É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
domingo, 12 de julho de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
A Linha que tece a vida
A linha que tece a vida,
Às vezes é ténue, delgada,
Frágil e pouco comprida,
E parte à menor pancada...
E sendo a vida atrevida,
A linha que tece a vida,
Às vezes tece buracos,
Donde há pouca saída,
E a vida fica em cacos...
A linha que tece a vida,
Às vezes é colorida,
E brilha como as estrelas,
Torna a pessoa ponderada,
Corajosa e convencida
Que não há noite nem trevas...
A linha que tece a vida,
Tem que ser bem trabalhada,
Para que haja saída,
No dia que a vida atrevida
Nos prega uma partida...
Quando um novelo comprares,
Para tua vida teceres,
Compra um de cores fortes,
E de fios bem resistentes
Para na vida venceres!
Clara Faria da Rosa
11/Julho/2015
Olá!!! Como Vais?
Olá a todos!
Conta-se que Caio Plínio Cecílio Segundo, Conhecido por Plínio o Jovem ou o Novo que foi um orador insigne, jurista, político e administrador imperial na Betínia, e que era sobrinho-neto de Plínio o Velho e escreveu sobre as erupções vulcânicas de Pompeia pelo que as erupções vulcânicas desse género se chamam na actualidade de erupções plinianas e que viveu há 2000 anos se queixava aos seus amigos que não lhe escreviam dizendo-lhes que se não tinham nada sobre o que escrever que escrevessem a dizer isso mesmo...
O meu caso não é esse porque graças a Deus tenho imenso sobre o que escrever,gosto de contactar, tenho imensa vontade de escrever e lembro-me muito de o fazer , mas tenho tido pouco tempo para me concentrar para me abeirar do computador.
Sydney Smith, um escritor inglês do século XIX dizia que a escrita é como as calças antes da invenção dos suspensórios, é impossível mantê - la regular.
É o meu caso, espero que haja uma aberta, nesta minha vida, para que eu tenha tempo de fazer o que gosto mais e que para mim é um passatempo, ESCREVER.... Até lá um grande OLÁ, sem ser o gelado, que também é muito bom, mas uma saudação simpática e afetuosa aqui da amiga Clara Faria da Rosa
Conta-se que Caio Plínio Cecílio Segundo, Conhecido por Plínio o Jovem ou o Novo que foi um orador insigne, jurista, político e administrador imperial na Betínia, e que era sobrinho-neto de Plínio o Velho e escreveu sobre as erupções vulcânicas de Pompeia pelo que as erupções vulcânicas desse género se chamam na actualidade de erupções plinianas e que viveu há 2000 anos se queixava aos seus amigos que não lhe escreviam dizendo-lhes que se não tinham nada sobre o que escrever que escrevessem a dizer isso mesmo...
O meu caso não é esse porque graças a Deus tenho imenso sobre o que escrever,gosto de contactar, tenho imensa vontade de escrever e lembro-me muito de o fazer , mas tenho tido pouco tempo para me concentrar para me abeirar do computador.
Sydney Smith, um escritor inglês do século XIX dizia que a escrita é como as calças antes da invenção dos suspensórios, é impossível mantê - la regular.
É o meu caso, espero que haja uma aberta, nesta minha vida, para que eu tenha tempo de fazer o que gosto mais e que para mim é um passatempo, ESCREVER.... Até lá um grande OLÁ, sem ser o gelado, que também é muito bom, mas uma saudação simpática e afetuosa aqui da amiga Clara Faria da Rosa
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Conversas de salão
Dona Lola e Dona Mimi encontram-se no cabeleireiro:
Mimi -Então dona Lola como vai?
Há tempos não nos vemos,
Está muito em casa, nunca sai,
Pelo que não nos encontramos...
Lola -Com a crise que vai aí
Nem posso dizer um ai!
E você dona Mimi,
É muito bom vê-la aqui...
Mimi -Sim tenho que tratar do cabelo
E das unhas a rigor,
Não posso ver-me ao espelho
Ai estou um horror!
Lola -Mas a sua pele está fina
E está mais magra agora...
Parece mesmo uma menina,
Não pode estar melhor, por fora!
Mimi-É muita bondade sua
Mas por dentro estou mal...
Saio envergonhada à rua
Tal é meu estado geral!
Lola -Trate do seu interior
Do coração e da alma...
Se por dentro sentir amor
Ficara sã e muito calma.
Mimi-Eu quero é ficar bonita
Com meu cabelo brilhante
E a minha unha polida
Toda, toda estonteante!
