quarta-feira, 17 de junho de 2015

O meu grande sonho


Eu sonho fazer um cruzeiro
Usando um chapéu abeiro 
Visitar praias e cidades
E exóticas localidades...
Eu sonho viajar pelo mundo
E conhecer tudo a fundo
Gentes, povos e raças
Construções e suas traças...
Eu sonho  as culturas estudar
E  em aventuras participar
Inéditas, loucas e excitantes 
Mas com experiências constantes ...
E quando eu pelo mundo andar
E no convés do navio me sentar
Com meu lindo chapéu abeiro
Protegida num sombreiro...
Beberei refrescos diferentes
Meus olhos ficarão brilhantes
Pensando que o mundo é aquilo
E que lá fora tudo está tranquilo...
Sem guerras, fomes ou dores 
Sem ódios, invejas ou mortes! 
Porque o meu chapéu abeiro
Mudará o mundo inteiro!!!
Clara faria da Rosa
17/6/2015

FÁTIMA GARCIA

Um grande abraço de parabéns para a nossa amiga Fátima Garcia


Salvé 17/06/2015

Amiga:


Mando-te um grande abraço
de parabéns e felicidades,
Que tenhas sempre um espaço
P' alegria e amizades..
___
Hoje é um dia de festa
É um dia para lembrar
O passado que empresta
Recordações para guardar!
___
O que for bom guarda bem
Esquece o desagradável
E vive como convém...
De uma forma amigável!
___
Da Clara vai um beijinho
Da família extensivo
E vai também um raminho
Neste dia bem festivo...

terça-feira, 16 de junho de 2015

As varandas da cidade de A. do Heroísmo

Nas ruas da nossa cidade
das varandas arrendadas 
espreitam lindas  petúnias
frescas, lindas perfumadas!
Nas ruas da nossa cidade 
as varandas preservadas
olham para as ruas calcetadas
Que contam muitas histórias! 
Nas ruas da nossa cidade
há varandas requintadas
onde nossas antepassadas 
apareciam recatadas!
Nas ruas da nossa cidade
Nas varandas rendilhadas
debruçam-se lindas damas
que rivalizam com as petúnias
que de pudor ficam coloridas!
Se eu nas ruas da nossa cidade
Tivesse varanda rendilhada
Estava sempre debruçada
Orgulhosa e muito prezada
de tanta riqueza herdada!














sábado, 13 de junho de 2015

14 de Junho Vila das lajes em festa

A Vila das Lajes

 Localidade que me viu nascer em 1948, à altura freguesia, faz parte das freguesias do Ramo Grande, no concelho da Praia da Vitória, Terceira, Açores.
 Pelas suas pedreiras escuras e porosas, donde foram extraídas grandes e numerosas cantarias aplicadas na construção de casas, igrejas, ermidas, poços e ladrilhos na freguesia e arredores, adquiriu este nome, LAJES.
Nesta freguesia predominava a agricultura com especial incidência para a cultura do milho e do trigo pelo que se denominava o celeiro da ilha. Ainda tenho presente na memória o chiar dos carros de bois carregados de molhos de trigo a serem transportados para as debulhadoras. O trigo assim como as lajes estão representados na sua heráldica como se pode ver no brasão aqui inserido. Grande parte dos terrenos onde se faziam essas culturas, no lugar das Bugias, foram expropriados para aí se construir a Base aérea das Lajes.
Possuindo, na localidade, uma casa que era pertença dos meus pais, passo por lá muitas vezes tendo, numa delas,  revisitado calmamente a igreja datada de 1546, onde me baptizei , crismei e casei, onde frequentei a catequese no tempo do saudoso padre Gregório Rocha, lembrado numa lápide existente na casa dos Espínolas, junto à igreja. Volvido muito tempo, observei este templo com outros olhos, apercebendo-me de pormenores que à data me escapavam .
Pela janela do baptistério entrava uma réstia de luz que me transmitia uma sensação de calma e paz. Os andores esperavam ser decorados para a procissão que se faria no primeiro domingo de Outubro, São Miguel Arcanjo estava sem asas e a Senhora do Rosário assim como o menino estavam despojados dos respectivos  rosários, Santa Teresinha já segura ternamente o seu ramo de flores, São Pedro Já comanda o seu barco, São Sebastião encostava-se à árvore onde seria sacrificado, o porquinho dormia junto a Santo Antão, São José segurava ternamente o menino e pairava no ar um clima de preparação, limpeza e ordem que me segredava que quando chegasse o dia e a hora, tudo e todos estariam a postos!

