quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Clube de Karate-Do Shotokan De Angra do Heroísmo celebra 20º aniversário



A história que te vou contar é uma história de sucesso mas também de muita carolice e de muito entusiasmo próprio de jovens que têm o segredo de acreditar neles próprios e a confiança absoluta de que são capazes de atingir os objectivos, de fazer o que gostam, de ir mais além, sem descambar no fracasso apesar dos desaires, das adversidades e das derrotas sofridas no percurso.
Era uma vez...
Um menino chamado Miguel que fez os seus estudos preparatórios no antigo Liceu Nacional de Angra do Heroísmo após o que foi estudar para Lisboa onde contactou com este desporto tendo-lhe tomado o gosto. O menino tornou-se doutor e voltou à  terra natal licenciado em Direito ( Jurídico-Económico) trazendo na bagagem o gosto e os conhecimento em Karate que havia adquirido na metrópole. Era o início da década de noventa, entusiasmando amigos e ex colegas da Terceira, terra onde diz que "é muito agradável viver porque a qualidade de vida é muito alta", começam a praticar este desporto nos redutos da Escola Secundária de Angra do Heroísmo jovens como  Fernando Adriano, Carlos Adriano, Gerardo Teles, João Candeias, João Castro, Paulo Enes, Ana Teresa Sousa, Olivério Rocha e outros e estava assim, formado o embrião que se tornou num caso de sucesso e satisfação para muitos jovens terceirenses e Açorianos.:
O menino tornou-se homem, um homem de sucesso, quem nunca ouviu, em Angra do Heroísmo falar do Dr. Miguel Corte-Real  da Silveira Monjardino que é neto do  que foi meu professor de saúde Dr. Anselmo da Silveira, lembram-se dele? foi chamado a leccionar na universidade Católica Portuguesa deixando o vírus  desta prática desportiva na Terceira.
Ia-se a meados da década de noventa e um praticante do grupo, João Guiod de Castro herdou a tarefa de continuar o projecto, abdicando dos seus estudos superiores, dedicou-se de corpo e alma à  causa, transformando o sonho num clube com  a sua sede, técnicos e dirigentes preparados, oficiais de mesa, treinadores, árbitros, 2 campeões nacionais, 3 vice-campeões nacionais e um sem número de 3º classificados a nível nacional.
Muitos atletas,muito trabalho, muita dedicação, muito suor, muito sucesso  e alguma lágrima a querer escorrer do canto do olho até que o Clube de Karate-do Shotokan de Angra do Heroísmo se tornou adulto, atingiu a maioridade e celebrou o seu 20º aniversário.
Foi dia de festa para o karate terceirense, festejou-se no complexo desportivo do estádio João Paulo II de Angra do Heroísmo:
Expostos muitos painéis com fotografias retrospectivas dos momentos mais representativos do karate terceirense que fizeram a delícia de praticantes e ex- praticantes e dos familiares e  convidados,  oito montras com troféus de atletas que se têm distinguido a nível regional e ou nacional, um vídeo a passar e a cativar a atenção dos visitantes e como não podia deixar de ser, um treino informal de Karate que contou com os actuais e antigos participantes sob a orientação do Dr. Miguel Monjardino, como nos velhos tempos da sua juventude.

 Como era dia de aniversário não podia deixar de haver beberete,  bolo e velas para se cantar os parabéns...

Também estive lá e colaborei, como directora do Departamento de Marketing e Publicidade sinto-me no dever de colaborar e faço-o com muito gosto!


  O meu entusiasmo por este desporto já vem de muito longe, desde que o meu filho, aos 6 anos, o começou a praticar e que me perdoem, mas como mãe galinha que sou, não resisto a publicar esta fotografia que me traz tantas saudades! :


Aqui fica um pequeno vídeo deste evento para a posteridade e como exemplo para os mais novos não esquecerem que :
As coisas mais importantes na vida não são as coisas mas os momentos e as recordações que deles advêm...




