Ontem semeei girassois. Adoro girassois! Talvez porque esta é uma flor grande que passa a vida a girar à procura do sol. 
É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
Ontem semeei girassois. Adoro girassois! Talvez porque esta é uma flor grande que passa a vida a girar à procura do sol. 
querem imitar na sua forma física.
A imagem que esta boneca nos transmite não tem nada a ver com a imagem de uma mulher comum mas sim a ideia de uma mulher de beleza inigualável, magríssima, de cintura finíssima, peitos firmes, olhos azuis e cabelos de um louro deslumbrante, um conceito difícil de se atingir, sobretudo aos 50 anos, estimulando a futilidade, e o consumo de produtos a ela associados, correndo-se o risco de levar as jovens (algumas) a tornarem-se reféns do espelho e do estatuto social que a boneca transmite em detrimento de valores mais elevados... 


8 de Março, dia Internacional da mulher!
Num Sábado, Fui até ao Martim Moniz onde apanhei o eléctrico 28 para ir até à Feira da Ladra, ao apear-me deparei-me com a fachada simples e simétrica mas sumptuosa, da igreja ou mosteiro de S. Vicente de Fora, com as suas torres aos lados e sobre a entrada as estátuas de S. Vicente,Santo Agostinho e S. Sebastião, fica à entrada para a feira da Ladra na freguesia de S. Vicente, concelho de Lisboa, no bairro de Alfama.Embora o dia estivesse chuvoso e frio e com pouca afluência lá fui deambulando por entre as várias bancas e barracas até que numa banca de alfarrabista encontrei um livro de Miguel Torga, um escritor de quem gosto muito, a 12ª edição de Contos da Montanha, lá regateei o preço e acabei por comprar. O que é engraçado é que o mesmo incluía o prefácio à segunda edição, escrito em 1945, um prefácio à terceira edição feito em 1952 e um à quinta edição de 1966.
O que me chamou a atenção foi o prefácio à segunda edição quando Torga dizia:
"Escrevo-te da Montanha, do sítio onde medraram as raízes deste livro, encontrei tudo como deixei quando escrevi a primeira edição. Apenas vi mais fome, mais ignorância e mais desespero.Corre por estes montes um vento desolador de miséria que não deixa florir as urzes nem pastar os rebanhos. " Isto em 1945! palavras proféticas...
Pensando bem, em 2009 poder-se- ia reescrever Torga fazendo umas ligeiras substituições:
Corre neste país um vento desolador de miséria que não deixa florir os cravos de Abril nem viver com dignidade.