É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
sexta-feira, 28 de março de 2014
Discrição...
Sou uma pessoa discreta, pelo menos considero-me discreta, por isso, quando quero contar algo, não ando por aí a anunciar aos quatro ventos que é como quem diz a toda a agente, escolho a pessoa certa, de confiança que tem que ser também uma pessoa discreta, estás a ver?
Tendo necessidade de partilhar com alguém o que me aconteceu ontem e que me transportou à minha casa de infância, ao meu lar , àquele onde cresci e que os meus pés abandonaram mas onde ficou o meu coração e agora me apetece voltar, nada mais discreto do que o meu blogue ou o facebook...
É por isso que estou a contar hoje um problema que me fez fazer "replay " da minha infância:
Ontem à tarde faltou, por pouco tempo, a energia eléctrica aqui na minha zona, parece que foi uma catástrofe, foi a máquina que estava a lavar roupa, o computador,o televisor, o triturador, tudo paradinho e mortinho da Silva e eu nem uma barata tonta sem resolver a vida! Foi então que me lembrei da minha infância e de como se vivia sem electricidade de como passávamos os serões à luz de petróleo e a minha mãe passava roupa com um ferro a carvão e não se queixava!
Lembro-me da inauguração, com pompa e circunstância, da rede de electricidade na então freguesia das Lajes hoje vila, com merecimento, e de o meu pai contar que um senhor amigo, o senhor João do Martins de quem a minha amiga Marília Costa mostrou há dias um lindo portão que dava acesso à respectiva moradia, quando recebia alguém lá em casa mostrava a instalação eléctrica com um candeeiro de petróleo, para o contador não andar - dizia ele!
Enfim coisas que fazem parte da história da minha família da minha freguesia da minha geração que me fascinam com a mesma sensação profunda com que me fascina qualquer história ocorrida por esse mundo fora ao longo dos tempos e espero que a ti também.
Mostro-te os meus candeeiros que fui coleccionando ao longo dos tempos para minha memória e dos tempos futuros.
Como vês sou uma pessoa muito discreta!
Tendo necessidade de partilhar com alguém o que me aconteceu ontem e que me transportou à minha casa de infância, ao meu lar , àquele onde cresci e que os meus pés abandonaram mas onde ficou o meu coração e agora me apetece voltar, nada mais discreto do que o meu blogue ou o facebook...
É por isso que estou a contar hoje um problema que me fez fazer "replay " da minha infância:
Ontem à tarde faltou, por pouco tempo, a energia eléctrica aqui na minha zona, parece que foi uma catástrofe, foi a máquina que estava a lavar roupa, o computador,o televisor, o triturador, tudo paradinho e mortinho da Silva e eu nem uma barata tonta sem resolver a vida! Foi então que me lembrei da minha infância e de como se vivia sem electricidade de como passávamos os serões à luz de petróleo e a minha mãe passava roupa com um ferro a carvão e não se queixava!
Lembro-me da inauguração, com pompa e circunstância, da rede de electricidade na então freguesia das Lajes hoje vila, com merecimento, e de o meu pai contar que um senhor amigo, o senhor João do Martins de quem a minha amiga Marília Costa mostrou há dias um lindo portão que dava acesso à respectiva moradia, quando recebia alguém lá em casa mostrava a instalação eléctrica com um candeeiro de petróleo, para o contador não andar - dizia ele!
Enfim coisas que fazem parte da história da minha família da minha freguesia da minha geração que me fascinam com a mesma sensação profunda com que me fascina qualquer história ocorrida por esse mundo fora ao longo dos tempos e espero que a ti também.
Mostro-te os meus candeeiros que fui coleccionando ao longo dos tempos para minha memória e dos tempos futuros.
Como vês sou uma pessoa muito discreta!
terça-feira, 25 de março de 2014
Capacidade de adaptação e resistência:
Apesar das intempéries que se têm feito sentir, os meus cravos goivos resistiram e floriram.
Esta planta não necessita de terra e quanto a água basta - lhe o orvalho da noite, prende-se a qualquer pequeno tubo por um dos seus rebentos e multiplica-se com facilidade dando flor uma vez por ano.
Planta valente!!!
Quem nos dera que muitos de nós tivéssemos a capacidade resistência e de adaptação que estes craveiros têm...
Esta planta não necessita de terra e quanto a água basta - lhe o orvalho da noite, prende-se a qualquer pequeno tubo por um dos seus rebentos e multiplica-se com facilidade dando flor uma vez por ano.
Planta valente!!!
Quem nos dera que muitos de nós tivéssemos a capacidade resistência e de adaptação que estes craveiros têm...
segunda-feira, 24 de março de 2014
Preferências...
porque espalha suaves odores,
Há quem a ela se refira
como a estação de muitas cores.
Há quem prefira a Primavera
porque nela brotam flores,
Há quem a ela se refira
como a estação dos amores.
Há quem prefira a Primavera
porque os jovens faz sonhar,
há quem a ela se refira
porque faz os velhos recordar.
Eu prefiro a Primavera florida,
o Verão quente e luminoso,
O Outono calmo e dourado,
O Inverno frio e chuvoso,
mas prefiro sobretudo...
Viver todas as estações,
absorver todas as emoções,
desde o nascer ao pôr do sol
até já não ter mais forças
Prós olhos manter abertos!
domingo, 23 de março de 2014
Para o amor não há tempo, nem espaço nem fronteiras
Esta é uma fotografia de que gosto muito, é para mim uma relíquia! Foi tirada em Setembro de 1948 e mostra a minha família materna, os meus tios e tias , a minha mãe atrás e o meu pai à esquerda junto dela, os meus avós estão sentados ladeados por um irmão do meu avô que tinha uma deficiência física e não constituindo família, ficou sempre com eles. Estão todos de fatos "Domingueiro" porque foi tirada em dia de festa, dia da procissão de São José em Santa Luzia da Praia da Vitória e com ar "ensaboado pela saúde" que na altura todos tinham, até os meus avós, apesar de serem mais velhos.
Ah, o que ela me conta e o que simboliza para mim que tenho um obstinado feitio de escarafunchar no fundo dos anos, daria para um romance!
Após este dia, já se passaram sessenta e cinco anos, outra geração chegou da qual eu sou a mais velha e os meus avós partiram, depois os meus tios e pais, ficando a mais nova , a minha tia Juvolina que na foto está muito gira de bandós, à moda da época, entre dois irmãos e que emigrou para a Califórnia com a família para dar um futuro melhor aos filhos e também com medo de o filho mais velho ir para a Guerra do Ultramar como então se dizia.
Por lá fizeram a sua vida e muito bem , criaram os seus filhos sempre tendo em conta os valores que orientaram a vida dos nossos antepassados e tendo sempre no pensamento e no coração a família e a terra açoriana.
Eu tinha uma ligação muito especial com esta tia que, por ser a única que restava representava, para mim, toda a família, era quase como a minha mãe! Contudo, chegou o dia da sua partida, já há um ano, fez no passado dia 20, que se foi juntar a todos desta foto. Ficou completo o ramalhete e ficou também uma grande falta e uma grande saudade!
Mas o amor não envelhece nem morre como o corpo, para o amor não há tempo, nem espaço nem fronteiras, por isso sei que ela continua a amar e a velar pela família e sabe que todos a amaram e nunca a esquecerão.
Ah, o que ela me conta e o que simboliza para mim que tenho um obstinado feitio de escarafunchar no fundo dos anos, daria para um romance!
Após este dia, já se passaram sessenta e cinco anos, outra geração chegou da qual eu sou a mais velha e os meus avós partiram, depois os meus tios e pais, ficando a mais nova , a minha tia Juvolina que na foto está muito gira de bandós, à moda da época, entre dois irmãos e que emigrou para a Califórnia com a família para dar um futuro melhor aos filhos e também com medo de o filho mais velho ir para a Guerra do Ultramar como então se dizia.
Por lá fizeram a sua vida e muito bem , criaram os seus filhos sempre tendo em conta os valores que orientaram a vida dos nossos antepassados e tendo sempre no pensamento e no coração a família e a terra açoriana.
Eu tinha uma ligação muito especial com esta tia que, por ser a única que restava representava, para mim, toda a família, era quase como a minha mãe! Contudo, chegou o dia da sua partida, já há um ano, fez no passado dia 20, que se foi juntar a todos desta foto. Ficou completo o ramalhete e ficou também uma grande falta e uma grande saudade!
Mas o amor não envelhece nem morre como o corpo, para o amor não há tempo, nem espaço nem fronteiras, por isso sei que ela continua a amar e a velar pela família e sabe que todos a amaram e nunca a esquecerão.
Eu era rica e não sabia!!!
A minha prima Virgínia telefonou-me. Ela reside na Califórnia e costumamos ter longas conversas que estreitam os nossos laços de sangue e de amizade. Falou-me da vontade que tem em redescobrir receitas da cozinha mariense pois a sua família paterna é de lá. Então a propósito pergunta-me o que é uma maquia.
Nesse momento o meu pensamento leva-me à minha infância, vejo o meu pai a semear o trigo e o milho,vejo estes cereais crescerem, o dia de ceifar o trigo e as desfolhadas que se faziam no nosso quintal, ouço o chiar do carro de bois carregadinho de molhos de trigo a caminho da debulhadora e vejo sacos de trigo, como os da
empilhados a um canto donde a minha mãe ia tirando o suficiente, que media nas "rasoiras ou maquias " cuja foto mostro,
para o moleiro levar e transformar em farinha, ficando o sobejante para a sementeira do ano seguinte.
Lembro a minha mãe toda empoada peneirando a farinha
para fazer o pão que amassava, de mangas arregaçadas, em alguidares de barro sobre rodelas de trabalho louco, que fazia aos domingos , sentada no canto do estrado da avó e lembro o cheiro do pão quentinho ao sair do forno, que a minha mãe abafava com os abafadores, também feitos por ela, para que o pão ficasse muito maciinho, como dizia .
Então dou por mim a pensar:
- que infância feliz eu tive!
Não sabia o que era pão de forma, nem pão bimbo , nem padeiros nem padarias, nem pastelarias mas sabia que podia contar com o trabalho e o amor dos meus pais que não estavam preocupados com a inflação nem com a descida dos ordenados nem com os impostos, mas sim com o seu trabalho pois sabiam que se tivessem saúde, pão não nos faltaria na nossa mesa...
Eu era rica e não sabia!
quinta-feira, 20 de março de 2014
Na chegada da Primavera
Se eu fosse a Primavera:
____________
Ai, se eu fosse a Primavera
de verde, eu tudo pintava
um verde alegre e cintilante
e velhos e novos alegrava.
____________________
Ai, se eu fosse a Primavera
numa pincelada, num instante
a maldade e a guerra eu mudava
em bondade e paz constante.
____________________
Ai, se eu fosse a Primavera
convocaria o Sol a florir
todos os pássaros a chilrear
e os doentes a sorrir.
__________________
Ai, eu sou a Primavera
há bancos e flores nos jardins
e a humanidade a delirar
em diálogos, namoros e afins...
Clara faria da Rosa
quarta-feira, 19 de março de 2014
Ler e escrever...Uma grande viagem!
Ler e escrever é como quem anda ou faz uma viagem, quanto mais lemos ou escrevemos mais nos apetece a fazê -lo. Eu, confesso, sou dependente!É que tenho ido a muito lugar, tenho visto e aprendido muita coisa, tenho arranjado muitos amigos, enfim, tenho enriquecido muito através da prática da leitura e da escrita...´
Sei que isto não é novidade para ninguém, mas não me importo, pois não tenho a veleidade de descobrir nada, visto que, já Salomão dizia:"O QUE FOI É O QUE HÁ-DE SER, E O QUE SE FEZ , SE TORNARÁ A FAZER, NADA HÁ, POIS, DE NOVO DEBAIXO DO SOL" (Eclesiastes 1/9).
Não existindo, portanto, nada de novo debaixo do Sol, resta-me a coragem de deixar vir à superfície , através do prazer de escrever, as minhas alegrias , angústias, aprendizagens, medos, ansiedades e expectativas, sentindo-me um ser humano normal mas translúcido.
Sei que as mesmas palavras e textos não têm idêntica conotação para todos os leitores, pois isso tem a ver com variados factores como sejam o estado de espírito, as vivências,idade, cultura, etc., o importante é que a minha mão, depois de escrever, repousa sossegada, como alguém que acaba de cumprir um dever e o meu coração sorri, contente por ter contactado contigo, meu amigo/a!
Dia do Pai
Victor Hugo dizia: 'A suprema felicidade consiste em termos a certeza de que somos amados. Amados pelo que somos , ou melhor ainda: amados apesar do que somos'
É isso que se deseja a todos os pais e filhos neste dia que se amem pelo laço especial que os une e que se aceitem com os seus defeitos e virtudes, com as suas diferenças e que estejam sempre uns para os outros no pior e no melhor hoje, dia do pai, e todos os dias!