Foi esta postura, creio eu, calma, serena e ordeira, transmitida pelos inquilinos da igreja lajense, que   contagiou os lajenses tornando-os fortes, ordeiros, competentes, voluntariosos, lutadores, contornando obstáculos que levaram a sua freguesia ao patamar em que hoje se encontra que lhe  permitiu guindar-se à categoria de vila, o que muito honra a sua população  que está festejando o aniversário da sua elevação a Vila das Lajes que gostosamente saúdo!

Dia de Santo António:

Hoje é dia de Santo António, e ontem celebraram-se , com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa Os casamentos de Santo António.
Nascido a 15 de Agosto de 1195 , diz-se protector dos pobres, auxiliar das coisas e pessoas perdidas e amigo nas causas do coração , sendo por isso que se celebram os casamentos em sua honra.
Nascido numa família abastada, foi baptizado com o nome de Francisco, mudando de nome ao entrar para a ordem Franciscana.
Foi para Marrocos onde adoeceu gravemente tendo sido, por isso, obrigado a regressar a casa, no entanto, uma grande tempestade obrigou-o a aportar Sicília, na Itália, onde entrou na ordem de Assis tendo conhecido S. Francisco de Assis, seu mestre e inspirador.
Começou a pregar tornando-se num grande e inspirado orador, de tal modo que as suas pregações chegavam a alterar a rotina das cidades onde pregava.
Pregando chegou a Pádua,
morrendo no convento de Santa Maria de Arcella às portas dessa cidade, com 36 anos de idade, no dia 13 de Junho, tendo sido mais tarde, transladado para a Basílica de Pádua.
Dedicou-se ao serviço de Deus e dos pobres, pelo que uma das tradições mais antigas, em sua homenagem,consiste na distribuição de pães aos necessitados, em sua homenagem como se fazia e penso que ainda se faz, junto à ermida com o seu nome, no sopé do Monte Brasil, em Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.

Santo António o auxiliar nas causas e coisas perdidas

 13 de Junho-dia de Santo António:
Uma broa para Santo António,
Quando eu era criança, havia o hábito de solicitar a ajuda de Sto.António
no caso de se ter perdido alguma coisa, na ocasião, prometia-se uma esmola em louvor do santo que se colocava em cima do muro, junto à nossa casa, caso a graça fosse concedida e o objecto perdido aparecesse.
Normalmente era um pão de milho (broa) que era levado por qualquer pessoa que passasse e que conhecia o hábito.
Eu ainda faço isso, mas a maioria  das pessoas, infelizmente, desconhece essa tradição e bastas vezes ficam até  desconfiadas quando vêem um pão assim abandonado.
Embora este hábito esteja em desuso, deixo aqui esta broa para que santo António encontre a esperança aos portugueses e governantes capazes de levarem este pobre país a bom rumo. 

Tourada à corda na ilha Terceira:


A tourada à corda é uma das tradições culturais que se manifesta com maior evidência na ilha Terceira, Açores. Essa manifestação repete-se anualmente num ciclo compreendido entre Maio e  Outubro e, para além de divertimento é também fonte de receitas  que abrangem várias áreas desde a criação de gado bravo, cujos ganaderos cobram um preço variável, por corrida, conforme a bravura e a fama dos touros, por tourada, à gastronomia pois é sabido que, lugar onde há tourada é lugar de festa nas casas  que compreendem esse percurso cujos donos aproveitam para convidar familiares e amigos para o 5º touro, isto é, para um alegre convívio no intervalo e no fim da tourada, onde não faltam bons e variados petiscos.
Vive-se um clima especial de cores, cheiros, amizades, convívios e alegres burburinhos que só vivendo se pode compreeder .
Por ano realizaram-se nesta ilha cerca de  250/300 touradas as quais geram um benefício económico de cerca de um milhão de euros , segundo um estudo do professor universitário Tomás Dentinho, economista, isto é a diferença entre os custos do espectáculo e os gastos efectuados.
Mas o que é certo é que as pessoas não pensam nestas coisas, deixam as contas e os assuntos sérios para os estudiosos e lá vão, crianças, novos e velhos, para a festa , porque a vida são dois dias e este já vai na conta e se se há-de gastar dinheiro no psicólogo, curando depressões, gasta-se na tourada  e chama-se o rapaz dos cestos, que apregoa guloseimas, gelados e aperitivos e vai-se bebendo uma fresquinha.
- Olha mais, Olha mais, Olha os salgadinhos!!!
Pum! - Estala O foguete,!
- Safa-te rapaz , Olha esse toiro..
- Ai Jesus, credo, que ele morre ali !
- Olé, Olé! Que belo Passe de guarda-sol!!!
 E muito mais haveria a dizer só que não tenho tempo, estou a preparar alguns petiscos, para o quinto touro, logo à tarde!

