quarta-feira, 3 de março de 2010

Tens falta de dinheiro?


Actualmente, toda a gente se lamenta com a falta de dinheiro, que a vida está cara, que os ordenados não aumentam, que não dá para nada, que não se pode viver assim, enfim, um problema sério para alguns, para famílias numerosas, para quem perdeu o emprego etc. e talvez menos sério para outros, os que se habituaram  a gastar em demasia, os que não sabem aproveitar o que a vida se lhes depara.
Pensando nisso e a propósito, transcrevo um pequeno texto, escrito algures, por alguém que pensa nestas coisa e que talvez traga ânimo aos mais desesperados, quem sabe?

O dinheiro:
O dinheiro pode Comprar,
Uma cama mas não o sono,
Livros mas não inteligência,
Alimentos mas não apetite,
Adornos mas não beleza,
Uma casa mas não um lar,
Remédios mas não saúde,
Luxos mas não cultura,
Diversões mas não felicidade,
Religião mas não salvação,
Um passaporte para qualquer lugar,
menos para a  serenidade e realização pessoal !

Espero que ajude um pouco a quem meditar sériamente nestes assuntos. No entanto, é sempre bom ter presente que o dinheiro"voa" e que não sai da torneira, por isso é necessário ser-se moderado/a...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


BRISA DO MAR...

- Se eu fosse a brisa do mar,
Murmurava bem baixinho,
À Lua, ao Sol e à Terra,
À paz, à calma e à guerra,
Aos montes, vales e cidades...
- Eu sou a brisa do mar,
E vejo o Mundo a Girar,
E os homens a sofrer,
As mulheres a gerar,
E as crianças a crescer...
- Eu sou a brisa do mar,
 E quero pedir ao Mundo,
Q'olhe bem à sua volta
E acabe com a revolta
E semeie o perdão,
O amor e a gratidão,
E ouça o meu murmurar
Que a todos quer recordar
Os valores do passado,
E que o Mundo está mudado
Com falta de uma flor
Que lhe traga nova cor!

Clara Faria da Rosa
25/2/2010






quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Uma coisa boa em excesso, é maravilhosa!

Lá se foi o Carnaval que para mim, foi um  período bom em excesso, portanto maravilhoso!
Desde criança que me habituei a apreciar esta manifestação tão rica e tão peculiar, por isso tudo para mim é um factor digno de apreço, de estudo, de admiração, de aplauso...
É que não é à toa que interagem tantas artes; A música, o teatro, a costura, o desenho,  a criatividade, a postura, a maquilhagem, os penteados,a dicção, o humor, a crítica ...isto tudo conjugado com uma paleta de alegria, camaradagem e vontade de agradar, por parte dos partecipantes, e de respeito, admiração e cumplicidade por parte dos que assistem ao desfile deste maravilhoso Carnaval Terceirense, ao longo de quatro noites consecutivas.
Agora é esperar pelo próximo ano, fico com pena e quase que me apetece dizer como dizia a minha falecida mãe quando recebia em nossa casa amigos ou familiares e se sentia feliz e depois com pena de se irem embora:
- Quase que me apetece dizer que antes não tivessem vindo, para agora não ter que me despedir de vocês!
Na altura, não percebia bem o que isto queria dizer, nem me apercebia de que era uma frase sentida e lisonjeira, mas agora percebo-o perfeitamente e sinto o mesmo, muitas vezes, senti-o na Terça-Feira gorda ao correr o pano após a exebição da última dança e ouvi o meu marido dizer:
-Para o ano que vem há mais!
Então pensei:
-Foi como quem comeu um doce muito bom e lhe apeteceu repetir sem ter essa possibilidade! Os meus sentidos ficaram viciados a apreciar tanta coisa maravilhosa, antes não tivesse visto nada!
Mas, pensando melhor, compreendo que a vida não é  só festa, que tem que haver um tempo de calma, repouso e de reflexão e para isso vem a Quarta Feira de Cinzas que inicia a Quaresma, época que antecede a maior festa do Cristianismo - a Páscoa que celebra a Ressurreição de Jesus Cristo.
Foi-se o Carnaval, virá a Páscoa e outras festividades que na voragem do tempo lembram as árvores que florescem na Primavera, dão frutos no Verão, deixam cair as folhas no Outono e ficam nuas no Inverno, isto tudo muito naturalmente, sem sobressaltos, atropelos, exaltações, orgulhos, medos ou vergonhas!

