segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A tua amizade,
Sinto-me rica com tua amizade
Confiante, feliz e segura
Cheia de orgulho e de ventura
Alegria, amor e felicidade!
Sinto-me rica com tua amizade
Que é para mim um presente
Que me deixa muito contente
Onde não encontro maldade!
Quero que também te sintas rica
Com minha sincera amizade
Por isso esta mensagem aqui fica
A comprovar a verdade…
E a verdade é que:
-Se não estendermos a mão,
Reinará a solidão,
A tristeza e a dor
Da falta dessa linda flor
Que se chama amizade!
Clara Faria da Rosa
11 de Janeiro de 2015
Aniversário de Maria José Morais

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sobre borboletas e outras considerações:

Hoje lembrei-me muito de uma frase que li há tempos, não sei onde e escrita não sei por quem, que me marcou e que dizia mais ou menos isto:
"A vida das borboletas não se conta em meses nem em anos mas em momentos, mas mesmo assim isso lhes basta..."
Lembrei-me, porque passada a época natalícia, aproveitei o bom tempo e ajudada pelo meu marido, desfizemos as decorações de Natal. De repente o que era cor, alegria e sinal de festa não passava de um amontoado desalinhado de coisas imprestáveis prestes a irem para o lixo e ou a serem guardadas para reciclagem no próximo natal:
 Tudo isto teve o seu momento de glória que durou mais do que a vida de uma borboleta, diga-se de passagem, deu-me alegria e gosto ao projectar e criar e ao ver aquele colorido que anunciava festa, a festa de um nascimento,  contagiando e alegrando  quem por cá passou e admirou todo aquele colorido, contudo , já não é nada!
Não pú-de deixar de relacionar esta situação com a nossa vida que passa num ápice, com vários momentos diferenciados, uns mais vitoriosos e felizes do que outros, mas que corre veloz...
É por isso, pensei eu com os meus botões, que temos que aproveitar bem todas as oportunidades que se renovam diariamente, aspirando a bondade, não a glória, porque se pensarmos bem não passamos de simples  borboletas  de passagem e em breve seremos levados nas asas do vento e isso nos bastará!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Eu quero ter  fé no novo ano...

Fé é acreditarmos nas coisas quando o bom - senso nos diz o contrário e eu utilizando a minha capacidade e a liberdade que possuo de pensar livremente, quero acreditar  e ter fé  que se todos nós, neste ano novo, cumprirmos o nosso dever que é afinal o direito palpável e mais certo que todos nós temos, em vez  de só pormos em prática a nossa capacidade de expressão verbal, arrostando a vida, as coisas as adversidades, as faltas e lacunas de frente, conseguiremos progredir  e encontraremos o futuro, a realização pessoal e a felicidade.
Tenho fé no meu país, na sua história e nos exemplos que os nossos ancestrais nos deixaram.
Tenho fé que esta crise económica, financeira, social e política que este país situado à beira mar atravessa, será este ano, um pouco ultrapassada, para bem de nós todos e em especial dos nossos filhos.
Tenho fé nos homens deste país e acredito que aparecerá alguém  com carisma suficiente que ajudará a virar esta página negra que tão relutantemente estamos a ler, com imensa dificuldade em compreedê-la e em interpretá-la.
Tenho fé que tempos melhores virão, em  que a esperança não será uma utopia,  em que os sorrisos brotarão livremente de rostos gastos e cansados e em que ao estendermos a mão poderemos encontrar a macieza das borboletas!
 Assim seja neste ano novo de 2016...

domingo, 3 de janeiro de 2016

Na lapinha, os reis estão a chegar...

Define-se "lapa" como:  pedra ou laje grande que sobressai de um rochedo formando um abrigo, uma gruta ou cavidade"claro, é uma  definição entre outras, que têm diferente sentido e significado, como sabemos.
Explicado o sentido de lapa, quero dizer-te que este ano fiz o meu presépio numa lapinha, que é como quem diz, numa pequena pedra. Quando o meu marido foi, há tempos atrás, a São Miguel trouxe-me, a meu pedido, pequenas figuras de barro que se vendem lá e logo pus mãos à obra:
Procurei uma pedra que me pareceu apropriada, com um abrigo para fazer a gruta do nascimento e outros pequenos socalcos onde se colocassem as diferentes figuras e ficou com este aspecto:
Não é que hoje, ao ir mudar as camélias que costumo pôr às volta da lapinha , verifiquei estupefacta que os Reis Magos se encontravam muito próximos do Menino, estando mesmo  um deles já ajoelhado a reverenciá-Lo  e a oferecer-Lhe o seu presente!?
Corri logo a acender uma vela para iluminar este encontro,  desejando que ele se dê no coração de todos os homens... e que os presentes que estes magos, cuja palavra significa sabedoria,  trazem para o Menino, ouro, incuta realeza e fortaleza nas atitudes dos homens, o incenso, transmita fé e a mirra, a pureza necessária para se viver neste mundo, e neste momento histórico em que todos estes valores estão sendo muito menosprezados.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Nesta vida tudo passa!

Nesta vida tudo passa!
Passa a juventude e a beleza,
O ódio, a inveja, a malquerença,
Também passa a tristeza,
Por vezes também a esperança...
Nesta vida tudo passa!
Passa o vento, e a  tempestade,
A pobreza e o sofrimento,
O calor, o frio, a humidade
E o impulso do momento...
Nesta vida tudo passa!
Passa a mágoa e a saudade, 
Às vezes também a coragem, 
O amor e a liberdade,
E tudo vai na aragem...
Nesta vida tudo passa!
Passam os minutos e as horas, 
Os dias os anos e os meses, 
E levianas e loucas  promessas 
Que se fazem muitas vezes... 
Nesta vida tudo Passa!
A  escassez e a abundância,  
A força e os ressentimentos,
A compreensão e a tolerância,
As oportunidades e os erros...
Nesta vida tudo passa!
Passa a música da gargalhada,
E a humidade da lágrima,
Os sonhos em desfolhada,
E a dor da saudade extrema...
Nesta vida tudo passa!
E está um ano a passar,
Outro já está a nascer,
Por isso te venho desejar:
Tudo de bom - Podes crer!!!

Noite da passagem de ano 2015/16
Clara Faria da Rosa

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

No findar do ano

Neste fim de ano quero meditar contigo no facto de termos,  ao longo de 2015, mudado de algum modo quer fisicamente quer psicologicamente. Aprendemos, esquecemos , sofremos, tivemos perdas irreversíveis na nossa família, vizinhos ou amigos, ao mesmo tempo também algumas famílias foram bafejadas com o aparecimento de um novo membro  porque, onde  há morte há vida. Contudo, não deixamos de ser quem somos e devemos ter sempre presente o que escreveu o prémio Nobel da literatura 2012 MO YAN no seu livro "Peito Grande, Ancas Largas" que estou a reler.

" Morrer é fácil, o difícil é viver. E quanto mais difícil, maior é a vontade de viver. E quanto maior o medo da morte, mais a gente luta para continuar viva."
Por alguma razão Mo Yan foi distinguido com tal honra, ele sabe o que diz, basta principiar a ler o livro donde tirei a citação acima, ficamos presos à sua fluência, ao encadeado dos factos do  espaço histórico da China e da sua sociedade! 
Então, apesar do que se passou em 2015, vamos formular o propósito de lutar para  continuarmos vivos em todas as vertentes:
Vamos abusar do entusiasmo, da alegria, da boa-vontade e  tentar esquecer e ou não dar demasiada importância  às faltas que naturalmente vamos sentir no ano novo , é das dificuldades que nos virá a força de viver...

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Compota de Natal


Esta é uma sobremesa que costumo fazer todos os anos, para a  ceia de Natal ou para a passagem do ano e que fica para o dia seguinte, pois não se estraga com facilidade, é muito bom a acompanhar bolo de figo, de natal, ou qualquer outro bolo ou simples, num bonito pratinho com motivos de Natal ou taça de vidro, e que embora não saiba a sua origem nem como me veio parar às mãos, partilho com muito gosto pois é verdadeiramente agradável 
Espero que a façam para a passagem de ano e depois me digam se resultou! 




Cá vai!


