É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Hospital e museu das bonecas : E tudo começou assim...
Como te disse a minha boneca esteve no hospital, mas isso são coisas tristes, não gosto de falar em doenças, tanto mais que ela agora está fresca que nem uma alface. O que te quero dizer é como gosto daquele espaço mágico que me faz sonhar e esquecer que já sou uma respeitável senhora sessentona.
À entrada deparamo-nos com um poético cartaz que nos põe a par do historial daquele espaço e que reza assim:
"Era um vez uma senhora velhinha que há muitos anos ( ainda nem havia automóveis), se sentava a fazer bonecas de trapo à porta da sua pequena loja de ervas secas . A loja ficava situada junto a um mercado e nesse tempo, as crianças andavam sempre com os pais ou com os avós e a ida ao mercado era tão divertida como agora ir ao centro comercial, ou talvez mais! Havia patos,coelhos, galinhas, pombos, peixes de muitas cores, frutas e flores que juntamente com grandes molhos de cenouras, rabanetes e couves formavam uma mistura única de sons e cheiros.
As crianças não tinham medo de se perder. Toda a gente se conhecia e tinha nome. Lisboa parecia mais pequena!
Assim, de vez em quando, a manhã era passada junto à D.ª Carlota, ( era assim que se chamava a velha senhora) a espreitar as bonecas que ela ia fazendo. Depois, conversando sempre se iam contando os males das respectivas bonecas e ela a pouco e pouco lá as ias consertando (tratando).
Acho que foi assim que começou o hospital das bonecas!
Os anos passaram e o mercado acabou mas as crianças de então, já mães e avós, foram contando aos filhos e netos que havia uma pequena loja onde o tempo passava um pouco mais devegar e onde, sem pressas, se podia brincar ao faz de contas...
Ainda hoje é isso que fazemos!!!"
No rés -do -chão recebem-se os doentes que podem ser bonecas mas também se restauram imagens e outras peças antigas. No slide inserido acima podeamos ver a dona do hospital com uma cliente que restaurou um Menino Jesus que parecia ser do séc.XIX e que teve a oportunidade de aí comprar a roupinha para o mesmo em cambraia fina pois lá encontramos de tudo: roupas, sapatos e cabeleiras para as bonecas, móveis dos mais variados estilos para as casas das bonecas assim como candeeiros e objectos decorativos para as mesmas e brinquedos incluindo brinquedos de lata que estão a ser muito procurados por coleccionadores .
Do 1º andar nem te falo, só presenciando! Entramos num mundo de sonho e fantasia do qual não nos apetece sair!
São bonecas de vários locais do país e do Mundo, e de várias épocas, acessórios adequados às mesmas, roupas, brinquedos enfim paira no ar um clima de sensibilidade e de um saber fazer e preservar o passado que nos impressiona e faz sonhar...
À entrada deparamo-nos com um poético cartaz que nos põe a par do historial daquele espaço e que reza assim:
"Era um vez uma senhora velhinha que há muitos anos ( ainda nem havia automóveis), se sentava a fazer bonecas de trapo à porta da sua pequena loja de ervas secas . A loja ficava situada junto a um mercado e nesse tempo, as crianças andavam sempre com os pais ou com os avós e a ida ao mercado era tão divertida como agora ir ao centro comercial, ou talvez mais! Havia patos,coelhos, galinhas, pombos, peixes de muitas cores, frutas e flores que juntamente com grandes molhos de cenouras, rabanetes e couves formavam uma mistura única de sons e cheiros.
As crianças não tinham medo de se perder. Toda a gente se conhecia e tinha nome. Lisboa parecia mais pequena!
Assim, de vez em quando, a manhã era passada junto à D.ª Carlota, ( era assim que se chamava a velha senhora) a espreitar as bonecas que ela ia fazendo. Depois, conversando sempre se iam contando os males das respectivas bonecas e ela a pouco e pouco lá as ias consertando (tratando).
Acho que foi assim que começou o hospital das bonecas!
Os anos passaram e o mercado acabou mas as crianças de então, já mães e avós, foram contando aos filhos e netos que havia uma pequena loja onde o tempo passava um pouco mais devegar e onde, sem pressas, se podia brincar ao faz de contas...
Ainda hoje é isso que fazemos!!!"
