É sabido que o muro que impede os outros de entrar é o mesmo que nos impede de sair, é por isso que abro esta página, sempre que tenho possibilidade, para saltar o obstáculo que nos separa e poder ir até ti, contando-te as minhas alegrias e tristezas e mostrando-te o que é importante para mim assim como as minhas eventuais aprendizagens. Salta o muro amiga/o, vem até esta página, conta comigo!
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Sexta - Feira Santa
Sexta Feira Santa
Na paixão de Nosso Senhor Jesus Christo, S. João relata-nos que tendo Pilatos dito aos Judeus:
-Eis aqui o vosso rei.
Porem eles clamavam: Tira, tira lá: crucifica-o.
Pilatos replicou: Hei-de crucificar o vosso rei?
E responderam os pontífices : não temos rei, senão César!
Então pois Lho entregou para ser crucificado e, com effeito recebendo a Jesus o conduziram e Elle levando a sua Cruz, se encaminhou para o logar denominado Calvário, em Hebreo Golgõtha, onde o crucificaram e com Elle outros dous, de uma e outra parte, ficando Jesus no meio...................................................
Junto à Cruz de Jesus estavam sua Mãe e a irmã d'ella Maria de Cléofas e Maria Magdalena. Jesus pois vendo a Mãe e o Discípulo por Elle amado, que também ali estava, disse a sua Mãe:
Mulher, eis-ahi o teu filho e depois disse ao Discípulo: Eis ahi a tua Mãe e d'aquella hora o Discipulo a levou consigo. Depois sabendo Jesus que tudo estava completo, para se cumprir a Escriptura, disse: Tenho sede.
Havia-se ali posto um vaso cheio de vinagre, donde aquelles ensopando uma esponja e envolvendo com o bisope lh'a apresentaram á bocca. E Jesus, provando o vinagre, disse:
Está consummado e enclinando a cabeça, entregou o espírito.Havia-se ali posto um vaso cheio de vinagre, donde aquelles ensopando uma esponja e envolvendo com o bisope lh'a apresentaram á bocca. E Jesus, provando o vinagre, disse:
Ilustrando o que transcrevo, do evangelista São João, mostro-te acima, estas imagens, muito antigas do Senhor dos Passos e de sua Mãe Nossa Senhora das Dores e também a capa de um missal do início do séc, XIX, feito em Pariz, na antiga casa Morizot, Laplace, Sanchez e Cª. Editores. É um Exemplar belíssimo com folhas douradas, capa dura com relevos, dois fechos trabalhados, estando em muito bom estado, para uma peça com 200 anos, que te mostro abaixo com mais pormenor:
quinta-feira, 2 de abril de 2015
CEIA GRANDE/ SOPAS FRITAS E CHÁ
Ceia Grande / Sopas Fritas e Chá
Quando eu era criança não havia essa história de pequeno almoço, as refeições eram "orquestradas" pelos horários dos trabalhos rurais e assim logo que os homens vinham de tratar do gado, pela manhã, almoçava-se, pelo meio dia ou um pouco mais tarde jantava-se e após a labuta diária era a hora de cear, rezar o terço, à volta da mesa da cozinha e cama que o dia de trabalho tinha sido duro.
É aqui que eu quero chegar, a uma ceia especial, na Quinta Feira Santa dia em que se comemora a última refeição que de acordo com os cristãos, jesus dividiu com os apóstolos em Jerusalém, antes da sua crucificação, neste dia Jesus lavou os pés aos discípulos dando-lhes um novo mandamento" amai os outros como eu vos amei!".
Pois neste dia, em minha casa, depois de virmos da igreja, da cerimónia do lava pés, em cima da mesa havia uma grande travessa, muito bem abafada de sopas fritas. Sim, sopas fritas, não era rabanadas, nem fatias douradas que isso já são derivações culinárias dos tempos actuais...As sopas fritas eram fatias de pão caseiro envolvidas ou, melhor dizendo, envoltas, num polme feito com ovos, leite, farinha e açúcar, fritas em banha de porco que era o que a minha mãe tinha e polvilhadas com açúcar e canela, em boa verdade, nessa altura, ainda não se tinha descoberto o colesterol...
Pois, como ia dizendo, havia a dita travessa, muito bem abafada e um bule de chá muito amarelinho e quentinho que nos aquecia a alma e o coração. Era uma delícia! Era a Ceia Grande!
O bule ainda o tenho e as chávenas também, são uma relíquia da fábrica Lusitânia, agora as sopas fritas só na memória e na saudade.
