domingo, 11 de outubro de 2009

O meu fim de semana em S. Miguel

S. Miguel onde os Deuses em viagem descansam os pés na verdura do chão, e os olhos na frescura do azul do mar e da distância. (F. Duarte )
Pois é, lá fui na viagem  da manhã, o tempo estava calmo e a cidade adormecida, pois era Domingo. No entanto deu para passear descontraída , para ir à missa à igreja da Matriz,e para fazer a surpresa ao meu filho que estava em Ponta Delgada; telefonei-lhe a convidá-lo para almoçar comigo no centro comercial, Parque Atlântico, foi bom! À noite fomos jantar em casa de uns amigos às Capelas, o Paulo e a Isabel Azevedo que nos receberam de uma maneira amabilíssima que não esqueceremos...
. Lá comemos filetes de um peixe muito bom, chamado escamuda,  que nunca haviamos experimentado e romãs que também nunca tinhamos comido.
Voltamos para Ponta Delgada fui para  a residencial matriz na rua padre Mestre João José de Amaral, antiga travessa da Conceição, onde estava instalada e o meu filho para a pousada da Juventude.
No dia seguinte , feriado , 5 de Outubro, voltei a sair, fui ao santuário do Senhor Santo Cristo e apreciei com pormenor os paineis de azulejos que o decoram à volta e que contam a vida da Madre Tersa da Anunciada, voltei a almoçar com o meu filho e visitei a Exposição de que já falei neste blog, também me encontrei com a minha amiga Corália que me convidou a ir a uma esplanada na praia do Pópulo onde tomámos chá, comemos crepes com chocolatae quente  e saboreámos uma conversa muito doce e reconfortante ; À noite foi o encerramento  formal do curso de Treinadores de Karaté , numa dependência  da Câmara Municipal de Ponta Delgada onde fui "oradora oficial", imaginem! Visto que pertenço à direcção da Associação de Karaté dos Açores, mais concretamente ao departamento de markting e publicidade.
Voltei no dia seguinte, "porque tal como os deuses também, quando viajo trago um fito; seguir adiante." (F. Duarte)
í

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pintura em tecido










  1. A exposição tinha por título " O Tecido da Amizade" e era um hino à criatividade, talento e bom gosto de mãos dadas com a aplicação de vários tecidos e materiais dispostos, pintados e colados artísticamente, sobre tecido, até atingirem o resultado que se pode ver em alguns trabalhos que vos mostro.




Fim de Semana Prolongado - Saltando o patamar da escada.

No passado fim de semana Fui a  S. Miguel, encontrei-me com o meu filho que veio de Lisboa a S. Miguel completar o curso de treinador de karaté  de nivel 1 e participei na sessão de encerramento do mesmo, na Câmara Municipal de Ponta Delgada.
Aconteceram muitas coisas agradáveis e diferentes entre as  quais o ter encontrado na revista nº 33 " AZOREAN SPIRIT" que é uma revista bilingue, editada pela Sata e distribuida gratuitamente em todos os voos e nos escritórios de venda, um artigo de Luiz Fagundes Duarte com um título deveras sugestivo:
AS ILHAS SÃO PEGADAS DOS DEUSES.
Fiqei sobremaneira curiosa e apressei-me a recostar-me confortávelmente para saborear aquela prosa que eu antevia deliciosa e foi-o de tal modo que me embrenhei lendo e relendo o dito artigo que chegámos ao destino quase antes de termos partido! Tal foi o entusiasmo com que me deliciei a imaginar os deuses a passearem-se pelas nossas ilhas aos saltinhos para conseguirem atravessar mares e oceanos e as nossas ilhas comparadas a uma escadinha com dois patamares  no sentido Sudeste Noroeste...
E então o deus põe o pé em Santa Maria e logo o outro no degrau seguinte. S. Miguel que logo se abre ao primeiro patamar, descansa e logo a seguir o novo degrau, a ilha de Jesus Cristo...
Enfim uma delícia de texto que fez passar o tempo rápidamente e me pôs a pensar que eu ao cotrário dos deuses do conto de Fagundes Duarte estava a usar a escada no sentido descendente galgando o patamar Terceira S. Miguel de cujo salto tirei estas fotos:


Não parece que os deuses estão em repouso cobertos com uma manta de nevoeiro!??

sábado, 3 de outubro de 2009

A festa das Lajes/ Dia da Procissão

Nas Lajes eu nasci,
Nas Lajes me fiz mulher,
Nas lajes alegre vivi,
Até meu caminho escolher.


Sou lajense, com orgulho,
Nas Lajes encontro raízes,
Se na saudade mergulho,
Lembro tempos bem felizes!


Lembro carinho e amizade,
Abnegação e tolerância
E com abertura e verdade
Sinto o tempo sem distância.


Lembro o sino a repicar,
Na torre alta de igreja,
A novos e velhos chamar,
Assim o céu me proteja!


Lembro a linda procissão
E os homens com lanternas
E à frente o grande pendão,
Ai que saudades, eternas...


E dos Andores enfeitados,
Muito bonitos, um primor!
Pelos homens transportados,
com respeito e muito amor.


E do arcanjo S. Miguel
Levando sua balança,
E de S.Gabriel e Rafael
Que me  transmitiam esperança.


Da Senhora do Rosário
Com seu menino nos braços,
E depois lá vinha o pálio
E nós todos de joelhos!


Nas alas mulheres lindas...
Vestidas muito a rigor,
E um grupo de meninas
Logo a seguir ao andor.


Stª Teresinha sorria
E nas mãos flores levava
Muito alegre parecia
E a todos abençoava.


Ai que saudades eu tenho,
Ai não escondo nem minto,
Faltam-me jeito e engenho
P´ra transmitir o que sinto!

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3 de Outubro de 2009, no jardim da minha casa das Lajes

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A festa da Vila das Lajes


A seguir à festa dos Biscoitos, vem a festa das Lajes, para terminar este ciclo festivo. Localidade que me viu nascer em 1948, à altura freguesia, faz parte das freguesias do Ramo Grande, no concelho da Praia da Vitória. Pelas suas pedreiras escuras e porosas, donde foram extraídas grandes e numerosas cantarias aplicadas na construção de casas, igrejas, ermidas, poços e ladrilhos na freguesia e arredores, adquiriu este nome, LAJES, contudo, ainda me lembro do meu pai se referir a esta localidade como LAJENS.
Nesta freguesia predominava a agricultura com especial incidência para a cultura do milho e do trigo pelo que se denominava o celeiro da ilha. Ainda tenho presente na memória o chiar dos carros de bois carregados de molhos de trigo a serem transportados para as debulhadoras. O trigo assim como as lajes estão representados na sua heráldica como se pode ver no brasão aqui inserido. Grande parte dos terrenos onde se faziam essas culturas, no lugar das Bugias, foram expropriados para aí se construi a Base aérea das Lajes.
Possuindo aqui uma casa que era pertença dos meus pais, passei estes últimos dias por lá procedendo a algumas obras de conservação, tendo assim tempo e oportunidade de visitar calmamente a igreja datada de 1546, onde me baptizei , crismei e casei, onde frequentei a catequese no tempo do saudoso padre Gregório Rocha lembrado numa lápide existente na casa dos Espínolas, junto à igreja. Volvido muito tempo, observo este templo com outros olhos, apercebendo-me de pormenores que à data me escapavam assim como os preparativos para a procissão da Senhora do Rosário a realizar-se no próximo Domingo dia 4, 1º domingo de Outubro.
Pela janela do baptistério entra uma réstia de luz que nos transmite uma sensação de calma e paz, os andores ainda não estão decorados, S. Miguel Arcanjo está sem asas e a Senhora do Rosário assim como o menino estão sem o respectivo rosário, Santa Teresinha já segura ternamente o seu ramo de flores, S. Pedro Já comanda o seu barco, S. Sebastião encosta-se à árvore onde será sacrificado, o porquinho dorme junto a Santo Antão, S. José segura o menino e paira no ar um clima de preparação, limpeza e ordem que me segreda que quando chegar o dia e a hora, tudo e todos estarão a postos!