Mais ou menos 25 figos
Mais ou menos 250g. de ameixas secas
Uma embalagem de passas de uva
4 ou 5 maçães ( reineta) para serem ácidas, às lâminas, não muito finas.
Casca de limão
Vinho tinto de boa qualidade (Bonzinho) Entendes?-1 copo
2 ou 3 colhere de açúcar ( a gosto)
Água - 2 copos 
2 paus de canela

Ferve-se o vinho com a água, o açúcar e os paus de canela, quando levanta fervura adicionam-se os figos ( sem o pé), quando incha juntam-se os restantes ingredientes
Aguarda-se que a maçã adquira a cor do vinho e apaga-se a chama.
Pode ser servido quente ou frio, mas na consoada ou na passagem do ano sabe bem quentinho.
Espero que te saiba tão bem como o sabor que tem  o carinho que me tens dedicado !!!
Um beijinho com votos de Feliz Ano Novo

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

CHÁ DE NATAL.

Foi no Sábado dia 12, anterior ao dia de Natal, pela manhã o Rui Esteves sempre disponível, ajudou a montar a árvore que ficou altaneira à espera que alguém a decorasse. E Porque acreditamos que o Natal é uma época de alegria e de as pessoas se reunirem, felizes, num espírito de calor humano e boa disposição, depois, durante a tarde, aparecemos e lá foi foi decorada, conforme as possibilidades, o que serviu de pretexto para um bom e salutar convívio, e para um saboroso e acolhedor cházinho que a todos aqueceu. E deste modo, muito simples, o império de Bicas de Cabo Verde na freguesia de São Pedro ,  "pincelou" este pequeno apontamento que alegrou o lugar nesta época natalícia e deu as Boas Festas a quem por cá passou, ou passará ainda, ao longo destes dias festivos.
E antes que seja tarde e esta história caia no esquecimento apresso-me a registá-la, a contá-la e a elogiar a nossa árvore que embora sem raízes resistiu aos ventos, chuvas e temporais, e apesar de "despenteada" e despojada dos seus adornos, lá está a piscar, como que a querer dizer:
- Estou aqui, bem arreigada, porque penso em ti, porque te tenho afecto, e porque quero que o teu Natal seja repleto de alegria e muita luz, aquela luz que anunciou o nascimento do Salvador!   
































domingo, 27 de dezembro de 2015


Subi a escada...
Para no cimo da árvore
Uma estrela colocar
Q'a todos nós ilumine
No Natal e em cada instante,
Subi a escada ...
Para bem alto gritar
Ao vento, continentes e oceanos
À família, amigos, vizinhos,
Feliz Natal, a todos vós,
Que nunca se sintam sozinhos!
Subi a escada...
Para a árvore decorar
E o local que habitamos
Ganhar cor, brilho e alegria,
E para que ninguém se esqueça
Que um nascimento celebramos,
Subi a escada...
Para ficar mais perto do céu,
E para ao Menino pedir
Que nasça no meu coração e no teu,
E que nos ensine a sentir
A alegria de viver
O Espírito de Natal!

Clara Faria da Rosa


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

A Cor do Natal

A Cor do Natal:

Se o Natal tivesse cor
Seria branco, dourado,
Rosado, alaranjado,
Amarelo radiante ou prateado… 
Bafejaria os afortunados
Os formados e empregados.
Os saudáveis e os jovens.
Mas, se um pincel o escurecesse
Com medonhos e tristes negros
Escuros roxos, 
Castanhos barrentos
E vermelhos escarlate…, 
Logo o Natal cairia
Em casa do pobre, do doente
Do velho abandonado e triste
E da criança sem pais,
Logo o Natal pintaria
Destas desagradáveis cores
A vida ao desempregado,
À jovem divorciada e só,
Com filhos para criar
E sem pernas para andar…
Mas se uma fada boa e linda
Olhasse o Mundo pelo Natal
E sua varinha estendesse…
Aquele dom, aquele condão,
Bordaria tudo de verde,
Um verde puro, límpido, transparente!
Com mil e um cambiantes
Opacos, brilhantes, 
Claros, escuros
Alegres e irrequietos…
Que a todos transmitiriam
Aquela paz, aquele conforto,
Aquela segurança, aquele amor,
Aquela merecida esperança,
Que todos os homens anseiam,
Que todos os homens merecem,
E que a todos é devida
Hoje, no Natal e sempre!