Quero sómente, após esta breve reflexão pós-carnavalesca, deixar aqui uns pequenos apontamentos fotográficos, para a posteridade:

1º- o decano dos dançarinos terceirenses:

2º- o dançarino júnior do Carnaval 2010, na ilha Terceira:


3º- a minha amiguinha Bárbara que , neste Carnaval de 2010, virou coelhinha:

Beijinhos...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Danças de Carnaval no Teatro Angrense-Terceira Açores

Na Ilha Terceira, Açores, onde vivo alegre e contente, festeja-se o Carnaval com grande intensidade e participação; Tais manifestações começam a desenhar-se nas quatro quintas feiras que antecedem o Carnaval comemorando-se , como já aqui referi anteriormente, os compadres, as comadres, os amigos e amigas, em almoços, jantares, reuniões e alguns assaltos festivos em casas particulares. A estas festividades associam-se as escolas que se manifestam no interior das mesmas em actividades pedagógicas que visam incutir nas crianças a vontade de preservar esta salutar festividade e que culminam com o cortejo infantil de que falo no apontamenro anterior.
Contudo, o auge destas manifestaçõe, está guardado para  a exibição de danças e bailinhos de Carnaval que se apresentam em teatros e salões e que são uma manifestação cultural única que engloba muitas manifestações artísticas que passam pelo teatro, pela música, dança.designh, caracterização, pelo humor, pela critica, enfim, só assistindo...
Essa manifestação começa  semanas antes com as danças dos idosos que ensaiam nas suas casa do povo e centros de convívio e depois se exibem por toda a ilha e culminam no Sábado,Domingo, Segunda e Terça Feira gorda pela noite dentro, com a exibição de pessoal mais jovem e com mais fôlego.
Tenho estado no Teatro Angrense onde tirei umas fotos para poder recordar e também para que fiques com ideia do que por cá se passa,pois só assistindo se pode ter a noção exacta do que acontece  no Carnaval Terceirense .

Sábado Gordo:


















Domingo Gordo:





















Segunda- Feira Gorda:


















Terça-Feira Gorda:























domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cortejo de Carnaval da criançada em Angra do Heroismo


No dia 12 de Fevereiro, Sexta-Feira passada, coube a vez à criançada do concelho de A. do Heroísmo, sair à rua para , dando aso à sua criatividade, festejar o Carnaval, aproveitando para, natutalmente orientados palas suas professoras e educadoras, enviarem algumas mensagens muito pertinentes e actuais.
Um acontecimento colorido e repleto de alegria que nos dá a certeza de que o Carnaval está aí para continuar!
Aqui deixo algumas imagens para os que não puderam assistir.




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

É bom encontrar-te na minha página!




Dia de comadres.

Por cá, nos Açores é tradicional festejarem-se as quatro quintas-feiras que antecedem o Carnaval , as quais são conotadas com o dia das amigas, dos amigos dos compadres e das comadres,
Hoje, comemoram-se as comadres isto é a madrinha em relação  aos pais da criança ou a mãe da criança em relação aos padrinhos. Então, juntaram-se comadres, em almoços, jantares e lanches, fizeram-se telefonemas e trocaram-se mensagens e prendas para lembrar uma função tão importante, pois se pensarmos bem na palavra, concluímos que a mesma significa estar com a mãe ou no lugar desta para a ajudar, coadjuvar ou substituir nas suas funções. Que isto não seja necessário, mas se pensarmos a sério no assunto é isto mesmo que significa.
Quanto a mim pensei a sério nas minhas comadres quer nas madrinhas do meu filho, quer nas mães dos meus afilhados/as que no fundo acumulam essas funções fazendo o favor de serem minhas amigas...
Esta é a minha maneira singela de lembrar o dia, mandando a todas, à minha cunhada Nélia Faria da Rosa, à Srªenfermeira Gorette Mendes na Fonte do Bastardo, à minha prima Hercília Aguiar nas Lajes,à velha Amiga Guida Gomes na Ribeirinha, S. Miguel, à minha tia Juvolina Andrade na Califórnia um abraço desta comadre com votos de que vivam muitos dias de comadres !!!
Já agora, lembro alguns ditados populares usados em relação a este parentesco, acrescentando que o substantivo também se usa para classificar uma amizade por vezes associada à coscuvilhice ou malidicência.
-Comadres,comadres, segredos à parte...
-Brigam as comadres, descobrem-se as maldades...
-Comadre zangada o que viu e ouviu transmitiu...


Para as minhas comadres com muito carinho e amizade.

A força da Natureza...

É sabido que este Inverno tem sido rigoroso por todo o lado e por cá nos Açores, na minha Ilha Terceira, não fugiu à regra.Chuvas e ventos fortes, frio de "rachar" enfim diferente de Invernos anteriores em que mais nos parecia que estávamos no Outono. Contudo, ao abrir a minha porta espraio o olhar para uma vista magnífica que me mostra como pano de fundo o mar e o Monte Brasil e mais perto, na quinta, verdes das mais variadas tonalidades e as cameleiras como que pintalgadas de vários cor- de- rosa, são as camélias que brotam apesar  das intempéries e resistem às mesmas, para nos lembrar que nem tudo é mau e que podemos ter esperança pois a Natureza é prodígiosa e que" após a tempestade vem a bonança"!
Apanho algumas para alegrar a minha casa e mostro-tas para que te alegrem como me alegram a mim.
Beijinhos!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Hospital e museu das bonecas : E tudo começou assim...

Como te disse a minha boneca esteve no hospital, mas isso são coisas tristes, não gosto de falar em doenças, tanto mais que ela agora está fresca que nem uma alface. O que te quero dizer é como gosto daquele espaço mágico que me faz sonhar e esquecer que já sou uma respeitável senhora sessentona.
À entrada deparamo-nos com um poético cartaz que nos põe a par do historial daquele espaço e que reza assim:
"Era um vez  uma senhora velhinha que há muitos anos ( ainda nem havia automóveis), se sentava a fazer bonecas de trapo à porta da sua pequena loja de ervas secas . A loja ficava situada junto a um mercado e nesse tempo, as crianças andavam sempre com os pais ou com os avós e a ida ao mercado era tão divertida como agora ir ao centro comercial, ou talvez mais! Havia patos,coelhos, galinhas, pombos, peixes de muitas cores, frutas e flores que juntamente com grandes molhos de cenouras, rabanetes e couves formavam uma mistura única de sons e cheiros.
As crianças não tinham medo de se perder. Toda a gente se conhecia e tinha nome. Lisboa parecia mais pequena!
Assim, de vez em quando, a manhã era passada junto à D.ª Carlota, ( era assim que se chamava a velha senhora) a espreitar as bonecas que ela ia fazendo. Depois, conversando sempre se iam contando os males das respectivas bonecas e ela a pouco e pouco lá as ias consertando (tratando).
Acho que foi assim que começou o hospital das bonecas!
Os anos passaram e o mercado acabou mas as crianças de então, já mães e avós, foram contando aos filhos e netos que havia uma pequena loja onde o tempo passava um pouco mais devegar e onde, sem pressas, se podia brincar ao faz de contas...
Ainda hoje é isso que fazemos!!!"


No rés -do -chão recebem-se os doentes que podem ser bonecas mas também se restauram imagens e outras peças antigas. No slide inserido acima podeamos ver a dona do hospital com uma cliente que restaurou um Menino Jesus que parecia ser do séc.XIX e que teve a oportunidade de aí comprar a roupinha para o mesmo em cambraia fina pois lá encontramos de tudo: roupas, sapatos e cabeleiras para as bonecas, móveis dos mais variados estilos para as casas das bonecas assim como candeeiros e objectos decorativos para as mesmas e brinquedos incluindo brinquedos de lata que estão a ser muito procurados por coleccionadores .

Do 1º andar nem te falo, só presenciando! Entramos num mundo de sonho e fantasia do qual não nos apetece sair!
São bonecas de vários locais do país e do Mundo, e de várias épocas, acessórios adequados às  mesmas, roupas, brinquedos enfim paira no ar um clima de sensibilidade e de um saber fazer e preservar o passado que nos impressiona e faz sonhar...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A minha boneca teve alta do hospital.

Como te disse estive ausente uns dias, em Lisboa e aproveitei , para ir ver a minha boneca que estava no hospital das bonecas, na Praça da Figueira nº 7.
Embora já muito antiga, fez no Natal passado cinquenta e sete anos, resolvi investir nela porque me traz muitas felizes e gratas recordações... Ainda sinto o coração aos pulos quando me lembro do momento em que os meus pais ma ofereceram nesse longínquo Natal de sessenta e três, tinha eu cinco anos.
Ponho-me a pensar que se nós perguntarmos a um jovem ou a uma criança que presente teve neste  ou no Natal passado provavelmente não se lembrarão tal é a abundância que muitas vezes banaliza momentos que deveriam ser eternos; Mas para mim, foi um momento mágico que me massajou o coração de tal forma que ainda me alegra.
Como te disse acima a minha boneca esteve no hospital na cama sessenta e sete, já lá havia estado mas teve uma recaída e voltou a ser internada. Quando lá cheguei fui informada que iria ter alta pois o tratamento estava completo e já tinha recuperado.
Foi um tratamento complicado porque teve que fazer " terapia da fala" porque tinha perdido a voz, também teve que tratar duma perna porque atendendo à idade tinha arteroses e um "pelling" completo, como a Lili Caneças. Está boa, graças a Deus mas isto nunca se sabe, atendendo à idade, qualquer dia está com incontinência urinária...
Fiquei contente, com a notícia da alta e trouxe-a para casa, já muito bonita com o seu vestido cor-de-rosa, que a minha mãe tinha feito de um vestido meu e ao pescoço uma renda de bilros, muito antiga. Vê se não está pimpolha a minha amiga de infância!
Agora está resguardade numa vitrine, como me recomendaram no hospital porque é uma peça de muito valor estimativo e considerada uma antiguidade.
As coisas que a clara te conta!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Estive ausente...

É verdade, estive ausente, por uns dias, mas sempre presente, na vontade de me abeirar desta página para, através dela, comunicar contigo, dando-te conta das minhas alegrias e tristezas, experiências e aprendizagens. Espero sinceramente que te tenhas  apercebido
 da minha ausência pois isso será a prova  que me procuras e que aprecias o sinal de amizade e de boa-vontade com que te aceno deste cantinho.
Retomo este contacto no dia da Senhora das Candeias pedindo que estenda os seus raios de luz até nós que bem precisamos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Amália - Coração Independente


