sábado, 8 de agosto de 2015

Festas da Praia da Vitória 2015

Embora, o vereador da cultura da Câmara  da Praia da Vitória, tenha dito ao Diário Insular que a contribuição do município para a realização das festas do presente ano de 2015 na Praia da Vitória, na ilha Terceira foi reduzida em cinco por cento, em relação ao montante atribuído em anos anteriores isto é, contaram com 237 mil euros do Município praiense,  sendo o restante assegurado por receitas próprias e patrocínios, tendo portanto aquele projecto sido  muito condicionado e limitado pelo orçamento disponível, o mesmo resultou de tal forma que me encantou sobremaneira como exemplo de criatividade, sensibilidade, luz cor e algum rigor histórico, com muita fantasia à mistura .

 Quase que me atreveria a dizer que ainda bem que o orçamento foi apertado, pois uma vez mais ficou provado que " a necessidade aguça o engenho" e que quando se tem habilidade, criatividade e vontade as coisas resultam mesmo com pouco dinheiro e sem subsídios...

Afinal, o objectivo deste cortejo , é dar início às festas, de maneira que as pessoas se integrem e interajam com quem programou e planificou dez dias de festa, dando o melhor de si, para publicitar a sua cidade e divertir os habitantes da mesma, do concelho, da ilha e também os muitos forasteiros que a visitam assim como os seus imigrantes.
Não é necessário que realizem projectos megalómanos para se entrar na alma das pessoas, nem grandezas, aliás a Praia da Vitória não necessita disso pois já o é ( grande ) na sua história e nas suas gentes, tal como o canta a marcha de 2015:

-Toquem notas de alegria
-Que chegou o dia,
-A festa já se sente
-Partitura de mil cores,
-Traz  à Praia seus amores
-Seu tesouro, suas gentes!












sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Festas da Praia da Vitória 2015

Ai nas nossas festas da Praia.
Houve, música, dança e fantasia,
Veludos, sedas e cambraia,
Descontracção cor e alegria.
Ai na Praia de Nemésio,
Muitos balões subiram no ar,
Para a tristeza foram remédio,
E trouxeram grande bem-estar,
Ai as Torres da nossa praia,
Do Hospital, Câmara e Matriz
Avistam a cidade  até à areia, 
E vêem o povo muito feliz ...

Clara Faria da Rosa
Festas da Praia da Vitória 2015

Nem quero acreditar!!!


A noite passada, fomos à Praia da Vitória, assistir ao desfilar das marchas.
Vim para casa feliz e orgulhosa por pertencer a uma comunidade que consegue tais feitos.
Era uma mar de gente, tudo feliz e bem-disposto, pois a festa são dois dias e este já vai na conta, não há lugar para tristezas nem desânimos, tudo muito ordeiro, marchas e marchantes lindos, muito colorido, música animada, roupas muito bem confeccionadas e adequadas ao tema das marchas enfim pensava eu:
-Só num local muito civilizado, em que a cultura tem predominância , em que se sabe viver e conviver é que se pode experienciar uma noite como esta!
Depois das marchas passarem fomos a uma tasca, e lá foi uma bifana à maneira e uma deliciosa sangria branca, com sabor a um licor, que só mais tarde deduzi ser amêndoa amarga, de novo muita gente num convívio sereno e bem-disposto que nos dispôs bem de tal maneira que, depois de estarmos um tempão a falar com amigos, só voltamos para casa depois das quatro da manhã.
Ao levantar,que como se compreende não pode ter sido muito cedo, pego no jornal diário e leio um artigo que refere a opinião de Paulo Santos candidato da CDU às eleições legislativas pelo circulo eleitoral dos Açores que diz que "os Açores são uma das regiões mais pobres da Europa...e que a realidade vivida nos Açores mostra que a posição austeritária não resultou ."Aqui penso que este termo austeritária" tem a ver com a austeridade que se tem vivido nestes últimos tempos.
Fiquei de rastos... E eu fascinada com tanta luz, cor e alegria, fui induzida a pensar precisamente o contrário!
Na verdade - concluí eu - se somos a região mais pobre da Europa, ontem camuflou-se a situação muito bem camuflada...


















Ao ritmo da música:


Muitas e lindas fotos e impressões se têm aqui divulgado sobre o cortejo de abertura das festas da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores, pelo que pensei não publicar nenhuma das minhas pouco profissionais fotos. Contudo, pus-me a pensar que uma das coisas agradáveis da vida são os elogios de que dificilmente nos fartamos, os quais infelizmente são biodegradáveis , isto é, dissolvem-se no tempo com muita facilidade e é por isso, que embora todos os anos elogie este tradicional cortejo, pela sua originalidade, requinte, pormenor, policromia, postura dos seus participantes, guarda-roupa muito bem confeccionado, penteados e muito mais, isso já se diluiu no tempo e penso ser da mais elementar justiça voltar a elogiar o cortejo deste ano que nos trouxe música com a sua magia: música de orquestra, jazz, rock, música latino-americana e o nosso fado património imaterial da humanidade, realçando os instrumentos musicais apropriados a cada tipo, e os seus executantes, tudo prata da casa, mas que não desprimoram em relação aos de fora, e dança que com coreografias adequadas a cada tipo, também esteve presente.
É por tudo isto que a cidade da Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores, deve estar pronta a receber de novo elogios, mais do que merecidos, os quais ao longo do ano se vão esvair no tempo, mas estou certa, de que no próximo ano a Praia da Vitória cá estará de novo para ser merecidamente elogiada, pois as gentes do "Ramo Grande" não costumam deixar os seus créditos por mãos alheias!
















Beber água do poço:

Beber água do poço:
Esta manhã faltou água , na minha zona, por curto espaço do tempo, talvez para trabalhos de manutenção da rede pública, não sei ao certo, o que sei é que fiquei nem uma barata tonta sem saber o que fazer...
Vai daí, que me veio à memória, os tempos em que eu ia com a minha mãe ao poço tirar água, que depois transportávamos para casa em grandes baldes, cada uma do seu lado, numa agradável cumplicidade a ver se não derramávamos nada porque, naquela altura, água era ouro e ao chegar a casa era muito poupada, não era como agora que se deixa a torneira a correr e se gasta imensa só para lavar os dentes!
Também me lembrei do Senhor Teotónio Meneses, um Senhor que tinha uma casa com loja por baixo na praça em frente ao lar D. Pedro V, na Praia da Vitória onde a minha mãe ia fazer compras e do diálogo que se travou entre os dois:
- Então como vai a pequena nos estudos?- já se sabe que a pequena era eu!
-Vai indo devagarinho- respondeu a minha mãe que não era de muitos superlativos, nem de fazer grandes alardes dos resultados que eu porventura obtivesse, porque ela considerava que eu não fazia mais do que a minha obrigação...
-Ela vai conseguir- dizia o Senhor- E sabe Porquê? perguntava ele para a minha mãe ,de olhos curiosos, postos nele:
-Porque bebeu água do poço!!!
Agora era a minha vez de comentar, com os meus botões, porque na minha insignificância, não me atrevia a fazer parte daquela filosófica conversa de adultos:
-O que tem a água do poço a ver com os meus êxitos escolares???!!!!
Passaram-se os anos já não estão entre nós os interlocutores deste curioso diálogo e hoje, porque faltou água em casa dei por mim a pensar nisto tudo e a concluir que temos que saber tirar partido da situação que vivemos, até mesmo da escassez, e temos que parar e pensar que os nossos problemas não são assim tão terríveis como parecem e tornam-se mais fáceis se os encararmos de uma forma aceitável .
A arte de saber viver está no facto de nos concentrarmos nas nossa dificuldades, aceitando-as e resolvendo-as da melhor maneira possível e assim nos tornamos auto-confiantes, fortes e serenos perante a vida.
Agora é que eu percebo como foi bom para mim, acartar e beber água do poço!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

No 43º aniversário do nosso casamento:


Foram dias, meses e anos
Alegrias, desilusões  e dores
Muitos projectos, muitos sonhos
Muitas vitórias, muitos dissabores...
Foram dias, meses e anos
Tristezas e  felicidade
Perdas, lutas e ganhos
Trabalho, e muita vontade
De firmemente avançar
Do sonho concretizar|...
Foram dias meses e anos
Corajosamente aguentando                                                          
Apontando  mútuos erros
Culpando e perdoando
Criticando e desculpando...
Mas nestes dias, meses e anos
Vivemos acreditando
Que o casamento é assim
Que  a tolerância  e o amor
O perdão a compreensão, enfim
São a fonte e o calor
Que ajudam na caminhada
Que empurram nesta jornada
De dias, meses e anos
De lágrimas, tristezas e risos
De derrotas,e vitórias
De estradas e caminhos
Cujos minutos, cujas horas
Somados em dias e anos
Nos levam até ao fim...

