Hoje é dia das avós, as mulheres que se multiplicaram e foram mães muitas vezes, esquecendo-se de si com frequência, num hino à abnegação, à solidariedade, à ajuda, à compreensão e ao amor!
É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A avó do meu filho
Hoje é dia das avós, as mulheres que se multiplicaram e foram mães muitas vezes, esquecendo-se de si com frequência, num hino à abnegação, à solidariedade, à ajuda, à compreensão e ao amor!
sábado, 18 de julho de 2009
Domingo
quarta-feira, 15 de julho de 2009
A amizade que se manifesta para além do tempo.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Encerramento do 5ºano das actividades da Academia da Santa Casa da Misericórdia de A. do Heroísmo.
E os alunos aos poucos foram chegando, contentes por se reunirem .
A coordenadora da academia Ana Cristina Macedo, estava contente por tudo ter corrido pelo melhor e por ter a sensação do dever cumprido. Merece flores e aplausos!
A iniciar a festa exibiu-se o coro da academia com a peça ILHAS DE BRUMA , cuja apresentação foi feita do seguinte modo:
Mais um ano se passou, mais uma etapa atingida!
Aqui estamos de novo, mais vividos,mais sabedores mais tolerantes, mais compreensivos e mais ricos no nosso passado!
Devemos também estar esperançados no futuro, num futuro que nos trará ainda mais ensinamentos,amizades, experiências e nos permitirá atingir um patamar espiritual de excelência que é o que nos distingue dos mais novos e nos deve orgulhar e não acabrunhar!
Devemo-nos orgulhar disso e nesse orgulho ganhar forças para continuar a nossa caminhada.
Uma caminhada que deve ser pautada por uma atitude aberta, descontraída, alegre e rendilhada de humor para que possamos ser felizes e fazer os outros felizes!
É por isso que aqui estamos, com as nossas vozes, umas mais cansadas do que outras mas com vontade de espalhar o exemplo da nossa força e preserverança de viver de cabeça erguida e mente aberta e sã.
Ninguém sabe de quanto tempo é a caminhada, nem mesmo os mais novos! O que sabemos é que devemos caminhar com rumo ao nosso bem-estar físico e espiritual e ao dos outros.
Agradecemos aos que nos deixam caminhar, aos que nos abrem as portas para essa caminhada, aos que nos incitam a caminhar e aos que caminham connosco de um modo especial à nossa maestrina Yaroslava Roussal que não se cansa de nos ensaiar e de estar connosco apesar das nossas limitações.
Sejam felizes e apreciem o nosso coro que está sempre à vossa espera, com :
ILHAS DE BRUMA DE MANUEL MEDEIROS FERREIRA (letra e música).
Obrigada A todos!
Acima o grupo preparando-se para cantar.
Depois seguiu-se o almoço em clima de alegria amizade e camaradagem.
Foram cantadas as velhas, o que deu muita alegria aos presentes.
E um aluno de prática de teclado também mostrou os seus dotes cantando e tocando,
Por fim o grupo de expressões actuou com o seu bailhinho de carnaval ( uma escola de modelos) momento deveras divertido!
A professora Yaroslava Roussal e seu marido Michel Roussal,
domingo, 5 de julho de 2009
Corrida de burros -Sanjoaninas 2009 - Corrida de burros na rua de S. João
O que foi fazer a dita comissão!!!?
Saíram logo à rua os cavalos todos ofendidos, que não senhor, que não deviam ser os burros a terem tal honra, mas eles que eram mais altos mais corpulentos, que tinham chegado primeiro do que eles, que embora equídeos só haviam chegado à Europa no 5º milénio antes de Cristo, que a pelagem dos ditos era feia e que só tinham a seu favor como marcas que os distinguissem os zurros e o tamanho das orelhas...
Foi tal o zururu que pelas esquinas da cidade património mundial não se via outra coisa se não burros e cavalos que se olhavam de lado cada um pensando ser uma mais valia para a cidade, para a festa e para a sociedade em que se inseriam!
