É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Coroação das Bicas de Cabo Verde (1ª parte)
domingo, 29 de junho de 2014
Semana de rezar o terço no império de Bicas de Cabo Verde - São Pedro de Angra
De realçar e louvar a postura da senhora Fernanda Teixeira que ao longo dos anos se disponibiliza para " oferecer o terço", uma anciã de oitenta e cinco anos que aguentava todo o tempo de joelhos enquanto os mais novos se queixavam disto e daquilo o que me fazia pensar que o truque é fazer anos isto é passar o tempo sem envelhecer e que o tempo é como que um rio onde nem todos conseguem ou sabem pescar...
Após o terço havia sempre um pequeno momento de convívio salutar que servia para as pessoas do lugar se conhecerem melhor e para os mais novos se integrarem na comunidade pois são eles que, como dizia alguém, estão a criar agora o passado de amanhã .
domingo, 8 de junho de 2014
Na festa das Bicas de Cabo Verde - São Pedro de Angra
As Bicas são um cantinho
Que avista a "Senhora da Penha"
Fica em Angra escondidinho
Mas seu papel desempenha!
Embora sendo pequenos,
Temos raízes a preservar.
E nunca nos esquecemos
Do Espírito Santo louvar!
São coisas, pessoas e factos,
Passado, futuro e presente,
São os nossos antepassados,
Os vindouros e toda a gente!
É por isso que aqui estamos,
Para te avivar a memória,
Dizendo: - Contigo contamos
Para fazer a nossa história...
Agora, história fazemos
Com nossa participação
E aos mais novos dizemos:
- Respeitem a nossa tradição!
A juventude passada,
A vida que já se foi,
A esperança ultrapassada,
A lembrança que muito dói...
E o que posso aqui dizer
É que ganhemos coragem
E continuemos a viver
O tempo na sua voragem!
Reza a história que tudo começou na década de quarenta do século passado com um império de crianças feito em faias, na Canadinha das Bicas, e com uma corôa de latão, depois fez-se um império de madeira na estrada corrente e só em 1958 se construiu o actual império de pedra e cal que tem sido preservado e alindado pelas várias comissões.
Que avista a "Senhora da Penha"
Fica em Angra escondidinho
Mas seu papel desempenha!
Embora sendo pequenos,
Temos raízes a preservar.
E nunca nos esquecemos
Do Espírito Santo louvar!
São coisas, pessoas e factos,
Passado, futuro e presente,
São os nossos antepassados,
Os vindouros e toda a gente!
É por isso que aqui estamos,
Para te avivar a memória,
Dizendo: - Contigo contamos
Para fazer a nossa história...
Agora, história fazemos
Com nossa participação
E aos mais novos dizemos:
- Respeitem a nossa tradição!
A juventude passada,
A vida que já se foi,
A esperança ultrapassada,
A lembrança que muito dói...
E o que posso aqui dizer
É que ganhemos coragem
E continuemos a viver
O tempo na sua voragem!
Reza a história que tudo começou na década de quarenta do século passado com um império de crianças feito em faias, na Canadinha das Bicas, e com uma corôa de latão, depois fez-se um império de madeira na estrada corrente e só em 1958 se construiu o actual império de pedra e cal que tem sido preservado e alindado pelas várias comissões.
Festas das Bicas de Cabo Verde - São Pedro A.H. 2014
E é assim que ano após ano, cada comunidade açoriana, por mais pequena que seja, se prepara para prestar o seu culto ao Divino Espírito Santo.


domingo, 25 de maio de 2014
Função da Santa casa da Misericórdia de A. do Heroísmo
Aqui estou eu, toda produzida, à espera do meu marido para irmos ao almoço da Santa Casa da Misericórdia. gosto imenso deste acontecimento pelo que representa em termos de tradição e de espiritualidade mas também pelo convívio pois neste dia encontramos muitos conhecidos e amigos que já há muito não víamos.
Foi muito agradável, a comida estava boa, tudo muito bem organizado e decorado não faltando os confeitos para adoçarem o vinho de cheiro conforme é tradicional.
Um dos momentos altos foi o cortejo com o provedor e mesários a levarem as coroas seguidos pelas mordomas que tiveram a seu cargo a organização de uma semana de festas que culminou com este lauto e tradicional almoço.
O provedor ao dirigir umas palavras aos presentes não esqueceu os irmãos que ficaram retidos na casa por doença prolongada ou por dificuldade de mobilidade o que me fez pensar que muitos dos presentes incluindo eu, logo logo estaremos lá. Entretanto vamos vivendo e sorrindo pois o sorriso é como que um brilho que ilumina as nossas vidas e as dos outros.
Foi muito agradável, a comida estava boa, tudo muito bem organizado e decorado não faltando os confeitos para adoçarem o vinho de cheiro conforme é tradicional.
