domingo, 12 de abril de 2015

13 de Abril, dia internacional do Beijo

Dia internacional do beijo

Neste dia, beijinhos ternurentos desta tua amiga, Clara Faria da Rosa

Drag and drop meDrag and drop meDrag and drop meDrag and drop meDrag and drop meDrag and drop meBeijinhos doces,
Neste dia especial não posso deixar passar a oportunidade de registar aqui uma receita de beijinhos.
Não é minha, copiei-a de um blogue que visitei," Almanaque culinário " Aqui vai ela:


1 lata se leite condensado,
100grs. de côco,1/4 de chávena de chá de água,
Açúcar cristal para decorar,
3/4 de chávena de chá de açúcar.


Misture todos os ingredientes e leve ao microondas 8ou 9 mn.
Retire,bata bem e deixe arrefecer.
Faça pequenas bolinhas e passe por açúcar cristal e decore com cravinho da Índia


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quando os reis vieram à Terceira

Quando os reis vieram à Terceira
D. Carlos, filho de D. Luís 1º e da princesa Maria Pia de Saboia, casou em 1886 com a princesa D. Amélia de Orleães, filha do conde de Paris, na igreja de S. Domingos, em Lisboa e tornou-se rei de Portugal em 1889.
Ficou conhecido na história pelo Oceanógrafo, cognome justificado pela sua paixão pela oceanografia, por Martirizado ou Mártir por ter morrido assassinado e por Diplomata devido às várias visitas de cortesia que fez a diversos países, e aos arquipélagos da Madeira e dos Açores onde aportou nos princípios de Julho de 1901.
São dessa época os saborosos bolinhos que todos conhecem feitos com farinha de milho, ovos, mel de cana e especiarias que foram baptizados com o nome da soberana, em sua honra; O que não se sabe ou não se diz é que as mulheres da freguesia da Ribeirinha, ilha Terceira, teceram uma colcha com a coroa real, para lhes oferecer.
Partiram os monarcas, levando a dita colcha da qual foram feitas cinco réplicas, para várias famílias da ilha.
Quando criança ouvia falar de uma dessas colchas, pertença de uma tia minha, cujo marido a herdara de seus pais, como criança não ligava ao assunto, contudo, morrendo a minha tia e o marido, foi herdeiro o filho destes, o meu primo Francisco Fernandes Martins Aguiar ( Ramalho) casado com Ercília Borges Aguiar os quais num momento de aflição prometeram rezar o terço ao Senhor Espírito Santo e dar um almoço a inocentes e a familiares, isto em Agosto de 2011.
Fui lá rezar o terço e então ao ver a referida colcha, exposta, fiquei a pensar na história que te contei, nas transformações sofridas pela nossa sociedade, no espaço de um século, e nas nossas antepassadas que tanto trabalhavam e que segundo creio, não o fizeram por acaso nem sem objectivo, mas com muita coragem, dignidade e persistência...E aí senti um grande orgulho das nossas avós terceirenses cujo amor, força, e coragem faziam com que valesse a pena viver apesar das adversidades de então!!!
Cada vez mais tenho a certeza de que os costumes e instituições legados pelos nossos antepassados, constituem a sabedoria de muitas gerações após séculos de experiências o que ao fim e ao cabo é a nossa história. Temos obrigação de dar continuidade a essas tradições, pois romper com o passado será pura loucura é como cortar as raízes de uma árvore sem as quais não se poderá sustentar!
Cá está a linda colcha, feita nos teares da Ribeirinha, há mais de cem anos!

domingo, 5 de abril de 2015

Passeios da cidade da Horta/Faial

Matemática, simetria, cuidado e beleza nas calçadas da cidade da Horta:
Se há profissão que admiro é a de calceteiro. Admiro aqueles homens que passam os dias curvados, com as costas voltadas ao Sol e o rosto olhando a terra...
Tiro-lhes o chapéu, por cultivarem uma forma de arte milenar cujo resultado, muitas vezes, passa despercebido aos transeuntes que, na sua azáfama do dia-a-dia, ou por falta de sensibilidade e ou respeito, frequentemente não se apercebem da beleza das formas e desenhos que pisam, fruto do trabalho que aqueles homens criam, com amor e suor.
Como te disse, estive na cidade da Horta - Faial no fim do passado mês de Março e se há cidade que se pode orgulhar das suas calçadas, dos seus passeios, com desenhos simétricos, parecendo o característico bordado de rechilieu é aquela, admirei sobremaneira os seus passeios e as suas ruas arrendadas!
É por isso que, tirei algumas fotos,embora poucas, porque o tempo não permitiu mais... para te mostrar e para recordar...





