Murmuravam os burros:
- Somos burros, e depois? Falem com Cervantes que nos pôs a servir Sancho Pança, o escudeiro do célebre cavaleiro dos moinhos, D. Quixote de la Mancha!!!
-Porque será que não escolheu um cavalo? , pensavam estes.
-Porque somos o animal ideal, antigo, do tempo da idade do Bronze, procedentes do antigo Egipto, somos animais de linhagem, com representações gráficas da idade do Ferro, não somos qualquer pé- rapado, que apareceu ontem por se ter introduzido na política ou por ter enriquecido com subsídios da C.E. E. ou à custa de qualquer negócio obscuro ou por ter fugido ao fisco...
- Não senhor, nós zurramos direito! temos valores e valor!
- À mesa do café, os cavalos em surdina, murmuravam: - Para se participar de um evento desta envergadura é necessário nobreza, altura, visão, aprumo, raça...
Ao que os burros sabedores deste comentário replicavam: - Quanto à nobreza não pode haver equívocos, embora só meçamos entre 1,35m. a 1,45m.de comprimento ( medidos de entre as orelhas até à origem da cauda ) e tenhamos entre 1,10m. a 1,15m. de altura (medidos ao nível das espáduas ) , somos da família dos equídeos e sendo a família a pedra fundamental da sociedade e fonte de apoio espiritual, emocional, moral e material temos que enfrentar o futuro com confiança, não será um simples concurso que irá abalar uma estrutura milenar como a família.
-Somos menos corpulentos que os nossos primos, os cavalos, é certo, mas a nossa cabeça é mais volumosa e a nossa anatomia tem o mesmo número e a mesma disposição de peças e embora as nossas órbitas sejam afastadas temos a vista mais apurada assim como o olfacto e o ouvido do que eles !
-Vozes de burro não chegam ao céu... Diziam os cavalos despeitados do alto dos seus cascos. sem querer "descer do burro", que é como quem diz , transigir ou ceder.
-Queremos ainda lembrar- diziam ainda uma vez mais os burros- que em muitas regiões o leite das nossas fêmeas é muito apreciado por a sua composição ser semelhante ao da mulher, sendo muito rico em albumina, caseína e sais e mais pobre em gorduras e que a nossa pele , por ser dura e elástica, se usa no fabrico de crivos, tambores, correias, calçado, sacos e até de tendas para os povos nómadas.
-São é animais de carga , é o que é, com eles não se aprende nada, a expressão "cabeça de burro" diz tudo! Replicavam os cavalos à falta de melhor argumento.
-Até o nosso excremento serve de adubo e aquece as terras e os nossos ossos duríssimos e sonantes, servem para o fabrico de flautas... - Acrescentavam os visados.
Enfim, por esta altura só se ouviam zurros e relinchos por toda a cidade, até os orgãos de comunicação social davam conta do que se passava, à conta da programação das festas.
Alheios a este escândalo os elementos da comissão das festas à custa do seu lazer, do seu sono sossegado e em prejuízo das suas famílias, trabalhavam "como burros "e davam como definitiva a
programação, decidindo que os cavalos teriam também ocasião de brilhar na Feira taurina de S, João, o que seria um privilégio, pois privariam com nomes sonantes do toureio como o matador Ruben Pinar, El Juli e ou José Manuel Mas.
E pronto, foi assim, com todo este burburinho , falatório, zurrar e relinchar a publicidade estava feita! Embora a tarde estivesse chuvosa,os burros participaram e o público apareceu, divertiu-se e aplaudiu aquele momento, diferente, fresco, alegre, despretensioso e informal do qual abaixo mostramos alguns registos.
Ah! esquecia-me de acrescentar que afinal os burros foram os vencedores pois um dos seus representantes teve a honra de ser entrevistado num prestigiado jornal local, o que não é para qualquer um!... e anunciaram estar à espera da 2ª edição desta corrida nas Sanjoaninas 2010.
É caso para dizer:
-Arre burro!