No rés -do -chão recebem-se os doentes que podem ser bonecas mas também se restauram imagens e outras peças antigas. No slide inserido acima podeamos ver a dona do hospital com uma cliente que restaurou um Menino Jesus que parecia ser do séc.XIX e que teve a oportunidade de aí comprar a roupinha para o mesmo em cambraia fina pois lá encontramos de tudo: roupas, sapatos e cabeleiras para as bonecas, móveis dos mais variados estilos para as casas das bonecas assim como candeeiros e objectos decorativos para as mesmas e brinquedos incluindo brinquedos de lata que estão a ser muito procurados por coleccionadores .
Do 1º andar nem te falo, só presenciando! Entramos num mundo de sonho e fantasia do qual não nos apetece sair!
São bonecas de vários locais do país e do Mundo, e de várias épocas, acessórios adequados às mesmas, roupas, brinquedos enfim paira no ar um clima de sensibilidade e de um saber fazer e preservar o passado que nos impressiona e faz sonhar...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
A minha boneca teve alta do hospital.
Como te disse estive ausente uns dias, em Lisboa e aproveitei , para ir ver a minha boneca que estava no hospital das bonecas, na Praça da Figueira nº 7.
Embora já muito antiga, fez no Natal passado cinquenta e sete anos, resolvi investir nela porque me traz muitas felizes e gratas recordações... Ainda sinto o coração aos pulos quando me lembro do momento em que os meus pais ma ofereceram nesse longínquo Natal de sessenta e três, tinha eu cinco anos.
Ponho-me a pensar que se nós perguntarmos a um jovem ou a uma criança que presente teve neste ou no Natal passado provavelmente não se lembrarão tal é a abundância que muitas vezes banaliza momentos que deveriam ser eternos; Mas para mim, foi um momento mágico que me massajou o coração de tal forma que ainda me alegra.
Como te disse acima a minha boneca esteve no hospital na cama sessenta e sete, já lá havia estado mas teve uma recaída e voltou a ser internada. Quando lá cheguei fui informada que iria ter alta pois o tratamento estava completo e já tinha recuperado.
Foi um tratamento complicado porque teve que fazer " terapia da fala" porque tinha perdido a voz, também teve que tratar duma perna porque atendendo à idade tinha arteroses e um "pelling" completo, como a Lili Caneças. Está boa, graças a Deus mas isto nunca se sabe, atendendo à idade, qualquer dia está com incontinência urinária...
Fiquei contente, com a notícia da alta e trouxe-a para casa, já muito bonita com o seu vestido cor-de-rosa, que a minha mãe tinha feito de um vestido meu e ao pescoço uma renda de bilros, muito antiga. Vê se não está pimpolha a minha amiga de infância!
Agora está resguardade numa vitrine, como me recomendaram no hospital porque é uma peça de muito valor estimativo e considerada uma antiguidade.
As coisas que a clara te conta!
Embora já muito antiga, fez no Natal passado cinquenta e sete anos, resolvi investir nela porque me traz muitas felizes e gratas recordações... Ainda sinto o coração aos pulos quando me lembro do momento em que os meus pais ma ofereceram nesse longínquo Natal de sessenta e três, tinha eu cinco anos.
Ponho-me a pensar que se nós perguntarmos a um jovem ou a uma criança que presente teve neste ou no Natal passado provavelmente não se lembrarão tal é a abundância que muitas vezes banaliza momentos que deveriam ser eternos; Mas para mim, foi um momento mágico que me massajou o coração de tal forma que ainda me alegra.
Como te disse acima a minha boneca esteve no hospital na cama sessenta e sete, já lá havia estado mas teve uma recaída e voltou a ser internada. Quando lá cheguei fui informada que iria ter alta pois o tratamento estava completo e já tinha recuperado.
Foi um tratamento complicado porque teve que fazer " terapia da fala" porque tinha perdido a voz, também teve que tratar duma perna porque atendendo à idade tinha arteroses e um "pelling" completo, como a Lili Caneças. Está boa, graças a Deus mas isto nunca se sabe, atendendo à idade, qualquer dia está com incontinência urinária...
Fiquei contente, com a notícia da alta e trouxe-a para casa, já muito bonita com o seu vestido cor-de-rosa, que a minha mãe tinha feito de um vestido meu e ao pescoço uma renda de bilros, muito antiga. Vê se não está pimpolha a minha amiga de infância!
Agora está resguardade numa vitrine, como me recomendaram no hospital porque é uma peça de muito valor estimativo e considerada uma antiguidade.
As coisas que a clara te conta!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Estive ausente...
É verdade, estive ausente, por uns dias, mas sempre presente, na vontade de me abeirar desta página para, através dela, comunicar contigo, dando-te conta das minhas alegrias e tristezas, experiências e aprendizagens. Espero sinceramente que te tenhas apercebido
da minha ausência pois isso será a prova que me procuras e que aprecias o sinal de amizade e de boa-vontade com que te aceno deste cantinho.
Retomo este contacto no dia da Senhora das Candeias pedindo que estenda os seus raios de luz até nós que bem precisamos.
da minha ausência pois isso será a prova que me procuras e que aprecias o sinal de amizade e de boa-vontade com que te aceno deste cantinho.
Retomo este contacto no dia da Senhora das Candeias pedindo que estenda os seus raios de luz até nós que bem precisamos.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Amália - Coração Independente
Tive acesso ao nº 4 da revista semestral Toyota/Toyou, na qual, a páginas tantas, me deparei com um interessante artigo que numa breve rectrospectiva, lembrava a grandeza e a bravura dos portugueses na saga dos descobrimentos, indo ao encontro de novos mundos e acentuando o fenómeno actual e extraordinário do mundo que vem à procura dos portugueses que se destacam nas várias vertentes do saber, do desporto, da ciência, das artes, enfim ...gente grande, gente que orgulha Portugal.
E agora é que vem o ponto sobre o qual me apetece divagar:
É que , diz o articulista, " Portugal já não é só conhecido Pela voz da Amália ou pelos pés de Eusébio" agora há muita gente , Portugueses, a dar cartas por esse Mundo fora - Joana Vasconcelos, nas artes plásticas, no atletismo, Nelson Évora, António Damásio nas ciências, Cristiano Ronaldo, no futebol, o bailarino Telmo Moreira , Na literatura, Saramago,Vieira da Silva e Paula Rego na pintura, Durão Barroso na política intertnacional, Mariza, Ana Moura, Teresa Salgueiro, na música... enfim, uma panóplia de gente grande que pelo seu trabalho e valor têm vencido no país e além fronteiras. Estes e outros, muitos mais felizmente, não mencionados.
Contudo fiquei a pensar que Amália nascida no início do século passado, 1920, venceu sem as ferramentas que hoje há ao dispôr das pessoas, numa altura em que as mentalidades eram outras, a cultura, a sociedade, as ajudas, enfim... a vida não tinha nada a ver com os nossos tempos, isto sem desprimor, para quem vence actualmente; o sucesso é sempre feito de muito suor e trabalho.
Toda esta reflexão porque no fim de Novembro passado, tive oportunidade de visitar no Centro Cultural de Belém , no Museu colecção Berardo uma exposição que querendo lembrar os 10 anos da morte de Amália era um hino à vida da mulher que se fundiu com a voz, à rapariga pobre e triste que transformando-se numa mulher bela e elegante foi uma diva de renome universal!
Ao percorrer aquelas salas e ao ver todo aquele espólio pensava para mim :
- quem em Portugal terá peso para que mais tarde lhe possam fazer uma exposição de tal envergadura?
E agora é que vem o ponto sobre o qual me apetece divagar:
É que , diz o articulista, " Portugal já não é só conhecido Pela voz da Amália ou pelos pés de Eusébio" agora há muita gente , Portugueses, a dar cartas por esse Mundo fora - Joana Vasconcelos, nas artes plásticas, no atletismo, Nelson Évora, António Damásio nas ciências, Cristiano Ronaldo, no futebol, o bailarino Telmo Moreira , Na literatura, Saramago,Vieira da Silva e Paula Rego na pintura, Durão Barroso na política intertnacional, Mariza, Ana Moura, Teresa Salgueiro, na música... enfim, uma panóplia de gente grande que pelo seu trabalho e valor têm vencido no país e além fronteiras. Estes e outros, muitos mais felizmente, não mencionados.
Contudo fiquei a pensar que Amália nascida no início do século passado, 1920, venceu sem as ferramentas que hoje há ao dispôr das pessoas, numa altura em que as mentalidades eram outras, a cultura, a sociedade, as ajudas, enfim... a vida não tinha nada a ver com os nossos tempos, isto sem desprimor, para quem vence actualmente; o sucesso é sempre feito de muito suor e trabalho.
Toda esta reflexão porque no fim de Novembro passado, tive oportunidade de visitar no Centro Cultural de Belém , no Museu colecção Berardo uma exposição que querendo lembrar os 10 anos da morte de Amália era um hino à vida da mulher que se fundiu com a voz, à rapariga pobre e triste que transformando-se numa mulher bela e elegante foi uma diva de renome universal!
Ao percorrer aquelas salas e ao ver todo aquele espólio pensava para mim :
- quem em Portugal terá peso para que mais tarde lhe possam fazer uma exposição de tal envergadura?
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Adeus ao Natal...
Um adeus ao Natal...
Eu sei, tú sabes, todos sabemos que o espírito de Natal deve pairar, entre os homens, todo o ano. Uma verdade contra a qual mesmo que quizéssemos não conseguiríamos arranjar argumentos para a destronar.Contudo, passadas estas festas, quer religiosas quer profanas, fica-nos um gosto amargo e a sensação de que algo de bom se foi, embora, por cá nos Açores, no que se refere a festas isto é rei morto, rei posto! Já se fala no Carnaval e os jornais locais já anunciam estarem abertas as marcações para almoços dos dias de amigos/as. Mesmo assim as casas ficam um pouco tristes , destronam-se os Meninos, desarmam-se os presépios e encaixotam-se as decorações que durante várias semanas deram um colorido, um brilho, um calor e um ar especial às nossas casas.
Por falar em encaixotar, nem me quero lembrar do que me espera nos degraus da escada e eu para aqui a filosofar acerca do Natal...
Eu sei, tú sabes, todos sabemos que o espírito de Natal deve pairar, entre os homens, todo o ano. Uma verdade contra a qual mesmo que quizéssemos não conseguiríamos arranjar argumentos para a destronar.Contudo, passadas estas festas, quer religiosas quer profanas, fica-nos um gosto amargo e a sensação de que algo de bom se foi, embora, por cá nos Açores, no que se refere a festas isto é rei morto, rei posto! Já se fala no Carnaval e os jornais locais já anunciam estarem abertas as marcações para almoços dos dias de amigos/as. Mesmo assim as casas ficam um pouco tristes , destronam-se os Meninos, desarmam-se os presépios e encaixotam-se as decorações que durante várias semanas deram um colorido, um brilho, um calor e um ar especial às nossas casas.
Por falar em encaixotar, nem me quero lembrar do que me espera nos degraus da escada e eu para aqui a filosofar acerca do Natal...
domingo, 3 de janeiro de 2010
Dia da Reis
O dia de reis é no dia 6 de Janeiro, como todos sabemos, partindo-se do prncípio de que este facto é histórico assenta-se que os reis chegaram finalmente junto do Menino neste dia, Contudo há quem defenda que a existência dos Reis Magos que nem eram reis, é meramente simbólica e deve lembrar a todos que devemos aceitar e respeitar as diferenças.
A igreja católica estipulou que o dia seria celebrado no domingo entre o dia 1 e o dia 8.
Deste modo foi hoje o domingo da Epifania, que significa a aparição de Jesus Cristo aos gentios, a festa religiosa para celebrar esta aparição, Dia de Reis, pois epifania significava apresentar alguém à sociedade.A igreja católica estipulou que o dia seria celebrado no domingo entre o dia 1 e o dia 8.
O povo, em várias regiões do nosso país, canta as Janeiras de porta em porta, no dia 6 evocando os reis magos e os donos da casa retribuem a visita com alguma bebida que aqueça, frutos secos, bolo-rei ou qualquer guloseima.
Nesta data encerram-se os festejos natalícios, desarmam-se os presépios, assim como as restantes decorações de Natal.Supostamente, segundo a tradição cristã, este seria o dia em, que o Menino, recém - nascido, numa gruta, em Belém recebeu a visita dos três Reis Magos, Belchior, Gaspar , vindos do Oriente e Baltazar de Sabá, terra situada no Sul da Península Arábica ou da Abissínia.
Estes reis simbolizam as tês raças biblicas:Gaspar, os Semitas descendentes de Sem - Raça amarela - Asiática.
Belchior, os Jafetistas descendentes de Jafé- Raça branca - Europeia
Baltazar, os Camitas descendentes de Cam - Raça negra - africana
É uma homenagem de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis! Mago significava astrólogo, termo que à altura se confundia com sábio, erudito e filósofo.
