sábado, 25 de fevereiro de 2017

Baú das memórias: 
Nenhum ano, nenhum mês nem nenhum dia é igual ao outro, contudo, não podemos fugir deles, ficam a fazer parte de nós, da nossa história depois de os vivermos, não podemos fugir disso e muitas vezes, é difícil esquecer o nosso passado, os momentos da nossa vida que já acabaram .Hoje deu--me para relembrar, para visitar o baú das minhas memórias e este dia em que com os alunos da escola Infante D. Henrique  e as suas professoras percorri a rua da Sé, em Angra do Heroísmo com a minha colega e amiga Cecília Couto e a Fátima Couto, num quadro que pretendia  representar uma família antiga, isto em 1999, nessa passada sexta feira que antecede o Carnaval ,não tendo grande habilidade/ criatividade para fantasias, fui ao sótão da minha sogra e o resultado foi este. Saudades!







sábado, 18 de fevereiro de 2017

Do Baú da Memória.

Com o Carnaval a chegar
Do passado me lembrei,
O baú da memória fui vigiar
E do meu filho recordei...

No Carnaval da Terceira
Seu violão abraçou,
E em jeito de brincadeira 
Muito foi o que dançou!

Dançou para se divertir
Para desconhecidos e amigos,
E para nos visitantes incutir
Gosto por hábitos antigos...

Foi em dois mil e dois
Que saiu esta dança,
Seus olhos eram dois sois
Reflexos de muita esperança...

Foi seu par a Patrícia
Sempre atenta e empenhada,
Que dançou com perícia
Bonita e bem penteada!!!

As fitas do seu violão
Ai balouçavam ao vento,
E batia seu coração
Orgulhoso e muito atento...

À volta da ilha dançaram
Perante atenta multidão,
E muitos aplausos alcançaram
Que lhes mereceram gratidão...

Quando um grupo se empenha
Naquilo que está fazendo,
Ganha uma força tamanha
Dificuldades  esquecendo!

A união gera a força
A força que tudo aguenta,
Até o êxito alcança 
E as amizades cimenta!

Clara Faria da Rosa,
Carnaval de 2017






terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

No Dia de SÃO Valentim

Conta a história que o imperador Cláudio II proibiu a realização de casamentos entre os jovens do seu reino, porque acreditava que se casassem ficariam presos à família e não quereriam pertencer ao seu exército. Como tinha o objectivo e o sonho de formar um grande exército pensou que esta medida faria com que se alistassem mais facilmente
Contudo, teve pouca sorte, porque houve um bispo romano de nome Valentim que continuou a efectuar casamentos em segredo, apesar da proibição do soberano.Tendo este sido descoberto, foi preso e condenado, mas enquanto esteve na prisão muitos jovens lhe atiravam flores para a cela e bilhetes dizendo que acreditavam no amor.
Foi decapitado a 14 de Fevereiro do ano 270.
Aqui está o esclarecimento do porquê de este santo da igreja católica ter dado o nome a este dia que se identifica como sendo o dia dos namorados.
 
E porque neste dia também se fala muito de amor, e para que nos lembremos que esta palavra é uma palavra que não deve ser usada com leviandade aqui registo algumas frases sobre o amor, seleccionadas  pelo escritor Paulo Coelho , para que possamos meditar seriamente sobre o assunto.

" O amor é a força que transforma e melhora a alma do Mundo"

" O amor é a única coisa que estimula a inteligência e a criatividade, é algo que nos purifica e liberta"

" O amor é uma força que está na terra para nos dar alegria e para nos aproximar de Deus e do nosso próximo" 

"O amor é a chave para a compreensão  de todos os mistérios" 

" O amor está acima de tudo, não tem ódios, apenas equívocos

" No amor está a semente do nosso crescimento, quanto mais amamos, mais próximos estaremos da experiência espiritual"

" O amor dá-nos a Força necessária para desempenhar tarefas impossíveis" 

" Quem ama esperando qualquer retribuição perde o seu tempo"

" O verdadeiro amor é um acto de entrega total"

" Quando se ama as coisas fazem ainda mais sentido"

E com estes pensamentos e esta imensa sabedoria te deixo não sem antes te desejar que sejas muito amada/o mas que sobretudo saibas amar para que os que estão à tua volta se sintam felizes. Quanto a mim estou a fazer um esforço, tem dias...
Um beijinho amigo

Uma almotolia que rima com melancolia

Uma almotolia que rima com melancolia:

Uma almotolia é um pequeno recipiente para aplicar óleos lubrificantes. Esta palavra, almotolia é de origem árabe, o al no início da palavra é um artigo, portanto a palavra original era AL-MUTLIA, nome dado pelos árabes a certos recipientes de argila onde acondicionavam o azeite. Ainda hoje, no nosso linguarejar corrente usamos muitas palavras deixadas por esses povos, como por exemplo: alface, alecrim, alfaiate, alfenim, alguidar, alcatra, algema, algodão, alfarrábio etc:
Ontem fez treze anos que o meu pai faleceu e fui às Lajes, minha terra natal, visitei , no cemitério local a campa dos meus pais e fui lá a casa, entrei na velha casa de arrumos que também servia de adega e, ao abrir uma caixa carunchosa, encontrei esta almotolia de marca EAGLE, made in U:S:A. Que saudades, parece que naquele momento vi as mãos calejadas do meu pai  a lubrificarem as dobradiças e as fechaduras das portas! Aí compreendi porque se diz que as pessoas são imortais, na verdade as pessoas não morrem enquanto permanecem no nosso coração e na nossa memória...
Então, cheia da melancolia, trouxe aquela velha peça para minha casa, lavei-a e limpei-a muito bem, como estás a ver.  Não sei é para quê, embora saiba muito bem porquê!





domingo, 12 de fevereiro de 2017

Quem faz um cesto faz um cento?

Esta manhã estive a tratar a velha cesta de vimes que o meu pai usava para levar, quando ia trabalhar na vinha na Caldeira das Lajes na ilha Terceira, com a sua comida, porque ficava longe de casa. Dizia eu - estive a tratar a dita cesta, com Cuprinol contra os xilófagos, nome pomposo que se refere aos pequenos insectos que roem a madeira, isto é o caruncho.

 Vai daí, como é habitual, a minha cabeça começa a pensar nesses recuados tempos e vejo o meu pai a cortar os vimes, a pô-los de molho, a descascá-los e a levá-los para o artesão que ficava na Canada das Vinhas da vila das Lajes na ilha Terceira, Açores, era um senhor Andrade, que eu ainda conheci  e que trabalhava muito bem na arte da cestaria, isto ainda são peças feitas penso que por ele:



 E como as ideias e as palavras são como as cerejas vêm sempre umas a seguir das outras, comecei a matutar no velho aforismo ou máxima supra citado "quem faz um cesto faz um cento, dêem-lhe vimes e tempo" que em poucas palavras define a ideia de que quem uma vez praticou uma falta ou delito é capaz de  reincidir, se tiver oportunidade e tempo para tal. Pessoalmente sou sempre a favor do benefício da  dúvida e do acreditar que as pessoas podem cair e levantar-se, e que se levantam muito melhor e rapidamente se tiverem ajuda, pelo menos desejo muito que se cair alguma vez, como já me aconteceu, pois errar é humano, lá diz também um velho ditado, haja alguém que me estenda a mão e que acredite em mim!
Quanto aos antigos artesãos, que infelizmente estão a desaparecer, com o advento do plástico, sei que eram capazes de fazerem centos de cestos iguais, o que não sei é se todos os que faziam ou fazem cestos eram ou são capazes de fazer em vime certas miniaturas, autenticas obras de arte, como o forrar destas pequenas garrafas, que guardo carinhosamente, porque penso que para fazer esta tarefa é necessário muito engenho, arte tempo e paciência!