Um dos momentos altos foi o cortejo com o provedor e mesários a levarem as coroas seguidos pelas mordomas que tiveram a seu cargo a organização de uma semana de festas que culminou com este lauto e tradicional almoço.
O provedor ao dirigir umas palavras aos presentes não esqueceu os irmãos que ficaram retidos na casa por doença prolongada ou por dificuldade de mobilidade o que me fez pensar que muitos dos presentes incluindo eu, logo logo estaremos lá. Entretanto vamos vivendo e sorrindo pois o sorriso é como que um brilho que ilumina as nossas vidas e as dos outros.
Roupa velha
Designa-se por "Roupa Velha" um prato típico feito com as sobras do bacalhau, de cozido à Portuguesa de peixe ou frango e seus acompanhantes. Claro que também se pode fazer este prato cozendo propositadamente o bacalhau ou carnes assim como os legumes e depois proceder conforme reza a receita, contudo, embora pareça, não vou falar aqui de artes culinárias mas de artes manuais; é que tenho andado muito atarefada a ultimar um trabalho de que te quero falar.
Aproveitei roupa velha, que já não tinha préstimo e depois de a descoser toda, lavei os bocados obtidos e que estavam em bom estado e cortei 72 quadrados todos muito iguais, depois passei a uma segunda fase que foi bordar estrelas de cores variadas em cada um dos quadrados, seguidamente uni tudo e por fim passei a uma morosa fase de fazer a renda para rematar à volta e prendê-la, o que não foi tarefa fácil...
Como vês, tenho andado ocupadíssima, mas valeu a pena, pois fiquei com uma linda coberta de cama e aproveitei as roupas, isto é reciclei, pondo em prática uma tarefa que agora é muito "Faschion" mas que já minha mãe muito praticava não para ser moderna ou "Faschion" mas por hábito e muitas vezes por necessidade, aprendi com ela e sinto-me feliz a realizar estas tarefas que não me deixam ficar depressiva .
Li algures que a arte da vida consiste em fazer da vida e na vida uma obra de arte. Pois aqui fica a minha obra de arte que eu realizei tentando fazer da minha vida uma arte. Espero que aprecies!!!
Aproveitei roupa velha, que já não tinha préstimo e depois de a descoser toda, lavei os bocados obtidos e que estavam em bom estado e cortei 72 quadrados todos muito iguais, depois passei a uma segunda fase que foi bordar estrelas de cores variadas em cada um dos quadrados, seguidamente uni tudo e por fim passei a uma morosa fase de fazer a renda para rematar à volta e prendê-la, o que não foi tarefa fácil...
Como vês, tenho andado ocupadíssima, mas valeu a pena, pois fiquei com uma linda coberta de cama e aproveitei as roupas, isto é reciclei, pondo em prática uma tarefa que agora é muito "Faschion" mas que já minha mãe muito praticava não para ser moderna ou "Faschion" mas por hábito e muitas vezes por necessidade, aprendi com ela e sinto-me feliz a realizar estas tarefas que não me deixam ficar depressiva .
Li algures que a arte da vida consiste em fazer da vida e na vida uma obra de arte. Pois aqui fica a minha obra de arte que eu realizei tentando fazer da minha vida uma arte. Espero que aprecies!!!
domingo, 4 de maio de 2014
Almoço regional
Foi um almoço muito agradável organizado pela comissão de festas do Império da rua de baixo de São Pedro, Angra do Heroísmo.
Estava tudo muito bem organizado e a comida muito bem feita e saborosa: Sopas de Espírito Santo, cozido alcatra, massa doce e arroz doce tudo regado de um bom vinho de cheiro e sumos.
Momentos muito bem passados em franco e alegre convívio que quero aqui registar porque considero estes momentos como a moeda das nossas vidas, a única moeda que é realmente importante e que nós podemos determinar como gastá-la, ou aproveitamos esses momentos de relaxamento e franco convívio em plenitude ou então ficamos a ver os outros gastar os seus momentos e vemos a nossa vida passar...E como ela passa depressa!
Mulheres Maduras
No dia da mãe:
Somos mulheres maduras
Vivemos alegres e contentes
Espalhamos carinhos e ternuras
Como mães a sério, competentes.
Neste dia às mães dedicado
Aqui marcamos presença
A todos mandamos recado:
-Os filhos são nossa esperança.
Não sendo nossos, os filhos
São nossa obra e criação
Nossa canseira e cadilhos
Mas luz em nosso coração.
Amor de mãe é como instrumento
Cuja música pode parar,
Mas toca em qualquer momento
E a mãe sempre a amparar.
