quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Jantar no Ti Choa

O Ti Choa é um restaurante típico que fica na Serreta. Decorado aplicando os  preceitos , costumes e tradições da nossa terra, dá a sensação a quem lá entra, que está a entrar em casa dos avós.


Fui com o meu marido e uns amigos jantar lá, no passado fim - de - semana. Gostei. O cheiro a pão quente acabadinho de cozer e abafado em manta de retalhos, envolvia-nos e abria o apetite a quem chegava e era recebido com amabilidade pela filha da casa . A morcela, os torresmos, molho de fígado, bifes de porco e linguiça iam sendo servidos e degustados com sofreguidão e agrado.
Um lugar agradável, para se passar um bom tempo!





À nossa monitora de Educação Física / Alice Silveira:

Todas as semanas, à segunda e à quarta - feira , junto-me a um grupo que, orientado pela professora Alice Silveira, se esforça para  que as "juntas" não enferrujem. Claro que tem certas horas que o esforço é maior da parte da Alice do que da nossa parte, especialmente da minha, que sou uma péssima aluna aliás,  a pior, do que me penitencio públicamente, pois gosto mais de falar e de me divertir do que de fazer os exercícios propostos pela Alice que planifica as suas aulas  com mestria pedagógica , muito diversificadas e apropriadas ao grupo etário.
Cá estamos nós a tentar queimar calorias, umas com mais, outras com menos vontade mas, para a frente é que é Lisboa como  se costuma dizer e dos fracos não reza a história.



 Isto foi no passado dia 16 após o que nos juntamos a almoçar no restaurante Ilhéus, no Porto Judeu, mimando  a Alice que fazia anos.
Cá estão algumas fotos do divertido grupo:
Foi um momento destinado a fazer ver à Alice, que além de monitora é uma grande e excelente amiga de todos, como a admiramos, e nos sentimos devedores e gratos pelo esforço que faz para nos ajudar, a enfrentar com dignidade, esta íngreme caminhada que é o  envelhecer ...
Obrigada amiga, e que tenhas sempre força e vontade para estares connosco, nós estaremos sempre contigo; E eu prometo, vou esforçar-me para ser melhor, mas sabes , levei tantos anos a tentar cumprir e a ser o mais exímia possível que agora só me apetece desfrutar destes momentos com descontracção e alegria, o que não é desculpa para mim, eu sei!
Juntamo - nos todos à nossa colega Albertina Parreira e erguemos as nossas taças para brindar à tua saúde, felicidade, realização pessoal e prosperidade, com votos de que repitas esta data por muitos anos, rodeada por pessoas que gostem tanto de ti como nós, mais não é possível!
Tchim-tchim!!!


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Chá das amigas




Falei ontem do dia de amigas, o que não disse foi que depois do almoço no Galanta's Bar me reuni com outro grupo de amigas, para tomar chá, desta vez com as colegas de artes decorativas. Foi um encontro muito informal mas deveras interessante.



Tínhamos combinado que cada uma levaria a sua chávena, uma chávena significativa na vida dessa participante, para se falar dela e assim foi.




O objectivo era escolher a chávena mais significativa e ou mais original, uma espécie de concurso. Contudo depois de se falar do historial das mesmas  e do que cada uma significava em termos afectivos para a sua possuidora concluíu-se que as chávenas são como as amigas, todas diferentes, cada uma com as suas características e a sua história mas todas importantes.
Gostamos das nossas chávenas independentemente do tamanho do tipo de louça, ou da sua antiguidade porque elas estão no nosso coração tal como todas as nossas amigas.
E viva o dia das amigas, festejado com dignidade, afecto e alegria... E acrescento mesmo:
Dou graças a Deus pelos meus amigos e amigas, se não fossem eles, eu não me aperceberia de que tenho inimigos!