De qualquer forma facto histórico, bíblico ou simbólico, já o ouvi narrar muitas vezes atendendo à minha idade e a também ter frequentado a igreja desde criança e neste dia, ao ouvir na Sé Catedral de Angra a homília que se re referia à epifania e a este facto concreto, dei por mim a pensar que os magos ao perscrutarem o firmamento,avistando uma estrela diferente e seguindo-a à procura de um novo Rei são como que um incentivo para todos nós que devemos procurar, encontrar e seguir a nossa luz que nos encaminhará à realização pessoal, à felicidade e ao amor, mesmo que pelo caminho encontremos alguns Heródes, devemos tentar escamotear esses obstáculos e seguir a nossa estrela, a nossa luz!!!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
O meu Menino mija!
Tradicionalmente, nos Açores, faziam-se licores caseiros e eram tantos! ( de laranja,de café, de anis, de banana,cacau, de leite, de maracujá, de poejo, de tangerina, de vinho e outros). Estes licores, alguns dos quais feitos propositadamente para o Natal, eram dados a provar nesta época ao que se chamava a mijinha do Menino.
Convidavam-se familiares para a mijinha do Menino:- O meu Menino Mija!
-Vai à mijinha do meu Menino!
-O meu menino não está mal das urinas!
-Vai provar a mijinha do nosso Menino!
Era um carinho, uma doçura...
E lá se faziam agradáveis visitas, para desejar as boas- festas, apreciar o presépio, armado a um canto da casa com muitas leivas e musgos e coloridas figuras de barro ou então sobre a cómoda antiga, coberta com bonita toalha de linho e decorada com camélias, tangerinas e pratinhos de trigo a rodear o Menino, e provar a mijinha à mistura com alguns figos-passados, rebuçados caseiros, caramelos, bolacha repúblicana e outros doces tradicionais.
Actualmente, ainda se mantém essa tradição, embora com alguns cambiantes ...Talvez já não se façam tantos licores que são substituídos pelos comprados e os doces e aperitivos sejam de outro tipo e com novas receitas , o presépio mantém-se e o hábito de se visitarem as casa de familiares, colegas e amigos, assim como o calor humaho que se gera à volta dessa tradição, continua felizmente!Quanto ao meu menino, aliás aos meus meninos, estão bem saudáveis, com os aparelhinhos como Deus manda, expelindo o precioso líquido que aquecerá os amigos, neste Natal.
- O meu menino mija !!!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Um exemplo de como se transmitem valores, festejando o Natal
Foi no passado Domingo, dia 19, que a Casa do Pessoal do Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo apresentou o seu grupo de teatro, dando cumprimento aos objectivos programados que visam intervir ao nivel social, pedagógico e cultural entre outros.
Esse trabalho foi apresentado no salão de festas da Casa de Saúde de S.Rafael e fez os presentes vibrarem pela sinceridade,entusiasmo e alegria com que transmitiram a sua mensagem de amor, visando sobretudo o carinho e atenção com que se devem tratar as crianças.
A peça, orientada pelo actor e professor Belarmino Ramos, embora representada por amadores princiantes cumpriu o seu papel transmissor de valores e de integração intergeracional pois integrou actores de diferentes faixas etárias.
Seguiram-se vários momentos de poesia, jograis, humor e a apresentação do côro da casa do pessoal do Hospital, coadjuvado
Enfim, foi uma tarde de boas-vindas à época natalícia bastante agradável, pena foi que não tivessem participado e ou comparecido mais pessoas do hospital como na altura frisou a representante da Casa do Pessoal.
Enfim, nem todos têm a mesma sensibilidade e o esforço, disponibilidade e dedicação nem sempre são compreendidos, aplaudidos ou incentivados!
O que interessa é avançar e fazer o que pensamos ser certo, foi o que fez este grupo que está de parabéns!
Esse trabalho foi apresentado no salão de festas da Casa de Saúde de S.Rafael e fez os presentes vibrarem pela sinceridade,entusiasmo e alegria com que transmitiram a sua mensagem de amor, visando sobretudo o carinho e atenção com que se devem tratar as crianças.
A peça, orientada pelo actor e professor Belarmino Ramos, embora representada por amadores princiantes cumpriu o seu papel transmissor de valores e de integração intergeracional pois integrou actores de diferentes faixas etárias.
Seguiram-se vários momentos de poesia, jograis, humor e a apresentação do côro da casa do pessoal do Hospital, coadjuvado
Enfim, foi uma tarde de boas-vindas à época natalícia bastante agradável, pena foi que não tivessem participado e ou comparecido mais pessoas do hospital como na altura frisou a representante da Casa do Pessoal.
