quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

09/02/2017 - Quinta Feira de amigas



É,  tradicional nos Açores, comemorarem-se as quatro quintas-feiras que antecedem o Carnaval, dedicando-se cada uma delas ao seu tema: Amigos, amigas, compadres, comadres.
Digamos que é uma maneira de se fazer lentamente a entrada numa época tão festeira e folgazã.
Hoje, portanto, é quinta-feira de amigas. As amigos juntam-se para almoçar e conversar, telefonam para reatar amizades, encontram-se com colegas e quem sabe aí comece uma nova e bela amizade! Pois, na minha opinião, não devemos, nem podemos ficar sentados à espera que o destino decida as amizades das nossas vidas, temos de ser nós a influenciá-las, a encontrá-las, a alimentá-las... Há até um provérbio chinês que, muito a propósito, diz: "Não deixes que a erva cresça no caminho que te conduz a casa do teu amigo!".
A amiga ou  amigo tal como os encontramos, com as suas qualidades e os seus defeitos, pois é sabido que todos temos defeitos, "quem procura um amigo sem defeitos fica sem ele!". O que é preciso é aprimorarmos a arte de viver em comum o que, na verdade, não é nada fácil.
Não tens amigos ou pensas que não tens amigos? Está descansado, relaxa, os amigos são como a felicidade, têm a tendência para aparecer sem avisar, quando estamos a pensar ou embrenhados noutro assunto qualquer.
Quem sabe se tens amigos e ainda não deste por isso?... estás à espera de quê, de um marciano?
Para lembrar este dia, juntei-me a almoçar com um grupo de amigas, comida boa 
descontracção, muita gargalhada, alegria e mimos para todas com votos de que e para o ano possamos estar  juntas de novo. 
A todas as mulheres da ilha Terceira e das demais ilhas dos Açores votos de muita saúde e um feliz dia de amigas.
Aqui vão umas fotos que dão, para quem não é de cá e não conhece esta tradição, uma ideia do que por cá se vive com mais ou menos euforia.  
E no fim, um bombom muito colorido e docinho  como deve ser a amizade que nos brinda neste dia e ao longo de todo o ano com este saboroso e afectivo sentimento. Beijinhos amigos.

























 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Um quiproquó:

Ontem, estando a ler, deparei-me com este termo que já não ouvia há muito tempo, talvez há muitos anos!
Quiproquó, palavra engraçada e musical, ao ser pronunciada, que nos põe a imaginar coisas especiais e mirabolantes, divago eu, dando por mim a sonhar com a minha mãe ainda nova...
Recebia uma cliente, pois era costureira, para uma prova, e de joelhos , sobre um pequeno tapete, tentava ajeitar a saia , da senhora impaciente e agastada com o resultado do trabalho e então a minha mãe afogueada e, também descontente, dizia:
-Houve aqui um pequeno quiproquó, estou em crer que dizia quiprocó, com estas medidas... e lá se munia da sua caixa de alfinetes e da sua agulha e linhas de alinhavar para levar aquela peça de vestuário para o corpo da exigente cliente.
E depois de muitos quiproquós, lá ficava o trabalho certo e pronto para os pespontos finais e para a Clara, que sou eu,  tirar os alinhavos, coser a bainha, fazer os arremates ou remates  finais e passar com pano húmido, para ficar tudo impecável e agradar a cliente. E eu esforçava-me muito, oh, como me esforçava, porque afinal era o produto daquele trabalho que me iria pagar as propinas e os livros para eu tirar o meu curso! 
Naquela altura, definia, na minha cabeça, esta palavra como insignificância ou pormenor de pouca importância, mais tarde fiquei a saber que afinal a palavra tem a ver com pequenos enganos, equívocos ou confusões e que vem do latim "quid pro quo" que significa trocar uma coisa por outra.
Tenho a certeza que a minha mãe não sabia latim, e que até talvez nem tivesse plena noção do significado do termo, e também tenho a certeza de que ela se esforçou muito por mim, do que nunca me esqueço, e também sei, por experiência própria que a vida é feita de muitos quiproquós  que no fundo são marcas que afinal somadas constituem o sentido da vida humana, e nos fazem aprender e crescer até ao fim.   



sábado, 31 de dezembro de 2016

Sábado 31 de Dezembro de 2016
No findar do ano... 
Neste último dia do ano quero meditar contigo no facto de termos, ao longo de 2016, mudado de algum modo, quer fisicamente quer psicologicamente. Aprendemos, esquecemos , sofremos, tivemos perdas irreversíveis na nossa família, vizinhos ou amigos, ao mesmo tempo também algumas famílias foram bafejadas com o aparecimento de um novo membro porque, onde há vida há morte, contudo, nunca deixamos de ser quem somos 
É difícil viver, mas quantos mais obstáculos enfrentamos, quanto mais difíceis são os problemas com que nos deparamos,
quanto maior o medo da morte, mais a gente luta para continuar viva e  maior é a nossa força assim como  a vontade de vencer. 
Então, apesar do que se passou em 2016, vamos formular o propósito de lutar para continuarmos vivos em todas as vertentes:
Vamos abusar do entusiasmo, da alegria, da boa-vontade e tentar esquecer e ou não dar demasiada importância às faltas que naturalmente vamos sentir no ano novo ,acredito que é das dificuldades que nos virá a força de viver este novo ano de 2017...

BOAS ENTRADAS!!!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Pinceladas de cor e amor










Pintei o meu quintal
Com pinceladas de cor,
Pintei o meu quintal
Com pinceladas de amor,
Para receber o Menino
Para receber o  redentor...
E o meu quintal pintalgado
Muito alegre e decorado, 
À Natureza dava vivas
Ao redentor dava graças...
E graças vos dou Deus Menino
Bebé lindo e pequenino,
Que no meu quintal nasceste
E que ao Mundo vieste,
Para trazer uma luz diferente
A mim e a toda a gente!

Clara Faria da Rosa,
Natal de 2016

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Boas Festas em qualquer altura do ano!!



Boas Festas para todos , e que os sinos repiquem nos vossos corações, neste Natal e no Ano Novo, claro que não terão sempre o mesmo timbre nem a mesma cadência porque a vida é feita de altos e baixos, mas é mesmo assim, isso significa que o ser humano está sujeito a grandes diferenças de carácter e que cada um aceita a vida à sua maneira. 
Que no ano prestes a chegar todos nós tenhamos o direito de alcançar o conforto moral e físico assim como o equilíbrio a que temos direito, para sermos felizes
Boas Festas e Bom Ano,  hoje e em qualquer altura do ano!

domingo, 25 de dezembro de 2016

A ubiquidade do Menino


Meti  meu lindo Menino
Em redoma de vidro fino,
Muito bem acomodado
Para ficar bem guardado.

Só que este ubíquo Menino
Estando na redoma de vidro fino,
Ao mesmo tempo vai-se embora
Está em toda a parte à mesma hora.

Ele sobeja nos campos
Nos mares, rios e oceanos,
Espalhando votos de alegria
E também muita magia.

Ele nasceu no Brasil, no Senegal,
Na Rússia e em Portugal,  
E também na Itália e em França
Como promessa de esperança.

Tão longos braços tem o Menino
Que mesmo sendo pequenino
Este grande Mundo abraça
Com sua Divina graça.

 É luz e espírito candente,
É fogo, é chama ardente,
É a imagem da perfeição
Que guia meu pobre coração.

Ai meu lindo e doce Menino
Fica na tua redoma de vidro fino,
Mas em simultâneo vai-te embora 
Por este triste Mundo Fora!

Clara Faria da Rosa
25/12/2016

Nota: Ubiquidade-Capacidade ou propriedade de estar ao mesmo tempo em toda a parte ou em diversos lugares.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Quando se escreviam cartas e postais de Natal:
Bicas de Cabo Verde, 23 de Dezembro de 2016
Cara/o amiga/o
Ainda te lembras do tempo em que não usufruíamos destas modernices do computador que nos permite enviar uma mensagem num ai, sem precisarmos sair de casa, nem comprar selo e sem termos de esperar pelo simpático carteiro? E do tempo em que não tínhamos telefone em casa, muito menos telemóvel, o que nos obrigava a recorrer aos correios ou aos postos públicos quando havia estrita necessidade de se comunicar com alguém ou quando queríamos dar as Boas-Festas e desejar um Feliz Ano Novo?
Tempos que já lá vão que deram origem a inovações como os e mails, facebooks e outras simpáticas facilidades que mudaram as nossas vidas!
Pois hoje deu-me para reflectir e sonhar com coisas deliciosamente antiquadas como cartas, cartões de aniversário e postais de Natal a jorrarem de um marco do correio de um avermelhado luzidio e de uma sumptuosidade imponente de quem manobra a vida dos seres humanos ...
Pensei então que para mim, nunca foi fastidioso escrever cartas ou cartões e sempre considerei que as mesmas eram e são uma maneira de revelarmos com profundidade e intimismo o que nos vai no fundo do coração, assim como um veículo que nos liga ao nosso receptor de forma carinhosa e profunda e um meio de evasão da rotina quotidiana.
Até dos envelopes me lembro com saudade e de como ficava a olhar para eles quando os recebia, tentando adivinhar quantas páginas tinham, e as mensagens que continham .
Pelo Natal recebíamos muitos postais com ilustrações encantadoras que nos faziam sorrir e sonhar e logo corríamos a decorar a cómoda ou a árvore de natal com os mesmos.
Postas estas considerações sobre cartas e quejandos termino esta, não sem antes te desejar que tenhas recebido e enviado muitas cartas e postais de natal , que a consoada te corra de feição, o bacalhau não esteja salgado, o peru seja tenro e coradinho e que não te esqueças que esta festa celebra o nascimento do Menino Jesus . Quero também desejar-te que no Ano Novo continues a entusiasmar-te com determinação pela vida pois se te acomodares e desinteressares é sinal que a coisa não vai bem ...
Adeus e até à volta do correio,
Com um grande e saudoso abraço
A amiga
Clara Faria da Rosa
P.S. Esqueci-me de dizer que te convido a vir cá tomar um chá e que tenho alguns licores variados e um apetitoso e bem apresentado bolo de Natal que a minha amiga Maria José  me enviou pelo correio, à semelhança do ano anterior, com um belo e festivo laçarote e um cartão vistoso, aromatizado com muita amizade e carinho, por isso estás convidada/o a vir à mijinha do Menino.
O meu menino mija!!|

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Isis ao Sol

A nossa cadela Isis, ao sol, a recuperar forças para o Natal.

Compota de Natal

Esta é uma sobremesa que costumo fazer todos os anos para a  ceia de Natal e que fica para o dia de Natal pois não se estraga com facilidade, é muito bom a acompanhar bolo de figo , de Natal,ou qualquer outro bolo ou simples, num bonito pratinho ou taça com motivos de Natal 


Cá vai!

Mais ou menos 25 figos
Mais ou menos 250g. de ameixas secas
Uma embalagem de passas de uva
4 ou 5 maçães ( reineta) para serem ácidas, às lâminas, não muito finas.
casca de limão
Vinho tinto de boa qualidade (Bonzinho) Entendes?-1 copo
2 ou 3 colhere de açúcar ( a gosto)
Água - 2 copos 
2 paus de canela


Ferve-se o vinho com a água, o açúcar e os paus de canela, quando levanta fervura adicionam-se os figos ( sem o pé), quando incha juntam-se os restantes ingredientes
Aguarda-se que a maçã adquira a cor do vinho e apaga-se a chama.
Pode ser servido quente ou frio, mas na consoada ou na passagem do ano sabe bem quentinho.
Espero que te saiba tão bem como o sabor que tem  o carinho que te dedico !!!
Um beijinho de BOAS _ FESTAS

