sexta-feira, 17 de abril de 2015

A respeito de felicidade


Às vezes, ponho-me a pensar, porque é que me considero uma pessoa feliz, chegando mesmo a interrogar-me, se em caso de querer, teria a possibilidade de encontrar a infelicidade...
O problema é que eu não quero ser infeliz, agarro-me de tal forma às boas recordações e ao que tenho, no momento, de bom, que sinto assim como que uns sininos a repicar dentro de mim, como que a felicitar-me, pelo esforço que faço para encontrar a felicidade, nas pequenas coisa que vêm até mim.
Não procuro nada de extraordinário, pois através da experiência que tenho, sei que as coisas que nos dão profundo prazer e felicidade como por exemplo .a maternidade, o casamento ,o amor, o trabalho, também nos trazem responsabilidades e até riscos de perda , o que nos levará à infelicidade.
Portanto, não vou em voos de grandes altitudes , basta-me ser possuidora de uma rudimentar capacidade de sentir prazer nas coisas simples e comezinhas da vida .
Esforço-me diariamente para valorizar a possibilidade que tenho de viver como, onde e com quem quero, a saúde, a companhia de quem gosto ou dos meus amigos, os momentos de solidão, que prezo muito, e depois a alegria dos reencontros, enfim os mais variados momentos que embora simples ou insignificantes fiquem registados no meu coração, como um bom momento.
O importante é ficar agradada e grata com aquilo que se tem e não esperar da vida coisas impossíveis... Não é a riqueza, nem o sucesso que nos vai trazer a felicidade, mas sim a maneira como lidamos com a nossa vida, com o que temos, com os que nos rodeia, com o que nos acontece, valorizando sempre o que temos, por muito pouco que seja!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

confeitos

Para te adoçar a boca...
Confeitos:
Confeitos são por definição "sementes ou pevides cobertas de açúcar, preparado em xarope e seco ao fogo", a palavra é um substantivo que vem do latim (confectu)
e o adjectivo "confeitado" significa coberto de açúcar.
Fazendo uma pequena pesquisa concluí que há por esse mundo fora muitas receitas desta guloseima de todas as formas, feitios, cores e sabores.
Que Deus me perdoe, mas para mim não há confeitos melhores do que os da ilha Terceira, Açores, fabricados pela firma Basílio Simões e filhos em Angra do Heroísmo.
Macios, branquinhos como véu de noiva e aromatizados com sementes de funcho, deixam na boca um sabor a tradição, a Domingos de Bodo, quando era hábito os rapazes oferecerem às raparigas grandes pacotes desta guloseima e a mesas de função, salpicadas do branco dos confeitos que os convidados metiam nos copos para adoçar o tradicional vinho de cheiro dos Biscoitos.
Modernamente as mesas são decoradas com pequenos embrulhos de confeitos que mimam e adoçam a boca dos convidados das funções do Senhor Espírito Santo.
É só mimo, requinte, religiosidade, fé, doçura e tradição!!!




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Beijinhos doces


Neste dia especial não posso deixar passar a oportunidade de registar aqui a minha receita especial de beijinhos, aqui vai ela:
Aqui vão estes beijinhos,
que levam leite condensado.
côco e muitos miminhos
e açúcar cristalizado.
É tudo bem misturado,
com açúcar bem branquinho,
ao microondas é levado.
para depois fazer bolinhos.
Envolva no açúcar cristalizado,
no cimo coloque um cravinho,
sempre com muito cuidado,
e decore com um beijinho!
13/Abril/2015
Clara Faria da Rosa

Porque se fecham os olhos???

E já agora, neste dia dedicado ao beijo, gostaria que me dissesses por que razão as pessoas fecham os olhos para beijar?
Li algures que é para a pessoa se concentrar no que está a fazer...E tu, qual é a tua opinião?
Está aberto o debate!

Os Colchões da nossa memória:


Parece incrível mas a verdade é que os colchões nem sempre foram o que são hoje, no tempo da minha avó e da minha mãe e quando eu era criança eram de folha, da folha do milho, escolhida da mais fina e branquinha que no Verão era lavada, posta ao sol e renovada, então estes ficavam altos e cheirosos e quando nós nos deitávamos, faziam um barulhinho que chamava o sono, ficávamos muito aconchegadinhos e dormíamos que nem justos. 
Ainda me lembro da trabalheira que era todos os dias ter que remexer a folha para os colchões ficarem fofos e até me lembro que a minha mãe tinha uma cana da largura da cama, preparada para os nivelar e assim ficar tudo muito direitinho. Enfim, outros tempos...
A folha era metida em colchões feitos de linho cultivado, tratado e fiado por essas mãos ancestrais e esse tecido cá na Terceira era quadriculado em tons de azul .
Pois é disso que te quero falar, no fundo de uma arca que herdei da casa dos meus pais, havia um desses colchões, sem a folha, claro, que nunca fora usado e eu sempre que o olhava lembrava-me com uma certa nostalgia destas coisas que te estou a contar. Receosa que mais tarde alguém se desfaça dele por não  estar ligado a estas recordações e por isso não compreender o seu valor, resolvi aplicá-lo, quer dizer fazer uma reciclagem e o colchão virou toalha rústica, uma toalha bastante grande para usar numa mesa no terraço onde comemos nos dias agradáveis de Verão.
Fiz um entremeio e uma renda para pôr à volta e ficou com este aspecto:

domingo, 12 de abril de 2015

Dia internacional do beijo:


Beijo é o toque dos lábios em ou com qualquer coisa, normalmente numa pessoa.
No Ocidente, o beijo, é consideradao um gesto de afeição. Entre amigos é utilizado como despedida e ou cumprimento. Um beijo dado na boca de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica e tem, quase sempre, conotação sexual. O beijo pode ser um sinal de reverência, por exemplo quando beijamos o anel do papa ou do bispo.
Quando eu era criança, ensinaram-me a beijar a mão dos familiares mais velhos, pais, padrinhos, avós e tios e a pedir-lhes a benção.
Neste dia internacional do beijo, mando-te muitos beij inhos amigos, sinceros e respeitosos e beijo, com reverência, as mãos dos meus pais , onde quer que estejam, por tudo o que  foram e representaram para  mim! 
Um beijinho da Clara!!!

13 de Abril, dia internacional do Beijo

Dia internacional do beijo

Neste dia, beijinhos ternurentos desta tua amiga, Clara Faria da Rosa

Drag and drop meDrag and drop meDrag and drop meDrag and drop meDrag and drop meDrag and drop meBeijinhos doces,
Neste dia especial não posso deixar passar a oportunidade de registar aqui uma receita de beijinhos.
Não é minha, copiei-a de um blogue que visitei," Almanaque culinário " Aqui vai ela:


1 lata se leite condensado,
100grs. de côco,1/4 de chávena de chá de água,
Açúcar cristal para decorar,
3/4 de chávena de chá de açúcar.


Misture todos os ingredientes e leve ao microondas 8ou 9 mn.
Retire,bata bem e deixe arrefecer.
Faça pequenas bolinhas e passe por açúcar cristal e decore com cravinho da Índia


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quando os reis vieram à Terceira

Quando os reis vieram à Terceira
D. Carlos, filho de D. Luís 1º e da princesa Maria Pia de Saboia, casou em 1886 com a princesa D. Amélia de Orleães, filha do conde de Paris, na igreja de S. Domingos, em Lisboa e tornou-se rei de Portugal em 1889.
Ficou conhecido na história pelo Oceanógrafo, cognome justificado pela sua paixão pela oceanografia, por Martirizado ou Mártir por ter morrido assassinado e por Diplomata devido às várias visitas de cortesia que fez a diversos países, e aos arquipélagos da Madeira e dos Açores onde aportou nos princípios de Julho de 1901.
São dessa época os saborosos bolinhos que todos conhecem feitos com farinha de milho, ovos, mel de cana e especiarias que foram baptizados com o nome da soberana, em sua honra; O que não se sabe ou não se diz é que as mulheres da freguesia da Ribeirinha, ilha Terceira, teceram uma colcha com a coroa real, para lhes oferecer.
Partiram os monarcas, levando a dita colcha da qual foram feitas cinco réplicas, para várias famílias da ilha.
Quando criança ouvia falar de uma dessas colchas, pertença de uma tia minha, cujo marido a herdara de seus pais, como criança não ligava ao assunto, contudo, morrendo a minha tia e o marido, foi herdeiro o filho destes, o meu primo Francisco Fernandes Martins Aguiar ( Ramalho) casado com Ercília Borges Aguiar os quais num momento de aflição prometeram rezar o terço ao Senhor Espírito Santo e dar um almoço a inocentes e a familiares, isto em Agosto de 2011.
Fui lá rezar o terço e então ao ver a referida colcha, exposta, fiquei a pensar na história que te contei, nas transformações sofridas pela nossa sociedade, no espaço de um século, e nas nossas antepassadas que tanto trabalhavam e que segundo creio, não o fizeram por acaso nem sem objectivo, mas com muita coragem, dignidade e persistência...E aí senti um grande orgulho das nossas avós terceirenses cujo amor, força, e coragem faziam com que valesse a pena viver apesar das adversidades de então!!!
Cada vez mais tenho a certeza de que os costumes e instituições legados pelos nossos antepassados, constituem a sabedoria de muitas gerações após séculos de experiências o que ao fim e ao cabo é a nossa história. Temos obrigação de dar continuidade a essas tradições, pois romper com o passado será pura loucura é como cortar as raízes de uma árvore sem as quais não se poderá sustentar!
Cá está a linda colcha, feita nos teares da Ribeirinha, há mais de cem anos!

domingo, 5 de abril de 2015

Passeios da cidade da Horta/Faial

Matemática, simetria, cuidado e beleza nas calçadas da cidade da Horta:
Se há profissão que admiro é a de calceteiro. Admiro aqueles homens que passam os dias curvados, com as costas voltadas ao Sol e o rosto olhando a terra...
Tiro-lhes o chapéu, por cultivarem uma forma de arte milenar cujo resultado, muitas vezes, passa despercebido aos transeuntes que, na sua azáfama do dia-a-dia, ou por falta de sensibilidade e ou respeito, frequentemente não se apercebem da beleza das formas e desenhos que pisam, fruto do trabalho que aqueles homens criam, com amor e suor.
Como te disse, estive na cidade da Horta - Faial no fim do passado mês de Março e se há cidade que se pode orgulhar das suas calçadas, dos seus passeios, com desenhos simétricos, parecendo o característico bordado de rechilieu é aquela, admirei sobremaneira os seus passeios e as suas ruas arrendadas!
É por isso que, tirei algumas fotos,embora poucas, porque o tempo não permitiu mais... para te mostrar e para recordar...