29/Julho/2015 
Clara Faria da Rosa

Amizade:

No dia internacional da amizade:

A amizade é um laço
Para manter bem apertado,
É mão estendida, é abraço
É ajudar com muito agrado!

É nó, é fita, é corrente
Que  transmite segurança
Ao velho, ao novo, a toda a gente...
Trazendo  ao Mundo esperança !

A amizade não é falsa
Soberba, mesquinha ou invejosa,
A amizade a tolerância realça
De forma meiga e graciosa.

A amizade é tesouro precioso
Que deve ser muito bem guardado,
É safira, esmeralda e ouro
É bem para ser bem conservado.

Esta palavra amizade
Não é uma palavra vã,
É irmã da liberdade
Que nos torna a mente sã!

Clara Faria da Rosa
30/Julho/2015

No dia internacional da amizade:


 A tua amizade:

Sinto-me rica com tua amizade
Confiante, eufórica e segura
Cheia de orgulho e de ventura
Alegria, amor e felicidade!
Sinto-me rica com tua amizade
Que é para mim um presente
Onde não encontro maldade
E me deixa muito contente|!
Quero que também te sintas rica
Com minha sincera amizade,
Por isso,meu testemunho aqui fica
A comprovar a verdade...
E a verdade é que :
- Se não estendermos a mão,
Reinará a solidão,
A tristeza e a dor
Da falta dessa linda flor
Que se chama AMIZADE!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Visita à Senhora do Carmo



No majestoso templo
de Santo Inácio de Loyola
Eu embevecida contemplo
A Senhora do Carmo e seu filho...
E ela no seu andor
Em redor espalha brilho,
Seu olhar puro e doce  rubor
parece que a todos consola,
E o seu manto novo
E restaurado rosto,
No meio da  talha dourada
E muito azulejo antigo
Para todos nós olha
E o lindo menino mostra:
-De túnica a ouro bordada
Linda corôa brilhante
E o pezinho balouçante
Mostra a fina sandalinha
E roça o manto acetinado
E ricamente bordado
Depois de bem restaurado
De sua mãe, a rainha!

16/Junho/2015 - Dia de Nossa Senhora do Carmo
Clara Faria da Rosa

Angra do Heroísmo, Terceira Açores
Igreja de Santo Inácio de Loyola mais conhecida por igreja do Colégio, datada do século XVIII, onde se venera a Senhora do Carmo.

domingo, 12 de julho de 2015

A SEMANA EM "AR"


Nova semana a pairar,
E sete  dias a contar:
A Segunda para acelerar,
A Terça para continuar,
A Quarta para cansar,
A Quinta para pensar ,
Que a Sexta está a chegar,
E traz o Sábado para relaxar,
E o Domingo para louvar!
**************** 
Clara Faria da Rosa
12/Junho/2015

sábado, 11 de julho de 2015

A Linha que tece a vida

A linha que tece a vida,
Às vezes é ténue, delgada,
Frágil e pouco comprida,
E parte à menor pancada...
E sendo a vida atrevida,
A linha que tece a vida,
Às vezes tece buracos,
Donde há pouca saída,
E a  vida fica em cacos...
A linha que tece a vida,
Às vezes é colorida,
E brilha como as estrelas,
Torna a pessoa ponderada,
Corajosa e convencida 
Que não há noite nem trevas...
A linha que tece a vida, 
Tem que ser bem trabalhada,
Para que haja saída,
No dia que a vida atrevida
Nos prega uma partida...
Quando um novelo comprares,
Para tua vida teceres,
Compra um de cores fortes, 
E de fios bem resistentes
Para na vida venceres!

Clara Faria da Rosa
11/Julho/2015

Olá!!! Como Vais?