Enfim, nem todos têm a mesma sensibilidade e o esforço, disponibilidade e dedicação nem sempre são compreendidos, aplaudidos ou incentivados!
O que interessa é avançar e fazer o que pensamos ser certo, foi o que fez este grupo que está de parabéns!
domingo, 27 de dezembro de 2009
O talento de um bom vitrinista
Passeava eu, na baixa de Lisboa, quando me deparei com esta montra que me fez parar e observar com atenção a arte do decorador, sim porque para se ser vitrinista é preciso ter preparação, sensibilidade e arte!
Na verdade, esta montra estava decorada com muita simplicidade, mas uma simplicidade apelativa. A decoração tinha tudo a ver com o tipo de estabelicimento, com o tipo de materiais existentes, que utilizava e com a época que se queria celebrar.
Isto é que é arte e saber em vitrinismo!
Isto é que é arte e saber em vitrinismo!
sábado, 26 de dezembro de 2009
Breve história das decorações da árvore de Natal
Parece impossível de acreditar, mas também há modas, para a árvore de Natal.
Segundo breve pesquisa que fiz, em 1816 o hábito de decorar uma árvore para o Natal era ainda recente e o escritor alemão E.T.A. Holffmann, no seu conto o Quebra Nozes e o Rei dos Ratos descrevia assim uma árvopre de Natal:
" A enorme árvore de Natal tinha penduradas muitas maçãs douradas e prateadas.Amêndoas de açúcar, bombons coloridos e outros doces deliciosos brotavam como rebentos e flores por todos os ramos "
A princípio apenas se penduravam decorações comestíveis , fruta, doces e nozes balançando-se ao lado de ovos e de bolachas.
A partir do séc. XVII, as pessoas começaram a fazer decorações mais festivas como pinhas douradas, cascas de ovos,vazias,cobertas com finas fitas de latão martelado, a folha de prata era usada para fazer delicadas estrelas, borboletas e flores em botão.
Nos fins do SÉC. XIX apareceram, pela primeira vez, em Lauscha, na Turíngia bolas em tamanhos diferentes, feitas pelos sopradores de vidro, em vidro transparente ou colorido com o interior revestido com chumbo e o exterior enfeitado com material brilhante.
Depois os artesãos conseguiram soprar grandes bolas de paredes finíssimas com a ajuda de uma chama de gás muito quente e que se podia ajustar. Depois o nitrato de prata substituíu a camada reflectora de chumbo e nasceram assim as bolas que hoje conhecemos mas que já estão, em muitos casos a serem substituídas por outo tipo de decorações.
Durante muito tempo Lauscha foi a principal produtora de decorações de Natal até que nos anos 20, Gablon, na Boémia e os japoneses principiaram também a dedicar-se a esta indústria até que os Estados Unidos começaram também, por volta de 1930/40 a dedicar-se à mesma indústria.
A partir de 1900 passaram a ser consideradas de mau gosto as árvores muito carregadas e coloridas e passou a apreciar-se árvores estilizadas brancas e prateadas.
Na minha infância, em minha casa, a árvore era enfeitada com laranjas, figos passados, laços coloridos, figuras prateadas feitas das pratas dos poucos chocolates que comíamos e guardávamos ciosamente ao longo do ano e bonecos de papel feitos por nós. E que saudades eu tenho, meu Deus!!!
Agora, por questões ambientais, já se fazem árvores que não são árvores e até para se ser diferente, árvores de pernas para o ar!!!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Para o meu filho, um presente de Natal:
Estarei sempre atenta aos teus planos e projectos para te incentivar e apoiar.
Quero que saibas, meu filho que sempre que quizeres e precisares, rirei, conversarei e reflectirei contigo.
E quero ainda que saibas, meu filho, que mesmo que não estejamos juntos eu estarei sempre presente para te amar e ajudar e que mesmo para além da morte o meu amor te rodeará , encaminhará e iluminará teus passos...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Para Albertina Parreira e Filomena Godinho no dia do seu aniversário:
Para as minhas amigas Albertina Parreira, na Ribeirinha e Filomena Godinho, no Porto Judeu, que estão hoje em festa de anos, envio um forte e apertado abraço de parabéns, com votos de longa vida com saúde junto dos que lhe são mais queridos.
E porque encontrei alguém com palavras mais eloquentes do que as minhas, aqui as registo porque transmitem completamente o que sinto.
Um beijinho para as duas!
