É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
domingo, 20 de dezembro de 2020
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
O MEU POSTAL DE NATAL:
Este ano não recebi cartões de Natal, como o habitual, pudera, também já não os mando, como costumava fazer… O telefone, o telemóvel e a Internet fizeram com que, em alguns casos, esse encantador hábito fosse ultrapassado.
Segundo breve pesquisa fiquei sabendo que estes cartões que variavam nos desenhos, cores e que tinham sempre uma mensagem de esperança e alegria e um cunho de mimo de quem os enviava para quem os recebia, tiveram a sua origem no séc.XIX, no ano de 1843 por iniciativa de Henry Cole, director de um museu em Londres que todos os anos costumava escrever longas cartas aos seus amigos, com votos de boas-festas. Como nesse ano não tivesse tempo de escrever cartas, pediu a um amigo, John C. Horsley que lhe desenhasse um cartão com uma mensagem impressa para substituir os votos anuais. Com o passar do tempo, este facto deu origem a um grande negócio e acrescentou este encantador e fantasioso costume às tradições de Natal .
Mas adiante, entrando este hábito em desuso, como sou muito voluntariosa, isto para não dizer teimosa, resolvi fazer um postal de natal "universal" que desse para todos os familiares, amigos, inimigos e para os assim-assim, e também para alegrar os olhos e aquecer um pouco o coração de quem passa ao meu portão. Não tem luzes a tremelicar nem é feito de materiais nobres mas do que havia e com o pouco talento que Deus me deu, mas a mensagem está lá:
- BOM NATAL COM SAÚDE PAZ E ALEGRIA!´
É o que te desejo, do coração.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
A Cor do Natal:
Se o Natal tivesse cor
Seria branco, dourado,
Rosado, alaranjado,
Amarelo radiante ou prateado…
Bafejaria os afortunados
Os formados e empregados.
Os saudáveis e os jovens.
Mas se um pincel o escurecesse
Com medonhos e tristes negros
Escuros roxos,
Castanhos barrentos
E vermelhos escarlate…,
Logo o Natal cairia
Em casa do pobre, do doente
Do velho abandonado e triste
E da criança sem pais,
Logo o Natal pintaria
Destas desagradáveis cores
A vida ao desempregado,
À jovem divorciada e só,
Com filhos para criar
E sem pernas para andar…
Mas se uma fada boa e linda
Olhasse o Mundo pelo Natal
E sua varinha estendesse…
Aquele dom, aquele condão,
Bordaria tudo de verde,
Um verde puro, límpido, transparente!
Com mil e um cambiantes
Opacos, brilhantes,
Claros, escuros
Alegres e irrequietos…
Que a todos transmitiriam
Aquela paz, aquele conforto,
Aquela segurança, aquele amor,
Aquela merecida esperança,
Que todos os homens anseiam,
Que todos os homens merecem,
E que a todos é devida
Hoje, no Natal e sempre!
quinta-feira, 12 de novembro de 2020
Em dia de São Martinho:
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
Em dia de finados. . .
Todos os anos, neste dia, duas ideias povoam a minha cabeça, num dilema, tentando concluir se estou praticando regras de bom viver:
- Por um lado o meu hábito de fazer planos a longo prazo, como se fosse viver para sempre, por outro lado, a certeza de que não vale a pena porque, como os turistas, estou de passagem, à semelhança dos nossos antepassados; Sei que devo conduzir-me todos os dias, como se fosse morrer amanhã, não precisando de grandes coisas ; É o que tenho de mais certo!!!
Contudo, a arte e a civilização, fizeram dos homens algo mais do que simples habitantes deste absurdo universo, daí o nosso apego às coisas, às pessoas e aos bens materiais e imateriais.
É um bem imaterial a recordação dos nossos pais, sogros, familiares, amigos e vizinhos que já partiram e tenho a certeza, de que eles sentem a nossa saudade e as nossas orações, em especial neste dia que lhes é dedicado.
Se as rádios e televisões, conseguem espalhar as melodias das notas de um violino sobre montanhas, mares, desertos, aldeias e cidades barulhentas, as quais são captadas como pétalas de rosas brancas, no rarefeito éter azul, então porque não ter a certeza de que eles nos verão, ouvirão e estarão felizes, por saberem que não os esquecemos e que em especial neste dia, endereçamos a nossa saudade, o nosso preito, a nossa homenagem, as nossas orações, até eles.
domingo, 1 de novembro de 2020
Tipicidade e simbolismo
Foi esta tipicidade toda, esta simplicidade dos que souberam aprender com o passado este pôr em prática costumes ancestrais bem enraizados na nossa cultura que presenciei em véspera de Dia-de- Todos-os-Santos:
Os meus primos à volta do panelão, imaginem, revezavam-se para deitar lenha, e mexer o milho, que vai ser repartido por várias famílias, levaram um dia inteiro, e à mistura iam conversando, descansando, recebendo visitas, como eu, que iam dando palpites. Foi uma festa, foi tempo bem passado, tempo de qualidade, e de entusiasmo, acredito, que me fez pensar que o entusiasmo é que liga o interruptor da vida...