Natal de 2011
Clara Faria da Rosa


Piódão - aldeia presépio

Na homilia da missa de hoje, própria do dia de Natal, o Sr. padre falou do nascimento de Jesus, numa pequena cidade do sul da Judeia chamada Belém, onde Maria e José se tinham deslocado para se recensearem  e de como Maria improvisou um berço numa manjedoura de um estábulo, por não terem encontrado lugar em qualquer estalagem.
Pus-me então a pensar em Piódão, uma freguesia do Concelho de Arganil, na encosta da serra do Açor com pouco mais de centena e meia de habitantes, cujas casas são feitas de xisto e os tectos de lajes e têm janelas e portas de madeira azul, onde estive  ainda há tempos.
Este lugar pela sua peculiaridade é chamado aldeia presépio e, enquanto tentava prestar atenção à homilia, lembrei-me de que na altura pensara que as histórias antigas devem estar enganadas pois o Deus Menino deve ter nascido em Piódão.
Aquela pequenez, segurança, paz e singeleza levaram-me a concluir que só por mero acaso, ou por engano,  é que Deus não nasceu em Piódão!
Mas, pensando bem, o lugar do nascimento de Jesus não interessa, no fundo é só um facto histórico, o importante mesmo é que ele nasça nos nossos corações para  termos força e coragem de ultrapassar os problemas com que nos deparamos e para nos tornarmos melhores, tolerantes e compassivos com o passar do tempo.
Que Deus tenha nascido no teu e no meu coração são os meus votos de Natal...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Quando se escreviam cartas e postais de Natal
Bicas de Cabo Verde, 23 de Dezembro de 2015
Cara/o amiga/o
Ainda te lembras do tempo em que não usufruíamos destas modernices do computador que nos permite enviar uma mensagem num ai, sem precisarmos sair de casa, nem comprar selo e sem termos de esperar pelo simpático carteiro? E do tempo em que não tínhamos telefone em casa, muito menos telemóvel, o que nos obrigava a recorrer aos correios ou aos postos públicos quando havia estrita necessidade de se comunicar com alguém ou quando queríamos dar as Boas-Festas e desejar um Feliz Ano Novo?
Tempos que já lá vão que deram origem a inovações como os e mails, facebooks e outras simpáticas facilidades que mudaram as nossas vidas!
Pois hoje deu-me para reflectir e sonhar com coisas deliciosamente antiquadas como cartas, cartões de aniversário e postais de Natal a jorrarem de um marco do correio de um avermelhado luzidio e de uma sumptuosidade imponente de quem manobra a vida dos seres humanos ...
Pensei então que para mim, nunca foi fastidioso escrever cartas ou cartões e sempre considerei que as mesmas eram e são uma maneira de revelarmos com profundidade e intimismo o que nos vai no fundo do coração, assim como um veículo que nos liga ao nosso receptor de forma carinhosa e profunda e um meio de evasão da rotina quotidiana.
Até dos envelopes me lembro com saudade e de como ficava a olhar para eles quando os recebia, tentando adivinhar quantas páginas tinham, e as mensagens que continham .
Pelo Natal recebíamos muitos postais com ilustrações encantadoras que nos faziam sorrir e sonhar e logo corríamos a decorar a cómoda ou a árvore de natal com os mesmos. Pois este ano recebi um único postal com uma garbosa e dourada vela artisticamente decorada, e tenciono responder para não furar o esquema.
Postas estas considerações sobre cartas e quejandos termino esta,  não sem antes te desejar que tenhas recebido e enviado muitas cartas e postais de natal , que a consoada te corra de feição, o bacalhau não esteja salgado, o peru seja tenro e coradinho e que não te esqueças que esta festa celebra o nascimento do Menino Jesus . Quero também desejar-te que no Ano Novo continues a entusiasmar-te com determinação pela vida pois se te acomodares e desinteressares é sinal que a coisa não vai bem ...
Adeus e até à volta do correio,
Com um grande e saudoso abraço
A amiga
Clara Faria da Rosa
P.S. Esqueci-me de dizer que  te convido a vir cá tomar um chá e  que 
tenho alguns licores variados e um apetitoso  bolo de Natal que uma amiga me enviou pelo correio, aromatizado com muita amizade e carinho, por isso estás convidada/o a vir à mijinha do Menino.
O meu menino mija!!!