Manhã de Quarta-feira,
 10 de Junho de 2015










Tourada à corda nas Bicas de Cabo verde:

 Na passada Quarta-Feira foi dia de tourada junto à nossa casa, é sempre um dia de muita alegria e de grande reboliço, convidamos amigos que aparecem e entre eles entram muitos mais que,embora não convidados formalmente,são sempre bem vindos. A tourada à corda na Ilha Terceira, para os que não conhecem,consta da corrida de quatro toiros num arraial, pré estabelecido, que são estimulados pelos capinhas e arremetem contra os mesmos e contra tapadas e muros provocando momentos de grande alvoroço e muita gargalhada. Após a tourada costuma haver momentos de agradável convívio à volta de mesas, mais ou menos compostas, a que chamamos jocosamente "o quinto toiro"

Aqui vão umas pobres quadras que falam das nossas touradas e umas fotos de alguns convidados , parentes e amigos, que nos brindaram com a sua presença:
Na Terceira há touradas
Em bonitos arraiais,
Nos terreiros e canadas
Portos, docas e areais...
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É uma festa animada
A tourada na Terceira,
Dia de muita marrada
E de alguma bebedeira.
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Namoros e amizades
Nas touradas se fazem
Negócios e inimizades
Nas touradas se desfazem.
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Na gaiola está o toiro,
Já está pronta a tapada,
O foguete num estoiro,
Limpa logo a estrada!
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Os rapazes de um salto
Juntam-se às namoradas
E a velha em sobressalto:
-Ai Jesus,tantas marradas!
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Nas tascas há bons petiscos:
Batatas, favas, bifanas...
E os homens correndo riscos
Vão olhando as varandas.
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Olha esse toiro, rapaz!
Usa o guarda-sol a jeito,
E dá um passe capaz
Com salero, a preceito.
Clara Faria da Rosa
Junho de 2015
 








 

  

sábado, 6 de junho de 2015

Homenagem a D. Josefa de Sousa Pereira


Centenário:
D. JOSEFA DE SOUSA PEREIRA
Atinge hoje uma importante etapa, uma etapa que não é alcançada pela maioria dos seres humanos o centenário do seu nascimento, tendo vivido  ao longo destes cem anos, de forma digna, exemplar e corajosa.
Nascida em Santa Luzia de Angra a 6 de Junho de 1915, viúva de Rafael Teixeira e mãe de António Fernando de Sousa Teixeira, já falecido, vive há largos anos nas Bicas de Cabo Verde, na companhia de sua nora D. Fernanda Fagundes, tratada com muito desvelo e carinho.

Um bem-haja por ter sido a mulher que foi e que ainda é, e votos de saúde e que continue a brindar-nos com a sua presença por muitos anos!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A cor da Amizade

Mãos amigas ofereceram-me estas flores. Singelas? Talvez, mas com um sabor muito especial e com um cunho da amizade e sensibilidade que me fizeram sentir que:

A  amizade é uma festa,
É alegria e fruto sumarento,
É linda flor que nos empresta
A cor a cada momento.
A amizade é o que nos resta
Ao filtrar o sofrimento
É ópio, bálsamo, giesta
Que perfuma o sentimento.