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tourada no porto dos Biscoitos





Domingo, 27 de Setembro, foi dia dos toiros nos Biscoitos, freguesia rural da ilha Terceira, Açores, que se caracteriza por ter um solo pedregoso e escuro, semelhante, diz-se, aos biscoitos que os navegadores dos descobrimentos usavam como pão, daí o seu nome. É uma região de origem vulcânica dividida em características curraletas onde se cultivam as vinhas que produzem muitos e bons vinhos.
Em Novembro de 2007, suas majestades os Reis de Espanha, foram obsequiados, a quando da sua visita aos Açores, com vinhos desta região, mais concretamente da "Casa Agrícola Brum", conforme a foto que se junta da autoria de Valter Franco da Presidência do Governo Regional, copiada do Blog Bagos D' Uva.


Pois foi a essa agradável freguesia que me desloquei, na companhia de meu marido, para assistir à tradicional tourada à corda do "Domingo dos Biscoitos" que encerra a festa da localidade. Só quem participa , penso que descrever as sensações, o colorido, cheiro, burburinho, alegria contagiante que ali se vivia é práticamente impossível.


O tempo agradável, o mar calmo, e o porto pintado de milhares de cores parecendo ao longe um jardim... tudo seria perfeito se não nos lembrássemos a cada passo da nossa amiga Bélia Cota, falecida inesperadamente de forma tão imprevista e violenta, que nos recebia assim como a outros amigos, neste dia, com tanta alegria, franqueza e elegância. Enfim ficam as recordações e a saudade...


Aqui ficam registos de uma tarde inesquecível:

domingo, 13 de setembro de 2009

O aniversário da Bárbara





Faz Hoje um aninho a minha amiguinha Bárbara que podemos ver aqui ao colo do seu pai, numa foto tirada no dia 14 de Junho passado. Adoro esta linda, risonha e bem disposta bebé.Um Beijinho de parabéns à Bárbara e votos de que cresça e faça muitos anos para seu bem e felicidade de toda a família.

Fui à Serreta em Romaria

Fui no Sábado à Serreta a pé, em romaria à Senhora dos Milagres, levei 5h, mas valeu a pena!

O ano passado, estava de perna partida e pensei tanto que jamais conseguiria realizar tal façanha que costumava fazer todos os anos, tive sorte, já estou boa e fui agradecer à Senhora dos Milagres.

Pelo caminho tirei estas fotos de certos aspectos que me chamaram mais a atenção e que retratam muitos aspectos e maneiras de ser e viver das nossas gentes

O meu marido ficou em casa para depois me ir buscar,de carro. Assistimos à missa , rezei a agradecer e voltámos não sem antes ir buscar a pagela que costumo guardar que tem esta oração:

Lembrai-vos ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa protecção, implorado a vossa assistência e reclamado o vosso socorro, fosse por vós desamparado.

Animado eu, pois, com igual confiança, a vós Virgem entre todas singular, como a mãe recorro, de vós me valho, e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prosto a vossos pés.

Não desprezeis as minhas súplicas, ó Senhora dos Milagres, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo, amen.









terça-feira, 8 de setembro de 2009

A minha figueira







Embora já velha, esta árvore, quando chega a Primavera dá sempre sinal de si e em Setembro oferece-nos os seus frutos que embora pequenos, pois penso que a árvore não é tratada convenientemente, lá vão dando para se comer e fazer doces, compotas e bolos, como o que fiz no domingo passado que podes ver na outra página, onde registo alguma coisa da minha cozinha do dia a dia e não só, também lá mais para a frente farei figos cristalizados como é habitual, para guardar para o Natal.
Enfim é uma árvore comum aqui nos Açores, que segundo pequena pesquisa que fiz, tem o nome científico de Ficus carica l, da família moraceae e de origem asiática. É uma árvore que se adapta a qualquer tipo de solo embora se desenvolva melhor em terrenos profundos e permeáveis e em climas temperados.
O fruto da figueira a que chamamos figo, na verdade, não passa de um receptáculo de casca macia e fina onde se encontram os verdadeiros frutinhos, as sementinhas e os restos das flores da figueira, sendo todo o conjunto completamente comestível.
O conjunto referido é rico em açúcar, muito energético, possuindo potássio, cálcio, fósforo e outros sais minerais, contribui para a formação óssea e dos dentes e evita a fadiga mental, ajudando ainda à transmissão normal dos impulsos nervosos.