Com isto tudo ponho-me a pensar que a vida de cada pessoa implica isto é entrosa com a vida de todos os homens, cada história é apenas um fragmento de outra história - A grande história da humanidade! E, esta história da ceia grande, que era um acontecimento anual na minha família , tem a ver com o nascimento, vida e morte de um homem, Jesus Cristo, que marcou e marca de uma forma especial a vida da humanidade.
É aqui que eu quero chegar, a uma ceia especial, na Quinta Feira Santa dia em que se comemora a última refeição que de acordo com os cristãos, jesus dividiu com os apóstolos em Jerusalém, antes da sua crucificação, neste dia Jesus lavou os pés aos discípulos dando-lhes um novo mandamento" amai os outros como eu vos amei!".
Pois neste dia, em minha casa, depois de virmos da igreja, da cerimónia do lava pés, em cima da mesa havia uma grande travessa, muito bem abafada de sopas fritas. Sim, sopas fritas, não era rabanadas, nem fatias douradas que isso já são derivações culinárias dos tempos actuais...As sopas fritas eram fatias de pão caseiro envolvidas ou, melhor dizendo, envoltas, num polme feito com ovos, leite, farinha e açúcar, fritas em banha de porco que era o que a minha mãe tinha e polvilhadas com açúcar e canela, em boa verdade, nessa altura, ainda não se tinha descoberto o colesterol...
Pois, como ia dizendo, havia a dita travessa, muito bem abafada e um bule de chá muito amarelinho e quentinho que nos aquecia a alma e o coração. Era uma delícia! Era a Ceia Grande!
O bule ainda o tenho e as chávenas também, são uma relíquia da fábrica Lusitânia, agora as sopas fritas só na memória e na saudade.
Com isto tudo ponho-me a pensar que a vida de cada pessoa implica isto é entrosa com a vida de todos os homens, cada história é apenas um fragmento de outra história - A grande história da humanidade! E, esta história da ceia grande, que era um acontecimento anual na minha família , tem a ver com o nascimento, vida e morte de um homem, Jesus Cristo, que marcou e marca de uma forma especial a vida da humanidade.
terça-feira, 31 de março de 2015
Dia de Ramos na Matriz da Horta:
Dia de Ramos na Matriz da Horta:
Domingo passado foi dia de ramos! O dia em que a igreja lembra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, antes da sua paixão e morte.O povo cortou ramos e ramagens de árvores, para cobrir o chão onde jesus passava montado num jumento e aclamou-o com ramos de palmeiras.
Abrindo,este dia, a Semana Santa, a Igreja costuma recriar o episódio bíblico que atrás se descreve o que aconteceu também, na igreja de São Salvador na freguesia da Matriz da cidade da Horta, um edifício monumental de estrutura conventual,
o que presenciei de passagem:
As pessoas apressavam-se a entrar na igreja com os seus fatos domingueiros e de tons escuros, como é de praxe, e antes de entrarem acercavam-se de grandes cestos de vimes repletos de ramos de palmeiras e levavam alguns ramos para serem benzidos e depois levados para casa, os quais acredita-se, .devem ser conservados ao longo do ano.
Neste dia já se comem folares e amêndoas e no continente come-se bola- de- carne .
Quando eu era criança, tenho ideia de se chamar a este dia "dia de grãos", porque a minha mãe dizia que não se metiam folhas na panela, portanto, fazia-se canja com arroz, sopa de grão, papas de arroz, milho cozido etc., isto numa referência clara, aos ramos que aclamaram Jesus!
Domingo passado foi dia de ramos! O dia em que a igreja lembra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, antes da sua paixão e morte.O povo cortou ramos e ramagens de árvores, para cobrir o chão onde jesus passava montado num jumento e aclamou-o com ramos de palmeiras.
Abrindo,este dia, a Semana Santa, a Igreja costuma recriar o episódio bíblico que atrás se descreve o que aconteceu também, na igreja de São Salvador na freguesia da Matriz da cidade da Horta, um edifício monumental de estrutura conventual,
o que presenciei de passagem:
As pessoas apressavam-se a entrar na igreja com os seus fatos domingueiros e de tons escuros, como é de praxe, e antes de entrarem acercavam-se de grandes cestos de vimes repletos de ramos de palmeiras e levavam alguns ramos para serem benzidos e depois levados para casa, os quais acredita-se, .devem ser conservados ao longo do ano.
Neste dia já se comem folares e amêndoas e no continente come-se bola- de- carne .
Quando eu era criança, tenho ideia de se chamar a este dia "dia de grãos", porque a minha mãe dizia que não se metiam folhas na panela, portanto, fazia-se canja com arroz, sopa de grão, papas de arroz, milho cozido etc., isto numa referência clara, aos ramos que aclamaram Jesus!
