segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

    O meu coração dói!

Ai dói tanto meu coração
De aflitiva preocupação,
É que vejo o meu Anjinho
Mutilado, triste, doentinho…
Ao meu adorado Menino
Caiu-lhe o seu dedinho,
Fui ver, era o indicador…
Ai que mágoa, ai que dor!
Afinal que doença é esta,
Que tal mal causou ao Menino?
Fui ver, era uma inflamação,
Ai que se me parte o coração!
Uma inflamação, artrite chamada
Ai estou tão preocupada...
Como foi tal mal acontecer?
Triste coisa de se ver !
Então ao hospital o levei
E ao médico lá o mostrei..
-É grave-disse o homem sério,
-Mas não é nenhum mistério!
- É que Ele tem apontado,
E aos homens indicado,
O caminho certo a atingir,
A estrela verdadeira a seguir …
- E como os homens são surdos,
E muitas vezes também cegos…
Fazem que não é com eles,
E continuam maus e reles!
- E o Menino continua a confiar,
E a apontar, a apontar, a apontar…
Até que lhe caia mais um dedo,
Até que o homem tenha medo!
- Medo de si, dos seus actos,
E mude suas atitudes e factos…
Medo da sua grande maldade,
E inunde o Mundo de bondade!
Clara Faria da Rosa
Marcy Beaudry, Zélia E Victor Carreiro e 36 outras pessoas
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domingo, 20 de dezembro de 2020

 

Na Serra da Estrela

Estive na Serra da Estrela, encontrei o Pai Natal, muito cansado, de carregar e entregar  presentes e pedi-lhe um Bom Natal para todos e uma caixinha de sabedoria que nos ensine a ultrapassar as dificuldades que estamos a atravessar. 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

O MEU POSTAL DE NATAL:

 Este ano não recebi cartões de Natal, como o habitual, pudera, também já não os mando, como costumava fazer O telefone, o telemóvel e a Internet fizeram com que, em alguns casos, esse encantador hábito fosse  ultrapassado.

Segundo breve pesquisa fiquei sabendo que estes cartões que variavam nos desenhos, cores e que tinham sempre uma mensagem de esperança e alegria e um cunho de mimo de quem os enviava para quem os recebia,  tiveram a sua origem no séc.XIX, no ano de 1843 por iniciativa de Henry Cole, director de um museu em Londres que todos os anos costumava escrever longas cartas aos seus amigos, com votos de boas-festas. Como nesse ano não tivesse tempo de escrever  cartas, pediu a um amigo, John C. Horsley que lhe desenhasse um cartão com uma mensagem impressa para substituir os votos anuais. Com o passar do tempo, este facto deu origem a um grande negócio e acrescentou este encantador e fantasioso costume às tradições de Natal .

Mas adiante, entrando este hábito em desuso,  como sou muito voluntariosa, isto para não dizer teimosa, resolvi fazer um postal de natal "universal" que desse para todos os familiares, amigos, inimigos e para os assim-assim, e também para alegrar os olhos e aquecer um pouco o coração de quem passa ao meu portão. Não tem luzes a tremelicar nem é feito de materiais nobres mas do que havia e com o pouco talento que Deus me deu, mas a mensagem está lá:

- BOM NATAL COM SAÚDE PAZ E ALEGRIA!´

É o  que te  desejo, do coração.











quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

 A Cor do Natal:




Se o Natal tivesse cor
Seria branco, dourado,
Rosado, alaranjado,
Amarelo radiante ou prateado…
Bafejaria os afortunados
Os formados e empregados.
Os saudáveis e os jovens.
Mas se um pincel o escurecesse
Com medonhos e tristes negros
Escuros roxos,
Castanhos barrentos
E vermelhos escarlate…,
Logo o Natal cairia
Em casa do pobre, do doente
Do velho abandonado e triste
E da criança sem pais,
Logo o Natal pintaria
Destas desagradáveis cores
A vida ao desempregado,
À jovem divorciada e só,
Com filhos para criar
E sem pernas para andar…
Mas se uma fada boa e linda
Olhasse o Mundo pelo Natal
E sua varinha estendesse…
Aquele dom, aquele condão,
Bordaria tudo de verde,
Um verde puro, límpido, transparente!
Com mil e um cambiantes
Opacos, brilhantes,
Claros, escuros
Alegres e irrequietos…
Que a todos transmitiriam
Aquela paz, aquele conforto,
Aquela segurança, aquele amor,
Aquela merecida esperança,
Que todos os homens anseiam,
Que todos os homens merecem,
E que a todos é devida
Hoje, no Natal e sempre!

Clara faria da Rosa

Natal de 2020








Clara Faria da Rosa

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

 

              Em dia de São Martinho:

Ontem foi dia São Martinho, mas não teve a graça dos outros anos em que geralmente festejávamos com amigos , pois é sabido que os terceirenses não perdem oportunidade de festejar seja o que for. Sentados  à mesa, nostálgicos, nem as castanhas tiveram aquele sabor dos anos anteriores e então, para animar, falámos, neste dia dedicado a este santo tão popular  que, segundo a lenda, se privou da sua capa para a dar a um mendigo, e  da igreja matriz de Pombal, a igreja de São Martinho que visitámos em tempos. Um  templo de características simples, no seu exterior, mas que ao entrarmos nos causa surpresa pela sua talha e belos altares mas sobretudo pelos seus retábulos de pedra policromada que apresentam, entre outros episódios, a história da vida de São Martinho. 
Aqui vão algumas fotografias: