domingo, 20 de março de 2016

No Dia Internacional da Felicidade:

O que é a felicidade?
É um dom a felicidade
É um dom uma conquista
Que se baseia na verdade
Que de dentro de nós brota
É um dom que não se herda
Conquista que não se compra
É um saber aceitar
De forma harmoniosa
O que a vida nos promete
E o que afinal nos dá
É um saber compreender que:
A felicidade não tem cor
Não tem raça nem dinheiro
A felicidade não é rica
Mas também não é pobrezinha
A felicidade não é adjectivo
Também não é substantivo
A felicidade é um enorme querer
Que vive na nossa vontade
E que chegando ao nosso rosto
Desfolha num agradável sorriso
Numa gargalhada gostosa
Num maroto piscar de olho
E numa grande vontade
De bater palmas e dizer
- Ai que bom,
 estou e sou feliz!!!
Clara Faria da Rosa

 Amizades e gestos que não se esquecem...

As minhas amigas Maria se Lurdes Rocha e Filomena Godinho vieram visitar-me, no dia de Ramos e brindaram-nos com papas grossas que é um prato tradicional da nossa terra . Estavam deliciosas, reparem no pormenor da canela em forma de ramo, para lembrar o dia!
Eram doces, finas, aromáticas... Enfim, tão deliciosas como a amizade que nos une.
Um grato beijinho para as duas! 
Isto foi o que eu escrevi no dia de ramos de 2009, entretanto muita água correu, muita volta deu o Mundo, muita coisa aconteceu, muito sofrimento e dor se espalhou por este vale de lágrimas  e a minha amiga Maria de Lurdes, na foto de fato verde à esquerda, partiu e já não fará mais folares nem papas grossas, mas estará sempre no meu coração...
Amiga, posso comer muitas papas grossas mas nenhumas terão o sabor das tuas que sabiam a amizade e eram decoradas com carinho e, para mim, não morrerás enquanto eu me lembrar dessas coisas entre outras!  

Hoje é dia de ramos! O dia em que a igreja lembra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, antes da sua paixão e morte. O povo cortou ramos e ramagens de árvores, para cobrir o chão onde jesus passava montado num jumento e aclamou-o com ramos de palmeiras.
Abrindo, este dia, a Semana Santa, a Igreja costuma recriar o episódio bíblico que atrás se descreve o que aconteceu também, na igreja paroquial de São Pedro de Angra Do Heroísmo.
A cerimónia teve início junto ao império da rua de baixo de São Pedro onde  o pároco reverendo Jacinto Bento benzeu os ramos que depois de distribuídos pelas pessoas, foram levados em procissão para a igreja onde se celebrou a Eucaristia dominical com as leituras apropriadas e muitos cânticos.
Neste dia já se comem folares e amêndoas e no continente come-se bola- de- carne e outras iguarias.
Quando eu era criança tenho ideia de se chamar a este dia "dia de grãos" porque a minha mãe dizia que não se metiam folhas na panela, portanto, fazia-se canja com arroz, sopa de grão, papas de arroz, milho cozido etc., isto numa referência clara ,aos ramos que aclamaram Jesus!






Primavera

Se eu fosse a Primavera:
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Ai, se eu fosse a Primavera
de verde, eu tudo pintava
um verde alegre e cintilante
e velhos e novos alegrava.
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Ai, se eu fosse a Primavera
numa pincelada, num instante
a maldade e a guerra eu mudava
em bondade e paz constante.
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Ai, se eu fosse a Primavera
convocaria o Sol a florir
todos os pássaros a chilrear
e os tristes e doentes a sorrir.
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Ai, eu sou a Primavera
há bancos e flores nos jardins
e a humanidade a delirar
com diálogos, namoros e afins...



sábado, 19 de março de 2016

No Dia do Pai:
Celebrando-se hoje o dia do pai, não resisto a partilhar o que escrevi no 4º Domingo da Quaresma, que tratou a parábola do filho pródigo, pelo que representa de amor infinito de um pai ao seu filho e a confiança ,ou melhor, a certeza do filho de que pode contar com o perdão e a compreensão do seu progenitor:
O filho pródigo:
Ao entrar na igreja paroquial de São Pedro de Angra, um pouco antes do meio-dia, apercebi-me de que havia um quadro diferente junto ao altar, e pensei tratar-se de uma tela mandada recuperar e que o pároco quisesse apresentar aos paroquianos. Aguardei expectante...
Só depois da leitura do evangelho e da homilia em que o reverendo padre Jacinto Bento, numa atitude pedagógica, se referiu ao quadro como uma reprodução de um quadro de Rembrandt, pintor holandês que viveu entre 1606 e 1669, considerado por muitos um dos maiores pintores do seu tempo e talvez de todos os tempos, que se dedicou ao retrato dos seus contemporâneos ao auto-retrato e à pintura de cenas bíblicas entre as quais se destaca " O Retorno do filho Pródigo" no último ano da sua existência.
Não sendo perita em pintura, não vou entrar por aí, embora tenha admirado na pintura, a fisionomia do pai, numa atitude de serena alegria, perdão e amor pelo filho regressado, a postura do filho inclinado e de quem arrependido, pede perdão, e a luminosidade que o pintor incutiu nesta cena, deixando os restantes elementos num segundo plano, como que a realçar aquele regresso, e a necessidade de se perdoar com alegria e sem rancores.
Foi esta a ideia com que fiquei desta homilia: - que temos de perdoar, de esquecer e de tentar perceber as atitudes dos que nos rodeiam quer sejam filhos, familiares, amigos ou conhecidos, para que se encontrem, ajudados pela nossa compreensão, misericórdia e alegria.
Que neste Quarto Domingo da Quaresma, que celebrou a alegria através desta parábola que realçou a alegria que o pai sentiu ao receber o filho que julgava perdido, todos consigamos sentir dos nossos semelhantes compreensão e misericórdia pelas nossas faltas, e saibamos também retribuir esses sentimentos para que este mundo se torne um pouco melhor!
Victor Hugo dizia: 'A suprema felicidade consiste em termos a certeza de que somos amados. Amados pelo que somos , ou melhor ainda: amados apesar do que somos'
É isso que se deseja a todos os pais e filhos neste dia especial que se amem pelo laço especial que os une e que se aceitem e amem com os seus defeitos e virtudes, com as suas diferenças e que estejam sempre uns para os outros no pior e no melhor hoje, dia do pai, e todos os dias das suas vidas! 
Feliz dia do pai !!!
Aqui estão os meus homens, pai e filho.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Ai que saudades...


Olho esta foto tirada no vosso primeiro ano de escolaridade, estavam na fase de mudar os dentes,e comparo-vos no percurso que fizeram e na caminhada  que vos levou ao fim de quatro anos a outra escola e a outros professores  e à vida. Hoje lembrei-me e falei muito de vós, só não chorei de saudades porque tive vergonha das pessoas com quem estava. Será que eles iam compreendes os sentimentos desta velha e aposentada professora ???
Lembram-se daquele trabalho de Desenvolvimento Pessoal e Social em que trabalhamos os valores?
-A necessidade que temos uns dos outros,
-Como devemos começar o  nosso dia,  
-A importância de repararmos nos outros,
-O valor do trabalho das  mães,
- A importância de estarmos juntos,
-A força que vem da união,
- O direito à diferença e a obrigação que nós todos temos de respeitar os outros nas suas diferenças,
- A maneira como podemos ver e viver a nossa vida,
- A importância da pontualidade, 
-A importância das palavras que podem deixar boas ou más marcas  e a obrigação que temos de pensar antes de falar,
-A noção de que se precisarmos e procurarmos há sempre alguém que nos pode ajudar,
-O dever que temos de ser arrumados e a conclusão de que as coisas devem ter o seu lugar próprio,
-A importância das regras e do seu cumprimento para nossa protecção e dos outros,
-O respeito que devemos demonstrar pela solidão dos outros,
-O que não devemos fazer.
-As regras que devemos adoptar quando estamos à mesa e a ganância como um defeito a combater
-O valor de um elogio .
O cuidado que devemos ter com o nosso aspecto
-O respeito que devemos ter pela Natureza, como sendo a nossa grande casa.
E muito, muito, muito mais.
Já eram maiores do que na foto, pois na altura, estavam no quarto ano de escolaridade e faltam ainda muitos colegas  de quem também tenho muitas saudades .
Pois falei desse nosso trabalho e do gozo, entusiasmos e sucesso com que o fizemos.
Espero que não tenham esquecido as conclusões a que chegaram e que elas vos estejam a servir na vossa vida, qualquer que tenha sido o rumo escolhido e que através do vosso exemplo as transmitam aos outros .
Registo aqui, uma saudade especial em jeito de homenagem pela nossa Lisandra  a penúltima da primeira fila, em pé, de golinha branca,que já não está entre nós.  Estará certamente entre os anjos a ditar regras e valores!
Um beijinho saudoso da vossa professora.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Miguel Torga e a minha ida à Feira da Ladra...

Num Sábado não muito distante, fui até ao Martim Moniz onde apanhei o eléctrico 28 para ir até à Feira da Ladra. Ao apear-me deparei-me com a fachada simples e simétrica mas sumptuosa, da igreja ou mosteiro de São Vicente de Fora, com as suas torres aos lados e sobre a entrada as estátuas de São Vicente ,Santo Agostinho e São Sebastião, fica à entrada para a Feira da Ladra na freguesia de São Vicente, concelho de Lisboa, no bairro de Alfama.
Em 1173  São Vicente foi proclamado padroeiro de Lisboa quando as suas relíquias foram transferidas do Algarve.
Este mosteiro começou a ser construído em 1582 no local onde D. Afonso Henriques havia mandado construir um primeiro templo em honra deste santo.