Clara Faria da Rosa
3 de Julho de 2015





terça-feira, 2 de junho de 2015

Anjinhos de massa sovada

Acabadinhos de sair do forno!!!
Para quem não sabe, massa sovada é um pão doce que se faz em todas as ilhas dos Açores, com algumas variantes de ilha para ilha, e tem este nome porque para ser boa tem que ser muito sovada, ( sova tareia) tanto que os nossos avós chamavam a amassadura deste pão de sovadura. Pois embora se coma durante todo o ano é nas festas do Espírito Santo e trindade que ele tem a sua expressão máxima e abunda em todas as casas, graças a Deus!
Tendo abundância do mesmo, resolvi pôr-me a fazer experiências culinárias e fiz uns bolinhos que baptizei de "Anjinhos de massa doce". Ao sair do forno exalavam um odor maravilhoso e ficaram uma delícia então, resolvi tomar nota desta descoberta para os fazer numa próxima oportunidade e, pensando bem concluí, que como há muita massa sovada ou massa doce por aí, talvez alguém queira aproveitar esta minha descoberta . Então é assim:
Esfarela-se a massa, bem esfarelada, Uns duzentos e cinquenta gramas, mais coisa menos coisa, sou um pouco de improvisar, leva-se ao lume meio litro de leite com casca de limão e um pau de canela até ferver, ao levantar fervura junta-se a massa esfarelada e envolve-se bem. À parte leva-se ao lume meio kg de açúcar com um quarto de litro de água e levanta fervura, junta-se ao preparado anterior e deixa-se arrefecer um pouco. Batem-se 6 gemas de ovo que se envolvem lentamente no preparado da massa com o açúcar e leva-se ao lume a engrossar sem deixar ferver e pronto...
Agora é só fazer uma massinha para forrar as forminhas, rechear e levar ao forno uns 25 a 30 minutos, conforme o forno. Polvilha-se com canela, se gostar!
O pior, pior é agora lavar as benditas das forminhas, é ainda pior do que comer estes deliciosos docinhos!


segunda-feira, 1 de junho de 2015

No dia Mundial da Criança / Gostava de continuar criança

Neste dia Mundial da criança dei por mim a pensar, em como foram bons os meus tempos de criança. E os teus, ainda te lembras?
O tempo em que eu era fresquinha como água da torneira, naquele tempo era água do poço, mas não interessava, nada me preocupava, não tinha responsabilidades familiares nem financeiras e tudo se desenrolava na minha ainda curta vida de uma  forma espontânea, simples e maravilhosa.
Naquele tempo, eu não me apercebia da riqueza que tinha no amor e carinho dos meus pais. Agora compreendo porque ria com gosto, por tudo e por nada, simplesmente porque estava alegre e feliz.
Quando eu era criança, sonhava com mundos coloridos e diferentes, fantasiava e imaginava o meu futuro, é por isso, calculo, que ainda sou uma pessoa criativa e fantasiosa.
Em criança eu era espontânea, impulsiva, aventureira e curiosa sem me preocupar com as reacções dos outros e nunca ofendi ninguém com isso!
Em criança eu não planificava a minha vida, nem tinha objectivos pré determinados, queria simplesmente brincar e ser criança, aceitando naturalmente, o que surgia na minha vida, confiando que o mundo me iria tratar bem e que os meus pais velariam por mim e me livrariam de todos os perigos.

Claro que não desgosto de ser adulta e da segurança que isso me oferece, porque penso que na vida todas as etapas devem ser vividas com entusiasmo e seriedade mas sempre com um pouquinho de loucura e fantasia para que nos sintamos bem com a vida e connosco.
É uma infância semelhante à que vivi que desejo, neste dia a todas as crianças do Mundo, com muito amor, confiança, espontaneidade, aventura, respeito, sonho e brincadeira.
E nós adultos, continuemos a sonhar como em criança e a tentar que todas as crianças vivam felizes e sejam tratadas com a dignidade e segurança que um ser humano merece e que todas tenham a possibilidade de absorver educação e exemplos que as façam crescer e realizar-se em plenitude para bem do seu futuro e do Mundo...
Um beijinho para todas as crianças!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Abraços...

Abre os braços e abraça,
Aperta bem apertado,
Faz esquecer a desgraça
Que persegue o abraçado...
Abre os braços e abraça
Suavemente, devagarinho,
De modo que feliz faça
O solitário velhinho... 
Abre os braços e abraça
Com sentimento, de verdade,
Sem olhar a cor ou raça
Num lindo hino à igualdade...
Abre os braços e abraça
Num jeito muito suave,
Os que caíram na desgraça
E que sofrem de verdade...
Olha à volta e abraça o mundo,
Abraça seus sofredores  povos,
E o sofrimento  profundo
Que atinge velhos e novos...
Abre os  braços e abraça
Abre o coração e ama muito,
Para que do amor a paz se faça
E sua semente dê fruto...
Porque neste mundo de fracassos,
Ódios, guerras e rancores,
São valiosos os abraços
E curam males e dores!!!