Tive acesso ao nº 4 da revista semestral Toyota/Toyou, na qual, a páginas tantas, me deparei com um interessante artigo que numa breve rectrospectiva, lembrava a grandeza e a bravura dos portugueses na saga dos descobrimentos,  indo ao encontro de novos mundos e acentuando o fenómeno actual e extraordinário do mundo que vem à procura dos portugueses que se destacam nas várias vertentes do saber, do desporto, da ciência, das artes, enfim ...gente grande, gente que orgulha Portugal.
E agora é que vem o ponto sobre o qual me apetece divagar:
 É que , diz o articulista, " Portugal já não é só conhecido Pela voz da Amália ou pelos pés de Eusébio" agora há muita gente , Portugueses, a dar cartas por esse  Mundo fora - Joana Vasconcelos, nas artes plásticas, no atletismo, Nelson Évora, António Damásio nas ciências, Cristiano Ronaldo, no futebol, o bailarino  Telmo Moreira , Na literatura, Saramago,Vieira da Silva e Paula Rego na pintura, Durão Barroso na política intertnacional, Mariza, Ana Moura, Teresa Salgueiro, na música... enfim, uma panóplia de gente grande que pelo seu trabalho e valor têm vencido no país e além fronteiras. Estes e outros, muitos mais felizmente, não mencionados.
Contudo fiquei a pensar que Amália nascida no início do século passado, 1920, venceu sem as ferramentas que hoje há ao dispôr das pessoas, numa altura em que as mentalidades eram outras, a cultura, a sociedade, as ajudas, enfim... a vida não tinha nada a ver com os nossos tempos, isto sem desprimor, para quem vence actualmente; o sucesso é sempre feito de muito suor e trabalho.
Toda esta reflexão porque no fim de Novembro passado, tive oportunidade de visitar  no Centro Cultural de Belém , no Museu colecção Berardo uma exposição que querendo lembrar os 10 anos da morte  de Amália era um hino à vida da mulher que se fundiu com a voz, à  rapariga pobre e triste que transformando-se numa mulher bela e elegante foi  uma diva de renome universal!
Ao percorrer aquelas salas e ao ver todo aquele espólio pensava para mim :
- quem em Portugal terá peso para que mais tarde lhe possam fazer uma exposição de tal envergadura?

Nota que estas fotos não reflectem, nem de perto nem de longe, a grandeza deste evento, tivesse eu preparação e engenho na arte da fotografia e então sim, ficarias com uma ideia mais aproximada do que lá se podia observar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Adeus ao Natal...


Um adeus ao Natal...
 Eu sei, tú sabes, todos sabemos que o espírito de Natal deve pairar, entre os homens, todo o ano. Uma verdade contra a qual mesmo que quizéssemos não conseguiríamos arranjar argumentos para a destronar.Contudo, passadas estas festas, quer religiosas quer profanas, fica-nos um gosto amargo e a sensação de que algo de bom se foi, embora, por cá nos Açores, no que se refere a festas isto é rei morto, rei posto! Já se fala no Carnaval e os jornais locais já anunciam estarem abertas as  marcações para almoços dos dias de amigos/as. Mesmo assim as casas ficam um pouco tristes , destronam-se os Meninos, desarmam-se os presépios e encaixotam-se as decorações que durante várias semanas deram um colorido, um brilho, um calor e um ar especial às nossas casas.
Por falar em encaixotar, nem me quero lembrar do que me espera nos degraus da escada e eu para aqui a filosofar acerca do Natal...


domingo, 3 de janeiro de 2010

Dia da Reis



O dia de reis é no dia 6 de Janeiro, como todos sabemos, partindo-se do prncípio de que este facto é histórico assenta-se que  os reis chegaram finalmente junto do Menino neste dia, Contudo há quem defenda que a existência dos Reis Magos que nem eram reis, é meramente simbólica e deve lembrar a todos que  devemos aceitar e respeitar as diferenças.
A igreja católica estipulou que o  dia seria celebrado no domingo entre o dia 1 e o dia 8.
Deste modo foi hoje o domingo da Epifania, que significa a aparição de Jesus Cristo aos gentios, a festa religiosa para celebrar esta aparição, Dia de Reis, pois epifania significava apresentar alguém à sociedade.
O povo, em várias regiões do nosso país, canta as Janeiras de porta em porta, no dia 6 evocando os reis magos e os donos da casa retribuem a visita com alguma bebida que aqueça, frutos secos, bolo-rei ou qualquer guloseima.
Nesta data encerram-se os festejos natalícios, desarmam-se os presépios, assim como as restantes decorações de Natal.
Supostamente, segundo a tradição cristã, este seria o dia em, que o Menino, recém - nascido, numa gruta, em Belém recebeu a visita dos três Reis Magos, Belchior, Gaspar , vindos do Oriente e Baltazar de Sabá, terra situada no Sul da Península Arábica ou da Abissínia.
Estes reis simbolizam as tês raças biblicas:
Gaspar, os Semitas descendentes de Sem - Raça amarela  - Asiática.
Belchior, os Jafetistas descendentes de Jafé- Raça branca - Europeia
Baltazar, os Camitas descendentes de Cam - Raça negra - africana
É uma homenagem de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis! Mago significava astrólogo, termo que à altura se confundia com sábio, erudito e filósofo.
De qualquer forma facto histórico, bíblico ou simbólico, já o ouvi narrar muitas vezes atendendo à minha idade  e a também ter frequentado a igreja desde criança e neste dia, ao ouvir na Sé Catedral de Angra  a homília que se  re referia à epifania e a este facto concreto, dei por mim a pensar que os magos  ao perscrutarem o firmamento,avistando uma estrela diferente  e seguindo-a à procura de um novo Rei são como que um incentivo para todos nós que devemos procurar, encontrar e seguir a nossa luz que nos encaminhará à realização pessoal, à felicidade e ao amor, mesmo que pelo caminho encontremos alguns Heródes, devemos tentar escamotear esses obstáculos e seguir a nossa estrela, a nossa luz!!!







quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O meu Menino mija!


Tradicionalmente, nos Açores, faziam-se licores caseiros e eram tantos! ( de laranja,de café, de anis, de banana,cacau, de leite, de maracujá, de poejo, de tangerina, de vinho e outros). Estes licores, alguns dos quais feitos propositadamente para o Natal, eram dados a provar  nesta época ao que se chamava a mijinha do Menino.
Convidavam-se familiares para a mijinha do Menino:
- O meu Menino Mija!
-Vai à mijinha do meu Menino!
-O meu menino não está mal das urinas!
-Vai provar a mijinha do nosso Menino!
Era um carinho, uma doçura...
E lá se faziam agradáveis visitas, para desejar as boas- festas, apreciar o presépio, armado a um canto da casa com muitas leivas e musgos e coloridas figuras de barro ou então sobre a cómoda antiga,  coberta com bonita toalha de linho e decorada com camélias, tangerinas e pratinhos de trigo a rodear o Menino, e provar a mijinha à mistura com alguns figos-passados, rebuçados caseiros, caramelos, bolacha repúblicana e outros doces tradicionais.
Actualmente, ainda se mantém essa tradição, embora com alguns cambiantes ...Talvez já não se façam tantos licores que são substituídos pelos comprados e os doces e aperitivos sejam de outro tipo e com novas receitas , o presépio mantém-se e o hábito de se visitarem as casa de familiares, colegas e amigos, assim como o calor humaho que se gera à volta dessa tradição,  continua felizmente!
Quanto ao meu menino, aliás aos meus meninos, estão bem saudáveis, com os aparelhinhos como Deus manda, expelindo o precioso líquido que aquecerá os amigos, neste Natal.

- O meu menino mija !!!


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Um exemplo de como se transmitem valores, festejando o Natal

Foi no passado Domingo, dia 19, que a Casa do Pessoal do Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo apresentou o seu grupo de teatro, dando cumprimento aos objectivos programados que visam intervir ao nivel  social, pedagógico e cultural  entre outros.
Esse trabalho foi apresentado no salão de festas da Casa de Saúde de S.Rafael e fez os presentes vibrarem pela sinceridade,entusiasmo e alegria com que transmitiram a sua mensagem de amor,  visando sobretudo o carinho e atenção com que se devem tratar as crianças.
A peça, orientada pelo actor e professor Belarmino Ramos, embora representada por amadores princiantes cumpriu o seu papel transmissor de valores e de integração intergeracional pois integrou actores de diferentes faixas etárias.
Seguiram-se vários momentos de poesia, jograis, humor e a apresentação do côro da casa do pessoal do Hospital, coadjuvado  pelo côro da Academia para a Terceira Idade da Santa Casda da Misericórdia de Angra do Heroísmo.
Enfim, foi uma tarde de boas-vindas à época natalícia bastante agradável, pena foi que não tivessem participado e ou comparecido mais pessoas do hospital como  na altura frisou a representante da Casa do Pessoal.
Enfim, nem todos têm a mesma sensibilidade e o esforço, disponibilidade e dedicação   nem sempre são compreendidos, aplaudidos ou  incentivados! 
O que interessa é avançar e fazer o que pensamos ser certo, foi o que fez  este grupo que está de parabéns!