Feliz dia do pai !!!
terça-feira, 18 de março de 2014
Ao meu pai
19 de Março - dia do pai
Porque cá já não estás
Deixo uma saudade presente,
Uma dor por estares ausente
Que não passará jamais!
Não passará essa dor
Fica a força que me deixaste,
O exemplo que me deste
No meu ser há um cantinho
que me lembra o que foste
Como eras o que deste,
Que me guia no caminho...
És estrela que me acompanha,
És norte,guia, referência,
És a minha preferência,
És fragrância que se ganha!
Francisco Fernandes Homem 1916 - 2002
sexta-feira, 14 de março de 2014
Estar calada
Georges Duhamel, médico, escritor e dramaturgo francês que viveu entre 1884 e 1966, nas suas obras atacava o materialismo e defendia os direitos dos indivíduos e escrevia apaixonadamente contra a guerra e suas atrocidades que ele havia vivido, pois trabalhara como cirurgião na 1ª guerra Mundial, dizia:
"Abençoado o homem que nada tem a dizer e se cala".
Pois eu hoje, vou estar calada, não vou ter nada que te dizer.
"Abençoado o homem que nada tem a dizer e se cala".
Pois eu hoje, vou estar calada, não vou ter nada que te dizer.
Sê feliz, bem mereces!
Beijinhos.
Beijinhos.
Uma coisa boa em excesso...
Uma coisa boa em excesso, é maravilhosa!
Lá se foi o Carnaval que para mim, foi um período bom em excesso, portanto maravilhoso!
Desde criança que me habituei a apreciar esta manifestação tão rica e tão peculiar, por isso tudo para mim é um factor digno de apreço, de estudo, de admiração, de aplauso...
É que não é à toa que interagem tantas artes; A música, o teatro, a costura, o desenho, a criatividade, a postura, a maquilhagem, os penteados,a dicção, o humor, a crítica ...isto tudo conjugado com uma paleta de alegria, camaradagem e vontade de agradar, por parte dos participantes, e de respeito, admiração e cumplicidade por parte dos que assistem ao desfile deste maravilhoso Carnaval Terceirense, ao longo de quatro noites consecutivas.
Agora é esperar pelo próximo ano, fico com pena e quase que me apetece dizer como dizia a minha falecida mãe quando recebia em nossa casa amigos ou familiares e se sentia feliz e depois com pena de se irem embora:
- Quase que me apetece dizer que antes não tivessem vindo, para agora não ter que me despedir de vocês!
Na altura, não percebia bem o que isto queria dizer, nem me apercebia de que era uma frase sentida e lisonjeira, mas agora percebo-o perfeitamente e sinto o mesmo, muitas vezes, senti-o na Terça-Feira gorda ao correr o pano após a exibição da última dança e ouvi o meu marido dizer:
-Para o ano que vem há mais!
Então pensei:
-Foi como quem comeu um doce muito bom e lhe apeteceu repetir sem ter essa possibilidade! Os meus sentidos ficaram viciados a apreciar tanta coisa maravilhosa, antes não tivesse visto nada!
Mas, pensando melhor, compreendo que a vida não é só festa, que tem que haver um tempo de calma, repouso e de reflexão e para isso veio a Quarta Feira de Cinzas para iniciar a Quaresma, época que antecede a maior festa do Cristianismo - a Páscoa que celebra a Ressurreição de Jesus Cristo.
Foi-se o Carnaval, virá a Páscoa e outras festividades que na voragem do tempo lembram as árvores que florescem na Primavera, dão frutos no Verão, deixam cair as folhas no Outono e ficam nuas no Inverno, isto tudo muito naturalmente, sem sobressaltos, atropelos, exaltações, orgulhos, medos ou vergonhas!
Desde criança que me habituei a apreciar esta manifestação tão rica e tão peculiar, por isso tudo para mim é um factor digno de apreço, de estudo, de admiração, de aplauso...
É que não é à toa que interagem tantas artes; A música, o teatro, a costura, o desenho, a criatividade, a postura, a maquilhagem, os penteados,a dicção, o humor, a crítica ...isto tudo conjugado com uma paleta de alegria, camaradagem e vontade de agradar, por parte dos participantes, e de respeito, admiração e cumplicidade por parte dos que assistem ao desfile deste maravilhoso Carnaval Terceirense, ao longo de quatro noites consecutivas.