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Recordando o Natal de 1988


Era eu uma  mãe feliz, havia oito meses, quando a catequese de Bicas de Cabo Verde na freguesia se São Pedro de Angra, numa atitude pedagógica resolveu dar forma  ao acontecimento histórico que foi a Natividade e a sua mensagem  de paz na terra e de boa vontade para todos os homens.
Deste modo, o meu filho representou o Menino , a Isa Ferreira com o seu manto azul personificou a Virgem Maria, O Paulo Fialho foi são José e os anjos que acompanhavam esta cena eram a Rosarinho Vieira que já não está entre nós, voou para fazer companhia aos outros anjos, e para nos deixar com o coração apertadinho de saudade, e sua prima Vera Goulart . Este quadro recebia os pastores, os outros alunos da catequese, com oferendas e dizeres ao Menino . Já lá vão vinte e oito anos, já são todos adultos, mas eu vou lembrar este episódio para sempre, do dia em que as Bicas de Cabo Verde, na sua pequenez e simplicidade, e os seus poucos habitantes souberam celebrar um nascimento tão importante. 
Desde então, já vivi muitos natais, mas em cada ano recordo saudosamente este natal de de 1988 e a nossa querida  Rosarinho que deve estar junto dos outros anjos, seus pares, a velar por nós.







segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cartões de Natal :

 - A sua e a minha história!

Longe vão os tempos em que, por esta altura do ano, os serões eram passados a escrever e ou a ler postais de natal, recebíamos muitos e a minha mãe costumava decorar um pinheiro com lindos cartões recebidos da América, depois quando tive a minha própria casa também a decorava com eles, agora já não os recebo, pudera, também já não os mando como costumava fazer... O telefone, o telemóvel e a Internet fizeram com que, em alguns casos, esse encantador hábito fosse um pouco ultrapassado, no entanto, noticiou-se hoje queos carteiros iriam entregar milhões de mensagens de Natal.
 Quando ouvi esta notícia lembrei-me de uma anedota em cartoon em que a senhora à porta de casa agradecia ao carteiro e lhe desejava Bom Natal, nem queiram ver a carranca do desgraçado, carregado de correspondência... Na verdade, os correios e os seus funcionários são bastante sobrecarregados nesta época, penso que alguns carteiros ficarão fartos do Natal e das encomendas, cartões e mensagens que têm que entregar no endereço próprio.
Segundo breve pesquisa fiquei sabendo que estes cartões que variam nos desenhos, cores e que têm sempre uma mensagem de esperança e alegria e um cunho de mimo de quem os envia para quem os recebe,  tiveram a sua origem no séc.XIX, no ano de 1843 por iniciativa de Henry Cole, director de um museu em Londres que todos os anos costumava escrever longas cartas aos seus amigos, com votos de boas-festas, como nesse ano não tivesse tempo de escrever  cartas, pediu a um amigo, John C. Horsley que lhe desenhasse um cartão com uma mensagem para imprimir para substituir os votos anuais. Com o passar do tempo, este facto deu origem a um grande negócio e acrescentou este encantador e fantasioso costume às tradições de Natal .
Na verdade, há cartões lindíssimos , nos mais variados tipos de papel e que por vezes custam bastante caro. Sei que os amigos merecem isso e muito mais, numa época como esta, mas quanto a mim nada mais delicioso do que fazer os nossos próprios cartões, com algum material que se compre ou então, com material reciclado.
Se os nossos amigos receberem uma mensagem feita e decorada pelas nossas próprias mãos, naturalmente vão perceber o carinho e gosto que pusemos naquele trabalho e o quanto gostamos deles.
Costumava fazer isso, influenciada pelos trabalhos que tinha que desenvolver com os meus alunos, mas isso, infelizmente,  "foi chão que deu uvas" agora as novas tecnologias permitem-nos contactar com amigos e familiares de forma rápida e eficaz. Fico contudo, sempre um pouco nostálgica ao pensar nos tempos antigos, e vou à caixa onde guardo dezenas  desses lindos exemplares, para matar saudades dos tempos antigos, e daqueles que os enviaram mas que já não estão entre nós.
Aqui te mostro alguns dos meus cartões vintage do Natal de 1970