quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

DIA DE AMIGAS 2020

Por se festejar a amizade
Na nossa ilha Terceira,
Digo com sinceridade:
- A nossa ilha é a primeira!

Encontram-se mulheres novas
Casadas. viúvas e solteiras,
Em almoços e jantares
Chás. tertúlias e lanches...

E porquê isto tudo?
- Porque a amizade é um valor,
Que está acima de tudo
E é parente do amor...

A amizade é um laço
Para manter bem apertado,
É mão estendida, é abraço
É ajudar com agrado.

É nó, é fita, é corrente
Que transmite segurança,
Ao velho, ao novo, a toda a gente...
Trazendo ao Mundo esperança .

A amizade não é falsa
Soberba, mesquinha ou invejosa,
A amizade a tolerância realça
De forma meiga e graciosa.

Amizade é orquídea em haste
Exótica, colorida e perfumada,
Envolta em carinho que baste
E de respeito acompanhada.

Clara Faria da Rosa



sábado, 1 de fevereiro de 2020

Espelho meu, espelho meu...


(À minha colega e amiga Liana Pimentel)

Adquiri há pouco este  espelho antigo, de toucador,  de que gostei muito, claro que não é de material nobre como o mármore ou a prata ou ouro, nem de  limoges ou vista alegre, mas a sua moldura, de plástico, é tão delicada e requintadamente trabalhada  e fez-me transportar a uma certa época, anos cinquenta do século passado que não resisti e lá o comprei, pois  dou muito valor às coisas e à sua história.
 Por curiosidade, consultei a Wikipédia para saber mais um pouco sobre este material e, muito resumidamente, fiquei sabendo que plásticos são matérias orgânicas, poliméricos ( Compostos químicos de elevada massa molecular ), sintéticos e maleáveis que se adaptam a diferentes formas mediante o emprego de calor e pressão.
A matéria prima do plástico é o petróleo e a palavra plástico deriva do grego "plassein".
Na origem do plástico esteve em 1839 Charles Goodyear quando adicionou enxofre à borracha bruta e ela se tornou mais resistente ao calor.
Em 1846 Christian Schonbein criou a nitroceluloide e em 1909 Leo Baekland criou a baquelite.
Na década de 30 foi criado um novo tipo de plástico o nylon, após o que apareceram outros tipos de plásticos como o drácon, o isopor, o poliesterino, o polietileno e o vinil.
Este material integrou-se de tal modo no mundo actual que não se pode imaginar o mundo sem ele.
Os plásticos são usados em diversas aplicações como na moda, no trabalho, agricultura, odontologia, decoração entre outros.
No princípio da década de 70 do século passado fui leccionar para a escola de Porto Judeu de Baixo, na ilha Terceira, Açores onde privei com a colega Liana Pimentel, encontrávamo-nos ao almoço e eu gostava da falar com ela porque era muito engraçada e ainda é, graças a Deus, mais experiente e eu mais nova, com muito para aprender. Nunca me esqueci o que me contou certo dia:
- Quando me casei - Dizia ela - estava no auge a moda dos plásticos e eu decorei a minha cozinha com os mais modernos e brilhantes artigos, eram os electrodomésticos da altura! Certo dia, não sei como, o lume saltou a um objecto  e ardeu tudo, tudinho!
 Isto marcou-me muito, porque havia casado há pouco tempo e apetrechado a minha casa e nem queria pensar num acidente semelhante!
Pois é, este material arde com facilidade e levanta o problema do descarte, embora haja sempre a possibilidade da reciclagem o que felizmente não aconteceu ao meu lindo espelho de mão que conseguiu resistir intacto e sem qualquer " beliscadura" a várias décadas, mais de meio século, espelhando tanta coisa que se falasse não conseguiria revelar ao mundo todas as transformações  que presenciou ao longo da sua vida...
É caso para concluir, parafraseando a malvada da madrasta da Branca de Neve, no conto infantil que todos nós conhecemos, deste modo:
-Espelho meu, espelho meu, não há nenhum mais bonito do que tu!!!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Senti-me uma Princesa!
Acabei de ler o romance histórico de Isabel Stilwell "Entre o Céu e o Inferno" que nos conduz através da vida de Isabel de Aragão que nós vulgarmente conhecemos por Rainha Santa Isabel. Nascida em 1270 em Saragoça, criada pelo avô Jaime I de Aragão, o conquistador, e que casou com D. Dinis, rei de Portugal.
A certa altura, conta então Isabel Stilwell, que no Natal de 1281, ia Isabel fazer 12 anos, foi combinado o seu casamento com o rei de Portugal. Os homens de D. Dinis chegaram com a procuração para receber o dote e conduzir a então princesa a Portugal. Fizeram-se as negociações, o dote seria de trinta mil libras ao câmbio de Barcelona, fora as pratas, os ouros, as baixelas, os tecidos ricos e as jóias, esperou-se que a rainha fizesse 12 anos, conforme a igreja o exigia e marcou-se o casamento para o próprio dia do aniversário,11 de Fevereiro, uma Quarta-Feira de cinzas.
Foi então que o velho mordomo-mor de seu falecido avô Jaime I de Aragão se apresentou a cumprir uma missão, sendo fiel depositário do presente de casamento da neta mais velha e mais amada do falecido rei de Aragão, junto da princesa depositou uma linda caixa de madeira decorada com rosas pintadas.
Isabel rodou a chave e devagarinho levantou a tampa vendo a coroa da tia-bisavó Constança com um diadema de ouro, pérolas e gemas e, logo ali, decidiu que a iria usar no dia do seu casamento...
Esta caixa que escondia um tesouro, fez-me lembrar de um simples presente que recebi no Passado recente Natal e do qual demorei em falar por muitos afazeres...
Sim, à semelhança da princesa, também recebi uma linda e antiga caixa de costura com embutidos na tampa, e que trazia não ouro, pérolas nem esmeraldas mas o que para mim é também um tesouro...
Ao abri-la deparei-me com muito carinho, muita cultura, muito saber... Botões antigos de modelos e materiais que já não se encontram, um agulheiro e um furador de marfim, rendas e galões antigos e lindos, "samplers" palavra que vem do francês "exemplaire" onde se registavam os modelos de desenhos, bordados e pontos para depois serem copiados e até, imagina uma pequena chave com uma delicada fita cor-de-rosa. Senti-me uma princesa!
É caso para dizer que todas as mulheres se podem sentir princesas, é só procurar a ocasião ou o motivo!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Dia de amigos /2020:
Lembrando que hoje,quinta feira, se festejam os amigos que se juntam em jantares e outras tertúlias, dando-se assim início à quadra carnavalesca. Seguem.se as quintas feiras de amigas, compadres e comadre.
AMIGOS:
Os amigos riem juntos
À volta da mesa se reúnem,
E estão uns para os outros
Quando preciso, a mão estendem!
Os amigos choram juntos
Mesmo sem a lágrima correr,
E sofrem os males dos outros
Sem poder nada fazer!
Mas há sempre uma palavra
Um sorriso,uma companhia
Uma gargalhada sonora...
E também muita alegria
Num encontro, a qualquer hora
E viva, viva a folia!