Lola -Pense de modo profundo,
Abra bem esse seus olhos,
Veja o que vai no mundo
É sofrimento aos molhos...
Mimi -Eu fujo desses problemas,
Eu quero é andar para a frente,
Sem preocupações ou dúvidas
Viver saudável, feliz e contente!
Lola -Deve haver uma mudança
Na sua cabeça e mentalidade,
Espalhe à sua volta esperança
A vida não é só vaidade...
Cabeleireiro-Então minhas senhoras
Não discutam por favor,
Vejam que passam as horas
E atrasam meu labor!
As duas estão muito certas
Devem tratar do interior
Espalhar amor e ternura
Mas também do exterior
Espalhar beleza e candura
E assim farão o mundo melhor...
Mimi -Então dona Lola como vai?
Há tempos não nos vemos,
Está muito em casa, nunca sai,
Pelo que não nos encontramos...
Lola -Com a crise que vai aí
Nem posso dizer um ai!
E você dona Mimi,
É muito bom vê-la aqui...
Mimi -Sim tenho que tratar do cabelo
E das unhas a rigor,
Não posso ver-me ao espelho
Ai estou um horror!
Lola -Mas a sua pele está fina
E está mais magra agora...
Parece mesmo uma menina,
Não pode estar melhor, por fora!
Mimi-É muita bondade sua
Mas por dentro estou mal...
Saio envergonhada à rua
Tal é meu estado geral!
Lola -Trate do seu interior
Do coração e da alma...
Se por dentro sentir amor
Ficara sã e muito calma.
Mimi-Eu quero é ficar bonita
Com meu cabelo brilhante
E a minha unha polida
Toda, toda estonteante!
Lola -Pense de modo profundo,
Abra bem esse seus olhos,
Veja o que vai no mundo
É sofrimento aos molhos...
Mimi -Eu fujo desses problemas,
Eu quero é andar para a frente,
Sem preocupações ou dúvidas
Viver saudável, feliz e contente!
Lola -Deve haver uma mudança
Na sua cabeça e mentalidade,
Espalhe à sua volta esperança
A vida não é só vaidade...
Cabeleireiro-Então minhas senhoras
Não discutam por favor,
Vejam que passam as horas
E atrasam meu labor!
As duas estão muito certas
Devem tratar do interior
Espalhar amor e ternura
Mas também do exterior
Espalhar beleza e candura
E assim farão o mundo melhor...
Clara Faria da Rosa
9/Julho/2015
quarta-feira, 8 de julho de 2015
O relógio da nossa vida:
Depois do jantar, louça lavada, cozinha arrumada, sentei-me a descansar com o objectivo de ler um pouco. Eis senão quando, sobressaltada, ouço o relógio de parede bater as 21 horas. Havia passado pelas brasas, isto é cochilado, e o livro jazia abandonado no chão.
Olhei de relance para me certificar das horas e dou por mim a pensar:
-Meu querido relógio, meu amigo, tens sido o companheiro da nossa família, desde há mais de quatro décadas, tens presenciado as alegrias e desgostos que se têm desenrolado neste lar e nunca te cansas, estás sempre presente e a alertar-nos para os nossos compromissos e responsabilidades. Como te estou grata pelo teu companheirismo!
- Não és um simples relógio digital, desses modernos em que o tempo se apresenta numa sequência de momentos no presente, és um relógio especial , um relógio antigo de ponteiros em que o teu mostrador alberga diferentes momentos, entre o passado e o futuro, no seu circulo dourado e harmonioso ao qual eu associo a sequência dos quadros da nossa vida.
Ao olhar para ti, vejo a nossa vida a desenrolar-se e também os seus diferentes momentos passados e, estou certa e desejo-o ardentemente, que ainda marcarás muitos acontecimentos que nos trarão alegrias e algumas desventuras as quais, todos juntos, ultrapassaremos, porque a união traz a resistência e tu, tenho a certeza, nunca nos deixarás nem te cansarás de traçar a linha do tempo da nossa vida e da família!
Olhei de relance para me certificar das horas e dou por mim a pensar:
-Meu querido relógio, meu amigo, tens sido o companheiro da nossa família, desde há mais de quatro décadas, tens presenciado as alegrias e desgostos que se têm desenrolado neste lar e nunca te cansas, estás sempre presente e a alertar-nos para os nossos compromissos e responsabilidades. Como te estou grata pelo teu companheirismo!
- Não és um simples relógio digital, desses modernos em que o tempo se apresenta numa sequência de momentos no presente, és um relógio especial , um relógio antigo de ponteiros em que o teu mostrador alberga diferentes momentos, entre o passado e o futuro, no seu circulo dourado e harmonioso ao qual eu associo a sequência dos quadros da nossa vida.
Ao olhar para ti, vejo a nossa vida a desenrolar-se e também os seus diferentes momentos passados e, estou certa e desejo-o ardentemente, que ainda marcarás muitos acontecimentos que nos trarão alegrias e algumas desventuras as quais, todos juntos, ultrapassaremos, porque a união traz a resistência e tu, tenho a certeza, nunca nos deixarás nem te cansarás de traçar a linha do tempo da nossa vida e da família!
terça-feira, 7 de julho de 2015
Coroação das Sanjoaninas 2015
Foi coisa linda de se ver
Foi coisa para comover ,
A ilha disse presente
E o povo esteve contente.
Nuvem branca vestiu a criança
A freguesia trouxe a "briança",
As bandeiras de brocado carmim
Abanavam num saudar sem fim,
Com laboriosos bordados
De fios ricos e dourados,
E as coroas de prata reluzente
Abençoavam o crente e o descrente
Porque:
A ilha esteve presente
E o povo ficou contente!
Foi coisa para comover ,
A ilha disse presente
E o povo esteve contente.
Nuvem branca vestiu a criança
A freguesia trouxe a "briança",
As bandeiras de brocado carmim
Abanavam num saudar sem fim,
Com laboriosos bordados
De fios ricos e dourados,
E as coroas de prata reluzente
Abençoavam o crente e o descrente
Porque:
A ilha esteve presente
E o povo ficou contente!
domingo, 5 de julho de 2015
O que é a poesia:
A poesia lê o mundo
O homem e a alma a fundo,
A poesia vê a dor
A fome, a tristeza e o amor,
A poesia a paz canta
E a bondade que encanta,
A poesia chora a guerra
Derramada sobre a terra,
A poesia é sentimento
Que expressa o sofrimento
Com arte, sentido, emoção,
Com alma , corpo e coração.
Poesia...
É vida é saúde, é morte
É falar da alegria e da sorte
Da inveja e da maldade
Da amizade, do amor e da saudade!
O homem e a alma a fundo,
A poesia vê a dor
A fome, a tristeza e o amor,
A poesia a paz canta
E a bondade que encanta,
A poesia chora a guerra
Derramada sobre a terra,
A poesia é sentimento
Que expressa o sofrimento
Com arte, sentido, emoção,
Com alma , corpo e coração.
Poesia...
É vida é saúde, é morte
É falar da alegria e da sorte
Da inveja e da maldade
Da amizade, do amor e da saudade!
Clara Faria da Rosa
Desabafo de uma dona de casa que não consegue atingir a perfeição:
Sábado, 16.30h, tudo pronto, casa limpa, cozinha arrumada, chão brilhante, tarefa de fim de semana cumprida, só me apetece sentar e ficar a admirar a minha obra, só que este paraíso não dura muito. Repentinamente, chega o filho do ginásio de nariz levantado como que a "farejar" algo diferente:
-O que é que se come? O que há aí para comer? e lá vai direito ao frasco dos biscoitos...
-Usa um pratinho ou um tabuleiro- aconselho.
-Que não, que não é necessário - responde - são só uns míseros biscoitos e lá vai comendo enquanto eu vejo miolos no chão, que mais ninguém parece ver. Logo, logo, chega o pai todo apressado, à procura de umas chaves deixadas nos bolsos das outras calças, com os sapatos de andar na terra, todos sujos...
- Que não, que estão limpos... ao que parece só eu vejo que a coisa não está a correr bem e lá me lamento:
- Estava tudo limpo, não aguenta nada em condições nesta casa, se vem alguém cá o que vão dizer?
- Que a casa é nossa, que não está para venda, que não é museu à espera de visitantes, que um lar é mesmo assim -diz o meu marido - e lá me calo...
Bem, já que a coisa está a dar para o torto em matéria de perfeição, resolvo aproveitar pão duro e fazer um pudim de atum e adiantar o almoço do domingo. De repente a minha cozinha fresca e reluzente virou uma bagunçada: Batatas, cebolas e alhos para descascar, bacalhau ao lume e derrama um pouco de água sobre o fogão antes imaculado, forma para o pudim, tigelas sujas, eu de avental, mal posto e toda afogueada, eu sei lá!
