A Bárbara Coelho e o seu irmãozinho Dinis vieram cá a casa pedir Pão-Por-Deus. Foi a 1ª vez que o Dinis veio cá a casa e teve que vir ao colo do seu avô porque ainda não anda, espero e desejo que ele quando andar possa vir cá muitas vezes e eu esteja viva para lhe dar o Pão-Por-Deus!, isto foi há um ano, mas o Dinis voltou, este ano, com a mana, mas já pelo seu pé!
É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
terça-feira, 3 de novembro de 2015
A República das Bananas
Ideias para o Natal
Como a luz que vai à frente é que ilumina, aqui vai o motivo base para fazeres os teus trabalhinhos para a época que se aproxima, podes copiar por aqui porque não é fácil encontrar um motivo de Natal que caiba nestas barras, agora é só combinar cores e variar o que se põe na bainha, nuns pus um galãozinho apropriado, noutros fiz duas carreiras de ponto de grilhão de cores diferentes, enfim, é só pôr a imaginação a funcionar.
Depois é só embrulhar para presente, antes porém espero que te entusiasmes e faças as tuas próprias lembranças de Natal.
Depois é só embrulhar para presente, antes porém espero que te entusiasmes e faças as tuas próprias lembranças de Natal.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
O que me foi "roubado" pelos meus antepassados:
-Afinal, também sou filha de Deus! Pensava eu com os meus botões, enquanto bordava um pano com motivos de Natal, um dos imensos que tenho bordado em natais anteriores, para oferecer, pois, com a minha mania de economia doméstica, gosto de fazer as lembrancinhas para familiares e amigos, este ano foi para mim, finalmente, porque como dizia no início, também sou filha de Deus...
Toda contente e orgulhosa do resultado final, lá o vou testar, no lugar onde ficará pela época festiva que se aproxima, e penso: - ficou lindo!
Eis senão quando, ouço uma vozinha fina e persistente que me sussurra:
- Não te vanglories, afinal isso é um trabalho menor, há quem faça muito melhor, isso não prova nada , lembra-te que a galinha faz um grande barulho com o seu cacarejo, quando põe um simples ovo, como se tivesse posto um diamante, não queres ser como a galinha, pois não? Afinal tudo o que és e tudo o que sabes, te foi "roubado" pelos teus antepassados!
Caio em mim e concordo, não fora eles eu não seria nada, concluo...
Sou o resultado de tantas tentativas de tantas, aprendizagens, de tantos sacrifícios...
O que representa este simples bordado, que já tem as quadriculas, se comparado com os elaborados e finos trabalhos que as nossas avós faziam em tecidos de fios finíssimos, usando muitas vezes uma rudimentar talagarça ( pano grosso e ralo sobre o qual se bordava) e, sem revistas nem modelos !
É aqui que me lembro dos mostruários dos séculos passados, autênticas relíquias, que eram conhecidos pelo termo inglês "samplers" que vem do francês " exemplaire".
Estes "samplers",originários dos séculos XVI, eram repositórios de motivos decorativos representando animais, frutos, flores, alfabetos e números e, em alguns casos, vários pontos que naturalmente, foram usados em lençóis, toalhas de mãos e de mesa, guardanapos, sacos e ainda em iniciais e monogramas que marcavam peças de enxoval. Como não existiam revistas de bordados onde as senhoras se pudessem inspirar, registavam os modelos que iam aprendendo, num tecido totalmente preenchido, pois os tecidos eram caros, não se podia desperdiçar...Com a generalização da imprensa apareceram os livros e revistas de bordados e os "semplers" foram postos de lado...
São peças muito procuradas e de valor, para os apreciadores. Aqui te mostro dois dos meus exemplares um , de tão antigo, já está muito rotinho, e o outro, em melhores condições, estou a pensar emoldurá-lo, quem sabe, um dia!
Afinal, nós não inventámos nada, o caminho já estava aberto, é só percorrê-lo...
Toda contente e orgulhosa do resultado final, lá o vou testar, no lugar onde ficará pela época festiva que se aproxima, e penso: - ficou lindo!
Eis senão quando, ouço uma vozinha fina e persistente que me sussurra:
- Não te vanglories, afinal isso é um trabalho menor, há quem faça muito melhor, isso não prova nada , lembra-te que a galinha faz um grande barulho com o seu cacarejo, quando põe um simples ovo, como se tivesse posto um diamante, não queres ser como a galinha, pois não? Afinal tudo o que és e tudo o que sabes, te foi "roubado" pelos teus antepassados!