" As melhores coisas que as pessoas podem ter depois de bons hábitos são boas recordações"


Cidadania, um papel de importância relevante - Cursos de dirigentes desportivos de nível I

Realizou-se no local e  dias acima  mencionados, um curso de dirigentes desportivos.
Foi muito participado e organizado pela Associação de Karate dos Açores em parceria com a Associação de Judo da Ilha Terceira e com a colaboração da Direcção Regional dos Desportos e dos Serviços de Desporto da Ilha Terceira.
Na qualidade de directora do departamento de marketing e publicidade da Associação de karate dos Açores  estive lá no arranque do referido curso, agradecendo a colaboração acima mencionada, apresentando os formadores e dando as boas vindas aos formandos porque, na minha opinião, o papel de dirigentes desportivos é um papel de cidadania de grande e relevante valor, especialmente nesta altura em que não se faz nada de graça... e também porque por experiência própria, pois já frequentei este curso, sei que ficarão habilitados  com uma abrangente bagagem de ferramentas muito necessárias e importantes para o desempenho das funções em causa e porque penso que não é por acaso que as pessoas abraçam esta causa  mas sim porque foram feitas para desempenharem este papel de cidadania em prol dos clubes e dos atletas que representam.
O futuro é hoje e se não corrermos terá sido amanhã; É por isso muito importante que os dirigentes desportivos não fiquem à espera, não percam o comboio para que as associações e clubes que representam não sejam prejudicados num futuro que se vislumbra difícil mas que tem que ser encarado com esperança e coragem!

Tenho a certeza que todos os participantes aproveitaram a formação que lhes foi proporcionada e que ficaram mais ricos e valorizados assim como  os seus clubes e associações e o desporto e  desportistas de um modo geral.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Romaria ao santuário da Senhora dos Milagres/Serreta




Na nossa ilha Terceira, nos Açores, ao longo desta semana, todos os caminhos foram dar à freguesia da  Serreta , isto porque se celebrou hoje a festa da Senhora dos Milagres e parece não haver ninguém que não queira ir lá agradecer ou pedir uma graça. São ranchos de pessoas, umas mais alegres outras mais compenetradas, de todas as idades e dos mais variados recônditos da ilha que enchem de colorido  o caminho que os conduz ao santuário.
Como faço todos os anos também me atrevi a fazer a caminhada que não é fácil por isso mesmo tem o seu valor físico e sobretudo, neste caso, espiritual.
Porque não gosto de andar de noite  com medo dos carros, fui ajudar a pôr a minha sogra na cama um  pouco mais cedo do que é habitual, ela ficou sentadinha na cama e lá vou eu ... Conforme podes ver na foto acima:
Saí pelas 16h30m o sol ainda ia alto, valeu-me um chapéu que levei a conselho do meu marido.
Fui sozinha. Pelo caminho fui rezando, também tirei algumas fotografias que te mostro no pequeno vídeo abaixo e fui meditando na força desta Senhora que embora representada numa imagem tão pequena faz mover multidões!
Não tinha promessas especiais, mas gosto de ir para agradecer a graça da saúde que a minha família tem tido e enquanto caminhava  lembrei-me de uma história engraçada de uma jovem que ao rezar dizia:
-Senhora eu não sou exigente, não peço nada para mim, só peço que dês um genro a minha mãe...
À semelhança desta jovem eu nas minhas orações ao longo da caminhada apetecia-me também dizer:
-Senhora não peço nada para mim, só peço que dirijas o teu olhar para o meu filho e que o ajudes a ser um homem respeitador e respeitado, a acabar o seu curso para o qual muito tem trabalhado e a ter um futuro decente e que possa contribuir para o progresso deste conturbado país.
E foi assim que freguesia após freguesia vi o sol pôr-se a noite cair e cheguei ao santuário após 4h de caminhada ininterrupta e ainda assisti à missa .O meu marido foi-me buscar, demos uma pequena volta, cumprimentámos alguns amigos e regressámos a casa, uma viagem que demorou bastante tempo pois os peregrinos eram imensos e havia que ter cuidado para que nada de mal acontecesse.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Uma função para inocentes:

A história  deste pequeno vídeo conta-se em poucas palavras, sendo  na sua essência uma história de fé sem limites na terceira Pessoa da Santíssima Trindade, apanágio dos Açorianos que vêem no Senhor Espírito Santo uma âncora que os prende à vida, a chave que lhes permite ultrapassar momentos difíceis, a quem recorrem nas horas de aflição.
Foi o que aconteceu aos meus primos Hercília e Francisco Fernandes Aguiar (Ramalho) quando a sua filha mais nova teve a sua primeira gravidez, uma gravidez difícil , que os fez agarrarem-se à sua devoção e prometerem que se tudo corresse bem dariam esmolas e um almoço a inocentes.
Tudo correu bem, nasceu a bebé, uma linda Carlota, veio uma segunda neta a Julieta e os avós com aquele voto sempre na memória, resolveram pagar a sua promessa.
Lá vieram as netas do Continente e também a neta mais velha a Maria Amorim para coroarem, convidaram mais crianças e alguns familiares e amigos mais íntimos e foram, no dia 31 de julho passado, em cortejo, da casa do povo da Vila das Lajes até à igreja paroquial, para  as crianças coroarem depois da missa.Curioso e engraçado, foi o baptizado da Julieta, nesse dia visto que estavam reunidos os familiares e amigos.
Enfim, uma história de confiança no transcendente, muito ao sabor do povo açoriano e terceirense que transforma as aflições e os desaires em fé, generosidade e partilha, estimulado pela ancestral devoção ao Senhor Espírito Santo! 
A Carlota , A Julieta e a Maria o enlêvo e orgulho dos avós.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Apadrinhando um casamento:

Sábado, dia 3, foi um dia diferente para nós; O meu marido foi convidado para padrinho de casamento do Henrique José de Sousa, filho de um amigo e ex colega e eu, já se sabe, aprontei-me logo para o acompanhar...
Porque sabemos que são as pessoas que dão brilho às festas, embora tenhamos a plena noção de que as coisas mais importantes na vida e num casamento, não são as coisas, nem a roupa, nem o jantar, também sabemos que é importante que um casal tenha boas recordações deste dia, que deve ser especial , pusemos-nos todos janotas, como podes ver:
Gostei muito desta cerimónia e estive bem disposta, esforcei-me para isso, para contribuir para o bom ambiente e porque sei que  a boa disposição e um sorriso franco são o melhor adereço que se pode pôr em qualquer vestido...
A cerimónia religiosa foi na igreja da Ribeirinha visto a noiva, Cátia Mavilde, ser natural daquela freguesia e foi abrilhantada com  a interpretação de obras de Schubert, Bach, Mandelson e interpretações a solo de flauta transversal e órgão. Gostei imenso de conhecer a sacristia que tem moveis lindíssimos creio que de pau santo:

Seguiu-se um momento de descontracção para se tomarem aperitivos, nos espaços verdes  do Terceira Mar Hotel e um requintado jantar numa das salas do referido hotel.Tudo muito bonito; agora só me resta desejar aos noivos que gozem em plenitude o amor e o tempo que têm à sua frente, que espero seja longo, pois o tempo e o amor são dois valores únicos no mundo  e na vida que podemos usufruir à vontade, sem precisarmos de os comprar, aproveitem e sejam felizes!!!! 

sábado, 27 de agosto de 2011

Quando os reis vieram à Terceira

D. Carlos, filho de D. Luís I e da princesa Maria Pia de Saboia, casou em 1886  com a princesa D. Amélia de Orleães, filha do conde de Paris, na igreja de S. Domingos, em Lisboa e tornou-se rei de Portugal em 1889.
Ficou conhecido na história pelo Oceanógrafo, cognome justificado pela sua paixão pela oceanografia, por Martirizado ou Mártir por ter morrido assassinado e por Diplomata devido às várias visitas de cortesia que fez a diversos países, e aos arquipélagos da Madeira e dos Açores onde aportou nos princípios de Julho de 1901.
São dessa época os saborosos bolinhos que todos conhecem feitos com farinha de milho, ovos, mel de cana e especiarias que foram baptizados com o nome da soberana, em sua honra; O que não se sabe ou não se diz é que as mulheres da freguesia da Ribeirinha , ilha Terceira, teceram uma colcha com a coroa real para lhes oferecer. 
Partiram os monarcas, levando a dita colcha e foram feitas cinco réplicas da mesma, para várias famílias da ilha.
Quando criança ouvia falar de uma dessas colchas, pertença de uma tia minha, cujo marido a herdara de seus pais, como criança não ligava ao assunto, contudo, morrendo a minha tia  e o marido, foi herdeiro o filho destes, o meu primo Francisco Fernandes Martins Aguiar ( Ramalho) casado com Hercília Aguiar os quais num momento de aflição prometeram rezar o terço ao Senhor Espírito Santo e dar um almoço a inocentes e a familiares.
Faz hoje um mês, fui lá rezar o terço e então ao ver a referida colcha, exposta,  fiquei a pensar na  história que te contei, nas transformações sofridas pela nossa sociedade no espaço de um século e nas nossas antepassadas que tanto trabalhavam e que segundo creio não o fizeram por acaso nem sem objectivo mas com muita coragem, dignidade e persistência...E aí senti um grande orgulho das nossas avós terceirenses cujo amor, força, e coragem faziam com que valesse a pena viver apesar das adversidades de então!!!
Cada vez mais tenho a certeza de que os costumes e instituições legados pelos nossos antepassados, constituem a sabedoria de muitas gerações após séculos de experiências o que ao fim e ao cabo é a nossa história. Temos obrigação de dar continuidade a essas tradições, pois  romper com o passado será pura loucura é como cortar as raízes de uma árvore sem as quais não se poderá sustentar!
Cá está a linda colcha feita nos teares da Ribeirinha há mais de cem anos( história pura...):
Antes do terço os donos da casa ofereceram um jantar aos criadores ( aqueles que criam o gado para a função ou colaboram de um modo especial) e para algumas pessoas mais intimas:
Não foi só conviver, depois rezou-se o terço, em cumprimento da promessa dos donos da casa, a noite estava muito quente, por isso a corôa do Senhor Espíritio Santo foi trazida para a rua e rezou-se com muita devoção:



sábado, 20 de agosto de 2011

A ausência que aumentou a amizade

No início da década de sessenta, tinha eu já feito o ensino primário, o chamado ciclo preparatório e estava a frequentar o Curso de Formação Feminina na querida e extinta Escola Industrial e Comercial que funcionou nesta cidade entre 1885 e 1978. Era um estabelecimento de ensino técnico/profissional, tendo sido a 1ª escola deste tipo a existir nos Açores e formado muitos operários  especializados e técnicos comerciais e industriais, oferecendo também cursos de Formação Feminina. Esta escola secundária funcionou no palacete do Comendador Silveira e Paulo ou Palacete dos Africanos situado ao cimo da Rua do Galo, junto à igreja de Nossa Senhora da Conceição e foi integrado no Liceu de Angra do Heroísmo por força de um Decreto de Abril de 1978.

 

Pois foi , portanto, este estabelecimento e este curso que eu frequentei antes de ingressar na escola do Magistério Primário de Angra, pois o meu sonho era ser professora mas os meus pais,  especialmente a minha mãe, mais atenta a estas coisas, entenderam que frequentando primeiro este curso ficava com mais competências e mais preparada para a vida. E em boa hora o fizeram pois eu senti-me muito feliz nesse período da minha vida. Adorava o lindo edifício para onde me dirigia todos os dias, que comparado com a simplicidade das casas rurais   da minha freguesia era uma coisa sumptuosa e gostava e respeitava de todos os meus professores e colegas que se foram tornando amigas e factores de satisfação e confiança na minha vida. Sei que é humanamente impossível dizer quando começa uma amizade, contudo o facto de ter sido aceite pelas minhas colegas de turma com delicadeza, carinho e tal como era , foi para mim um elogio e um factor de satisfação que me deu coragem e força para continuar a caminhada.
Nunca somos suficientemente ricos que possamos viver sem um amigo e eu era rica e feliz com aquelas amigas!
O tempo foi passando, cada uma foi para o seu lado, seguindo o seu destino, algumas já partiram desta vida, outras emigraram,  mas a ausência não fez diminuir a amizade, aumentou-a porque era autêntica e genuína tal como o vento que apaga a vela por ser  fraca e ateia os fogos  que são fortes.
Pois uma dessas amigas, radicada na Califórnia, Maria da Conceição Dias da Silva, esteve de passagem pelos nossos Açores e pela nossa cidade e nós quisemos dizer-lhe isso mesmo, que a amizade e admiração aumenta com a distância quando é verdadeira, reunimo-nos hoje com ela, a almoçar, num restaurante da nossa cidade e passeamos pela nossa marina, despretensiosas, despreocupadas e alegres como se fossemos as adolescentes de então.
Antes porém ao almoço dissemos à amiga Conceição que:

 Amizade:


Amizade é brisa suave,
Que ultrapassa os verdes montes,
Atravessa mares e oceanos
Palmilha Planícies e vales
Resiste ao tempo, aos anos…

Amizade é vento forte,
Que abana os mais distraídos,
Lembrando os tempos passados
Na cumplicidade vividos,
Com nostalgia recordados…

Amizade é um vento húmido,
Que entranha todo o nosso ser,
Transformando a ausência em presença,
E nos faz de saudade estremecer,
Envolvendo o amigo na lembrança…

Amizade é ventania,
Que ao passar do tempo resiste,
À Distância que a vida obriga
E à ausência que existe
E faz da saudade cantiga...



Esta nossa amizade,
Foi brisa suave,
Foi vento forte e húmido
E ventania….

Resistiu ao tempo,
À ausência,
À distância
À Vida…

E trouxe-nos este belo momento
Que não queremos esquecer…
Guarda-lo-êmos no pensamento
Enquanto pudermos viver!!!


Pois foi isto que dissemos à amiga Conceição Dias da Silva, por entre comoção e algumas lágrimas, com votos de que volte, para podermos, mais uma vez, estar com ela numa tarde tão agradável com a que vivemos hoje!
A nossa colega e amiga Conceição Dias em 1963, antes de emigrar:


Imagens do dia de hoje, um dia feliz:

domingo, 14 de agosto de 2011

27º festival internacional de folclore



Foi ontem, pelas  21h que se realizou na praça de touros de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores este festival,organizado pelo cofit ( comité organizador de festivais internacionais). Não é em vão que este festival é considerado pelo CIOFF (Sigla usada para designar o Conselho Internacional da Organizações e Festivais de Folclore) um dos melhores festivais do mundo!
Foi a apoteose de uma semana em que grupos de diversas nacionalidades mostraram a toda a população terceirense a sua história, as suas tradições, culturas e maneiras de ser através da dança, da música e até do teatro, porque não? Houve também oficinas de dança e música que interagiram com a população local. Contudo o momento, para mim, mais especial foi o de ontem, fico sempre especialmente comovida com o início do espectáculo em que elementos dos vários grupos e dos vários países e línguas conseguem sob a batuta do maestro José João interpretar músicas regionais; Nesse momento penso sempre na magia da música que permite que as pessoas se liguem e comuniquem e que esta é uma linguagem universal, como o esperanto, pois  através dela todos pensam e sentem o mesmo, basta ter o mínimo de sensibilidade!
O momento final em que um par de cada grupo interage com os restantes grupos numa coreografia que exalta a alegria e a amizade também me sensibiliza sempre muito, assim como o espírito de equipa e a capacidade de doação que permite que se realizem espectáculos deste gabarito
Está o presidente  do Cofit,Cesário, de parabéns assim como todos os que colaboraram com ele , os grupos que cá estiveram e estamos nós terceirenses de vantagem por termos podido apreciar um espectáculo de tal qualidade que muito nos deliciou e enriqueceu.
Parabéns e muito obrigada por terem trabalhado, cantado e dançado para nós!