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dia de amigas / 2011

Cá na minha terra, ilha Terceira - Açores, tudo é pretexto para se fazer uma festa e o Carnaval não é excepção, começando-se a preparar as danças de Carnaval logo após o Natal e às vezes até antes. Mas, do que eu quero aqui falar é das quatro quintas-feiras que antecedem a quadra carnavalesca que são comemoradas de uma forma especial.; A semana passada festejaram-se os amigos, hoje festejam-se as amigas e depois seguem-se o dia dos compadres e das comadres. Claro que estes dias servem sempre de motivo para alegres reuniões de amigos, amigas, compadres ou comadres que em franco convívio se divertem aproveitando para almoçarem, jantarem ou lancharem juntos e para reactivarem os laços que os unem, pois como se sabe, a amizade tem que ser "regada e tratada" para não murchar ...
A semana passada o meu marido foi jantar com um grupo de amigos e eu hoje vou almoçar com umas amigas e depois vou tomar chá com outro grupo, também fiz uns bolinhos de coco para oferecer às amigas.
Cá estão eles, és servida,amiga? 
Fiz várias tacinhas que vou distribuir por algumas amigas.
São sequinhos e saborosos, vou publicar as porções na minha página das receitas, podes procurar lá.
Curiosamente quando tirei a foto apercebi-me que estava a usar uma pequena toalha de linho que era da minha mãe, tinha sido feita por ela e com o seu monograma:  M.A.
Maria Almeida, a maior e melhor amiga que eu já tive, a quem presto homenagem neste dia das amigas, por me lembrar dela e de como sabia ser amiga, não estando à espera de tirar proveito das pessoas com quem convivia, sabendo ser leal e calando os segredos ou as confidências que lhe faziam.
Enfim, pensando nisto tudo, alinhavei esta pobre quadra que me parece resume quanto baste a essência deste valor que é a amizade:

A amizade verdadeira
Resiste ao tempo e à ausência,
Aos atritos e à saudade,
Aumenta c'a convivência!

E agora um conselho, para as que ainda não encontraram "aquela amiga" que anseiam:

Espera, com paciência, pois a expectativa  é a chave para tudo...

Feliz dia de amigas!

Fui almoçar com um grupo de amigas, foi bastante agradável.
Aqui registo alguns dos momentos que se viveram neste dia que pretende celebrar a amizade.
Espero que este valor da amizade seja contagioso como a alegria o entusiasmo e o amor e tenha proporcionado a todas as mulheres terceirenses momentos tão bons e marcantes como os que eu vivi hoje.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dia dos namorados


Ontem foi o dia de S. Valentim, dia dos namorados, dia de festejar e lembrar o amor que se reveste de muitas formas. Queria escrever qualquer coisa sobre o assunto, mas o meu computador, talvez contagiado pelo que atrás escrevi  sobre o dia do doente, emperreou de tal maneira que só agora, após numerosas tentativas e experimentações, desemburrou...
Aproveito então para te mandar uns recadinhos amorosos através de frases escolhidas do escritor Paulo Coelho seleccionadas no livro  "AMOR".

-"O amor nunca impede um homem de seguir a sua lenda pessoal. Quando isso acontece, é porque não é o verdadeiro amor, aquele que fala a linguagem do Mundo".
-"O amor é a única coisa que estimula a inteligência e a criatividade, algo que nos purifica e liberta".
-"O amor é a força que transforma e melhora a alma do Mundo".
-"O amor é a chave para a compreensão de todos os mistérios".
-"O amor não tem ódios, está acima de tudo".
-" O amor é a semente do nosso crescimento, quanto mais amamos, mais próximo estamos da experiência espiritual".
-"O amor não é um hábito, um compromisso ou uma dívida. O amor não tem definições, ame e não faça muitas perguntas.
Ame apenas!!!".

Muito mais se poderia escrever, sobre o assunto, citando o escritor em causa, parecendo-me contudo que o que  se celebrou ontem foge , de um modo geral, ao espírito do que aqui foi dito.
Resta-nos meditar sobre o assunto ficando contudo com a certeza de que o verdadeiro amor engloba valores como:

Dádiva,
Transformação,
Superação,
Solidariedade,
Afinidade,
Busca,
Arte de convívio,
Grandeza...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

No Dia Mundial do Doente

                                             UM SONHO MAU

Rangem os ossos,
Roda a cabeça
E falta o pé?
-É a doença!
Temos tremores,
Dores Atrozes
E o coração acelera?
-É a doença!
A cama chama,
Falta a alegria
E sobra a tristeza?
-É a doença!
Já não se pode
 Responder à vida
Com prontidão?
-É a doença!
Começa a luta,
Procuram-se médicos
E tomam-se drogas?
-É a doença!
...........
E uma tristeza infinita,
Uma insegurança medonha,
Segreda muito mansinho...
-Que o melhor já se foi,
Que a juventude voou,
Que a saúde se esfumou,
E que só podemos contar
Com as recordações do passado,
Com o apoio dos outros,
E com uma esperança muito ténue:
De que passados dias, meses ou anos,
Ao olharmos para trás,
Tudo não terá passado de um mau sonho!

11 de Fevereiro de 2011
Dia Mundial do Doente,
Clara Faria da Rosa


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Museu do Brinquedo

Para mim, Sintra é um lugar parasidíaco. Já lá fui muitas vezes, sempre acompanhada pelo meu marido e amigos mas, tinha um sonho, visitar o museu do brinquedo, mas sozinha, para me demorar o tempo que me apetecesse sem ter que me apressar para acompanhar os que menos sensibilizados para o assunto em causa,  estivessem apressados e eu triste por ter que sair sem disfrutar daquele paraíso.
Surgiu a oportunidade no passado dia 26. Pelas 12h34, na estação de comboios da Amadora tomei o comboio em direcção a Sintra e lá fui...







Após a Volta do Duche, na rua Visconde de Monserrat, cá está ele, o meu objecto da visita a Sintra, "O Museu do Brinquedo"!





Situado no antigo Quartel dos Bombeiros de Sintra, com instalações apropriadas para o visionamento de vídeos temáticos, um espaço lúdico multimédia, uma sala destinada à montagem de exposições temporárias, uma oficina de restauro e bar/ cafetaria.
Os brinquedos presentes são fruto de uma recolha feita ao longo de mais de 50 anos por João Arbués Moreira. Este coleccionador começou a preservar os seus brinquedos aos 14 anos aos quais foi anexando outros pertenças de seus pais e avós e alguns oferecidos. Quando atingiu a altura em que começou a possuir poder de compra e de selecção, começou a pesquisar e a adquirir peças mais antigas e de diferentes origens e épocas. A colecção foi aumentando até atngir os 40.000 exemplares.
Em 1987 foi criada a fundação Arbués moreira, anos mais tarde, foi criado o Museu do Brinquedo de Sintra.
Foi este espaço que visitei, com muito tempo e muita calma, que me permetiu sonhar e voltar atrás no tempo, pensando que tudo aquilo que serviu para brincar era afinal um tratado de  história bem documentada!


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Visita à casa Roque Gameiro



Estavam anunciadas, na comunicação social, duas exposições  na Casa Roque Gameiro da Amadora: Uma exposição colectiva de aguarelas do "Artever" e outra de Maria Monte " Saxa Loquuntur ou a Pedra Falará".
Convidei uma amiga, e numa tarde fria mas agradável, lá fomos .
Para já gostaria de dizer que a casa Roque Gameiro é um mimo, fica num aprazível lugar da Amadora e a sua arquitectura é muito agradável, com pormenores de acabamento que retratam os modos de viver de tempos passados e com lindos revestimentos de azulejaria que reproduzem a azulejaria seiscentista .
Roque Gameiro foi um pintor e desenhista português que se especializou na arte da aguarela . O seu nome está ligado a três instituições em Portugal :
-A Escola Roque Gameiro ("2º e 3ºciclos do ensino básico) na Amadora,
-A casa Roque Gameiro, onde residiu o artista e sua família e actualmente espaço de exposições do município da Amadora,
-O Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro, em Minde, onde nasceu, o qual inclui O museu da Aguarela Roque Gameiro onde se encontram a maioria das suas obras,




Na sala de jantar da dita habitação, cuja data de construção data de 1898, há lambris, em azulejos relevados, com padrões da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, produzidos na fábrica das Caldas da Rainha. O respectivo motivo é de inspiração naturalista, rematados por um friso de espigas de milho e uvas, cópia de azulejos do palácio de Sintra. Junto ao tecto, um friso de azulejos com provérbios populares sobre a alimentação os quais tive o cuidado de copiar para aqui registar:
-Pão quente, muito na mão e pouco no ventre!
-À tua meza e á alheia não te assentes com a barriga cheia!
-Palavras não enchem barriga!
-Não digas- desta água não beberei,-nem- deste pão não comerei!
-Quem ceia e logo se vai deitar, má noite há-de passar!
-Nem sempre galinha, nem sempre rainha!
-Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!
-Vinho, azeite e amigo, do mais antigo!
-Come para viver, não vivas para comer!
-Com papas e bolos se enganam os tolos!
-De fome ninguém vi morrer, muitos sim de muito comer!
-A melhor mostarda é a fome!
-Quem não trabalha não come!
- Nem tão bom que o papem as moscas!
-Sopa de mel não se fez para bocca de asno!
A lareira larga e ampla, lembra-nos a felicidade dos dias de Inverno, quando a lenha crepitava, dando aos ocupantes da divisão a sensação de que estando embora a alguns minutos de Lisboa, estavam a muitas léguas da capital!


A maior divisão da casa, o quarto de dormir do casal  Roque Gameiro, também é revestido de azulejos que reproduzem  antigos padrões seiscentistas copiados de um motivo do Palácio da Bacalhoa, em Azeitão sécs XVI/XVII e é rematado com um friso de provérbios alusivos ao sono:
-A preguiça é a chave da pobreza!
-Faze da noite, noite e do dia, dia, viverás com alegria!
-Quem boa cama fizer nella se deitará!
-Em cama estreita, deitar primeiro!
-Somno de Abril, deixa-o a teu filho dormir!
-Nem por muito madrugar amanhece mais cedo!
-Mais vale deitar sem ceia do que acordar com dívidas!



-E foi nesta linda e característica casa que apreciei a exposição de aguarelas do grupo de artes plásticas da Amadora "ARTEVER". Trabalhos de onze artistas que ofereceram ao público" Expressões de modernidade pictórica onde diferentes pigmentos dão cor e luminosidade aos trabalhos apresentados"

Apreciei também alguns trabalhos da artista plástica Maria Dolores Paulo do Espírito Santo que assina com o pseudónimo de MARIA MONTE a qual  está ligada à dança, à pintura às artes decorativas, ao restauro, à transformação de peças e objectos desperdiçados Etc.Enfim, uma natural propensão para as artes em geral e para a exploração plástica.
Eis alguns trabalhos de MARIA MONTE:






segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sentido de humor, sinceridade ou o sinal dos tempos?

Na baixa de Lisboa, deparei-me várias vezes com esta situação : Um grupo de pedintes que ao que me apercebi se revezavam, pediam para cerveja, vinho,whisky, para a ressaca e para outros vícios, tudo isto ao abrigo do valor da sinceridade!
O que é facto é que os transeuntes paravam, comentavam, achavam graça e davam o que queriam ou o que podiam...
Também parei, observei, estranhei e pensei:
__ A pobreza é uma situação tão triste, porque cai-se nela sem se querer. É difícil não poder fazer face às nossas necessidades mais prementes,  assim como às da nossa família e não ter capacidade de resposta perante as nossas obrigações imediatas! Que Deus nos livre, pois os tempos são de crise e nunca podemos dizer desta água não beberei, e para se sair de situações semelhantes só com muita preserverança, muito trabalho, muita humildade, alguma sorte e quem sabe, em última instância , só com  muito sentido de humor!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O meu cantinho:

Cantinho da minha casa,
Silêncio doce e profundo
Bendita a porta da rua,
Que me separa do mundo!



Estive uns dias ausente, em Lisboa. Foi muito bom porque estive com o meu filho, matei saudades, apapariquei-o e fiz-lhe companhia e uns petisquinhos para ele matar saudades da comidinha da mãe, também passeei por Lisboa e arredores e fui a algumas feiras de antiguidades que são lugares que eu gosto muito de frequentar, também fui à feira da Ladra e ao apreciar as bancadas os meus olhos bateram num pequeno prato de louça de Alcobaça que mostrava a quadra que acima transcrevo e que me ficou a martelar na cabeça de tal modo que tive que voltar atrás e discutir o preço com o feirante para o comprar. É que embora estivesse a disfrutar daqueles dias com muita alegria, a quadra teve o condão de me pôr a pensar e de avivar as saudades que eu já tinha de casa...
Na verdade não há nada como o aconchego da nossa casa, do nosso cantinho, onde estão aqueles de quem gostamos , as nossas coisa e as nossas recordações e onde após fecharmos a porta da rua nos sentimos em segurança longe do bulício e dos perigos do exterior.
É do meu cantinho habitual, na ilha Terceira - Açores, que contacto contigo, feliz por ter passado uns dias maravilhosos mas paradoxalmente também feliz por ter regressado à casa mãe.