sábado, 19 de dezembro de 2015

A pedrinha do quintal


Numa pedra do quintal
Bem limpa e escolhida,
Fiz uma lapinha de Natal
Q'ao Menino deu guarida...
Numa pedra do quintal
Uma covinha encontrei,
E de um modo informal
O menino ajeitei...
Numa pedrinha do quintal
Pus pinhas e conchas do mar
Florinhas e muitos brilhos
Para o Menino adornar!
Mas na pedrinha do quintal
O Menino está só...
De certeza, sente-se mal
E a mim mete-me dó!
Porque na pedrinha do quintal
Faltam as figuras tradicionais,
Porque na lapinha de Natal
Falta a presença dos pais...
E na lapinha de Natal
Falta o burro e a vaquinha,
Faltam os reis e os pastores
As ovelhas e a galinha...
E também falta na lapinha
Que Francisco d'Assis criou,
Calor que aqueça o Mundo
Que o Menino muito Amou...
E falta amor e perdão
Compreensão e ajuda,
E o trabalho e o pão
Que são o esteio da vida!
Para o Ano, na lapinha
Tudo isto vou colocar,
Numa bonita pedrinha
Que no quintal hei-de encontrar!

Clara Faria da Rosa






O Menino que festejamos:


O Menino que festejamos é Deus!
E Deus é a bondade, 
A cor e a amizade,
E também alegria e amor,
A chuva o vento e o calor,
O perdão e serenidade,
Paz e igualdade,
A simplicidade da Natureza,
O talento, o esforço e a beleza...
É para tudo isto celebrar,
Que nos juntamos a consoar,
Para o Menino lembrar,
E porque somos filhos seus
E porque ele é Deus
E Deus é tudo isto!!!

Clara Faria da Rosa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Lembras-te disto?



 Soube, através dos noticiários, do lançamento de um livro com o título em epígrafe, no mês de Novembro próximo passado o qual, ao que me foi dado compreender, porque ainda não o li, é como que uma viagem nostálgica e de um certo saudosismo pela infância e adolescência, nas décadas de 70 e 80,  dos autores Luís alegre e Pedro Mata Santos. Percebi que os mesmos  fazem  referência a muitos sectores daquele período e que tem um capítulo dedicado às brincadeiras da altura. Num irreflectido impulso, dou por mim a olhar para uma prateleira à minha beira onde , em jarras de vidro, guardo, com carinho, os berlindes com que o meu filho jogava, talvez numa tentativa de guardar a sua infância, como se isso fosse possível! E que pena não podermos guardar esses tempos num frasco bem guardado, assim como o que eu fiz com os brilhantes e coloridos berlindes!
O jogo do berlinde, como o conheço, de o ver jogar por esses pátios e terreiros das escolas desta ilha Terceira! A que jogarão agora as crianças nesses mesmos lugares? Interrogo-me...
As Três covinhas já estavam prontas, e na hora do recreio era um tal correr, de bolsos cheios de berlindes e toca de lançar, cada um o seu berlinde, para se ver quem atirava mais longe, o que ganhasse começava o jogo e lá se ia jogando para atingir os buracos sucessivamente. em linha recta e voltar para trás, quem conseguisse este feito  tinha o direito de tentar acertar no berlinde dos adversários numa tentativa de se apoderar dos respectivos berlindes. Quem tivesse muitos berlindes no bolso era muito considerado porque tinha aptidão e treino fora do comum! 
Agora faço-te um desafio:
Partilha connosco o que te veio à memória, dos teus  tempos de infância, ao leres este texto... Aceitas?



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Sinto-me muito pequena!

 Se me perguntares:
- o que é o Natal?
Terei que responder:
-Que é a bondade
Do Menino que festejamos,
Assim como a verdade
Do Menino que esperamos,
Que é a  compreensão
Do mundo que habitamos,
E um abrir o coração
A amigos e adversários,
Que é o perdão
Do Menino que amamos
Se me perguntares:
- Mereces tudo isso?
Terei de responder:
-Que sou muito pequena
Mas estou de coração aberto,
Que sou muito pequena
E me sinto num deserto,
Que sou muito pequena
Mas tento ir no rumo certo,
Para receber e merecer
A bondade,
A compreensão, 
O amor,
O perdão...
E porque sou muito pequena
O Menino que vai fazer anos,
Olhará para mim 
Com carinho e ternura,
Rejubilaremos,
E então, serei merecedora
Dessa bondade, 
Desse amor,
E desse perdão!

Natal de 2015,
Clara Faria da Rosa