Escaldadas
Aqui estão as escaldadas que se costumam fazer por cá pelo Pão-Por-Deus, em tempos idos, de fabrico caseiro, são cada vez mais produto de fabrico industrial. Gosto muito, mas sou mais especialista no comer do que no fazer, contudo, sei que são uns bolos que levam farinha de trigo e de milho em proporções que desconheço, ovos, leite, manteiga, açúcar e erva doce, o que lhes dá um sabor muito especial. O nome de escaldadas vem do facto de esta mistura ser escaldada com água a ferver com a erva doce, há quem lhes junte também algumas sementes desta planta.
Erva doce ou funcho, é uma planta que é utilizada com fins medicinais no combate à má digestão, aos gases, dores de barriga, inchaços, resfriados e também na confecção de confeitos e no fabrico de licores.
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
À meia noite atrasou o relógio, mudámos para a hora de Inverno!
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Hiatos...
Com esta história de estar a recuperar a casa dos meus pais, na vila das Lajes, deparei-me com uma velha caixa de madeira que continha umas torcidas de tabaco, folhas de maçarocas de milho, e uma navalha toda enferrujada; Foi aí que me lembrei do meu pai a plantar tabaco, a recolhê-lo, a pô-lo a secar num local sombrio mas arejado, a abafá-lo com panos de lã e depois a alisá-lo bem para fazer as torcidas que eram guardadas na caixa de que te falei para na altura própria serem cortadas com a navalha muito bem amolada e assim o tabaco, muito bem picado era enrolada em folhas de milho, muito finas e aí estava o tabaco que o meu pai fumava com gosto. Saudável ? Higiénico? Não te posso dizer porque não tenho conhecimentos para isso, o que é certo é que ele não morreu por isso embora para p fim tenha passado a fumar Santa justa, um tabaco de compra de uma fábrica de tabaco micaelense. Foi aí que fiz a relação com uma pequena caixa de madeira exótica, muito trabalhada, com aplicações de madrepérola, que serve para guardar cigarros e tem uma pequena e mimosa gavetinha que ao ser aberta mostra o cigarro ao fumador…
Pus-me a pensar na palavra hiato, no titulo referida que é uma palavra que vem do latim "hiatu" a qual tem várias aplicações, que não vêm ao caso entre as quais, agora sim, esta serve para o caso, que á a definição de interrupção no tempo e no espaço ou interrupção entre dois acontecimentos.
Grande interrupção, grande afastamento de culturas, de hábitos, grande intervalo o que não quer dizer que uns e outros não fossem felizes à sua maneira.
E aqui te mostro as antigas torcidas de tabaco, as folhas de milho, a navalha agora já muito ferrugenta, por falta de uso e a requintada caixa de cigarros, isto tudo depois de um hiato em que não contactei contigo devido a afzeres que não vêm agora ao caso.
Pus-me a pensar na palavra hiato, no titulo referida que é uma palavra que vem do latim
quinta-feira, 2 de julho de 2020
Esta expressão, talvez desconhecida da maior parte das pessoas que porventura me venham a ler, tem a ver com uma ida à mata, ou à privada, ou à retrete, casota oculta e retirada da casa onde as pessoas, em tempos idos, satisfaziam as suas necessidades fisiológicas.
Sempre pensei que o termo retrete vinha do francês, mas só hoje confirmei que na verdade vem da palavra francesa " Retraite" que significa retirada .
Quanto aos inventores das retretes, Rosa Ruela, jornalista da revista Visão diz que " Tanto os escoceses como os gregos dizem que foram eles. A verdade é que, numas ilhas que hoje pertencem à Escócia, existem vestígios de umas cabanas de pedra que os historiadores acreditam terem sido casas de banho no Neolítico".
E que "Na Idade Média, nalguns castelos, havia uns pequenos buracos na base das muralhas, por onde escorria a imundice. Agora, parece-nos nojento, mas devia dar jeito para afastar os cavaleiros inimigos! Até que alguém se lembrou de construir uma caixa com tampa, a lembrar as retretes dos nossos dias. Como era preciso usar um balde de água, ganhava mau cheiro facilmente. E, em 1596, há mais de 400 anos, apareceu o autoclismo."
A verdade verdadinha é que as casas de banho e as sanitas nem sempre foram o que são hoje e a comprová-lo aqui vão as fotos de uma "casinha" muito antiga e decadente, escondida pela vegetação, que havia no fundo do quintal do quinteiro,figura que actualmente não existe, porque os tempos não estão para graças, do prédio onde vivo. Levamos uns tempos a recuperá-la, porque na verdade, não era obra prioritária , mas fizemo-lo porque achamos engraçado e um contributo histórico para a posteridade. Agora só falta a tampa e a porta, o que ainda ainda vai levar o seu tempo.
Entretanto se alguém te perguntar pela pia, privada, latrina, cumua ou trono, não te admires porque só quer saber onde fica a retrete. Sim, porque ainda há muitos povos que vivem sem casa de banho, sem sanitas de porcelana, sem autoclismos e sem papel higiénico e não te rias, por favor, é por isso que o dia 19 de Novembro é o dia Mundial da retrete, instituído pelas Nações Unidas, como uma chamada de atenção para a falta de esgotos e de higiene sanitária em muitos países.