Caio em mim e concordo, não fora eles eu não seria nada, concluo...
Sou o resultado de tantas tentativas de tantas, aprendizagens, de tantos sacrifícios...
O que representa este simples bordado, que já tem as quadriculas, se comparado com os elaborados e finos trabalhos que as nossas avós faziam em tecidos de fios finíssimos, usando muitas vezes uma rudimentar talagarça ( pano grosso e ralo sobre o qual se bordava) e, sem revistas nem modelos !
É aqui que me lembro dos mostruários dos séculos passados, autênticas relíquias, que eram conhecidos pelo termo inglês "samplers" que vem do francês " exemplaire".
Estes "samplers",originários dos séculos XVI, eram repositórios de motivos decorativos representando animais, frutos, flores, alfabetos e números e, em alguns casos, vários pontos que naturalmente, foram usados em lençóis, toalhas de mãos e de mesa, guardanapos, sacos e ainda em iniciais e monogramas que marcavam peças de enxoval. Como não existiam revistas de bordados onde as senhoras se pudessem inspirar, registavam os modelos que iam aprendendo, num tecido totalmente preenchido, pois os tecidos eram caros, não se podia desperdiçar...Com a generalização da imprensa apareceram os livros e revistas de bordados e os "semplers" foram postos de lado...
São peças muito procuradas e de valor, para os apreciadores. Aqui te mostro dois dos meus exemplares um , de tão antigo, já está muito rotinho, e o outro, em melhores condições, estou a pensar emoldurá-lo, quem sabe, um dia!
Afinal, nós não inventámos nada, o caminho já estava aberto, é só percorrê-lo...
O Castanheiro Frondoso
O castanheiro frondoso
de ouriços carregado,
altivo e muito orgulhoso,
seus ramos, vai abanando...
Adiantado o Outono,
o castanheiro frondoso
dos ouriços se despede...
E sempre muito orgulhoso,
espera o ano que sucede.
E o ouriço ao abrir
como caixinha de jóia
mostra o fruto a sorrir,
seu orgulho, sua vitória.
Esta vitória, esta glória
por mãos rústicas, diligentes
vai ser junta, recolhida
escolhida, seca, lavada,
e no calor do braseiro
vai sofrer até assar,
para a todos agradar,
em festas, convívios, jantares ...
E os comensais
muito satisfeitos dizem :
-Que bela castanha assada!
Ingratos!
Esquecem de endereçar
Um agradecimento, um louvor
ao castanheiro frondoso
Altivo e muito orgulhoso...
de ouriços carregado,
altivo e muito orgulhoso,
seus ramos, vai abanando...
Adiantado o Outono,
o castanheiro frondoso
dos ouriços se despede...
E sempre muito orgulhoso,
espera o ano que sucede.
E o ouriço ao abrir
como caixinha de jóia
mostra o fruto a sorrir,
seu orgulho, sua vitória.
Esta vitória, esta glória
por mãos rústicas, diligentes
vai ser junta, recolhida
escolhida, seca, lavada,
e no calor do braseiro
vai sofrer até assar,
para a todos agradar,
em festas, convívios, jantares ...
E os comensais
muito satisfeitos dizem :
-Que bela castanha assada!
Ingratos!
Esquecem de endereçar
Um agradecimento, um louvor
ao castanheiro frondoso
Altivo e muito orgulhoso...
Clara Faria da Rosa
sábado, 31 de outubro de 2015
Pão- por -Deus, uma esmolinha por alma dos seus!!!
Embora se diga que a tradição já não é o que era, neste 1 de Novembro,que assinala o dia de Todos os Santos e antecede o dia que a igreja católica estabeleceu ser o dia dos Fieis Defuntos, logo pela manhã, começarão a bater às portas bandos de crianças e algumas sozinhas ou acompanhadas por familiares, as mais pequenas, de saca colorida na mão, pedindo o Pão- por- Deus.
É uma alegria ver que ainda se repetem hábitos antigos, com raízes profundas, nas nossas crenças, maneiras de ser e de sentir os quais estão lentamente a serem substituídos pelo halloween, abóboras chapéus de bruxas, aranhas e outros.
Penso ser importante conhecer as tradições de outros povos, o que não podemos é pôr de parte o que é nosso, e o que os nossos avós nos deixaram foi a linda e colorida saca de retalhos onde cabem as esmolas, frutos secos, escaldadas, guloseimas ou algumas moedas que alegram o coração da criançada e o dos adultos que as vêem à sua porta como um sinal de que nem tudo está perdido!
É uma alegria ver que ainda se repetem hábitos antigos, com raízes profundas, nas nossas crenças, maneiras de ser e de sentir os quais estão lentamente a serem substituídos pelo halloween, abóboras chapéus de bruxas, aranhas e outros.
Penso ser importante conhecer as tradições de outros povos, o que não podemos é pôr de parte o que é nosso, e o que os nossos avós nos deixaram foi a linda e colorida saca de retalhos onde cabem as esmolas, frutos secos, escaldadas, guloseimas ou algumas moedas que alegram o coração da criançada e o dos adultos que as vêem à sua porta como um sinal de que nem tudo está perdido!
No dia mundial da poupança:
No dia mundial da poupança:
Poupa a nobreza e o povo
Poupa o velho e o novo,
Poupa o adulto e a criança
Ai Jesus, tanta Poupança!
Poupa o velho e o novo,
Poupa o adulto e a criança
Ai Jesus, tanta Poupança!
Poupa o pobre e o remediado.
Poupa o rico e o abastado
Poupa quem pode poupar
Poupa quem tem para poupar!
Poupa o rico e o abastado
Poupa quem pode poupar
Poupa quem tem para poupar!
Há quem poupe na comida,
Na roupa ou na bebida
Há quem poupe no vestir
E saiba ao consumo resistir.
Na roupa ou na bebida
Há quem poupe no vestir
E saiba ao consumo resistir.
Saber poupar é uma arte
Nos Açores e em qualquer parte,
Há quem toda a vida poupou
E da miséria não passou!
Nos Açores e em qualquer parte,
Há quem toda a vida poupou
E da miséria não passou!
Não poupes é no amor
Mas poupa o próximo à dor,
Gasta amizade à vontade
E esbanja sorrisos e bondade!
Mas poupa o próximo à dor,
Gasta amizade à vontade
E esbanja sorrisos e bondade!
Clara Faria da Rosa
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Dia de Todos os Santos, Dia de Pão- Por-Deus
A igreja católica presta homenagem e venera no dia 1 de Novembro os seus santos e mártires que através das suas vidas e dos seus abnegados exemplos deram testemunho da fé cristã. Também neste dia as crianças saem à rua , em grupo,a pedir pão-por-Deus, de sacola colorida na mão, vão recebendo guloseimas e moedas.
Esta tradição , começa a misturar-se, especialmente nas cidades, com o halloween que é uma expressão abreviada de all hallows day que significa dia de todos os santos, em inglês.
Em muitos países a noite anterior a este dia é muito importante porque se baseia na antiga crença de que as bruxas e os fantasmas voltavam à terra para procurarem alimento e para levarem companhia para o outro mundo. Por isso, as pessoas usavam máscaras, quando saíam à noite, para não serem reconhecidas e se confundirem com os espíritos e levavam lanternas porque se acreditava que a luz e os fantasmas não se dão bem. É interessante saber estas coisas, contudo, isso não faz parte das nossas tradições, nem dos nossos usos e costumes,
Por cá temos o pão-por-Deus , as saquinhas coloridas a lengalenga __ Soca vermelha, soca rajada, tranca no c- a quem não dá nada!, a ida ao cemitério para lembrar os nossos mortos e o dia de finados ou dos fieis defuntos no qual nós rezamos pelos que estiveram junto de nós mas já partiram e esperam as nossas orações, acredito.
Antigamente havia muita pobreza e os pobres iam pedir de porta em porta e os que tinham mais um pouco expressavam a sua solidariedade dando em especial os produtos próprios da época, que a terra dava, como abóboras, milho, castanhas, pão e escaldadas que são uns bolos próprios desta época, dando origem a este costume de pedir pão- por- Deus.
Mas que belo par de jarras!!!
Meu pai, que de história só conhecia a da sua vida e da sua família, usava muitas vezes esta expressão," Mas que belo par de jarras!" de forma sarcástica, quando se referia a duas pessoas, dois homens ou duas mulheres ou um casal, quando se desviavam dos padrões e dos valores morais da altura. Depois de muito pesquisar, ler e pensar, concluí que esta frase vem dos meados do século XIX mais precisamente do período ou da época Vitoriana.
Mas, dirás tu, com os teus botões:
- O que é que um homem que viveu na freguesia das Lajes, Terceira, uma ilha no meio do Atlântico, que foi agricultor e trabalhou para os americanos na Base Aérea das Lajes, nascido em 1915 isto é no princípio do século, XX e que viveu até ao século XXI, tem a ver com a época Vitoriana???
Antes de mais temos que saber que este período se caracterizou com o reinado da rainha Vitória, neta do rei Jorge III e filha do príncipe Eduardo, casou com seu primo o príncipe Alberto de Saxe-Coburgota, foi um dos ícones do século XIX, e reinou em Inglaterra de 1837 a 1901. Foi o período da revolução industrial, em que a densidade populacional duplicou e em que se vivia o conforto e a abundância, paz e prosperidade enfim, um período de progresso pacífico para o povo britânico, se comparado com épocas anteriores.
E é aqui que entra a história do par de jarras:
A rainha gostava de tudo o que era belo e em abundância, daí serem da época as lindíssima jarras vitorianas de opalina da Boémia, de espessura finíssima, em forma de mãos com punho arrendado, segurando uma cornucópia, símbolo da abundância, e com um elegante "plissé", palavra francesa que deu o nosso plissado, mas sempre aos pares. Daí que actualmente, nos antiquários sejam muito valorizadas as peças que tenham par.
Depois, no início do século XX, apareceram estas peças em vidro coalhado, fenton, e a partir dos anos 20/30 também se produziram em Portugal, na Marinha Grande.
Pois eu, há muito tempo, tenho um desses exemplares de cor caramelo escuro e agora na minha deslocação a Lisboa, encontrei o par que embora "carote" não resisti a comprar, pena serem as duas da mão direita, pois fizeram-se poucos exemplares da mão esquerda, são muito raras e valem uma pequena fortuna, de qualquer modo é caso para dizer que me sinto "uma rainha", isto é, sinto-me muito contente com esta aquisição .
E agora:
-Vitória, Vitória, acabou-se a história!!!
Mas, dirás tu, com os teus botões:
- O que é que um homem que viveu na freguesia das Lajes, Terceira, uma ilha no meio do Atlântico, que foi agricultor e trabalhou para os americanos na Base Aérea das Lajes, nascido em 1915 isto é no princípio do século, XX e que viveu até ao século XXI, tem a ver com a época Vitoriana???
Antes de mais temos que saber que este período se caracterizou com o reinado da rainha Vitória, neta do rei Jorge III e filha do príncipe Eduardo, casou com seu primo o príncipe Alberto de Saxe-Coburgota, foi um dos ícones do século XIX, e reinou em Inglaterra de 1837 a 1901. Foi o período da revolução industrial, em que a densidade populacional duplicou e em que se vivia o conforto e a abundância, paz e prosperidade enfim, um período de progresso pacífico para o povo britânico, se comparado com épocas anteriores.
E é aqui que entra a história do par de jarras:
A rainha gostava de tudo o que era belo e em abundância, daí serem da época as lindíssima jarras vitorianas de opalina da Boémia, de espessura finíssima, em forma de mãos com punho arrendado, segurando uma cornucópia, símbolo da abundância, e com um elegante "plissé", palavra francesa que deu o nosso plissado, mas sempre aos pares. Daí que actualmente, nos antiquários sejam muito valorizadas as peças que tenham par.
Depois, no início do século XX, apareceram estas peças em vidro coalhado, fenton, e a partir dos anos 20/30 também se produziram em Portugal, na Marinha Grande.
Pois eu, há muito tempo, tenho um desses exemplares de cor caramelo escuro e agora na minha deslocação a Lisboa, encontrei o par que embora "carote" não resisti a comprar, pena serem as duas da mão direita, pois fizeram-se poucos exemplares da mão esquerda, são muito raras e valem uma pequena fortuna, de qualquer modo é caso para dizer que me sinto "uma rainha", isto é, sinto-me muito contente com esta aquisição .
E agora:
-Vitória, Vitória, acabou-se a história!!!
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