domingo, 27 de dezembro de 2009



Lindos e Fofos Cartões
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O talento de um bom vitrinista





Passeava eu, na baixa de Lisboa, quando me deparei com esta montra que  me fez parar e observar com atenção a arte do decorador, sim porque para se ser vitrinista é preciso ter preparação, sensibilidade e arte!
Na verdade, esta montra estava decorada com muita simplicidade, mas uma simplicidade apelativa. A decoração tinha tudo a ver com o tipo de estabelicimento, com o tipo de materiais existentes, que utilizava e com a época  que se queria celebrar.
Isto é que é arte e saber em vitrinismo!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Breve história das decorações da árvore de Natal








Parece impossível de acreditar, mas também há modas, para a árvore de Natal.
Segundo breve pesquisa que fiz, em 1816  o hábito de decorar uma árvore para o Natal era ainda recente e o escritor alemão E.T.A. Holffmann, no seu conto  o Quebra Nozes e o Rei dos Ratos descrevia assim  uma árvopre de Natal:
" A enorme árvore de Natal tinha penduradas muitas maçãs douradas e prateadas.Amêndoas de açúcar, bombons coloridos e outros doces deliciosos brotavam como rebentos e flores por todos os ramos "
A princípio apenas se penduravam decorações comestíveis , fruta, doces e nozes balançando-se ao lado de ovos e de bolachas.
A partir do séc. XVII, as pessoas começaram a fazer decorações mais festivas como pinhas douradas, cascas de ovos,vazias,cobertas com finas fitas de latão martelado, a folha de prata era usada para fazer delicadas estrelas, borboletas e flores em botão.
Nos fins do SÉC. XIX apareceram, pela primeira vez, em Lauscha, na Turíngia bolas em tamanhos diferentes, feitas pelos sopradores de vidro, em vidro transparente ou colorido com o interior  revestido com chumbo e o exterior enfeitado com material brilhante.
Depois os artesãos conseguiram soprar grandes bolas de paredes finíssimas com a ajuda de uma chama de gás muito quente e que se podia ajustar. Depois o nitrato de prata substituíu  a camada reflectora de chumbo e nasceram assim as bolas que hoje conhecemos mas que já estão, em muitos casos a serem substituídas por outo tipo de decorações.
Durante muito tempo Lauscha foi a principal produtora de decorações de Natal até que nos anos 20, Gablon, na Boémia e os japoneses principiaram também a dedicar-se a esta indústria até  que os Estados Unidos começaram também, por volta de 1930/40 a dedicar-se à mesma indústria.
 A partir de 1900 passaram a ser consideradas de mau gosto as árvores muito carregadas e coloridas e passou a apreciar-se árvores estilizadas brancas e prateadas.
Na minha infância, em minha casa, a árvore era enfeitada com laranjas, figos passados, laços coloridos,  figuras prateadas feitas das pratas dos poucos chocolates que comíamos e guardávamos ciosamente ao longo do ano e bonecos de papel feitos por nós. E que saudades eu tenho, meu Deus!!!

 Agora, por  questões ambientais, já se fazem árvores que não são árvores e até para se ser diferente, árvores de pernas para o ar!!!









sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Para o meu filho, um presente de Natal:

Quero-te dizer, meu filho que estarei sempre disponivel para te ajudar, para te ouvir e compreeder.
Estarei sempre atenta  aos teus planos e projectos para te incentivar e apoiar.
Quero que saibas, meu filho que sempre que quizeres e precisares,  rirei, conversarei e reflectirei contigo.
E quero ainda que saibas, meu filho, que mesmo que não estejamos juntos eu estarei sempre presente para te amar e ajudar e que mesmo para além da morte o meu amor te rodeará , encaminhará e iluminará teus passos...