sábado, 11 de dezembro de 2021

 A estrela de Belém

A estrela já brilha
Ela já vem a caminho,
Muito afoita, já cintila
À procura do Menino;
Essa estrela brilhante
Vem alegrar nossas vidas,
Vem trazer fé ao descrente,
Nestas festas natalícias;
A estrela que já brilha
Vai procurando o estábulo
Da grande natividade,
Onde em quente manjedoura
Repousa o rei da humanidade;
Essa estrela brilhante
A quem está só, traz calor,
Faz o infeliz contente,
Empresta força e fé ao doente
E é fermento d’amor!
Clara Faria da Rosa
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Virginia Andrade McPherson, Rosa Maria Raminha Mendes e 33 outras pessoas
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2021









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Coisas  Bonitas...
Nã0 é bonita a minha coleção de rolhas ? Estando nós a atravessar uma época de cor e brilho, entendi ser oportuno mostrá-las.
De cristal ou de vidro, brancas ou coloridas, grandes ou pequenas, muito antigas, antigas ou mais recentes, cada uma tem a sua história e conta-nos algo de um modo de vida que está um pouco posto de parte devido ao novo estilo de vida que as pessoas vão adotando e também devido ao aparecimento de produtos mais baratos, com novos estilos e para gostos diferentes.
Para mim estas são uma beleza e são fruto de muitos anos de procura.
Tens alguma perdida ou escondida no canto da garrafeira ou do armário ? Fala comigo!




quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Arroz doce?







 Não, não é arroz doce,  mas tapioca um produto extraído da mandioca, usualmente preparado de forma granulada, foi-me apresentado pela minha amiga Maria José Azevedo uma picarota  que é muito aventureira nas lides culinárias e anda sempre metida em experiências  gastronómicas.

Já há dias que estava com vontade de experimentar, hoje foi o dia e não me arrependi, fica uma sobremesa gelatinosa, não muito doce, não muito calórica, rende bastante pois o produto deve estar em água cerca de uma hora e trinta minutos e é fácil de fazer.

Os colonizadores portugueses usavam a tapioca como substituta do pão e atualmente é o ingrediente principal de algumas iguarias no Brasil.

 A minha sementeira de Natal :

Nos Açores, é tradicional, porem-se sementes a germinar, em pequenos pratinhos, para depois decorarem os altarinhos do Menino Jesus e os presépios.
Normalmente, isso faz-se no dia de Santa Luzia ou no dia de Nossa Senhora da Conceição, não me perguntes porquê, porque não sei responder ao certo, a minha resposta é: - porque já minha mãe procedia assim!
Então vêem-se pequenos pratinhos de trigo, cevada, tremoço, ervilhaca, alpista Etc., enfileirados, à espera das sementinhas darem um ar da sua graça, para irem ocupar os seus postos, nos dias de Natal…
Penso que este hábito se prende com o facto de os agricultores quererem testar as suas sementes, para na altura certa as lançarem à terra, e também pelo facto de antigamente não haver decorações de Natal à venda ( e ainda bem!) e de as pessoas instintivamente terem adaptado e adotado este lindo costume de decorarem as suas casas com estas sementes germinadas…
Já há anos que costumo cumprir a tradição, nesta área e, ponho a germinar ervilhaca que é uma leguminosa forrageira de bom crescimento que proporciona, segundo os entendidos, uma eficiente cobertura protetora e melhoradora dos solos, e que pode ser usada para pastagem ou fenação. Contém muitas proteínas, resiste ao frio e mede em condições normais, cerca de 1 metro de altura.
Mas vamos ao meu assunto:
Hoje, 8 de Dezembro, está uma manhã calma, com céu nublado e vou aproveitar para as ditas sementeiras.
Depois guardei as sementeiras às escuras para ficar branquinho, e vou deitando um pouco de água em dias alternados.
Claro que esta foto que te mostro com ervilhaca germinada é de um ano anterior porque este processo da germinação leva aí uns dez dias até estar crescida bastante para decorar o Deus Menino, também ofereço a alguns amigos e decoro a casa. Ainda estás a tempo de fazer esta experiência, se não tens este hábito, há sempre uma primeira vez para tudo, tem em mente que muitas aprendizagens se perdem por não se tentar, e vais ver que depois te sentes contente com o resultado que obterás.
Zélia E Victor Carreiro, Rosa Maria Raminha Mendes e 57 outras pessoas
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domingo, 5 de dezembro de 2021

 O talhão da minha memória:

Quando, em criança, me encavalitava neste talhão para dele tirar água, ou quando dizia para a minha mãe:- O talhão não tem água! ou ainda quando mais tarde, já adolescente, ajudava a minha mãe a transportar do poço, grandes baldes para abastecer o talhão, numa grande cumplicidade, para não se perder nada, pois ao tempo água era ouro, estava longe de pensar que a palavra talhão, regionalismo açoriano, tinha outras conotações...
Mais tarde, apercebi-me que a mesma palavra se aplica a um pedaço de terreno demarcado para cultivo isto é, uma unidade mínima de cultura numa propriedade, ou a uma porção de terreno para construção de um edifício e ainda a um pedaço de terreno num cemitério, infelizmente todos teremos a nossa última morada num talhão!
Mas eu não sabia, nem queria saber de nada disso, o que eu queria era levantar a tampa daquele enorme e bojudo pote de barro, e de lá tirar com uma caneca de asa, feita das latas de conserva de fruta , vindas dos americanos que ao tempo habitavam a base das Lajes, na ilha Terceira, aquele regalo fresco e puro que me saciava a sede depois de horas de brincadeira.
Veio a água canalizada, o que foi um avanço na nossa pacata vida, então o talhão virou floreira cujas flores nos sorriam à saída da porta do quintal, na casa da minha meninice,depois, mudou-se o mesmo para a minha casa nas Bicas de Cabo Verde, em São Pedro de Angra e não querem ver que o dito se transformou em Arranjo de Natal para nos alegrar os olhos e para te desejar umas Boas Festas de Natal:
Há lá coisa mais versátil do que um talhão de barro de Santa Maria nos Açores?!!
Tu, Marília Costa, Lisete Borges de Meneses e 83 outras pessoas
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