sábado, 4 de abril de 2015

Olhar de Páscoa

Olhar de Páscoa


 Olho as pessoas
 e vejo a Páscoa
 No brilho dos seus olhares,
 No sorriso dos seus lábios,
 No cumprir dos seus deveres,
 No ajudar os seus amigos.
 Olho à minha volta
 e vejo a Páscoa
 A Primavera  festejar,
No colorido das flores,
 Na  Natureza a pintar
A vida de todas as cores.
Olho para dentro de mim 
e vejo a Páscoa
Com  uma vontade forte
De o grande mistério anunciar,

Da vitória sobre a morte
E de a vida celebrar.
Penso na vida 
e sinto a Páscoa
Como um mágico segredo
Que não consigo guardar
E anuncio sem medo
É um milagre, ressuscitar!

 Páscoa / 2015
Clara Faria da Rosa


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Ninho de Páscoa

Ninho de Páscoa



Costumo, todos os anos pela Páscoa, fazer este bolo, embora não tenha nada de especial, é muito decorativo e o meu filho quando era criança adorava ter uma amêndoa sobre a sua fatia. Normalmente uso fios de ovos mas não havia no mercado e o funil com que eu costumo fazer está tão bem guardado que nunca o encontrei... Então decidi fazer com ovos moles e não ficou nada mal.
O bolo é um bolo simples que pode ser recheado ou não só que eu não recheio porque, para fazer mal já basta o que aí vai, depois faz-se uma pequena forra de chocolate que se verte rudimentarmente sobre o bolo e enche-se a cavidade com fios de ovos, neste caso ovos moles .
Passo-te a receita dos ovos moles que é muito simples, económica e boa  para rechear ou decorar:

Ovos moles económicos:

250gr. de açúcar,
1,5 dl de água,
5 ovos mais uma gema,
1 colher das de sopa de farinha Maizena.
Leva-se o açúcar com a água a ferver durante 5 minutos e deixa-se arrefecer.
Noutro recipiente coloca-se a farinha Maizena e vão-se misturando aos poucos os ovos e a gema, mistura-se muito bem!
Verte-se o creme anterior, em fio, sobre a calda de açúcar, mistura-se bem e leva-se lume brando, mexendo sempre, até engrossar. 
Coloca-se a panela num recipiente com água fria e mexe-se até arrefecer.
Está pronto a usar!


Para este bolo precisas de uma forma deste género para ficar uma cavidade no interior do bolo.



Um grande feito, das nossas vidas é curvar-mo-nos e pedir perdão. Este acto não nos humilha, antes pelo contrário engrandece-nos e eleva-nos como seres espirituais.
Curvê-mo-nos, neste dia especial, para os cristãos, perante tamanho mistério, o da cruxifixão e ressurreição de Jesus Cristo!

Sexta - Feira Santa

Sexta Feira Santa


Na paixão de Nosso Senhor Jesus Christo, S. João relata-nos que tendo Pilatos dito aos Judeus:
-Eis aqui o vosso rei. 
Porem eles clamavam: Tira, tira lá: crucifica-o.
Pilatos replicou: Hei-de crucificar o vosso rei?
 E responderam os pontífices : não temos rei, senão César!
Então pois Lho entregou para ser crucificado e, com effeito recebendo a Jesus o conduziram e Elle levando a sua Cruz, se encaminhou para o logar denominado Calvário, em Hebreo Golgõtha, onde o crucificaram e com Elle outros dous, de uma e outra parte, ficando Jesus no meio...................................................
Junto à Cruz de Jesus estavam sua Mãe  e a irmã d'ella Maria de Cléofas e Maria Magdalena. Jesus pois vendo a Mãe e o Discípulo por Elle amado, que também ali estava, disse a sua Mãe:
Mulher, eis-ahi o teu filho e depois disse ao Discípulo: Eis ahi a tua Mãe e d'aquella hora o Discipulo a levou consigo. Depois sabendo Jesus que tudo estava completo, para se cumprir a Escriptura, disse: Tenho sede. 
Havia-se ali posto um vaso cheio de vinagre, donde aquelles ensopando uma esponja e envolvendo com o bisope lh'a apresentaram á bocca. E Jesus, provando o vinagre, disse:
Está consummado e enclinando a cabeça, entregou o espírito.


 Ilustrando o que  transcrevo, do evangelista São João, mostro-te  acima, estas  imagens, muito antigas do Senhor dos Passos e de sua Mãe Nossa Senhora das Dores e também a capa de um missal do início do séc, XIX, feito em Pariz, na antiga casa Morizot, Laplace, Sanchez e Cª. Editores. É um Exemplar belíssimo com folhas douradas, capa dura com relevos, dois fechos trabalhados, estando em muito bom estado, para uma peça com   200 anos,  que te mostro abaixo com mais pormenor: