sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

 Dia de comadres.

Por cá, nos Açores, é tradicional festejarem-se as quatro quintas-feiras que antecedem o Carnaval , as quais são conotadas, com esta ordem, com o dia das amigas, dos amigos, dos compadres e das comadres.
Ontem, comemoram-se as comadres isto é a madrinha em relação aos pais do afilhado/a ou a mãe do afilhado/a em relação aos padrinhos. Então, se não vivêssemos confinados devido a esta triste pandemia, juntavam-se comadres, em almoços, jantares e lanches, fazem-se telefonemas e trocam-se mensagens e prendas para lembrar uma função tão importante, pois se pensarmos bem na palavra, concluímos que a mesma significa estar com a mãe ou no lugar desta para a ajudar, coadjuvar ou substituir nas suas funções. Que isto não seja necessário, mas se pensarmos a sério no assunto é isto mesmo que significa.
Quanto a mim pensei a sério nas minhas comadres quer nas madrinhas do meu filho, quer nas mães dos meus afilhados/as que, no fundo, acumulam essas funções fazendo o favor de serem minhas amigas…
Esta é a minha maneira singela de lembrar o dia, embora não seja uma comadre conforme estipula a lei, mandando a todas, à minha cunhada Nélia Faria da Rosa que é uma madrinha na verdadeira aceção da palavra, à Sr.ª enfermeira Gorette Mendes na Fonte do Bastardo, à minha prima Hercília Aguiar nas Lajes, à velha Amiga Guida Gomes na Ribeirinha, S. Miguel, à Isabel Sousa em São Bento, um abraço desta comadre com votos de que vivam muitos dias de comadres !
Lembro também com saudade, neste dia de forma especial, as minhas comadres que já não estão entre nós.
Já agora, cito alguns ditados populares usados em relação a este parentesco, acrescentando que o substantivo também se usa para classificar uma amizade por vezes associada à coscuvilhice ou maledicência.
-Comadres, comadres, segredos à parte…
-Brigam as comadres, descobrem-se as maldades…
-Comadre zangada o que viu e ouviu transmitiu…
Rosas para as minhas comadres com muito carinho e amizade.
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Maria De Jesus Ju, Ana Rocha Meneses e 16 outras pessoas
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

A MÁSCARA:

 A máscara

Do rosto esconde:
Os olhos, a tristeza e a saudade
A idade, preocupações e maldade
A máscara a pessoa transforma
E nova personagem aparece:
- Folgazona e irreverente,
- Trapalhona e divertida,
- Brincalhona e desinibida;
No Carnaval com a máscara
A pessoa se descobre,
Acredita ser capaz,
Acredita ser diferente
E como num sonho liberta-se
E até se torna jovem
Quando a juventude já passou!

  
Carnaval de 2021
CLARA  FARIA DA ROSA

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Cara de doença:

 Já a minha mãe dizia que "a doença nunca fez boa cara a ninguém", pura verdade, há três anos, altura em que esta foto foi tirada, eu andava com graves problemas de coluna e dores atrozes que quase nem me permitiam andar o que, graças a Deus, foi ultrapassado. Na altura  e escrevia o seguinte:

"Cá estou eu na capital, esperando por exames e consultas para tratar da saúde, que afinal não ficou nada tratada, há que esperar, compreendendo que a vida é feita de capítulos, que vão sendo lidos aos poucos, uns mais agradáveis do que outros, mas contra isso não há nada a fazer, só esperar e aceitar…."

Pois é, tudo isso já lá vai , passaram-se  três longos anos, e embora já esteja tudo bem , quero lembrar esse episódio triste, para ter sempre presente que  nesta vida não podemos ter nada como completamente adquirido, em especial a saúde e que, quando estamos em baixo, temos  que espernear, esbracejar,  lutar muito, com esperança de virmos à superfície!

domingo, 31 de janeiro de 2021

 

E a menina sonhava...

E a menina sonhava,
Tinha estrelas nas mãos,
E o luar no olhar,
O Mundo era todo seu!
E a menina esperava,
Por um Mundo a descobrir
Lindo, justo, especial,
Com crianças a sorrir!
E a menina acreditava,
Doce, esforçada e confiante
Que todos eram iguais,
Que a diferença não importava,
Que o Mundo ninguém rejeitava!
E a menina, sã, confiava, sonhava, esperava...
Mas a menina aprendeu,
Que os sonhos são só sonhos,
Que as estrelas brilham menos,
E que o Mundo é só de alguns,
E que rejeita os restantes!

Clara Faria da Rosa

 E a menina sonhava

E a menina sonhava,
Tinha estrelas nas mãos,
E o luar no olhar,
O Mundo era todo seu!
E a menina esperava,
Por um Mundo a descobrir
Lindo, justo, especial,
Com crianças a sorrir!
E a menina acreditava,
Doce, esforçada e confiante
Que todos eram iguais,
Que a diferença não importava,
Que o Mundo ninguém rejeitava!
E a menina, sã, confiava,
Sonhava, esperava…
Mas a menina aprendeu,
Que os sonhos são só sonhos,
Que as estrelas brilham menos,
E que o Mundo é só de alguns,
E que rejeita os restantes!
Clara Faria da Rosa
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sábado, 30 de janeiro de 2021

 O que dirias se num Sábado de manhã te tocassem a  campainha para te deixar este mimo, este requinte, esta gentileza? ficarias comovida, agradecida e com o coração apertadinho por receber tal carinho, foi como fiquei e só me apetece dizer o que aí vai:

A tua amizade,

Vanda,

Sinto-me rica com tua amizade
Confiante, feliz e segura
Cheia de orgulho e de ventura
Alegria, amor e felicidade!
Sinto-me rica com tua amizade
Que é para mim um presente
Que me deixa muito contente
Onde não encontro maldade!
Quero que também te sintas rica
Com minha sincera amizade
Por isso esta mensagem aqui fica
A comprovar a verdade…
E a verdade é que:
-Se não estendermos a mão,
Reinará a solidão,
A tristeza e a dor
Da falta dessa linda flor
Que se chama amizade!
Clara Faria da Rosa













quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

 

MINHA AMIGA…

Quando te vejo, minha amiga,
Sinto-me alegre e enternecida,
Sinto-me contente e comovida,
Quando te vejo, minha amiga,
Sinto-me em paz e segura,
Sinto-me cheia de ventura.
Mas quando não te vejo, amiga,
Sinto tua ajuda e presença,
Sinto tua compreensão e confiança,
Quando não te vejo, amiga,
Sinto que estás junto de mim,
Sinto um carinho sem fim,
Porque amizade é assim
A presença na ausência,
Uma presença constante,
Muito ouvir com paciência,
Um ombro forte e confiante,
Presença mesmo distante!

Clara Faria da Rosa
28/ Janeiro/2020 - DIA DE AMIGAS

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

 

Orquídeas com Perfume de Amizade

Orquídeas são plantas predominantes em climas tropicais, que dão vários tipos de flores, as quais apresentam as mais variadas formas, cores e tamanhos,  que fascinam as pessoas pelo seu exotismo.
Hoje tocaram a sineta do meu portão e uma amiga veio oferecer-me uma haste de orquídea, ainda pouco aberta, para durar mais tempo, fiquei sensibilizada, com aquele carinho e mimo e apeteceu-me partilhar contigo o que senti no momento sobre aquele gesto que muito me sensibilizou:

A amizade é um laço
Para manter bem apertado,
É mão estendida, é abraço
É ajudar com agrado.

É nó, é fita, é corrente
Que  transmite segurança,
Ao velho, ao novo, a toda a gente...
Trazendo  ao Mundo esperança .

A amizade não é falsa
Soberba, mesquinha ou invejosa,
A amizade a tolerância realça
De forma meiga e graciosa.

Amizade é orquídea em haste
Exótica, colorida e perfumada,
Envolta em carinho que baste
E de respeito acompanhada.

Clara Faria da Rosa




domingo, 24 de janeiro de 2021

 Como fiquei na bancarrota:

Ia olhando e pensando:
- É só para ver, não é para comprar!
Eis senão quando, os meus olhos batem numa pequena, rara e amorosa caixa de um vidro que adoro. - O vidro casca de cebola, que é muito procurado por coleccionadores e se apresenta em lindíssimas peças vintage como cachepots, garrafas, jarras e conjuntos para licores, água e vinho.
No início do século passado, talvez na década dos anos vinte, o vidro branco transparente, era tratado quimicamente, de modo a adquirir o tom da casca de cebola que depois podia ser gravado ou tratado com jactos de areia que lhe conferiam artísticos desenhos.
Como podia deixar de comprar tal preciosidade, que me lembra o passado tranquilo, tornando-o em simultâneo presente e permanente?!!! E como deixar para trás a linda e dourada caixa que lhe fazia companhia, de louça alemã com o carimbo BAVÁRIA?!!!
Não resisti...
Fiquei na bancarrota!
Esta expressão bancarrota, vem do facto de na idade média os negociantes de câmbio e empréstimos se colocarem, nas feiras, atrás de uma mesa, para efectuarem os seus negócios, eram os avós ou trisavós dos bancos actuais, se os negócios iam mal eles quebravam a própria mesa, daí a palavra bancarrota, do italiano banca rota, que se traduz como banca partida ou banca quebrada.
Marcy Beaudry, Lisete Borges de Meneses e 35 outras pessoas
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