Agora é esperar pelo próximo ano, fico com pena e quase que me apetece dizer como dizia a minha falecida mãe quando recebia em nossa casa amigos ou familiares e se sentia feliz e depois com pena de se irem embora:
- Quase que me apetece dizer que antes não tivessem vindo, para agora não ter que me despedir de vocês!
Na altura, não percebia bem o que isto queria dizer, nem me apercebia de que era uma frase sentida e lisonjeira, mas agora percebo-o perfeitamente e sinto o mesmo, muitas vezes, senti-o na Terça-Feira gorda ao correr o pano após a exibição da última dança e ouvi o meu marido dizer:
-Para o ano que vem há mais!
Então pensei:
-Foi como quem comeu um doce muito bom e lhe apeteceu repetir sem ter essa possibilidade! Os meus sentidos ficaram viciados a apreciar tanta coisa maravilhosa, antes não tivesse visto nada!
Mas, pensando melhor, compreendo que a vida não é só festa, que tem que haver um tempo de calma, repouso e de reflexão e para isso veio a Quarta Feira de Cinzas para iniciar a Quaresma, época que antecede a maior festa do Cristianismo - a Páscoa que celebra a Ressurreição de Jesus Cristo.
Foi-se o Carnaval, virá a Páscoa e outras festividades que na voragem do tempo lembram as árvores que florescem na Primavera, dão frutos no Verão, deixam cair as folhas no Outono e ficam nuas no Inverno, isto tudo muito naturalmente, sem sobressaltos, atropelos, exaltações, orgulhos, medos ou vergonhas!
quarta-feira, 12 de março de 2014
E a menina sonhava...
E a menina sonhava,
Tinha estrelas nas mãos,
E o luar no olhar,
O Mundo era todo seu!
E a menina esperava,
Por um Mundo a descobrir
Lindo, justo, especial,
Com crianças a sorrir!
E a menina acreditava,
Que a diferença não importava,
Que o Mundo ninguém rejeitava!
E a menina, sã, confiava, sonhava, esperava...
Mas a menina aprendeu,
Que os sonhos são só sonhos,
Que as estrelas brilham menos,
E que o Mundo é só de alguns,
E que rejeita os restantes!
Tinha estrelas nas mãos,
E o luar no olhar,
O Mundo era todo seu!
E a menina esperava,
Por um Mundo a descobrir
Lindo, justo, especial,
Com crianças a sorrir!
E a menina acreditava,
Doce, esforçada e confiante
Que todos eram iguais,Que a diferença não importava,
Que o Mundo ninguém rejeitava!
E a menina, sã, confiava, sonhava, esperava...
Mas a menina aprendeu,
Que os sonhos são só sonhos,
Que as estrelas brilham menos,
E que o Mundo é só de alguns,
E que rejeita os restantes!
Clara Faria da Rosa,
12/03/2014
terça-feira, 11 de março de 2014
A minha boneca
A MINHA BONECA
Embora já muito antiga, fez no Natal passado sessenta anos, traz-me muitas felizes e gratas recordações... Ainda sinto o coração aos pulos quando me lembro do momento em que os meus pais ma ofereceram nesse longínquo Natal de cinquenta e três, tinha eu cinco anos.
Ponho-me a pensar que se nós perguntarmos a um jovem ou a uma criança que presente teve no Natal passado provavelmente não se lembrarão tal é a abundância que muitas vezes banaliza momentos que deveriam ser eternos; Mas para mim, foi um momento mágico que me massajou o coração de tal forma que ainda me alegra
Há tempos ela esteve no hospital das bonecas, na Praça do Rossio em Lisboa, na cama sessenta e sete, já lá havia estado mas teve uma recaída e voltou a ser internada. Quando fui a Lisboa e fui ao hospital saber dela fiquei muito alegre ao ser informada que iria ter alta pois o tratamento estava completo e já tinha recuperado.
Foi um tratamento complicado porque teve que fazer " terapia da fala" visto que tinha perdido a voz, também teve que tratar duma perna porque atendendo à idade tinha artroses e um "peeling" completo, como a Lili Caneças. Está boa, graças a Deus mas isto nunca se sabe, atendendo à idade, qualquer dia está com incontinência urinária...
Fiquei contente, com a notícia da alta e trouxe-a para casa, já muito bonita com o seu vestido cor-de-rosa, que a minha mãe tinha feito de um vestido meu e ao pescoço uma renda de bilros, muito antiga.
Vê se não está pimpolha a minha amiga de infância.
Agora está resguardada numa vitrine, como me recomendaram no hospital porque é uma peça de muito valor estimativo e considerada uma antiguidade.
As coisas que a Clara te conta!
PS: Conto esta história como resposta ao comentário da minha amiga Marília a respeito da Barbie e do que escrevi sobre o seu aniversário.
Embora já muito antiga, fez no Natal passado sessenta anos, traz-me muitas felizes e gratas recordações... Ainda sinto o coração aos pulos quando me lembro do momento em que os meus pais ma ofereceram nesse longínquo Natal de cinquenta e três, tinha eu cinco anos.
Ponho-me a pensar que se nós perguntarmos a um jovem ou a uma criança que presente teve no Natal passado provavelmente não se lembrarão tal é a abundância que muitas vezes banaliza momentos que deveriam ser eternos; Mas para mim, foi um momento mágico que me massajou o coração de tal forma que ainda me alegra
Há tempos ela esteve no hospital das bonecas, na Praça do Rossio em Lisboa, na cama sessenta e sete, já lá havia estado mas teve uma recaída e voltou a ser internada. Quando fui a Lisboa e fui ao hospital saber dela fiquei muito alegre ao ser informada que iria ter alta pois o tratamento estava completo e já tinha recuperado.
Foi um tratamento complicado porque teve que fazer " terapia da fala" visto que tinha perdido a voz, também teve que tratar duma perna porque atendendo à idade tinha artroses e um "peeling" completo, como a Lili Caneças. Está boa, graças a Deus mas isto nunca se sabe, atendendo à idade, qualquer dia está com incontinência urinária...
Fiquei contente, com a notícia da alta e trouxe-a para casa, já muito bonita com o seu vestido cor-de-rosa, que a minha mãe tinha feito de um vestido meu e ao pescoço uma renda de bilros, muito antiga.
Vê se não está pimpolha a minha amiga de infância.
Agora está resguardada numa vitrine, como me recomendaram no hospital porque é uma peça de muito valor estimativo e considerada uma antiguidade.
As coisas que a Clara te conta!
PS: Conto esta história como resposta ao comentário da minha amiga Marília a respeito da Barbie e do que escrevi sobre o seu aniversário.
segunda-feira, 10 de março de 2014
O Aniversário da Barbie
A Barbie faz hoje anos.
55º aniversário de uma boneca!
Há dois dias falava de mulheres a sério, de carne e osso que trabalham e labutam, muitas delas , pelo pão nosso de cada dia, hoje falo da boneca mais famosa do mundo que inversamente ao normal das mortais vai ficando cada vez mais bonita.
Esta boneca faz parte do universo de brincadeiras de muitas crianças e adolescentes mas também inspira mulheres de todas as idades que a
querem imitar na sua forma física.
É a boneca mais vendida no mundo, vendem-se duas bonecas por segundo e já teve mais de cem profissões desde astronauta, dentista, técnica de futebol e até presidente dos E. U. A., pasme-se!
Tem sido modelo para muitos estilistas, clássico do cinema e encarnou várias celebridades como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Beyoncé e Cher.
Depois de 55 anos continua jovem, bonita, rica, com um namorado perfeito e amigos maravilhosos. É por isso que faz sonhar acordadas as jovens e mulheres que não têm os pés bem assentes na terra!
Foi criada por Ruth Handler, esposa de Elliot Handler, fundador da empresa norte-americana "Mattel", que a baptizou de Barbie em homenagem à sua filha Bárbara.
Há dois dias falava de mulheres a sério, de carne e osso que trabalham e labutam, muitas delas , pelo pão nosso de cada dia, hoje falo da boneca mais famosa do mundo que inversamente ao normal das mortais vai ficando cada vez mais bonita.
Esta boneca faz parte do universo de brincadeiras de muitas crianças e adolescentes mas também inspira mulheres de todas as idades que a
querem imitar na sua forma física.É a boneca mais vendida no mundo, vendem-se duas bonecas por segundo e já teve mais de cem profissões desde astronauta, dentista, técnica de futebol e até presidente dos E. U. A., pasme-se!
Tem sido modelo para muitos estilistas, clássico do cinema e encarnou várias celebridades como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Beyoncé e Cher.
Depois de 55 anos continua jovem, bonita, rica, com um namorado perfeito e amigos maravilhosos. É por isso que faz sonhar acordadas as jovens e mulheres que não têm os pés bem assentes na terra!