"1948, o ano em que eu nasci".

Como aqui já referi, celebrei no passado dia doze, o meu aniversário. Muitas mensagens, telefonemas, cumprimentos, flores e outros mimos e presentinhos que me aqueceram o coração e fizeram feliz , entre os quais um pequeno livro enviado pela minha amiga Maria José Azevedo, publicado pela editora "7 Dias e 6 Noites- Editores Unipessoal, Lda.2007"  com o título em epígrafe o qual  numa pequena resenha se refere aos  feitos e aspectos mais relevantes desse ano.
Fiquei então sabendo que nasci numa quinta- feira e que nesse ano a moda Dior alcançou o seu lugar cimeiro com o seu "new style" que se caracterizou pelos fatos de cinturas muito justas, que o Sporting conquistou o título de vencedor do campeonato nacional da primeira divisão  e que era
então presidente da república o general  Óscar Carmona, Portugal tinha à época, uma população de oito milhões e trezentas e cinquenta e nove mil pessoas  e que  a União Nacional de então organizou iniciativas públicas para comemorar os vinte anos de exercício do presidente da república e da nomeação de Salazar como membro do Governo e que Lisboa assinou com os EUA um acordo que concedeu facilidades militares nos Açores às forças armadas norte-americanas.
 A Califórnia revelou-se uma das zonas mais importantes de produção de petróleo, em Nova Deli foi assassinado Gandi, defensor dos métodos não violentos de contestação e da tolerância religiosa, na África do Sul iniciou-se o regime de apartheid, não foi, nesse ano, atribuído prémio Nobel da paz, o fast food mudou a história da alimentação com a inauguração de uma hamburgueria McDonald, em Londres houve a primeira reunião dos alcoólicos anónimos, foi criado, na Grã-Bretanha, o serviço de segurança social , o melhor filme do ano foi Hamlet e o melhor actor Lawrence Olivier, a Polaroid apresentou a 1ª máquina fotográfica para fotos instantâneas, foi criado o 1º relógio de precisão, enfim tudo isto e muitos mais  feitos de grande importância e valor para a sociedade e para o Mundo, mas o que não se pode negar é que o feito mais importante desse ano foi o do meu nascimento ( Presunção e água benta, cada um toma a que quer...), não fora isso, eu não estaria aqui a desejar-te, sinceramente, uma boa semana !
Um agradecimento especial a todos os que se lembraram de mim nesse dia.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Força, voluntariedade e tenacidade

Hoje foi o dia  do meu 63º aniversário, deveria estar triste porque na sociedade actual sobrevaloriza-se sobremaneira a juventude e a beleza que lhe está subjacente, em detrimento da sabedoria, da experiência, da capacidade de amar, tolerar, desculpar e ajudar ; Contudo, não estou nada triste, pelo contrário, sinto-me contente e realizada embora saiba que não posso viver eternamente, isso para mim não é importante, o que quero é viver bem enquanto puder. Não quero nem devo queixar-me da vida porque não sei como será a morte...
Ao olhar para trás vejo que caí muitas vezes mas que consegui levantar-me outras tantas, que disse sempre o que pensava ser o mais correcto, tentei dar sempre o máximo nos projectos profissionais ou comunitários em que me envolvi, tentando conservar-me fiel ao meu carácter, sempre consciente de que podia estar enganada  mas que como qualquer cidadão tinha e tenho o direito de estar enganada .
É por tudo isto que digo que estou feliz, contente comigo própria e com a minha vida que vou pintando com as cores que mais me agradam, não esquecendo nunca que nas árvores, mesmo após chuvadas abundantes e fortes rajadas de ventos há sempre folhas resistentes que se agarram tenazmente aos ramos para nos darem exemplos de força voluntariosa e de grande  tenacidade.
É isso mesmo,  força voluntariedade e tenacidade nos sessenta, nos setenta, nos oitenta, nos noventa, até que o vento, de mansinho, leve a folha por entre as nuvens de algodão , raios de luar e brilhos de estrelas até ao quentinho e dourado do Sol ! 

sábado, 6 de agosto de 2011

Cortejo de abertura das festas da cidade da Praia da Vitória

Numa noite calma e quente a Praia da Vitória fez desfilar um cortejo que considero pedagógico  pretendendo e  conseguindo lembrar as artes no seu todo; Estiveram presentes,a literatura, a música, a ópera a dança, a pintura, a escultura , o teatro e o cinema, tudo isto de mãos dadas com uma concepção de elegância, requinte, bom gosto, criatividade e magia de realçar, que nos fez arregalar os olhos e sonhar com pena de aquele momento ser efémero e de termos de esperar pelo ano seguinte para podermos admirar o talento a criatividade, espírito de trabalho e brio apanágio dos praienses.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Angra,Festa Brava

E porque as palavras e as ideias são como as cerejas; atrás de uma vai outra, tendo estado nas postagens anteriores a falar de touradas, quanto a mim o ex-libris da ilha Terceira, lembrei-me do cortejo de abertura das Sanjoaninas 2011 subordinado a o tema acima referido.
Um cortejo simples, feito com a prata da casa como se costuma dizer, mas que cumpriu o seu objectivo e transmitiu a mensagem que se pretendia o que vem mais uma vez confirmar que quando há criatividade e boa vontade não são necessárias verbas anormais para a realização de um projecto ou de um sonho...
Aqui ficam algumas imagens demonstrativas, visto que não gostaria de me referir ao cortejo da Praia da Vitória sem aqui deixar um apontamento, por mais pequeno que seja, acerca deste evento.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tourada nas Figueiras Pretas

Há um provérbio inglês que diz o seguinte:
-Muitas coisas se perdem por não serem ditas ou pedidas.
É o que se está a passar um pouco comigo, com tantos afazeres ou talvez por dar prioridade a outras coisas, tenho estado a descurar um pouco esta página e estão-me a passar ao lado coisas importantes que eu tenho vivido, aprendido e ou pensado e que embora me tenha proposto inicialmente registar aqui todas as minhas vivências, estão a perder-se. É o caso da tourada das Figueiras Pretas, incluída no programa das festividades das Bicas de Cabo Verde e que embora fique aqui muito perto de casa nunca tinha ido a essa tourada. Este ano fui  lá a convite de amigos nossos, o Victor e a Zélia Carreiro, foi muito engraçado porque estive e conversei com pessoas amigas e conhecidas muito simpáticas e fiquei num local previligiado que me permitiu observar as manobras do descarregar das gaiolas e o trabalho dos pastores na saída e entrada do animal. Os touros vieram da vizinha ilha de S. Jorge e eram da ganadaria do SR. Álvaro Amarante
Durante os intervalos foi distribuída massa doce nas casas da localidade, a filarmónica  da Serreta abrilhantou a tarde com os seus acordes e a festa em casa da Zélia e do Victor foi de arromba,como se diz por cá.  

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Apreciar o passado... (tourada das Bicas de Cabo Verde)

Faz hoje precisamente um mês que vivemos na nossa casa,  momentos ricos, embora fugazes que gostaria que fossem eternos.
Como gostamos muito de receber os nossos amigos aproveitamos o dia de tourada junto da nossa casa, para  convivermos, apreciando deste modo o que a vida nos oferece de bom.  Recordo e aprecio esses momentos passados, apreciando, saboreando e enaltecendo  assim a vida  visto que a nossa vida é composta de momentos passados que de tão marcantes  permanecem na nossa memória.
Para os que não são de cá informo que dia de tourada na ilha Terceira é dia de porta aberta e de mesa posta para todos; são corridos quatro touros atados a uma corda manobrada pelos pastores de chapéus abeiros e camisolões brancos, os quais são estimulados pelos capinhas que os trabalham em bonitos passes de guarda-sol em punho, sendo mimoseados com palmas e olés da multidão.
O que dá o toque final a toda esta alegria é o chamado "quinto touro" altura em que os convivas se juntam à volta da mesa para conviverem apreciando os tradicionais petiscos e refrescando a garganta com uma cervejinha bem geladinha.
Quero mostrar-te uma especialidade feita por uma amiga nossa do Porto Judeu " papas grossas", freguesia onde são confeccionadas como em lugar algum da ilha Terceira. Falo da minha amiga Maria de Lurdes Melo que as fez e decorou com um tema apropriado, cá está o capinha com o seu guarda-sol chamando o touro, isto em canela, claro, que dá aquele sabor inconfundível...
Agora é esperar pelo ano que vem para voltarmos a viver momentos semelhantes. Contudo e porque digo que a vida é feita de momentos passados não quero aqui deixar de referenciar que neste dia me lembrei bastante de um amigo que há um ano esteve connosco muito contente e satisfeito e que já não se encontra entre nós, o Victor Rocha. É por isso que devemos aproveitar cada segundo, cada momento, cada oportunidade!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Coroação nas Bicas de Cabo Verde

Depois da mudança da corôa a que já me referi, toda a semana de 18 a 25 de Junho se rezou o terço ao Divino Espírito Santo, pelas 19 h., um pouco cedo mas teve que ser pois estas festividades coincidiam com as Sanjoaninas e as pessoas queriam estar livres para ir até ao centro de Angra.
Aqui está a Senhora Maria Fernanda Teixeira, uma anciã que todos os anos se desloca, ao longo da semana, ao império, para oferecer o terço, e sempre de joelhos, enquanto que os mais novos, por vezes nem de pé se aguentam...
Chegou o Domingo, dia 26, pelas 11 horas , as pessoas foram chegando, para se formar o cortejo que se dirigiu até à ermida Jesus Maria José, onde iria ser rezada missa, depois de longos anos em que esta esteve inoperacional devido ao cismo se 1980. Com muita luta, muitos sacrifícios e muita persistência os seus donos, a família Carreiro conseguiu restaurá-la, vivendo neste dia da respectiva inauguração momentos de muita alegria e comoção.
Até eu me senti feliz  e comovida com a coragem destas pessoas que reergueram este património com tanta coragem dignidade e respeito pelo legado dos seus antepassados. Até o sol compreendeu que o dia era de festa e brilhou de modo a que tudo fosse perfeito neste dia especial para esta localidade, Bicas de Cabo Verde:

De São Pedro um cantinho
Q'avista a Penha de França
E o Monte Brasil Alcança
Até Angra, um instantinho!

É deste dia , deste momento e desta localidade onde vivo há largos anos que te mostro este pequeno vídeo para que recordes tempos passados, se for caso disso, fiques a conhecer os nossos costumes e tradições se não fores de cá e também para que concluas que os lugares são como as pessoas, mesmo pequenos têm a sua história, as suas características, os seus hábitos e tradições, enfim a sua alma que urge alimentar, temos obrigação disso, seguindo as pisadas dos nossos avós para que os nossos filhos se orgulhem e percebam a sua identidade!