Na igreja paroquial celebrou-se missa festiva e comunhão solene ao que se seguiu a procissão que decorreu com muita ordem e devoção, este ano, para os lados da Silveira.
É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
terça-feira, 30 de junho de 2015
Procissão de São Pedro de Angra
Na igreja paroquial celebrou-se missa festiva e comunhão solene ao que se seguiu a procissão que decorreu com muita ordem e devoção, este ano, para os lados da Silveira.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
O vestido azul
O vestido azul
Soneto azul :
Quando meu vestido azul usei,
Senti-me bem e pensei:
- Sendo o azul celeste cor,
Porque não reflecte amor?
-Porque é que o azul das nuvens
Não traz paz aos inquietos homens?
-E porque é que o azul do mar
Não aumenta a sede de amar?
- É porque o azul precisa ser forte
Anilado, como preciosa safira,
E fazer do mundo tela colorida,
Para conduzir o Mundo ao Norte
Sem invejas, maldade ou ira,
Onde o importante seja a Vida!
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Que bela troca...
Os adultos, neste caso as educadoras e pais, dão-lhes todo o amor, dedicação e tempo de que dispõem, em troca, elas dão-se-lhes inteiramente... Estou a falar de crianças, do seu crescimento, do seu desenvolvimento, da sua evolução, da sua doce inocência, do querer fazer bem e agradar.É como que uma flor a voltar-se para a luz no seu lindo e lento desabrochar!
Foi o que se viu ontem passar no centro de Angra, foi o que eu pensava enquanto assistia ao desfilar de muitas crianças que se esforçavam, que se divertiam, mas sobretudo que nos alegravam os olhos e nos aqueciam o coração com aquela ingenuidade, com aquela pureza, com aquela inocência que nos deixa tanta saudade...
Que bela troca!!!
Foi o que se viu ontem passar no centro de Angra, foi o que eu pensava enquanto assistia ao desfilar de muitas crianças que se esforçavam, que se divertiam, mas sobretudo que nos alegravam os olhos e nos aqueciam o coração com aquela ingenuidade, com aquela pureza, com aquela inocência que nos deixa tanta saudade...
Que bela troca!!!
O dedo de Deus:
Vem isto a propósito da homenagem prestada ontem, na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Terceira, Açores, a João Ângelo Vieira pelos seus oitenta anos, completados ontem e pela sua postura ao longo dos mesmos, como homem íntegro e vertical que sempre foi, o que não é pouco, nos tempos que correm, mas sobretudo pela figura de primeira que foi nas cantigas ao desafio, com um estilo muito próprio, com um sentido de humor apurado o seu sarcasmo acutilante mas sempre atento aos outros, meigo, amigo e simples.
Quem não conhece ou nunca ouviu falar "Das Velhas" nas cantigas ao desafio, que quanto a mim se enquadram na lírica portuguesa como uma forma de cantigas de escárnio e maldizer de sentido crítico e satírico, das quais ele foi um exímio cantador tendo como parceiros os cantadores Doninha, Plácido, Mota e José Eliseu
João Ângelo Vieira tem no seu percurso de vida muitas homenagens as quais constam do livro biográfico ontem publicado em sua homenagem e como presente de anos, mas conta sobretudo com a maior homenagem que um ser humano pode granjear ao longo da vida; A admiração, a amizade e o respeito dos que privaram e privam com ele ao longo destes oitenta anos.
Aqui vai uma quadra de João Ângelo, no seu melhor:
Todos estamos sujeitos
A ter dificuldades na vida
Porque todos temos defeitos
E também qualidades.
Parabéns pelas suas qualidades e que não venha a ter dificuldades nos longos anos que desejo, ainda tenha para viver.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
O lampião antigo fala das Sanjoaninas(Diálogo):
-Diz-me, amigo lampião:
-Tu que estás aí especado,
Tu que estás tão ornamentado,
O que tens visto nestes dias?
Conta-me tuas alegrias...
-Ai, sou um lampião florido,
Mas estou um pouco dorido,
Todos a mim se encostam
Mas nunca de mim se lembram...
-Mas, antigo lampião
Afinal por que te queixas?
Estás no centro das festas
Não me digas que desgostas!
-Não quero isso dizer
Só tenho a agradecer,
É que tudo tão iluminado
Até me me sinto ofuscado...
-Nunca serás esquecido
A rua tens enriquecido,
Abrilhantas nossas marchas
E ficas perto das bandas...