Foi criada por Ruth Handler, esposa de Elliot Handler, fundador da empresa norte-americana "Mattel", que a baptizou de Barbie em homenagem à sua filha Bárbara.
A imagem que esta boneca nos transmite não tem nada a ver com a imagem de uma mulher comum mas sim a ideia de uma mulher de beleza inigualável, magríssima, de cintura finíssima, peitos firmes, olhos azuis e cabelos de um louro deslumbrante, um conceito difícil de se atingir, sobretudo aos 55 anos, estimulando a futilidade, e o consumo de produtos a ela associados, correndo-se o risco de levar as jovens (algumas) a tornarem-se reféns do espelho e do estatuto social que a boneca transmite em detrimento de valores mais elevados...
Esta tarde preparei legumes e hortaliças para fazer uma sopa para o jantar e depois apanhei as primeiras nêsperas para fazer compota. Haverá alguma Barbie que com aquelas mãos cuidadas e as unhas lindíssimas, descasque batatas, cebolas e nêsperas?Percebem, agora, o quero dizer com esta conversa toda? Ainda bem!
É que a crise social, familiar e monetária tem de vir de algum lado!...Terá a ver com uma boneca??? Interrogo-me.

sábado, 8 de março de 2014
De meninas a mulheres
E as meninas...
Sorriram,
Sonharam,
Desabrocharam,
Cresceram,
Aprenderam
Floriram,
Amaram,
Deram-se...
E agora mulheres
Esperam, exigem, reclamam:
Que a vida lhes sorria,
Que a vida as recompense,
Que a vida lhes floresça,
Que a vida lhes seja leve,
Por todas as amarguras,
Por todas as dores,
Por todas as lutas,
Por todas as aprendizagens,
Por todas as lágrimas,
Por todas as dádivas!!!
8/03/2012 - Dia da Mulher
à minha amiga Lulu,
Uma amiga de sempre e uma grande Mulher
a quem muito devo.
Sorriram,
Sonharam,
Desabrocharam,
Cresceram,
Aprenderam
Floriram,
Amaram,
Deram-se...
E agora mulheres
Esperam, exigem, reclamam:
Que a vida lhes sorria,
Que a vida as recompense,
Que a vida lhes floresça,
Que a vida lhes seja leve,
Por todas as amarguras,
Por todas as dores,
Por todas as lutas,
Por todas as aprendizagens,
Por todas as lágrimas,
Por todas as dádivas!!!
Clara Faria da Rosa
8/03/2012 - Dia da Mulher
à minha amiga Lulu,
Uma amiga de sempre e uma grande Mulher
a quem muito devo.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Para ti mulher!
8 de Março, dia Internacional da mulher!Quando em 1855 um grande grupo de operárias de uma fábrica de Nova Iorque entrou em greve, lutando por melhores condições de trabalho, exigindo redução do horário de 16 horas diárias para 10 horas assim como melhores salários visto que para trabalho igual ao dos homens recebiam menos do que estes, cerca de um terço, tendo sido fechadas na fábrica onde foi declarado violento incêndio que vitimou cerca de 130 mulheres, lutavam por nós mulheres!
Foi seguindo este exemplo e pensando no sucedido que um grupo de profissionais norte-americanas, em 1903 criou uma associação com a finalidade de ajudar as trabalhadoras a lutarem por melhores condições de trabalho e que em 1910 numa conferência internacional de mulheres, foi decidido que em homenagem a essas corajosas mulheres o dia 8 de Março passaria a ser o"DIA INTERNACIONAL DA MULHER"
Este caso catastrófico passou-se há 154 anos, imagine-se a coragem necessária para naquela data, e com os estigmas sociais vigentes, uma mulher levantar a voz, discordando do que estava estabelecido! Enfim, muitos anos se passaram desde então, muita água correu debaixo das pontes, muita coisa mudou e muita coisa continua como então há quase 200 anos atrás...
É para as mulheres que continuam escravizadas e oprimidas que escrevo estas linhas e também para as que lutam para se manterem à superfície neste turbilhão que é a vida da sociedade actual.
Por seres Mulher, sabendo viver com dignidade tentando chegar a bom porto, arrastando contigo a tua família para a felicidade , um grande abraço de uma mulher que também tem lutado e que acredita que a felicidade vem da nossa vontade do nosso trabalho e do nosso acreditar que o Mundo pode ser melhor com um empurrãozinho das mulheres!!!!
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