E porque encontrei alguém com palavras mais eloquentes do que as minhas, aqui as registo porque transmitem completamente o que sinto.
Um beijinho para as duas!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Cartões de Natal - a sua história
Este ano não recebi tantos cartões de Natal como o habitual, pudera, também já não os mando como costumava fazer... O telefone, o telemóvel e a Internet fizeram com que, em alguns casos, esse encantador hábito fosse um pouco ultrapassado, no entanto, notíciou-se que hoje os carteiros iriam entregar milhões de mensagens de Natal.
Quando ouvi esta notícia lembrei-me de uma anedota em cartoom em que a senhora à porta de casa agradecia ao carteiro e lhe desejava Bom Natal, nem queiram ver a carranca do desgraçado, carregado de correspondência... Na verdade, os correios e os seus funcionários são bastante sobrecarregados nesta época, penso que alguns carteiros ficarão fartos do Natal e dos respectivos cartões.
Segundo breve pesquisa fiquei sabendo que estes cartões que variam nos desenhos, cores e que têm sempre uma mensagem de esperança e alegria e um cunho de mimo de quem os envia para quem os recebe, tiveram a sua origem no séc.XIX, no ano de 1843 por iniciativa de Henry Cole, director de um museu em Londres que todos os anos costumava escrever longas cartas aos seus amigos, com votos de boas-festas. Como nesse ano não tivesse tempo de escrever cartas, pediu a um amigo, John C. Horsley que lhe desenhasse um cartão com uma mensagem impressa para substituir os votos anuais. Com o passar do tempo, este facto deu origem a um grande negócio e acrescentou este encantador e fantasioso costume às tradições de Natal .
Na verdade, há cartões lindíssimos , nos mais variados tipos de papel e que por vezes custam bastante caro. Sei que os amigos merecem isso e muito mais, numa época como esta, mas quanto a mim nada mais delicioso do que fazer os nossos próprios cartões, com algum material que se compre ou então, com material reciclado.
Se os nossos amigos receberem uma mensagem feita e decorada pelas nossas próprias mãos, naturalmente vão perceber o carinho e gosto que pusemos naquele trabalho e o quanto gostamos deles.
Costumo fazer isso, fiz este ano. E tu amiga/o, já é tarde para os cartões de Natal? E que tal se fizeres os cartões de agradecimento!!!???.
Mãos à obra.
Aproveita as fitas e os lindos papeis dos presentes, não faças da palavra reciclar uma palavra morta!
Quando ouvi esta notícia lembrei-me de uma anedota em cartoom em que a senhora à porta de casa agradecia ao carteiro e lhe desejava Bom Natal, nem queiram ver a carranca do desgraçado, carregado de correspondência... Na verdade, os correios e os seus funcionários são bastante sobrecarregados nesta época, penso que alguns carteiros ficarão fartos do Natal e dos respectivos cartões.
Segundo breve pesquisa fiquei sabendo que estes cartões que variam nos desenhos, cores e que têm sempre uma mensagem de esperança e alegria e um cunho de mimo de quem os envia para quem os recebe, tiveram a sua origem no séc.XIX, no ano de 1843 por iniciativa de Henry Cole, director de um museu em Londres que todos os anos costumava escrever longas cartas aos seus amigos, com votos de boas-festas. Como nesse ano não tivesse tempo de escrever cartas, pediu a um amigo, John C. Horsley que lhe desenhasse um cartão com uma mensagem impressa para substituir os votos anuais. Com o passar do tempo, este facto deu origem a um grande negócio e acrescentou este encantador e fantasioso costume às tradições de Natal .
Na verdade, há cartões lindíssimos , nos mais variados tipos de papel e que por vezes custam bastante caro. Sei que os amigos merecem isso e muito mais, numa época como esta, mas quanto a mim nada mais delicioso do que fazer os nossos próprios cartões, com algum material que se compre ou então, com material reciclado.
Se os nossos amigos receberem uma mensagem feita e decorada pelas nossas próprias mãos, naturalmente vão perceber o carinho e gosto que pusemos naquele trabalho e o quanto gostamos deles.
Costumo fazer isso, fiz este ano. E tu amiga/o, já é tarde para os cartões de Natal? E que tal se fizeres os cartões de agradecimento!!!???.
Mãos à obra.
Aproveita as fitas e os lindos papeis dos presentes, não faças da palavra reciclar uma palavra morta!
O meu pobre e rústico centro de mesa...
