quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Jantar de Natal

Mais um ano se passou, mais uma vez acompanhei o meu marido ao tradicional convívio de Natal da E.D.A., que este ano se realizou no Terceira Mar Hotel.
Adorei encontrar e reencontrar velhos amigos e conhecidos, o jantar foi  maravilhoso, a sala estava muito bem decorada assim como as mesas, houve distribuição de presentes, bingo, karaoke e no fim todos saíram de lá contentes e felizes.
Quero realçar e sublinhar a ideia de quem decorou a linda árvore de Natal que embeleza o átrio do hotel toda decorada com motivos feitos a partir de material reciclado como podem ver no pequeno vídeo que aqui anexo, uma beleza!
E por fim, quero desejar a todo estes amigos com quem passamos tão agradável serão, que este Natal e no Ano Novo possam tocar as estrelas sem terem necessidade de se porem em bicos de pés, se assim for tenho a certeza de que se sentirão alegres, felizes e realizados















































segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A linguagem dos pês

Ao ouvir falar, a  cantora e compositora portuguesa Luísa Sobral, sobre o seu novo single, que conta  episódios da respectiva infância e cujo titulo Lu-Pu-Í-Pi-Sa-Pa  remonta a uma linguagem usada na sua infância, deu-me uma saudade dos meus tempos passados e dei por mim a pensar que a vida não é só datada pelos anos mas também por vivências e acontecimentos que nos marcam mais do que o próprio calendário!
E que vivências tenho eu das brincadeiras e conversas com as minhas primas e amigas usando uma linguagem original para que os adultos não soubessem o que estávamos a dizer ou a tramar...
-Era a Língua dos pês:
Uma cifra fonética geralmente usada por crianças e jovens que consiste em em acrescentar a consoante p à  silaba precedente seguida da vogal anterior.
Para ver se ainda me recordo, e se tens lembrança dessa brincadeira  e actividade, tão interessante e simultâneamente pedagógica, pois desenvolvia a oralidade, a escrita e o raciocínio, resolvi enviar-te uma mensagem de Natal nesta linguagem:

--Bompom Napatalpal apa topodospos epe umpum Bompom apanopo Nopovopo compom muipuitapa sapaúpudepe epe muipuitapa apalepegripiapa. Compom muipuitapa apamipizapadepe tepe enpenvipiopo espestapa menpensapagempem epe compom depesepejopo depe quepe tepe enpenconpontrespes bempem àpa espesrapa dopo Napatalpal.Umpum beipeijipinhopo dapa apamipigapa Claparapa Faparipiapa dapa Roposapa!

Popodespes respesponponderper napa línpingupuapa dospos pêspes?
  

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Workshops e companhia

Na minha recente permanência em Lisboa tive conhecimento de que na junta de freguesia de Mina na Amadora, se iria realizar um workshop cujo tema era dobragens, isto é  origami, que é uma arte japonesa de dobrar papel, a partir de um quadrado, em dobras geométricas, criando determinadas representações.
Como entendo que o que distingue as pessoas é a originalidade e a abertura a novas fronteiras, novos horizontes, novas aprendizagens, fiquei logo em "pulgas" para frequentar o dito workshop.
Na verdade, fui também muito influenciada pelo termo workshop, que está muito em voga, como se o nosso velhinho  português não tivesse uma palavra que se adapte ao acto de algumas pessoas se juntarem para falarem, debaterem , aprofundarem, um determinado conhecimento, acabando com casos práticos e com participação bastante activa do público participante. 
Porque não- pensava eu- Formação, reunião, curso, encontro, palestra, mesa redonda, simpósio, congresso, experiência, sei lá, o português é tão rico e maleável!?...

Que não- dizia-me alguém- que no workshop há uma participação muito activa do público!

E como estava curiosa com o tema, e como sou entusiasta de experiências novas, atípicas e que surgem quando menos se espera lá me matriculei.

Foi engraçado, conheci pessoas, e aprendi a fazer uma grinalda de Natal. Vim para casa e pus mãos à obra, praticando o meu novo saber, assim tenho mimos de Natal para muita gente. Ora aprecia!



























Sabedoria antiga

A minha mãe costumava dizer que nunca devemos falar bem de nós porque isso é vaidade e não fica bem, que devemos deixar isso para os outros, mas também dizia que devemos fazer e mostrar que fazemos,é antagónico não é?
Pois eu desta vez vou esquecer o primeiro  conselho de minha mãe e seguir o segundo,  vou falar do aproveitamento que fiz  de umas camisolas  velhas que estavam um pouco abandonadas mas que tinham umas cores apelativas das quais resolvi fazer grandes pompões para um arranjo de Natal. Que o meu filho não me oiça, ou por outra, não me leia, pois as ditas camisolas eram dele que é muito cioso das suas coisas, mesmo as que já deram o que tinham a dar, e que a minha mãe me perdoe porque vou  ser insensata e  vaidosa e mostrar o dito arranjo que a meu ver ficou bem bonito para um trabalho de reciclagem 
Sei que os superlativos, vão na maioria das vezes, contra a verdade, e os antigos diziam  que as pessoas prudentes são comedidas, por isso sem exageros aqui ficam as fotos do trabalhinho de que te falo, para que possas avaliar por ti  e como também os antigos diziam que devemos sair enquanto estamos na mó de cima, aqui me vou, com votos de um Bom e Santo Natal .









quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Filosofando com o Pai-Natal

Pelos caminhos da acaso encontrei o Pai- Natal , anafado, luzidio, bem-posto e, embora apressado, com ar de que está de bem com a vida; daí o meu espanto!
-Como podes tu estar com esse ar calmo e  feliz, quando à nossa volta o que mais se vê são sinais de infelicidade, de tristeza, de faltas, de fome, de ódios e rancores? Pergunto eu indignada - tu que muito vês por esse Mundo fora, no teu périplo anual, que sabes bem que devias carregar nesse teu grande saco era um antídoto contra a infelicidade, a solidão, o desajustamento social, o desemprego, o ódio. a ganância, a inveja e a petulância e desvergonha de alguns governantes e de quem tem responsabilidades a nível alargado para com a sociedade e os cidadãos!
Foi aí que o homem de barbas me olhou calmo mas  displicente e se me dirigiu nestes ternos:
-Embora haja no Mundo muito desespero tenho a certeza de que não está condenado e de que muita coisa vai passar e mudar, com o tempo o equilíbrio e o bom senso vão prevalecer e  imperar!
-Não posso compreender nem acreditar no  que me acabas de dizer -digo-lhe eu, estupefacta, com aquela resposta inesperada.
-Há muita coisa sobre os outros e sobre o que nos rodeia que nunca chegaremos a compreender, é suficiente aceitarmos que todos somos às vezes irracionais, petulantes, infantis e injustos- responde o velhinho com quem começo a simpatizar, assim  como com a sua postura filosófica.
-Mas porquê- pergunto eu -porque é que os homens são assim?
-O saber  porquê, não é tão  importante, com o dever que  todos temos  de tentar impedir que os outros sofram por nossa causa!
-São  palavras sábias, Pai-Natal, de si não esperava outra coisa, atendendo à sua idade e experiência...
-Todos confundem a minha idade com sabedoria e maturidade por isso aproveito esta oportunidade para aconselhar que se amem muito, que ponham os conflitos de parte, que não se intrometam no que não lhes diz respeito e que compreendam que ninguém é sempre feliz, nem feliz para sempre. 
-E a mim, Pai-Natal, tem algum conselho em particular que me queira dar ?
-Sim, Clara, deves ter sempre em mente que a imperfeição é própria do ser humano e saber aceitar os desapontamentos e as frustrações com que te deparas no dia-a-dia!
-Mas eu sei isso, mas eu faço isso -balbucio eu muito envergonhada, por aquele homem conhecer tão bem os meus defeitos os quais por vezes até a mim escapam...
-Pensas que sabes, pensas que fazes, tens muito que  melhorar...
Após esta conversa pus-me a pensar e concluí que pelos vistos os anos que me restam de vida não vão chegar para o tanto  que tenho que melhorar, vou ser sempre aquela Clara trapalhona, impetuosa e faltosa!    

domingo, 26 de outubro de 2014

Mudanças

Mudanças...
Muda a Hora, muda o tempo ,
Muda o frio e o calor ,
Muda a idade e o vento,
Muda o carinho e o amor,
Muda o trabalho e a vontade
Muda a mãe natureza
Muda a coragem e a bondade
Muda a força e a beleza...
Só não muda a consciência
E uma grande evidência
De que há homens que não mudam
E os pobres e fracos humilham
São corruptos e indignos
Gananciosos e injustos...
Mas o tempo vai mudando,
Como a hora, os dias, meses e anos
E cada um vai caminhando
Para uma grande mudança
Para um crepúsculo que avança
Para a decadência, para o declínio
Para o ocaso da vida!
Clara Faria da Rosa
26/10/2014