Basta-nos uma janela!
Basta-nos uma janela!
" Deus esconde as coisas colocando-as bem perto de nós!"
Pensei muito nesta frase que ouvi e ou li e registei em tempos idos, quando estando na cidade da Horta, ilha do Faial, corri a cortina da janela do hotel onde fiquei alojada e me deparei com esta vista sumptuosa - A montanha do Pico, a mais alta elevação de Portugal, majestosa nos seus 2351 metros de altitude, ali à mão, parecendo que, para lhe tocar, bastaria debruçar-me na janela e entender o braço...
E lá me pus de novo a pensar: Na verdade, Deus pôs esta maravilha bem perto de mim, não preciso ir lá, basta-me uma janela e a vida mostra-me logo o seu encanto!
" Deus esconde as coisas colocando-as bem perto de nós!"
Pensei muito nesta frase que ouvi e ou li e registei em tempos idos, quando estando na cidade da Horta, ilha do Faial, corri a cortina da janela do hotel onde fiquei alojada e me deparei com esta vista sumptuosa - A montanha do Pico, a mais alta elevação de Portugal, majestosa nos seus 2351 metros de altitude, ali à mão, parecendo que, para lhe tocar, bastaria debruçar-me na janela e entender o braço...
E lá me pus de novo a pensar: Na verdade, Deus pôs esta maravilha bem perto de mim, não preciso ir lá, basta-me uma janela e a vida mostra-me logo o seu encanto!
Amizade
Estive no fim de semana passado no Faial e os meus amigos Fátima Garcia e Delfim Silva resolveram vir do Pico ao Faial para nos encontrarmos . O mar estava mexido e eu não queria que viessem atendendo às circunstâncias, mas vieram e adorei estar com eles, lembrando-me que
Amizade:
Amizade
é brisa suave,
Que ultrapassa
os verdes montes,
Atravessa mares
e oceanos
Palmilha
Planícies e vales
Resiste ao
tempo, aos anos…
Amizade é vento forte,
Que abana os
mais distraídos,
Lembrando os
tempos passados
Na cumplicidade
vividos,
Com nostalgia
recordados…
Amizade é um vento húmido,
Que entranha
todo o nosso ser,
Transformando a
ausência em presença,
E nos faz de
saudade estremecer,
Envolvendo o
amigo na lembrança…
Amizade é ventania,
Que ao passar
do tempo resiste,
À Distância que
a vida obriga
E à ausência
que existe
E faz da
saudade cantiga…
Esta nossa
amizade,
Foi brisa
suave,
Foi vento forte
e húmido
E ventania….
Resistiu ao
tempo,
À ausência,
À distância
À Vida…
E trouxe-nos
este belo momento
Que não
queremos esquecer…
Guarda-lo-êmos
no pensamento
Enquanto
pudermos viver!!!
Clara Faria da Rosa
domingo, 22 de março de 2015
Poesia
O homem e a alma a fundo
A poesia vê a dor
A fome, a tristeza e o amor
A poesia a paz canta
E a bondade que encanta
A poesia chora a guerra
Derramada sobre a terra
A poesia é sentimento
Que expressa o sofrimento
Com arte, sentido, emoção
Com alma , corpo e coração
Poesia...
É vida é saúde, é morte
É falar da alegria e da sorte
Da inveja e da maldade
Da amizade, do amor e da saudade!
21/03/2015
sábado, 21 de março de 2015
Se eu fosse a Primavera
Se eu fosse a Primavera:
____________
Ai, se eu fosse a Primavera
de verde, eu tudo pintava
um verde alegre e cintilante
e velhos e novos alegrava.
____________________
Ai, se eu fosse a Primavera
numa pincelada, num instante
a maldade e a guerra eu mudava
em bondade e paz constante.
____________________
Ai, se eu fosse a Primavera
convocaria o Sol a florir
todos os pássaros a chilrear
e os tristes a sorrir.
__________________
Ai, eu sou a Primavera
há bancos e flores nos jardins
e a humanidade a delirar
em diálogos, namoros e afins...
sexta-feira, 20 de março de 2015
Dia Mundial da felicidade:
O que é a felicidade?
É um dom a felicidade
É um dom uma conquista
Que se baseia na verdade
Que de dentro de nós brota
É um dom que não se herda
Conquista que não se compra
É um saber aceitar
De forma harmoniosa
O que a vida nos promete
E o que afinal nos dá
É um saber compreender que:
A felicidade não tem cor
Não tem raça nem dinheiro
A felicidade não é rica
Mas também não é pobrezinha
A felicidade não é adjectivo
Também não é substantivo
A felicidade é um enorme querer
Que vive na nossa vontade
E que chegando ao nosso rosto
Desfolha num agradável sorriso
Numa gargalhada gostosa
Num maroto piscar de olho
E numa grande vontade
De bater palmas e dizer
- Ai que bom, estou e sou feliz!!!
É um dom uma conquista
Que se baseia na verdade
Que de dentro de nós brota
É um dom que não se herda
Conquista que não se compra
É um saber aceitar
De forma harmoniosa
O que a vida nos promete
E o que afinal nos dá
É um saber compreender que:
A felicidade não tem cor
Não tem raça nem dinheiro
A felicidade não é rica
Mas também não é pobrezinha
A felicidade não é adjectivo
Também não é substantivo
A felicidade é um enorme querer
Que vive na nossa vontade
E que chegando ao nosso rosto
Desfolha num agradável sorriso
Numa gargalhada gostosa
Num maroto piscar de olho
E numa grande vontade
De bater palmas e dizer
- Ai que bom, estou e sou feliz!!!
quinta-feira, 19 de março de 2015
O meu avental bordado
Fui na função ajudar
E decidi meu avental usar,
Tinha uma corôa bordada
E senti-me abençoada...
Abençoada
Por ter saúde e ali estar
Por tantos amigos abraçar,
Pelas nossa tradições
Pelo pão e alcatra das funções...
Abençoada
Pelas sopas perfumadas
pela carne nas travessas,
Pela abundância, pelo repartir
Pela canela, no arroz- doce a luzir...
Abençoada
Pelo vinho dos Biscoitos
Pelo funcho dos confeitos,
Pela variedade do cozido
Por todo aquele colorido...
E para ser abençoada
Quero mais vezes usar
O meu avental bordado,
Quero o Espírito Santo Louvar...
Bendito, seja louvado!!!
E decidi meu avental usar,
Tinha uma corôa bordada
E senti-me abençoada...
Abençoada
Por ter saúde e ali estar
Por tantos amigos abraçar,
Pelas nossa tradições
Pelo pão e alcatra das funções...
Abençoada
Pelas sopas perfumadas
pela carne nas travessas,
Pela abundância, pelo repartir
Pela canela, no arroz- doce a luzir...
Abençoada
Pelo vinho dos Biscoitos
Pelo funcho dos confeitos,
Pela variedade do cozido
Por todo aquele colorido...
E para ser abençoada
Quero mais vezes usar
O meu avental bordado,
Quero o Espírito Santo Louvar...
Bendito, seja louvado!!!
Para ti, pai !
Para ti pai,
Que muito soubeste amar
fazendo da terra brotar
plantas e flores a sorrir,
sem nunca desistir.
Para ti pai,
Que foste homem a valer
que não poderei esquecer,
fica aqui esta lembrança
repleta de grande esperança...
Tu pai,
Espero que aí me vejas
e que como sempre me protejas,
das agruras desta vida,
até à hora da partida.
Para ti pai,
Aqui fica esta flor,
com todo o meu amor,
e um obrigado enternecido,
por tal pai teres sido!
***************
quarta-feira, 11 de março de 2015
No dia em que a minha mãe chorou:
Em criança era muito tagarela, depois tive um período de maior timidez e reflexão e agora é o que se sabe, já não há remédio...
Como dizia então, em criança era uma grande tagarela e a minha mãe, coitada, tendo sempre muito trabalho, pois era costureira, aproveitava-se dessa minha característica, punha-me à janela do quarto de cama e eu ia falando com a vizinhança que passava a tratar da sua vida, e eles também se metiam comigo, pois naturalmente, achavam-me graça!
Aconteceu certo dia, que eu não satisfeita com a conversa, ou porque não passasse ninguém para eu falar, não tive mais que fazer se não descer da cadeira onde me encontrava à janela, e pegar num menino de louça que estava sobre a mesa de cabeceira, e lá subi a cadeira, pondo-me de novo à janela com aquela imagem, à laia de boneca.
Foi então, que a minha mãe, ouvindo um barulho muito peculiar, se apressou a saber o que se passava. Tudo eram cacos na varanda, e eu lá ia dizendo que o menino tinha caído.
No inicio do séc. passado, na fábrica de louça de Coimbra fabricavam-se uns meninos de mãos postas, em terracota, com uma policromia muito suave, de olhos de vidro e com um cabelo muito encaracolado e uma inscrição na base que dizia ORAÇÃO. Eram lindos!
