quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia da espiga-Uma linda tradição!

Hoje é Quinta- feira da ascensão. A igreja comemora a ascensão de Jesus Cristo ao Céu e encerra, deste modo, o ciclo de quarenta dias após a Páscoa.
Também, neste dia e sobretudo no Sul do país, há o gracioso hábito de as pessoas irem pelos campos colher espigas para fazerem ramos que penduram em casa e que só substituem pelo do ano seguinte.Estes ramos são feitos de espigas de trigo e de outras flores que simbolizam a fecundidade da terra, a alegria de viver, a abundância, a beleza e a paz.
Nas grandes cidades vêem-se vendedores com grandes recipientes cheios de ramalhetes que vendem aos transeuntes que gostam de preservar este mimoso costume. Dá a sensação de que o campo invadiu a cidade! posso testemunhá-lo porque o ano passado assisti embevecida a este evento.Simbolismo das flores do ramalhete:
Flor branca simboliza a Paz.
Flor amrela simboliza o ouro.
A papoila simboliza o amor e a vida.
Um raminho de oliveira simboliza azeite e paz .
Malmequer simboliza ouro ou prata (conforme a cor do mesmo).
Espiga simboliza pão (abundância).
Videira simboliza vinho e alegria.
Alecrim simboliza saúde e força.
Embora nos Açores não haja esta tradição mas considerando este hábito engraçado e saboroso, deixo aqui estas espigas com votos de alegria, paz, prosperidade e muito amor, isto tudo acompanhado com muito respeito e carinho pelas tradições que os nossos antepassados nos legaram.





quarta-feira, 20 de maio de 2009

Restauro de canapé antigo








Este canapé antigo eu já tinha preparado para forrar ( foi todo lavado, passado com uma lixa muito fina e depois encerado) quando em Agosto passado parti a minha perna, aí foi o trabalho interrompido, agora foi só forrar e guarnecer com o galão. Que tal?


Toalha com motivos alusivos ao Natal











Não fiques assustada,não, ainda não estamos no Natal embora o tempo corra à velocidade do vento, eu é que estive estes dias ocupada a acabar este trabalho e como fiquei contente por ter acabado e vaidosa com o resultado, resolvi tirar estas fotos para te mostrar.
No próximo Natal ainda ficará melhor com umas coisinhas boas em cima!
Então é assim:
20 guardanapos com motivos alusivos ao Natal, 6 novelos de linha matizada, uma farpa de croché e sobretudo muita paciência porque embora este trabalho pareça fácil às vezes leva o seu tempo para dar certo nos cantos.
Gostaste?

Pano com motivos de Natal:
No Natal passado fiz vários destes panos para oferecer e pensei fazer um para a minha casa mas não consegui fazer por falta de tempo, agora ao terminar a toalha resolvi prevenir-me para o próximo Natal e toca de pôr mãos à obra e aqui está o resultado!
Agora é só esperar pela época para o usar...
























Cá estou eu de volta!!!






Pois é, depois de uns dias de ausência por ter estado em Lisboa para celebrar com o meu filho o seu 21º aniversário, regressei no passado dia 10. Demorei a abeirar-me do computador,é verdade, pois "outros valores se levantaram" !

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo!
Sophia de Melo Breyner Andresen

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O elevador de Santa Justa


Foi numa agradável tarde do dia 13 de Fevereiro passado que, tendo ido dar um passeio pela baixa de Lisboa e ao passar na Rua do Ouro,me apercebi que havia, como sempre, uma pequena multidão que se preparava para subir no dito elevador.
Então pensei que sempre que por ali passava decidia que havia de fazer a experiência de usar aquele elevador, intenção que ia adiando por isto e por aquilo. Vai daí, resolvi embarcar naquela aventura de momento e em boa hora o fiz!












O elevador de Santa Justa, também chamado elevador do Carmo tem uma arquitectura peculiar, dizem os entendidos que em estilo neogótico, liga a Rua de Santa Justa e Rua do Ouro ao Largo do Carmo, isto é a Baixa ao Bairro Alto.

A sua construção teve início em 1898 e a sua inauguração deu-se em Setembro de 1901, chamando-se então Ascensor Ouro-Carmo. Na altura da sua inauguração funcionava a vapor, só em 1907 começou a funcionar a energia eléctrica.
O seu construtor foi Raoul Mesnier du Ponsard, havendo quem o ligue a Gustave Eifel como aprendiz e quem ponha de parte tal teoria, o que se sabe é que foram aplicadas, nesta obra, técnicas usadas em França, na altura.
Feito inteiramente em ferro fundido, embelezado com rendilhados, o elevador, dentro da torre, sobe 45m e transporta 45 pessoas em cada uma das suas duas cabines.
Monumento fundamental, na paisagem arquitectónica de Lisboa, é o único elevador vertical a prestar serviço público em Lisboa, possibilitando-nos desfrutar de uma magnífica vista panorâmica do Rossio, da Baixa Pombalina, das centenárias ruínas da igreja do Convento do Carmo, Castelo de S. Jorge e Rio Tejo.
Chega-se ao alto da torre por uma linda e estreita escada de caracol em ferro fundido e rendilhado onde há um café, possibilitando-nos que nos sentemos a saborear a paisagem acima referida.
Não posso deixar de referir o interior das cabines todo revestido a madeira exótica e trabalhada , com adornos de reluzente latão, que empresta ao ambiente um cheiro a outros tempos...
Enfim, uma tarde muitíssimo saborosa que pretendo repetir logo que me seja possível!














quinta-feira, 16 de abril de 2009

Outras amizades que me ajudam a esquecer a tristeza...

As minhas amigas Maria se Lurdes Rocha e Filomena Godinho vieram visitar-me, no dia de Ramos e brindaram-nos com papas grossas que é um prato tradicional da nossa terra, cuja receita incluo na minha página de receitas. Estavam deliciosas, reparem no pormenor da canela em forma de ramo, para lembrar o dia!
Eram doces, finas, aromáticas... Enfim, tão deliciosas como a amizade que nos une.
Um grato beijinho para as duas!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tentando sair da tristeza...

Tenho o coração dolorido e a alma triste!
A partida da minha amiga não me sai do pensamento.
Lembro-me de lhe dizer muitas vezes que gostava de saber passar o tempo como ela, com a mesma força, a mesma inteligência, a mesma curiosidade e a mesma elegância. Sim, porque a D. Bélia, como eu lhe chamava , apesar de sermos muito amigas , era uma anciã , como diziam os jornais, ( palavra que por definição significa pessoa velha e veneranda), mas era mais nova do que muitos jovens, arranjava-se com elegância, recebia os amigos sempre com muita alegria, era uma pessoa que lia muito, por isso informada e actualizada, corajosa e que tinha sonhos e projectos... Que viveu como eu gostaria de viver mas que morreu de uma forma que quero esquecer! Agora percebem porque sinto e choro a falta desta amiga e porque não me tem apetecido abeirar-me deste computador ?
Percebo que tenho que ultrapassar esta tristeza e este desânimo (tenho a certeza de que era isso que ela me diria!) e tentando animar-me e aceitar, olho à minha volta e vejo esta linda peça antiga que me foi oferecida no dia dos meus anos por uns amigos muito especiais, já lá vão uns meses, a qual me deu tanta alegria .
É então que penso que a amizade é isto mesmo, alegrias e tristezas, preocupações, ajuda e conforto ou desconforto mas que é um sentimento gratificante que nos enriquece, engrandece, purifica e nos une para além da vida, pelo que nunca vou esquecer a minha querida amiga!















terça-feira, 7 de abril de 2009

À minha falecida amiga Bélia Barcelos Cota


Tenho perdido dinheiro e valores
Tempo, sono, oportunidade,
Nada disto se compara
À perca desta amizade!
É que já sinto saudade
E o coração apertado
Tão apertado e tão negro
Como a fita aqui ao lado!