A Misteriosa Mulher de Vermelho (ficção)

Era um mistério aquela mulher. De passo miúdo mas apressado, cintura fina, saia larga e flutuante, cabelo apanhado e coberto com uma fita do mesmo tecido do elegante vestido vermelho, calcorreava ruas e avenidas, saindo e entrando , olhando, voltando a olhar, falando ao telemóvel e muitas vezes consultando um pequeno bloco negro que dava a sensação de ser uma calculadora ou um caderno de notas .
Estavam todos intrigados! No canto das ruas e avenidas vigiavam e comentavam, chegando-se ao ponto de se organizar uma lista , de voluntários, que rotativamente lá estivessem a observar e a tentar decifrar aquele grande e inquietante mistério...
Uns diziam ser uma agente secreta investigando as compras que os políticos , banqueiros e suas elegantes e requintadas esposas faziam, outros que era uma cientista a estudar o impacto que certos tecidos têm no comportamento, mais ou menos invulgar,  do ser humano, alguém afirmava convictamente, ser uma inspectora das finanças à caça dos comerciantes que não passavam factura aos clientes, conforme o estipulado, havia quem adiantasse que em  sua opinião era uma assistente social ou uma psicóloga, a estudar a reacção dos clientes ao atendimento pouco ético de muitos balconistas, mas a opinião mais consensual e generalizada era a de que se tratava de uma actriz de gabarito,  uma diva de alto coturno, disfarçada, para poder usufruir das belezas daquela centenária cidade, dos seus edifícios históricos, das suas ruas características, dos seus belos pregões e do talento dos vitrinistas que ornamentavam como em nenhuma cidade do mundo! 
Foi então que alguém, mais perspicaz reparou, que a bela dama de vermelho era seguida por um elegante carro preto, conduzido por um homem fardado que, parando amiudadas vezes, ia recolhendo embrulhos e embrulhinhos, caixas e caixinhas e sacos de todas as cores, tamanhos  e feitios.
Estava desfeito o mistério...
Andava aos saldos, a elegante mulher de vermelho!
Os saldos, o inimigo número um das mulheres do século XXI...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Tentações...