Tendo a minha mãe casado no segundo quartel desse século, os padrinhos de casamento haviam oferecido duas dessas imagens -uma de roupa azul e outra cor- de - rosa que a minha mãe usava nas mesas de cabeceira. Era o luxo de decoração na altura, e agora são peças de colecção, visto serem muito raros.
Ainda hoje me lembro, do rosto triste de minha mãe, onde corriam lágrimas que ela não conseguia controlar, tal foi a desolação...
Passaram-se muitos anos, e embora eu fosse muito criança quando isto aconteceu, nunca me esqueci desse dia e desse acontecimento,e foi por isso que, tendo encontrado num antiquário uma imagem semelhante, me apressei a comprá-la. Sinto que isto atenuou, um pouco, o pesar que senti, por muito tempo, por ter feito a minha mãe chorar!
No dia da Mulher:
Para ti Mulher
que sorris, estando triste
Para ti...
que te esqueces que és mulher
e que para que os outros vivam
em plenitude de amor
olvidando que vêm de ti,
e que sem ti não eram nada,
sorris, mesmo estando triste....
Para ti Mulher
Aqui vão estas flores
porque ultrapassando tuas dores,
o Mundo tentas abraçar,
os outros ajudar, e o amor semear!
que sorris, estando triste
Para ti...
que te esqueces que és mulher
e que para que os outros vivam
em plenitude de amor
olvidando que vêm de ti,
e que sem ti não eram nada,
sorris, mesmo estando triste....
Para ti Mulher
Aqui vão estas flores
porque ultrapassando tuas dores,
o Mundo tentas abraçar,
os outros ajudar, e o amor semear!
8/Março/2015 - DIA DA MULHER
Clara Faria da Rosa
Clara Faria da Rosa
domingo, 8 de março de 2015
Uma almotolia que rima com melancolia
Uma almotolia que rima com melancolia:
Uma almotolia é um pequeno recipiente para aplicar óleos lubrificantes. Esta palavra, almotolia é de origem árabe, o al no início da palavra é um artigo, portanto a palavra original era AL-MUTLIA, nome dado pelos árabes a certos recipientes de argila onde acondicionavam o azeite. Ainda hoje, no nosso linguarejar corrente usamos muitas palavras deixadas por esses povos, como por exemplo: alface, alecrim, alfaiate, alfenim, alguidar, alcatra, algema, algodão, alfarrábio etc:
Ontem fez treze anos que o meu pai faleceu e fui às Lajes, minha terra natal, visitei , no cemitério local a campa dos meus pais e fui lá a casa, entrei na velha casa de arrumos que também servia de adega e, ao abrir uma caixa carunchosa, encontrei esta almotolia de marca EAGLE, made in U:S:A. Que saudades, parece que naquele momento vi as mãos calejadas do meu pai a lubrificarem as dobradiças e as fechaduras das portas! Aí compreendi porque se diz que as pessoas são imortais, na verdade as pessoas não morrem enquanto permanecem no nosso coração e na nossa memória...
Então, cheia da melancolia, trouxe aquela velha peça para minha casa, lavei-a e limpei-a muito bem, como estás a ver. Não sei é para quê, embora saiba muito bem porquê!
Uma almotolia é um pequeno recipiente para aplicar óleos lubrificantes. Esta palavra, almotolia é de origem árabe, o al no início da palavra é um artigo, portanto a palavra original era AL-MUTLIA, nome dado pelos árabes a certos recipientes de argila onde acondicionavam o azeite. Ainda hoje, no nosso linguarejar corrente usamos muitas palavras deixadas por esses povos, como por exemplo: alface, alecrim, alfaiate, alfenim, alguidar, alcatra, algema, algodão, alfarrábio etc:
Ontem fez treze anos que o meu pai faleceu e fui às Lajes, minha terra natal, visitei , no cemitério local a campa dos meus pais e fui lá a casa, entrei na velha casa de arrumos que também servia de adega e, ao abrir uma caixa carunchosa, encontrei esta almotolia de marca EAGLE, made in U:S:A. Que saudades, parece que naquele momento vi as mãos calejadas do meu pai a lubrificarem as dobradiças e as fechaduras das portas! Aí compreendi porque se diz que as pessoas são imortais, na verdade as pessoas não morrem enquanto permanecem no nosso coração e na nossa memória...
Então, cheia da melancolia, trouxe aquela velha peça para minha casa, lavei-a e limpei-a muito bem, como estás a ver. Não sei é para quê, embora saiba muito bem porquê!
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