Nunca duvide de uma mãe
Nem dos seus nobres sentimentos,
Gostam dos filhos como ninguém
E por eles passam tormentos.
Maio de 2014/Clara Faria da Rosa
sábado, 3 de maio de 2014
No dia da mãe:
- a mulher da fotografia
A mulher da fotografia:
A mulher de fotografia é minha mãe!Fez 22 anos que faleceu no passado dia 30, esta foi a última foto que tirou, tinha 73 anos.
Lembrei-me dela nesta efeméride, lembro-me dela hoje que se festeja o dia das mães e lembro-me dela todos os dias porque vive no meu coração, nas minhas lembranças e nos seus exemplos.
Era uma mulher, enérgica, trabalhadora , interessante e inteligente. Muitas mulheres de hoje não quereriam viver a vida com os moldes que ela viveu, dedicando-se à família e ultrapassando os obstáculos que na altura eram muitos, com coragem e determinação. Ao recordar esses tempos e a sua vida sinto que fez o que devia ter feito e é por isso que a admiro e que a tenho sempre presente na minha vida, como um exemplo e ouço muitas vezes a sua voz a guiar-me, desviando-me de más decisões que porventura possa tomar.
Naquela altura raras eram as mulheres que saíam de casa para trabalhar mas ela tinha uma profissão, era uma boa costureira, trabalhava em casa, trabalhava muito, nunca se esquecendo que o seu trabalho principal era ser esposa e mãe, tenho a certeza que se fosse hoje, poderia ter ido longe e teria tido várias opções, atendendo à sua capacidade e determinação.
Recordo com saudade que quando chegava a casa ela estava sempre presente, com o seu avental, pondo a mesa para almoçarmos e ouvindo os meus problemas. É engraçado lembrar-me de tudo isto e fico pensando como muitas mães e esposas modernas consideram estas tarefas rotineiras e desprestigiantes, mas a verdade é que se eu me lembro de tudo isto, passadas tantas décadas é porque tem alguma utilidade.
Ela pensava que a sua obrigação era fazer com que a família permanecesse junta enfrentando todo o tipo de tempestades, mas algumas mães de agora pensam de modo diferente o que quanto a mim está na origem dos divórcios e do sofrimento por que muitas crianças e jovens adolescentes passam.
Mesmo depois de ter abandonado o lar para formar nova família o meu coração permaneceu naquele cantinho onde cresci, muito amada e muito bem acompanhada, voltando lá com muita frequência e a mãe era a grande responsável por isso....
Sei que a minha mãe se privou de muitas coisas para que a mim nada faltasse e sei também que o que há de bom em mim é o resultado de a ter presente e disponível quando precisei.
É por isso que escrevo estas palavras, contando o que realmente sinto a respeito desta mulher, neste dia dedicado às mães, porque foi importante para mim ter aquela mulher sempre à minha espera, como ainda hoje é importante e me deixa feliz saber que a mulher da fotografia é a minha mãe que onde quer que esteja, tenho a certeza, vela por mim!
Naquela altura raras eram as mulheres que saíam de casa para trabalhar mas ela tinha uma profissão, era uma boa costureira, trabalhava em casa, trabalhava muito, nunca se esquecendo que o seu trabalho principal era ser esposa e mãe, tenho a certeza que se fosse hoje, poderia ter ido longe e teria tido várias opções, atendendo à sua capacidade e determinação.
Recordo com saudade que quando chegava a casa ela estava sempre presente, com o seu avental, pondo a mesa para almoçarmos e ouvindo os meus problemas. É engraçado lembrar-me de tudo isto e fico pensando como muitas mães e esposas modernas consideram estas tarefas rotineiras e desprestigiantes, mas a verdade é que se eu me lembro de tudo isto, passadas tantas décadas é porque tem alguma utilidade.
Ela pensava que a sua obrigação era fazer com que a família permanecesse junta enfrentando todo o tipo de tempestades, mas algumas mães de agora pensam de modo diferente o que quanto a mim está na origem dos divórcios e do sofrimento por que muitas crianças e jovens adolescentes passam.
Mesmo depois de ter abandonado o lar para formar nova família o meu coração permaneceu naquele cantinho onde cresci, muito amada e muito bem acompanhada, voltando lá com muita frequência e a mãe era a grande responsável por isso....
Sei que a minha mãe se privou de muitas coisas para que a mim nada faltasse e sei também que o que há de bom em mim é o resultado de a ter presente e disponível quando precisei.
É por isso que escrevo estas palavras, contando o que realmente sinto a respeito desta mulher, neste dia dedicado às mães, porque foi importante para mim ter aquela mulher sempre à minha espera, como ainda hoje é importante e me deixa feliz saber que a mulher da fotografia é a minha mãe que onde quer que esteja, tenho a certeza, vela por mim!
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