A tarde estava boa, se  comparada com a manhã, saio à rua e vou até ao pomar, olho para a goiabeira e para os respectivos frutos mas de uma forma indolente e desprendida; Aconteceu então, que um anjo bom me tocou no ombro e disse:
- Então Clara, e se aproveitasses os frutos para fazer uma compota?
Logo um anjo mau me cutucou o outro ombro dizendo:
- Deixa-te disso, os frutos ainda estão pouco maduros...
o anjo bom insistia:
- Não sejas preguiçosa, tens que os apanhar assim, para que os pássaros não os estraguem e deixá-los amadurecer em casa...
O anjo mau não desistia:
- Vai mas é descansar ou passear e deixa os frutos para os pássaros, para que vais fazer compota que só faz mal?
Então o anjo bom insistia novamente:
- Podes aproveitar alguns frutos, que ainda ficam muitos para os pássaros,  e  ficas com abundância  para rechear alguma torta ou bolo, acompanhar umas torradinhas ou então oferecer a alguém...
- Para fazer goiabada, demora imenso tempo até que fique durinha de cortar à faca e gasta muito gás! - diz o anjo mau, sem desistir de me tentar!
- Não desistas, sê forte e presta homenagem  aos colonos portugueses  no Brasil que inventaram a goiabada quando substituíram  os marmelos da marmelada pelas goiabas por não encontrarem marmelos por lá...
Foi uma luta terrível, mas  o anjo bom venceu.  Lá fui munida de um cesto apanhar as ditas goiabas, que dois dias depois já estavam bem amarelinhas e maduras   e depois tive que separar a polpa das cascas, para ferver e coar a primeira por causa das muitas sementes, picar a casca e juntar tudo , levei um bom bocado e fiquei com as mãos e unhas com muito má apresentação.
Lá foram as desgraçadas para a panela levando bastante tempo a fazer o ponto porque nestas coisas de doces sou um pouco aldrabona e nunca junto o açúcar recomendado por lei.
Não fiz marmelada dura porque isso leva muito tempo, mas fiz um doce delicioso e 
no fim, pressenti que o anjo bom, a minha consciência, se regozijava com a minha atitude e com o facto de eu, que sou um pouco preguiçosa, ter conseguido levar avante o meu projecto, de cujo resultado te mostro algumas fotos



terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Quando a linha da vida se parte:
É, desde sempre, que me lembro desta caixa, no canto do estrado, na minha casa das Lajes; Era o trabalho leve da minha mãe!
Aos Domingos íamos à missa, almoçávamos, a minha mãe levantava a mesa e lavava a louça e, como não se trabalhava ao Domingo, ela sentava-se a fazer um trabalhinho leve, o seu crochet... a minha mãe sempre foi uma mulher determinada que se deu à vida e ao trabalho, não era ociosa nem sequer tinha passatempos, estou em crer que ela nem conhecia esta palavra: Passatempo...
E sempre foi assim, até ao fim, de tal modo que quando faleceu, andava a fazer uma renda para um lençol.
Partimos, mas as coisas ficam, e lá ficou a caixa, abandonada no canto do estrado, como se também tivesse perdido a vida .
Ao abri-la, deparei-me com o trabalho inacabado e pensei como a vida é repleta de imprevistos e como nós nunca consideramos que a meta foi atingida, é muito difícil considerar que a nossa actividade terminou, só se por infortúnio do destino, isso acontecer inesperadamente, como foi o caso.
Num rasgo de saudade e de impotência, perante a dura realidade, emoldurei, como recordação, o trabalho inacabado assim como a farpa com que a minha mãe fazia o seu crochet.
Já lá vão muitos anos, contudo, ao olhar para estes objectos lembram-me sempre, naturalmente, a minha mãe e, como é efémera a linha que nos agarra à vida, a qual pode ser quebrada a qualquer momento.
É por isso, para que tenhamos esta realidade sempre presente, que conto esta história de uma mulher que "crochetou" a vida com muita garra e determinação, até que a linha se quebrou!

domingo, 26 de janeiro de 2020

Quem faz um cesto faz um cento?

Esta manhã estive a tratar a velha cesta de vimes que o meu pai usava para levar, quando ia trabalhar na vinha na Caldeira das Lajes na ilha Terceira, com a sua comida, porque ficava longe de casa. Dizia eu - estive a tratar a dita cesta, com Cuprinol contra os xilófagos, nome pomposo que se refere aos pequenos insectos que roem a madeira, isto é o caruncho.

 Vai daí, como é habitual, a minha cabeça começa a pensar nesses recuados tempos e vejo o meu pai a cortar os vimes, a pô-los de molho, a descascá-los e a levá-los para o artesão que ficava na Canada das Vinhas da vila das Lajes na ilha Terceira, Açores, era um senhor Andrade, que eu ainda conheci  e que trabalhava muito bem na arte da cestaria, isto ainda são peças feitas penso que por ele:



 E como as ideias e as palavras são como as cerejas vêm sempre umas a seguir das outras, comecei a matutar no velho aforismo ou máxima supra citado "quem faz um cesto faz um centodêem-lhe vimes e tempo" que em poucas palavras define a ideia de que quem uma vez praticou uma falta ou delito é capaz de  reincidir, se tiver oportunidade e tempo para tal. Pessoalmente sou sempre a favor do benefício da  dúvida e do acreditar que as pessoas podem cair e levantar-se, e que se levantam muito melhor e rapidamente se tiverem ajuda, pelo menos desejo muito que se cair alguma vez, como já me aconteceu, pois errar é humano, lá diz também um velho ditado, haja alguém que me estenda a mão e que acredite em mim!
Quanto aos antigos artesãos, que infelizmente estão a desaparecer, com o advento do plástico, sei que eram capazes de fazerem centos de cestos iguais, o que não sei é se todos os que faziam ou fazem cestos eram ou são capazes de fazer em vime certas miniaturas, autenticas obras de arte, como o forrar destas pequenas garrafas, que guardo carinhosamente, porque penso que para fazer esta tarefa é necessário muito engenho, arte tempo e paciência!



sábado, 25 de janeiro de 2020

A Máscara:

A máscara

Do rosto esconde:
Os olhos, a tristeza e a saudade
A idade, preocupações e maldade...
A máscara a pessoa transforma
E nova personagem aparece:
- Folgazona e irreverente,
- Trapalhona e divertida,
- Brincalhona e desinibida;
No Carnaval com a máscara
A pessoa se descobre,
Acredita ser capaz,
Acredita ser diferente...
E como num sonho liberta-se
E até se torna jovem
Quando a juventude  passou!

  
Carnaval de 2020
CLARA  FARIA DA ROSA

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Como fiquei na bancarrota:

Ia olhando e pensando:
- É só para ver, não e para comprar! 
Eis senão quando, os meus olhos batem numa pequena, rara e amorosa caixa  de um vidro que adoro. - O vidro casca de cebola,  que é muito procurado por coleccionadores e  se apresenta em  lindíssimas peças vintage  como cachepots, garrafas,  jarras e conjuntos para licores, água e vinho.
 No início do século passado, talvez na década dos anos vinte, o vidro branco transparente, era tratado quimicamente, de  modo a adquirir o tom da casca de cebola que depois podia ser gravado ou tratado com  jactos de areia que lhe conferiam artísticos desenhos.
Como podia deixar de comprar tal preciosidade, que me  lembra o passado  tranquilo, tornando-o em simultâneo presente e permanente?!!! E como deixar para trás a linda e dourada caixa que lhe fazia companhia, de louça alemã  com o carimbo BAVÁRIA?!!! 
Não resisti...
Fiquei  na bancarrota!
Esta expressão bancarrota, vem do facto de na idade média os negociantes de câmbio e empréstimos  se colocarem, nas feiras, atrás de uma mesa, para efectuarem os seus negócios, eram os avós ou trisavós dos bancos actuais, se os negócios iam mal eles quebravam a própria mesa, daí a palavra bancarrota, do italiano banca rota, que se traduz como banca partida ou banca quebrada.






segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

O arranjo de Natal que falou!

 Só ontem, acabei de guardar as decorações de Natal, os Meninos que estavam sobre as mesas,as louças que costumo usar nesta época...Enfim, tu sabes o que pretendo dizer, aos poucos foi ficando tudo mais triste, mais escuro, com pouco brilho e pouca cor o que se reflectia em mim...Só me faltava  centro de mesa que diga-se a verdade, ainda estava bastante viçoso!
Resoluta lanço mãos à obra e lá me dirijo ao dito arranjo para o lançar ao lixo, quando ouço dizer:
-Estás de tal forma  obcecada com a tua tristeza por se ter acabado o Natal que nem te dás conta de que as minhas folhas de nespereira, que apanhaste debaixo de chuva, continuam verdes e viçosas. Olha para mim e ficarás alegre, com a minha graça e  frescura e pensarás na alegria e satisfação que te trouxe e aos teus familiares e amigos que se sentaram , nestes dias, à volta desta mesa ...
Admirada reparo, com olhos de ver e constato que na verdade, não há necessidade, de o desprezar, simplesmente por causa de uma data.
- Tens razão, respondo eu, se liberdade é a gente poder fazer e pensar o que quiser, não vou pensar em algo desagradável como o fim de uma festa, que eu aprecio sobremaneira, nem vou deixar que isso me acabrunhe. Vou ser ousada e deixar que esse espírito de Natal permaneça na minha casa, com a tua ajuda, afinal não há nenhuma regra que me obrigue a deitar-te fora só porque já passamos o dia 6 de Janeiro! 
-Fico contente, respondeu-me o arranjo, por ser aceite tal como sou, um pouco ultrapassado no tempo, e continuar a ser um factor de satisfação e alegria, na tua casa e na tua vida,
-Até vai ser divertido, ter-te por mais tempo na minha vida, respondo. 
É isso que precisamos todos, aprender a  apreciar o lado divertido das coisa para nos tornarmos sábios, fortes e felizes neste novo ano de 2020.
Afinal, em teoria, o Natal  pode ser todos os dias , e eu posso ter um arranjo de Natal quando quiser, até mesmo no Carnaval que está aí a chegar!

sábado, 18 de janeiro de 2020



Sorriso
O sorriso lava-nos a alma
E alegra quem o recebe,
Um sorriso verdadeiro e calmo
A qualquer um enternece...
Ai eu quero sorrir sorrir
E que meu sorriso se espalhe
Como uma flor ao abrir
O seu perfume te orvalhe...
Enternece o velho e o novo
O pobre, o rico e o remediado
A nobreza, clero e povo
E quem está angustiado...
Ai eu quero sorrir sorrir
Até meus dias findarem
Até meu corpo partir
Até meus lábios gelarem...
Não regateies sorrisos
Nem os guardes - pensa bem!
Porque sorrisos são mimos
Que se dão e se recebem
Ai eu quero sorrir sorrir
Para ti que és minha amiga
E para quem detesta rir
Ou para ti minha inimiga...
Hoje sorrio para toda a gente
Com enorme carinho e ternura
Com amizade e muito contente
Desejando-vos muita ventura...
Ai eu quero sorrir, sorrir
Para além da minha vida,
Meus lábios hão-de florir
Mesmo depois da partida!!!
Clara Faria da Rosa
18/01/ - Dia Mundial do Sorriso