Olá a todos!
Conta-se que  Caio Plínio  Cecílio Segundo, Conhecido por Plínio o Jovem ou o Novo que foi um orador insigne, jurista, político e administrador imperial na Betínia, e que era sobrinho-neto de Plínio o Velho e  escreveu sobre as erupções vulcânicas de Pompeia pelo que as erupções vulcânicas desse género se chamam na actualidade de erupções plinianas e que viveu há 2000 anos se queixava aos seus amigos que não lhe escreviam dizendo-lhes que se não tinham nada sobre o que escrever que escrevessem a dizer isso mesmo...
O meu caso não é esse porque graças a Deus tenho imenso sobre o que escrever,gosto de contactar, tenho imensa vontade de escrever e lembro-me muito de o fazer , mas  tenho tido pouco tempo para me concentrar para   me abeirar do computador.
Sydney Smith, um escritor inglês do século XIX dizia que a escrita é como as calças antes da invenção dos  suspensórios, é impossível mantê - la regular.
É o meu caso, espero que haja uma aberta, nesta minha vida, para que eu tenha tempo de fazer o que gosto mais e que para mim é um passatempo, ESCREVER.... Até lá um grande OLÁ, sem ser o gelado, que também é muito bom, mas uma saudação simpática e afetuosa aqui da amiga Clara Faria da Rosa

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Conversas de salão

Dona Lola e Dona Mimi encontram-se no cabeleireiro:

Mimi -Então dona Lola como vai?
           Há tempos não nos vemos,
           Está muito em casa, nunca sai,
           Pelo que não nos encontramos...

Lola -Com a crise que vai aí
         Nem posso dizer um ai!
         E você dona Mimi,
         É muito bom vê-la aqui...

Mimi -Sim tenho que tratar do cabelo
           E das unhas a  rigor,
           Não posso ver-me ao espelho
           Ai estou um horror!

Lola -Mas a sua pele está fina
          E  está mais magra agora...
          Parece mesmo uma menina,
          Não pode estar melhor, por fora!

Mimi-É muita bondade sua
          Mas por dentro estou mal...
          Saio envergonhada  à rua
          Tal é meu estado geral!

Lola -Trate do seu interior
          Do coração e da alma...
          Se por dentro sentir amor
          Ficara sã  e muito calma.

Mimi-Eu quero é ficar bonita
          Com meu cabelo brilhante
          E a minha unha polida
          Toda, toda estonteante!

Lola -Pense de modo profundo,
         Abra bem esse seus olhos,
         Veja o que vai no mundo
         É sofrimento aos molhos...

Mimi -Eu fujo desses problemas,
          Eu quero é andar para a frente,
          Sem preocupações ou dúvidas
          Viver  saudável, feliz e contente!

Lola -Deve haver uma mudança
          Na sua cabeça e mentalidade,
          Espalhe à sua volta esperança
         A vida não é só vaidade...

Cabeleireiro-Então minhas senhoras
                     Não discutam por favor,
                     Vejam que passam as horas
                     E atrasam meu labor!
                      
                   As duas estão muito certas
                   Devem tratar do interior
                   Espalhar amor e ternura
                   Mas também do exterior 
                   Espalhar  beleza e candura
                   E assim  farão o mundo  melhor...

Clara Faria da Rosa
9/Julho/2015







quarta-feira, 8 de julho de 2015

O relógio da nossa vida:

Depois do jantar, louça lavada, cozinha arrumada, sentei-me a descansar com o objectivo de ler um pouco. Eis senão quando, sobressaltada, ouço o relógio de parede  bater as 21 horas. Havia passado pelas brasas, isto é cochilado, e o livro jazia abandonado no chão.
Olhei de relance para me certificar das horas e dou por mim a pensar:
-Meu querido relógio, meu amigo, tens sido o companheiro da nossa família, desde há mais de quatro décadas, tens presenciado as alegrias e desgostos que se têm desenrolado neste lar e nunca te cansas, estás sempre presente e a alertar-nos para os nossos compromissos e responsabilidades. Como te estou grata pelo teu companheirismo!
- Não és um simples relógio digital, desses modernos em que o tempo se apresenta numa sequência de momentos no presente, és um relógio especial , um relógio antigo de ponteiros em que o teu mostrador alberga diferentes momentos, entre o passado e o futuro, no seu circulo dourado e harmonioso ao qual eu associo a sequência dos quadros da nossa vida.
Ao olhar para ti, vejo a nossa vida a desenrolar-se e também os seus diferentes momentos passados e, estou certa e desejo-o ardentemente, que ainda marcarás muitos acontecimentos que nos trarão alegrias e algumas desventuras as quais,  todos juntos, ultrapassaremos, porque a união traz a resistência e tu, tenho a certeza, nunca nos deixarás nem te cansarás de traçar a linha do tempo da nossa vida e da  família!