Queria fazer um centro para a minha mesa de jantar que lembrasse o Natal e que fosse diferente. Mas, não sabia como, estava mesmo sem ideias, bloqueada...
A base já tinha, agora vou ao quintal a ver se me surge alguma coisa, vejo as cameleiras e apanho algumas hastes, espeto-as na substância esponjosa e agora? Já sei, vejo as chávenas de café e outras em miniatura com motivos de Natal e lá as prendo com uns pequenos laços dourados, agora coloco nas pequenas chávenas alguns bombons envoltos em papel colorido, ficou assim, fresco e rústico :
Tenho ratinhos em casa, ora vejam, uns ratinhos gulosos e comilões que à socapa me vão aos bombons!!!
Bom Natal !!!
A base já tinha, agora vou ao quintal a ver se me surge alguma coisa, vejo as cameleiras e apanho algumas hastes, espeto-as na substância esponjosa e agora? Já sei, vejo as chávenas de café e outras em miniatura com motivos de Natal e lá as prendo com uns pequenos laços dourados, agora coloco nas pequenas chávenas alguns bombons envoltos em papel colorido, ficou assim, fresco e rústico :
Tenho ratinhos em casa, ora vejam, uns ratinhos gulosos e comilões que à socapa me vão aos bombons!!!
Bom Natal !!!
12ª gala de Natal da AKA
Pois é, estamos em época de festas e convívio, por isso, como é já tradicional, a Associação de Karaté dos Açores promoveu ontem o seu jantar de Natal, no qual participaram muitos dos seus atletas, assim como juízes, familiares, simpatizantes e dirigentes da Terceira mas também de S. Miguel , Faial, Pico S. Jorge e Stª Maria .
Foi um encontro engraçado ao qual participei com o meu marido que é vice presidente da assembleia geral, e filho que é karateca desde os 6 anos de idade.
Foi no Club Musical Angrense que estava decorado a rigor e começámos por assistir à apresentação, em Power Point, de uma resenha dos eventos e actividades realizadas no âmbito da associação, ao longo do ano 2009. Seguiu-se um óptimo jantar sempre num clima de camaradagem e boa disposição.
Por fim, foram distinguidos atletas que ao longo do ano tiveram melhores pontuações, foi feita troca de presentes e João Guiod de Castro, mentor de tudo isto, atleta e dirigente desportivo da associação agradeceu a participação de todos e a colaboração ao longo do ano prestes a findar assim como ao longo da existência da AKA.
E nós, pela nossa parte, agradecemos o que tem feito em prol do desporto açoriano, especialmente pelo Karaté, assim como o convite que nos proporcionou um agradável momento de Natal. Só nos resta desejar a todos os Karatecas açorianos e familiares e aos seus dirigentes, treinadores e afins um FELIZ NATAL.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Jantar de Natal da E.D.A.
Ontem, 19 de Dezembro, foi o jantar de Natal da Empresa de Electricidade dos Açores e muitos dos funcionários desta empresa juntaram-se em franco e agradável convívio no hotel Caracol em Angra do Heroísmo.
Como o meu marido é funcionário na empresa, também se associou à tradicional iniciativa e eu acompanhei-o e gostei imenso.
Estava tudo decorado a rigor, segundo a época festiva que atravessamos e as mesa tinham lindos arranjos:
Foi servido um agradável aperitivo ao que se seguiu um lauto e bem confeccionado jantar, e estavam todos bem dispostos. Houve sorteios pelos funcionários presentes e karaoke.
No fim, após as sobremesas, foi servido o bolo que era lindíssimo com o logotipo da empresa
e muito saboroso e bem confeccionado, parece que com um recheio de amêndoa...a acompanhar o digestivo.
Para culminar tudo isto houve , no exterior do hotel, claro, um bonito espectáculo de fogo de artifício que alegrou ainda mais o ambiente visto que as pessoas tiveram ainda mais oportunidade de conversar e de cumprimentar colegas antigos ou que já não viam há tempos.
Quero realçar aqui o facto de terem sido convidados os colegas reformados visto que penso que por ser Natal , esta atitude se enquadra perfeitamente neste espírito - Lembrar os outros, especialmente os que estão mais sózinhos!
Perante tudo isto, só me resta dar os parbéns e agradecer à comissão organizadora desta festa e pedir ao Menino-Jesus que nos dê saúde e disposição para podermos participar nesta bonita iniciativa, no Natal de 2010!
BOAS FESTAS!!!
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