Embora o dia estivesse chuvoso e frio e com pouca afluência, lá fui deambulando por entre as várias bancas e barracas até que, numa banca de alfarrabista, encontrei um livro de Miguel Torga, um escritor de quem gosto muito, a 12ª edição de Contos da Montanha, lá regateei o preço e acabei por comprar. O que é engraçado é que o mesmo incluía o prefácio à segunda edição, escrito em 1945, um prefácio à terceira edição feito em 1952, e um à quinta edição de 1966.
O que me chamou a atenção foi o prefácio à segunda edição quando Torga dizia:
"Escrevo-te da Montanha, do sítio onde medraram as raízes deste livro, encontrei tudo como deixei quando escrevi a primeira edição. Apenas vi mais fome, mais ignorância e mais desespero.Corre por estes montes um vento desolador de miséria que não deixa florir as urzes nem pastar os rebanhos". Isto em 1945! palavras proféticas...
Pensando bem, em 20016 poder-se- ia reescrever Torga fazendo umas ligeiras substituições:
Corre neste país um vento desolador de miséria que não deixa florir os cravos de Abril, nem viver com dignidade.

domingo, 13 de março de 2016

A palavra que substitui a preguiça

Esta tarde de Domingo tem sido triste, escura e chuvosa. Uma tarde em que me tenho sentido indolente e pouco produtiva, pouco dinâmica. Sim sinto-me indolente para não dizer preguiçosa, gosto mais da palavra indolência, dá classe e requinte à minha preguiça!
É então no meio dessa indolência, desse não fazer nada, desse sentir-me preguiçosa que olho à minha volta e os meus olhos batem em pequenas e antigas jarras, que tenho por aqui e por ali, e me pergunto:
Onde e quando foram feitas, que técnicas foram utilizadas, ainda se fabricarão peças destas??? 
Como a tarde é de indolência, há tempo para pesquisar,vai daí fiquei sabendo que no século XX, mais propriamente nas décadas de 40/50,  isto é a fase final do período Art Déco,  a industria vidreira em Portugal, na Marinha Grande,  caracterizou-se  por uma inovadora técnica decorativa que consistia na  aplicação no exterior das peças de vidro, de  grossas partículas de vidro coloridas que se fundiam com o vidro branco transparente conferindo-lhe uma textura rugosa mas suave ao tacto. Esta técnica, conferia às peças uma decoração em relevo com cintilações contrastantes entre a superfície do branco transparente e o exterior colorido, característica muito bonita devido ao jogo de luz e sombra assim obtido como podes ver nas fotos das minhas jarras.
E foi assim que uma tarde de indolente preguiça se transformou numa oportunidade de aprendizagem, para mim e quiçá para ti que se te interessares por estes assuntos, irás apressadamente, ver os vidros que tens em casa, legados pela tua mãe e ou avó e verificar a respectiva rugosidade; Se a encontrares tens uma peça bem antiga, autentica  e interessante... Estás de parabéns!









No dia em que a minha mãe chorou:
Em criança era muito tagarela, depois tive um período de maior timidez e reflexão e agora é o que se sabe, já não há remédio...
Como dizia então, em criança, era uma grande tagarela e a minha mãe, coitada, tendo sempre muito trabalho, pois era costureira, aproveitava-se dessa minha característica, punha-me à janela do quarto de cama e eu ia falando com a vizinhança que passava a tratar da sua vida, e eles também se metiam comigo, pois naturalmente, achavam-me graça!
Aconteceu certo dia, que eu não satisfeita com a conversa, ou porque não passasse ninguém para eu falar, não tive mais que fazer se não descer da cadeira onde me encontrava à janela, e pegar num menino de louça que estava sobre a mesa de cabeceira, e lá subi a cadeira, pondo-me de novo à janela com aquela imagem, à laia de boneca.
Foi então, que a minha mãe, ouvindo um barulho muito peculiar, se apressou a saber o que se passava. Tudo eram cacos na varanda, e eu lá ia dizendo que o menino tinha caído.
No inicio do séc. passado, na fábrica de louça de Coimbra fabricavam-se uns meninos de mãos postas, em terracota, com uma policromia muito suave, de olhos de vidro e com um cabelo muito encaracolado e uma inscrição na base que dizia ORAÇÃO. Eram lindos!
Tendo a minha mãe casado no segundo quartel desse século, os padrinhos de casamento haviam oferecido duas dessas imagens -uma de roupa azul e outra cor- de - rosa que a minha mãe usava nas mesas de cabeceira. Era o luxo de decoração na altura, e agora são peças de colecção, visto serem muito raros.
Ainda hoje me lembro, do rosto triste de minha mãe, onde corriam lágrimas que ela não conseguia controlar, tal foi a desolação...
Passaram-se muitos anos, e embora eu fosse muito criança quando isto aconteceu, nunca me esqueci desse dia e desse acontecimento, e foi por isso que, tendo encontrado num antiquário uma imagem semelhante, me apressei a comprá-la. Sinto que isto atenuou, um pouco, o pesar que senti, por muito tempo, por ter feito a minha mãe chorar!