-Nisso dou-te muita razão
Está grato meu coração
Quando a rainha passou
Sorriu e para mim olhou...
-E os desfiles e desporto,
O pezinho e muito povo
E da escadaria da Catedral
Todos te davam aval...
-Sou um lampião angrense,
Sou um lampião terceirense
Só tenho que estar orgulhoso
Deste povo ordeiro e brioso..
-Deste povo e desta terra
Desta gente de grande garra,
Que sabem lutar festejando
E fazem a festa lutando!!!
Clara Faria da Rosa
Sanjoaninas de 2015
-Tu que estás aí especado,
Tu que estás tão ornamentado,
O que tens visto nestes dias?
Conta-me tuas alegrias...
-Ai, sou um lampião florido,
Mas estou um pouco dorido,
Todos a mim se encostam
Mas nunca de mim se lembram...
-Mas, antigo lampião
Afinal por que te queixas?
Estás no centro das festas
Não me digas que desgostas!
-Não quero isso dizer
Só tenho a agradecer,
É que tudo tão iluminado
Até me me sinto ofuscado...
-Nunca serás esquecido
A rua tens enriquecido,
Abrilhantas nossas marchas
E ficas perto das bandas...
-Nisso dou-te muita razão
Está grato meu coração
Quando a rainha passou
Sorriu e para mim olhou...
-E os desfiles e desporto,
O pezinho e muito povo
E da escadaria da Catedral
Todos te davam aval...
-Sou um lampião angrense,
Sou um lampião terceirense
Só tenho que estar orgulhoso
Deste povo ordeiro e brioso..
-Deste povo e desta terra
Desta gente de grande garra,
Que sabem lutar festejando
E fazem a festa lutando!!!
Clara Faria da Rosa
Sanjoaninas de 2015
Colchas de tear
colchas nas nossas varandas
As colchas são um primor
Nas ruas da nossa cidade,
Brilham com esplendor
e dão ar de antiguidade.
Nas ruas da nossa cidade,
Brilham com esplendor
e dão ar de antiguidade.
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Feitas em artesanais teares
A rigor e a preceito ,
Feitas em artesanais teares
A rigor e a preceito ,
São certamente resultantes
De muita criatividade e jeito.
___
Quando as nossas avós
Se sentavam no tear
Pensavam de certeza em nós
e no legado a deixar!
___
E deste modo se fizeram
Tecidas, lindas colchas
Que as janelas decoram,
Nas nossas Sanjoaninas.
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Aqui quero enaltecer
Donos de tais janelas,
Que para nos dar prazer
Expõem as suas riquezas!
À procura da luz:
Marchas de São João em Angra do Heroísmo
Longe vão os tempos em que eu , na minha freguesia natal, hoje Vila das Lajes, costumava saltar as fogueiras,na noite de São João, nas proximidades da minha casa, na Aldeia Nova, com as minhas amigas dando vivas a este santo. Penso que esse hábito de se fazerem fogueiras tem a ver com a procura da luz que este santo aconselhava e ainda sinto nos meus ouvidos os vivas a São João que ecoavam naquelas noites da minha infância e juventude assim como o calor que emanava das labaredas que se confundia com o prazer das brincadeiras e com a camaradagem meiga, desinteressada e pura que então se vivia. Quem viveu tal experiência certamente perceberá o que aqui tento transmitir embora mal, porque há certas emoções que só o muito talento consegue descrever.
Agora está tudo diferente e fazem-se marchas para aclamar o santo e as pessoas que não marcham assistem ao respectivo desfile participando com as suas palmas e o seu apreço.
Deste modo, esta noite, assisti, na rua da Sé, em Angra do Heroísmo,até às 3 horas da manhã, ao desfilar de 27 marchas que festejavam o São João, cada uma diferente da outra no tema, colorido, música e coreografia, mas todas bonitas na sua diversidade e alegria que contagiava quem apreciava o desfile e se esquecia dos seus problemas e dores. Durante várias horas não houve lugar para tristezas nem lamentações, houve isso sim , uma vontade enorme de viver em plenitude a festa porque há que viver as oportunidades visto que esta vida são dois dias e este já vai na conta, portanto toca de ver as marchas ou, em falta delas. as fotos que mostro as quais não ficaram muito boas porque o lugar onde eu estava não permitiu melhor. É só apreciar!
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