- É difícil, como o diabo, penso eu, combinar elegância com vida familiar! Contudo, as mulheres que aparecem nas revistas conseguem fazê-lo, será defeito meu?
Gosto de ver revistas das ditas cor-de- rosa, porque me fazem sonhar, fugir da realidade, quando estou desapontada comigo, vejo aquelas casas maravilhosas com cozinhas sempre limpas e reluzentes com mesas requintadamente postas com cristais franceses e porcelanas finas mas eu, pobre de mim, não consigo atingir esse nível de perfeição o que no fundo, bem lá no fundo, não me desgosta grandemente, o que me interessa é gozar a vida e ver os que estão comigo felizes e se isso só é possível com uma certa confusão, de vez em quando, pois que seja, pois tenho a ilusão de pensar que um dia qualquer os decoradores vão inventar o estilo decorativo "vida real" e então nessa altura, a minha cozinha vai aparecer numa revista cor-de-rosa, num sábado à tarde, quando eu estiver a adiantar o almoço do Domingo e os meus homens entrarem pela porta dentro a desestabilizar a situação e eu serei uma mulher feliz porque os tenho a entrar e a desestabilizar !
-O que é que se come? O que há aí para comer? e lá vai direito ao frasco dos biscoitos...
-Usa um pratinho ou um tabuleiro- aconselho.
-Que não, que não é necessário - responde - são só uns míseros biscoitos e lá vai comendo enquanto eu vejo miolos no chão, que mais ninguém parece ver. Logo, logo, chega o pai todo apressado, à procura de umas chaves deixadas nos bolsos das outras calças, com os sapatos de andar na terra, todos sujos...
- Que não, que estão limpos... ao que parece só eu vejo que a coisa não está a correr bem e lá me lamento:
- Estava tudo limpo, não aguenta nada em condições nesta casa, se vem alguém cá o que vão dizer?
- Que a casa é nossa, que não está para venda, que não é museu à espera de visitantes, que um lar é mesmo assim -diz o meu marido - e lá me calo...
Bem, já que a coisa está a dar para o torto em matéria de perfeição, resolvo aproveitar pão duro e fazer um pudim de atum e adiantar o almoço do domingo. De repente a minha cozinha fresca e reluzente virou uma bagunçada: Batatas, cebolas e alhos para descascar, bacalhau ao lume e derrama um pouco de água sobre o fogão antes imaculado, forma para o pudim, tigelas sujas, eu de avental, mal posto e toda afogueada, eu sei lá!
- É difícil, como o diabo, penso eu, combinar elegância com vida familiar! Contudo, as mulheres que aparecem nas revistas conseguem fazê-lo, será defeito meu?
Gosto de ver revistas das ditas cor-de- rosa, porque me fazem sonhar, fugir da realidade, quando estou desapontada comigo, vejo aquelas casas maravilhosas com cozinhas sempre limpas e reluzentes com mesas requintadamente postas com cristais franceses e porcelanas finas mas eu, pobre de mim, não consigo atingir esse nível de perfeição o que no fundo, bem lá no fundo, não me desgosta grandemente, o que me interessa é gozar a vida e ver os que estão comigo felizes e se isso só é possível com uma certa confusão, de vez em quando, pois que seja, pois tenho a ilusão de pensar que um dia qualquer os decoradores vão inventar o estilo decorativo "vida real" e então nessa altura, a minha cozinha vai aparecer numa revista cor-de-rosa, num sábado à tarde, quando eu estiver a adiantar o almoço do Domingo e os meus homens entrarem pela porta dentro a desestabilizar a situação e eu serei uma mulher feliz porque os tenho a entrar e a desestabilizar !
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Vou Ali à casinha:
Esta expressão, talvez desconhecida da maior parte das pessoas, que porventura me venham a ler, tem a ver com uma ida à mata, ou à privada, ou à retrete, casota oculta e retirada da casa, onde as pessoas em tempos idos, satisfaziam as suas necessidades fisiológicas.
Sempre pensei que o termo retrete vinha do francês, mas só hoje confirmei que na verdade vem da palavra francesa " Retraite" que significa retirada .
Quanto aos inventores das retrete, Rosa Ruela, jornalista da revista Visão diz que " Tanto os escoceses como os gregos dizem que foram eles. A verdade é que, numas ilhas que hoje pertencem à Escócia, existem vestígios de umas cabanas de pedra que os historiadores acreditam terem sido casas de banho no Neolítico".
E que "Na Idade Média, nalguns castelos, havia uns pequenos buracos na base das muralhas, por onde escorria a imundice. Agora, parece-nos nojento, mas devia dar jeito para afastar os cavaleiros inimigos! Até que alguém se lembrou de construir uma caixa com tampa, a lembrar as retretes dos nossos dias. Como era preciso usar um balde de água, ganhava mau cheiro facilmente. E, em 1596, há mais de 400 anos, apareceu o autoclismo."
A verdade verdadinha é que as casas de banho e as sanitas nem sempre foram o que são hoje e a comprová-lo aqui vão as fotos de uma "casinha" muito antiga e decadente, escondida pela vegetação, que havia no fundo do quintal do quinteiro, figura que actualmente não existe, porque os tempos não estão para graças, do prédio onde vivo. Levamos uns tempos a recuperá-la porque na verdade não era obra prioritária , mas fizemo-lo porque achamos engraçado e um contributo histórico para a posteridade. Agora só falta a tampa e a porta, o que ainda ainda vai levar o seu tempo.
Entretanto se alguém te perguntar pela pia, privada, latrina, cumua ou trono, não te admires porque só quer saber onde fica a retrete. Sim, porque ainda há muitos povos que vivem sem casa de banho, sem sanitas de porcelana, sem autoclismos e sem papel higiénico e não te rias, por favor, é por isso que o dia 19 de Novembro é o dia Mundial da retrete, instituído pelas Nações Unidas, como uma chamada de atenção para a falta de esgotos e de higiene sanitária ainda existente em muitos países.
terça-feira, 30 de junho de 2015
A colcha da minha amiga Graça Silveira
No dia em que São Pedro Piscou o olho à minha amiga:
Ao passar da procissão,
Por ser especial ocasião,
A Graça que é minha amiga,
E muito boa rapariga,
Para São Pedro saudar,
Para o Santo aclamar,
A sua janela escancarou,
E sua colcha pendurou,
Feita por mãos primorosas,
E de cores muito mimosas,
De retalhos miudinhos,
Muito bem alinhadinhos,
A colcha suavemente abanava,
E a todos muito alegrava,
E o santo o pescoço rodou,
E o olho direito à Graça piscou,
E rindo discretamente,
disse muito concretamente:
-Benditas as horas, dias e anos,
Benditas as mãos e os olhos,
Que são usados e gastos,
Para fazer tais tesouros...
-Mulheres bem aventuradas!
-Mulheres tão recatadas!
-Mulheres tão delicadas!
-Mulheres tão criadoras!
Eu vos enalteço
Por este serviço,
Eu vos agradeço
Por me terem apreço...
Amem!!!
Clara Faria da Rosa
30 de Junho de 2015
Procissão de São Pedro de Angra
Na igreja paroquial celebrou-se missa festiva e comunhão solene ao que se seguiu a procissão que decorreu com muita ordem e devoção, este ano, para os lados da Silveira.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
O vestido azul
O vestido azul
Soneto azul :
Quando meu vestido azul usei,
Senti-me bem e pensei:
- Sendo o azul celeste cor,
Porque não reflecte amor?
-Porque é que o azul das nuvens
Não traz paz aos inquietos homens?
-E porque é que o azul do mar
Não aumenta a sede de amar?
- É porque o azul precisa ser forte
Anilado, como preciosa safira,
E fazer do mundo tela colorida,
Para conduzir o Mundo ao Norte
Sem invejas, maldade ou ira,
Onde o importante seja a Vida!
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Que bela troca...
Os adultos, neste caso as educadoras e pais, dão-lhes todo o amor, dedicação e tempo de que dispõem, em troca, elas dão-se-lhes inteiramente... Estou a falar de crianças, do seu crescimento, do seu desenvolvimento, da sua evolução, da sua doce inocência, do querer fazer bem e agradar.É como que uma flor a voltar-se para a luz no seu lindo e lento desabrochar!
Foi o que se viu ontem passar no centro de Angra, foi o que eu pensava enquanto assistia ao desfilar de muitas crianças que se esforçavam, que se divertiam, mas sobretudo que nos alegravam os olhos e nos aqueciam o coração com aquela ingenuidade, com aquela pureza, com aquela inocência que nos deixa tanta saudade...
Que bela troca!!!
Foi o que se viu ontem passar no centro de Angra, foi o que eu pensava enquanto assistia ao desfilar de muitas crianças que se esforçavam, que se divertiam, mas sobretudo que nos alegravam os olhos e nos aqueciam o coração com aquela ingenuidade, com aquela pureza, com aquela inocência que nos deixa tanta saudade...
Que bela troca!!!
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