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

09/02/2017 - Quinta Feira de amigas



É,  tradicional nos Açores, comemorarem-se as quatro quintas-feiras que antecedem o Carnaval, dedicando-se cada uma delas ao seu tema: Amigos, amigas, compadres, comadres.
Digamos que é uma maneira de se fazer lentamente a entrada numa época tão festeira e folgazã.
Hoje, portanto, é quinta-feira de amigas. As amigos juntam-se para almoçar e conversar, telefonam para reatar amizades, encontram-se com colegas e quem sabe aí comece uma nova e bela amizade! Pois, na minha opinião, não devemos, nem podemos ficar sentados à espera que o destino decida as amizades das nossas vidas, temos de ser nós a influenciá-las, a encontrá-las, a alimentá-las... Há até um provérbio chinês que, muito a propósito, diz: "Não deixes que a erva cresça no caminho que te conduz a casa do teu amigo!".
A amiga ou  amigo tal como os encontramos, com as suas qualidades e os seus defeitos, pois é sabido que todos temos defeitos, "quem procura um amigo sem defeitos fica sem ele!". O que é preciso é aprimorarmos a arte de viver em comum o que, na verdade, não é nada fácil.
Não tens amigos ou pensas que não tens amigos? Está descansado, relaxa, os amigos são como a felicidade, têm a tendência para aparecer sem avisar, quando estamos a pensar ou embrenhados noutro assunto qualquer.
Quem sabe se tens amigos e ainda não deste por isso?... estás à espera de quê, de um marciano?
Para lembrar este dia, juntei-me a almoçar com um grupo de amigas, comida boa 
descontracção, muita gargalhada, alegria e mimos para todas com votos de que e para o ano possamos estar  juntas de novo. 
A todas as mulheres da ilha Terceira e das demais ilhas dos Açores votos de muita saúde e um feliz dia de amigas.
Aqui vão umas fotos que dão, para quem não é de cá e não conhece esta tradição, uma ideia do que por cá se vive com mais ou menos euforia.  
E no fim, um bombom muito colorido e docinho  como deve ser a amizade que nos brinda neste dia e ao longo de todo o ano com este saboroso e afectivo sentimento. Beijinhos amigos.

























 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Um quiproquó:

Ontem, estando a ler, deparei-me com este termo que já não ouvia há muito tempo, talvez há muitos anos!
Quiproquó, palavra engraçada e musical, ao ser pronunciada, que nos põe a imaginar coisas especiais e mirabolantes, divago eu, dando por mim a sonhar com a minha mãe ainda nova...
Recebia uma cliente, pois era costureira, para uma prova, e de joelhos , sobre um pequeno tapete, tentava ajeitar a saia , da senhora impaciente e agastada com o resultado do trabalho e então a minha mãe afogueada e, também descontente, dizia:
-Houve aqui um pequeno quiproquó, estou em crer que dizia quiprocó, com estas medidas... e lá se munia da sua caixa de alfinetes e da sua agulha e linhas de alinhavar para levar aquela peça de vestuário para o corpo da exigente cliente.
E depois de muitos quiproquós, lá ficava o trabalho certo e pronto para os pespontos finais e para a Clara, que sou eu,  tirar os alinhavos, coser a bainha, fazer os arremates ou remates  finais e passar com pano húmido, para ficar tudo impecável e agradar a cliente. E eu esforçava-me muito, oh, como me esforçava, porque afinal era o produto daquele trabalho que me iria pagar as propinas e os livros para eu tirar o meu curso! 
Naquela altura, definia, na minha cabeça, esta palavra como insignificância ou pormenor de pouca importância, mais tarde fiquei a saber que afinal a palavra tem a ver com pequenos enganos, equívocos ou confusões e que vem do latim "quid pro quo" que significa trocar uma coisa por outra.
Tenho a certeza que a minha mãe não sabia latim, e que até talvez nem tivesse plena noção do significado do termo, e também tenho a certeza de que ela se esforçou muito por mim, do que nunca me esqueço, e também sei, por experiência própria que a vida é feita de muitos quiproquós  que no fundo são marcas que afinal somadas constituem o sentido da vida humana, e nos fazem aprender e crescer até ao fim.   



sábado, 31 de dezembro de 2016

Sábado 31 de Dezembro de 2016
No findar do ano... 
Neste último dia do ano quero meditar contigo no facto de termos, ao longo de 2016, mudado de algum modo, quer fisicamente quer psicologicamente. Aprendemos, esquecemos , sofremos, tivemos perdas irreversíveis na nossa família, vizinhos ou amigos, ao mesmo tempo também algumas famílias foram bafejadas com o aparecimento de um novo membro porque, onde há vida há morte, contudo, nunca deixamos de ser quem somos 
É difícil viver, mas quantos mais obstáculos enfrentamos, quanto mais difíceis são os problemas com que nos deparamos,
quanto maior o medo da morte, mais a gente luta para continuar viva e  maior é a nossa força assim como  a vontade de vencer. 
Então, apesar do que se passou em 2016, vamos formular o propósito de lutar para continuarmos vivos em todas as vertentes:
Vamos abusar do entusiasmo, da alegria, da boa-vontade e tentar esquecer e ou não dar demasiada importância às faltas que naturalmente vamos sentir no ano novo ,acredito que é das dificuldades que nos virá a força de viver este novo ano de 2017...

BOAS ENTRADAS!!!