acontecimentos mais marcantes da sua fé. O Tríduo Pascal são os três dias mais importantes nesta semana que vão desde a Quinta Feira Santa até à noite de Sábado no qual se celebra o mais esperado momento de toda a Quaresma, a mais esplêndida e significativa celebração entre todas as liturgias da igreja, a vigília Pascal, a festa da luz e do Cristo ressuscitado.
Celebra-se a vitória da vida sobre a morte, porque a luz venceu as trevas...
Em Angra do Heroísmo,onde resido, participei, nas cerimónia pascais. A procissão de Ramos saiu da Igreja de São Gonçalo, onde foram benzidos os ramos , percorreu algumas artérias desta cidade património mundial até à Sé Catedral.