sexta-feira, 11 de março de 2016

" O Lencinho que vai na mão, vai cair no chão! "

Todos os dias, quando a minha mãe me alindava e alisava a  bata branca, para eu ir para a escola, sim porque na década de cinquenta as crianças tinham que ir de bata para a escola, para nivelar, penso eu, para que todos parecessem iguais, pois a pobreza era tanta, que algumas crianças podiam ficar melindradas perante os colegas; Bem, como ia dizendo, quando vestia a minha bata imaculada, tinha sempre o cuidado de me certificar, se no bolso da mesma estava o meu lencinho, porque era coisa que não podia faltar...
 Como poderia participar  no "jogo do lencinho", aquele jogo em que todas as crianças faziam uma roda, ficando um aluno de fora,  o qual corria à volta , com um lenço na mão, enquanto todos  cantavam esta cantilena:
- " O lencinho que vai na mão, vai cair no chão! "
Deixando cair o lenço atrás de um colega qualquer o qual ao aperceber-se, pegava no lenço e corria atrás do companheiro, apanhando-o antes de ele completar uma volta, este ia para dentro da roda, e ele ficava no seu lugar, correndo à volta enquanto a cantilena se repetia.
Não, não podia ir para a escola de bolso vazio, pois não queria ser excluída da brincadeira, sentir-me-ia  muito infeliz!
O que eu não sabia na altura, é que aquele pequeno pedaço de pano, que no bolso da minha saudosa bata, me dava tanta segurança, tinha a sua história,  baseada na necessidade que o homem sentiu de ter sempre à mão algo com que pudesse limpar o suor, pois já na Roma antiga eram utilizados pedaços de pano para limpar o rosto e o pescoço, não sendo utilizados para assoar e eram chamados sudários.
Actualmente, o lenço de assoar é uma mera recordação dos tempos faustosos e de uma certa imundície, usados abundantemente na corte de Luís XIV.
Tudo isso foi substituído por lenços de papel em caixas ou pacotes, como este cuja foto te mostro, que recebi de presente no Natal passado, numa pequena saquinha de croché, e há quem diga que isto embora tenha sido uma evolução em termos higiénicos, o que não se pode deixar de concordar, em termos ecológicos foi um retrocesso, porque esta indústria é responsável pelo abate de dois milhões e trezentas mil árvores por ano, e um mau negócio para a indústria dos bordados. 
Na verdade, havia lenços lindíssimos e requintados, e eu tive alguns que te mostro. Aqui vão os lenços da minha vida, meras recordações, alguns ainda do tempo de escola, outros que usava na mala, em dias especiais, a combinar com a roupa usada, com umas gotas de "Bien-Être" ou "Lavanda" que era o perfume que eu tinha na altura. Enfim, outros tempos, outros hábitos...















terça-feira, 8 de março de 2016

Uma almotolia que rima com melancolia:
Uma almotolia é um pequeno recipiente para aplicar óleos lubrificantes. Esta palavra, almotolia é de origem árabe, o al no início da palavra é um artigo, portanto a palavra original era AL-MUTLIA, nome dado pelos árabes a certos recipientes de argila onde acondicionavam o azeite. Ainda hoje, no nosso linguarejar corrente usamos muitas palavras deixadas por esses povo como por exemplo: alface, alecrim, alfaiate, alfenim, alguidar, alcatra, algema, algodão, alfarrábio etc:
Ontem fez catorze anos que o meu pai faleceu e fui às Lajes, minha terra natal, visitei , no cemitério local a campa dos meus pais e fui lá a casa, entrei na velha casa de arrumos que também servia de adega e, ao abrir uma caixa carunchosa, encontrei esta almotolia de marca EAGLE, made in U:S:A. Que saudades, parece que naquele momento vi as mãos calejadas do meu pai a lubrificarem as dobradiças e as fechaduras das portas! Aí compreendi porque se diz que as pessoas são imortais, na verdade as pessoas não morrem enquanto permanecem no nosso coração e na nossa memória...
Então, cheia da melancolia, trouxe aquela velha peça para minha casa, lavei-a e limpei-a muito bem, como estás a ver. Não sei é para quê, embora saiba muito bem porquê!