Não queremos pensar em partir,
Nem queremos pensar em deixar,
Comprometemo-nos a serenamente viver,
E a aceitar o que há-de vir!!!
Clara Faria da Rosa,
21/02/2021
É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
Não queremos pensar em partir,
Nem queremos pensar em deixar,
Comprometemo-nos a serenamente viver,
E a aceitar o que há-de vir!!!
Clara Faria da Rosa,
21/02/2021
No Teatro Angrense sentada
Pelas danças esperei,
De tanto esperar desesperei
Fiquei mesmo desapontada …
Nem uma dança apareceu
Por causa do vírus maldito,
Nunca tal Carnaval se viveu
Ai que tempo esquisito!
Mas vou continuar sentada
Não sou mulher de desistir
Vou guardar a gargalhada
Para o ano que há - de vir …
Não vou desesperar
Nem a tradição esquecer,
Tudo isto vai passar
Vamos voltar a viver…
E a dança vai dançar
Dança dançarino, dança,
Um tema de encantar
Um tema de muita esperança!!!
Clara Faria da Rosa,
Carnaval de 2021
Não quero ser saudosista mas hoje deu-me uma saudade dos Carnavais da minha meninice, é uma saudade que mói cá dentro e que me dá vontade de partilhar com alguém essas memórias que me acompanharão até ao fim.
Naquele tempo, festejava-se mais o Carnaval do que o Natal, havia sempre uma mesa preparada para quem aparecesse, ele eram as queijadas de côco e de feijão, ele eram os caramelos, os rebuçados de vinagre muito bem embrulhados em papel de seda de várias cores e com as pontas cortadas às tiras, que faziam um vistão, as filhós fritas, que a minha mãe fazia questão de ficarem com uma tira mais clara nos lados, as filhós tendidas que iam ao forno de lenha em grandes tabuleiros de lata, os coscorões feitos numa panela meia bojuda e com uma pequena cana que a minha mãe metia no meio da massa e dava um jeito contra a panela para ficarem como uma flor, e no meio da mesa o rei do nosso Carnaval - O BOLO AMOR! Que delícia, para mim, era uma coisa do outro mundo que lembro com muita saudade, da receita perdi-lhe o rasto, nem sei se alguma vez teve a honra de ser escrita, só sei que levava chocolate em pó, manteiga feita das natas, que a minha mãe aproveitava do leite das nossas vacas, e ia ao forno de lenha, numa lata redonda, pois não havia formas de alumínio, untada de banha que era o que havia. . . Não sei o que lhe punha mais para além da farinha e dos ovos, tudo caseiro, e com muito amor, daí o nome, ficava macio e húmido, uma delícia!
Tudo a postos, sobre a mais rica e bonita toalha que havia em casa, convidavam-se, familiares e amigos:
-Vem à nossa mesa!
Este Carnaval nem os amigos podem vir à nossa casa. . .
Saudades desses tempos, do bolo , de que não tenho fotografia, e deste meu dançarino preferido do Carnaval 2001, já lá vão 20 anos.
Dia de comadres.
A máscara
Já a minha mãe dizia que "a doença nunca fez boa cara a ninguém", pura verdade, há três anos, altura em que esta foto foi tirada, eu andava com graves problemas de coluna e dores atrozes que quase nem me permitiam andar o que, graças a Deus, foi ultrapassado. Na altura e escrevia o seguinte:
E a menina sonhava…
O que dirias se num Sábado de manhã te tocassem a campainha para te deixar este mimo, este requinte, esta gentileza? ficarias comovida, agradecida e com o coração apertadinho por receber tal carinho, foi como fiquei e só me apetece dizer o que aí vai:
A tua amizade,
Vanda,