Clara Faria da Rosa,
No dia do Abraço


Bendita caminha!

À noite, de tão cansada, só me apetece cair na cama e adormecer. É isso, além de andar  cansada sou muito dorminhoca, facto de que não costumo fazer segredo . É verdade, gosto de dormir e habitualmente, acordo retemperada das fadigas do dia anterior e com energia para enfrentar novas tarefas e ultrapassar novos obstáculos.
Deitei-me tarde, passava da meia-noite, e  bastante cansada, tenho andado a fazer limpezas profundas em casa, afastar móveis, limpar tectos, janelas e paredes, veio cá a  casa um pintor, o que causa sempre um certo reboliço, embora no fim fique tudo fresco e agradável. Enfim, cansadinha, mas deitada confortavelmente, com o peso distribuído por uma maior superfície e com o gosto de um bom livro na mão, dei por mim a pensar na importância de uma cama e a interrogar-me sobre a bendita alma que teve a feliz ideia de fazer a primeira cama .
Decidi então, ao levantar-me,  fazer uma breve pesquisa sobre tão importante assunto e fiquei a saber que  Decartes passava diariamente 16 horas na cama, porque era o lugar onde pensava melhor, que Goethe, por sua vez, ditava os seus poemas deitado e que até Matisse, por vezes, pintava deitado, com os pincéis amarrados a bastões para alcançar as telas.
Embora o sono ocupe cerca de um terço da nossa vida, as camas não servem apenas para dormir, como se vê pelos exemplos anteriores, mas deitar-se simplesmente para descansar, é uma das melhores coisas que se pode fazer.
Contudo, os nossos antepassados primitivos, não se podiam dar as esse luxos, porque andavam de um lado para o outro à procura de  caça e de outros produtos para se alimentarem, encolhiam-se para dormir, sobre folhas secas ou peles de animais, em posição fetal, para conservarem o calor e para ficarem menos vulneráveis aos ataques dos animais.
Na idade média, mesmo as famílias ricas possuíam apenas uma cama larga onde se deitava a família inteira e até os animais que lhes serviam de aquecedor.
As camas da realeza tinham balaustradas ou biombos que as transformavam em pequenas fortalezas,e os reis recebiam os amigos e os ministros na cama, pois no período renascentista a posição deitada era uma posição de prestígio!
E muito mais haveria a dizer, sobre estas tão úteis peças do mobiliário onde se nasce, morre, ama ,descansa,  pensa e dorme, contudo, as minhas forças e a minha inspiração a mais não mo permitem, ficando só a possibilidade de aqui  registar um louvor às nossas e em especial à minha, benditas caminhas, pelo que atrás ficou dito...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Eu tenho fé...

Fé é acreditarmos nas coisas quando o bom - senso nos diz o contrário e eu utilizando a minha capacidade e a liberdade que possuo de pensar livremente, acredito e tenho fé  que se todos nós cumprirmos o nosso dever que é afinal o direito palpável e mais certo que todos nós temos, em vez  de só pormos em prática a nossa capacidade de expressão verbal, arrostando a vida, as coisas as adversidades, as faltas e lacunas de frente, conseguiremos progredir  e encontraremos o futuro, a realização pessoal e a felicidade.

Tenho fé no meu país, na sua história e nos exemplos que os nossos ancestrais nos deixaram.
Tenho fé que esta crise económica, financeira, social e política que este país situado à beira mar atravessa, seja ultrapassada para bem de nós todos e em especial dos nossos filhos.
Tenho fé nos homens deste país e acredito que aparecerá alguém  com carisma suficiente que ajudará a virar esta página negra que tão relutantemente estamos a ler com imensa dificuldade em compreedê-la e em interpretá-la.
Tenho fé que tempos melhores virão, em  que a esperança não será uma utopia,  em que os sorrisos brotarão livremente de rostos gastos e cansados e em que ao estendermos a mão poderemos encontrar a macieza das borboletas!