terça-feira, 8 de setembro de 2009

A minha figueira







Embora já velha, esta árvore, quando chega a Primavera dá sempre sinal de si e em Setembro oferece-nos os seus frutos que embora pequenos, pois penso que a árvore não é tratada convenientemente, lá vão dando para se comer e fazer doces, compotas e bolos, como o que fiz no domingo passado que podes ver na outra página, onde registo alguma coisa da minha cozinha do dia a dia e não só, também lá mais para a frente farei figos cristalizados como é habitual, para guardar para o Natal.
Enfim é uma árvore comum aqui nos Açores, que segundo pequena pesquisa que fiz, tem o nome científico de Ficus carica l, da família moraceae e de origem asiática. É uma árvore que se adapta a qualquer tipo de solo embora se desenvolva melhor em terrenos profundos e permeáveis e em climas temperados.
O fruto da figueira a que chamamos figo, na verdade, não passa de um receptáculo de casca macia e fina onde se encontram os verdadeiros frutinhos, as sementinhas e os restos das flores da figueira, sendo todo o conjunto completamente comestível.
O conjunto referido é rico em açúcar, muito energético, possuindo potássio, cálcio, fósforo e outros sais minerais, contribui para a formação óssea e dos dentes e evita a fadiga mental, ajudando ainda à transmissão normal dos impulsos nervosos.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sorrindo...






Li algures que "O Sorriso é a escova que consegue tirar as teias de aranha do coração", é por isso que me esforço para estar o mais bem disposta possível e afastar "fantasmas" passados, presentes e ou futuros.
Estar bem disposta é um hábito que se adquire quando compreendemos o quanto é valioso o bem que temos por mais insignificante que seja e quando aprendemos a viver contentes com o que temos.
É por isso que me estou a rir para ti neste momento, para te desejar uma boa semana, que sejas forte e que uses o teu senso comum que te ajudará a afastar as teias de aranha que possas ter no teu coração...sorrindo!

domingo, 6 de setembro de 2009

O presente que fez pensar...



Que sentirias tu se recebesses inesperadamente em tua casa uma linda cestinha de figos como esta que eu recebi?
Ficarias feliz, naturalmente!
Pois foi o que me aconteceu, sente-se um calorzinho no coração quando se constata que alguém pensou em nós, não é?
O casal Moura, pensou em mim e na minha família e seleccionou os melhores frutos da sua figueira para nos mandarem de uma forma tão agradável que nos agradou e sensibilizou sobremaneira.
Também temos uma figueira , mas os figos não são daquela qualidade e calibre e estavam muito atrasados quando recebemos o presente que tanto nos agradou e que agradecemos.
Estava aqui a pensar, a respeito da palavra presente, num episódio que me aconteceu no mês de Setembro há 55 anos passados.
Preparava-me para entrar na escola primária, como então se chamava, no dia 1 de Outubro e assim iniciar o meu percurso académico, à altura não havia infantários, nem prés, nem nada dessas vantagens actuais a que as pessoas de tão corriqueiras já nem lhes dão o devido valor.
A minha mãe já me havia preparado a minha mala de cartão, não a da cantora, com o livro, um caderno de folhas de duas linhas, uma pedra com a sua esponja, como apagador, e o respectivo lápis e já me tinha feito a bata branquinha, pois à altura era assim, a bata nivelava e tapava as misérias ou necessidades, comprara-me também uma caixinha redondinha em alumínio para eu levar um lanchinho para os intervalos, pois viria almoçar a casa. Muito previdente, a minha mãe, lembrando-se que " a luz que vai à frente é que ilumina", resolveu matricular-me o mês de Setembro na "escola paga" como então se dizia, para eu já ir um pouco preparada para a escolar e não ter problemas de adaptação.
Lá vai a Clarinha, toda contente, com o seu avental com muitos folhos, um grande laço na cabeça e a sua mala recheada de tesouros para a escola da Professora Rita, chegando lá encontra muitos alunos sentados em pequenos banquinhos à volta de uma sala e a professora, muito profissional, a chamar os nomes que tinha registado na sua lista. João,-presente, responde a criança! Maria, -Presente, Ilda,-presente, presente, presente, presente, vão respondendo as crianças à chamada!
Eis se não quando, grande berreiro na sala, todos espantados sem saber o que se passava, era a Clarinha que chorava aflita por não ter levado um presente para a professora, pois só conhecia a palavra no sentido de oferecer algo a alguém quando a mãe lhe dizia:
-Vai levar este presente à vizinha ou à tia, quando havia carne fruta ou algo mais para partilhar.
Vejam só como uma cesta de figos teve o condão de me fazer voltar ao sotão da minha infância!
Obrigada amiga Claudina e marido!

domingo, 30 de agosto de 2009

Linda Festa!



A Sílvia Moura e o Gilberto Pedrosa são um jovem casal que celebraram o seu matrimónio no dia 19 do passado mês de Julho, na igreja do Sameiro em Penafiel. A Sílvia é terceirense, filha de uma colega e amiga minha a Claudina Moura e do Sr. José da Rocha Moura e o Gilberto é continental do Norte do país. Resolveram casar em Penafiel porque as famílias Moura e Pedrosa poderiam estar junto deles naquele dia tão especial. Celebram o acontecimento Na quinta de Santa Cruz, Porto.









Aqui estão imagens da igreja e do local onde se reuniram depois da cerimónia religiosa, tiradas da Internet, que me perdoem os seus autores, porque embora convidada, não estive lá, com imensa pena.
Aconteceu que o casal, depois da sua lua de mel, regressando à sua casa, resolveu convidar alguns amigos e familiares que não tinham ido ao casamento, para a cerimónia da bênção da sua casa.
Foi realmente lindo, tudo estava decorado a rigor, com muito gosto e requinte. O Sr. padre que por feliz coincidência, havia sido o que os casara, reuniu os convidados no salão pedindo a Deus para guardar, encaminhar e defender aquele casal que passaria a habitar aquela casa, para que nela vivessem com amor paz saúde e prosperidade e que os defendesse dos perigos e dos inimigos físicos e espirituais, após o que benzeu a sala e todos os compartimentos da casa. Foi realmente tocante se pensarmos que aquela nova vida em comum se vai desenrolar naquele espaço onde serão vividos momentos bons e maus, onde terão que aprender a aceitar-se, a tolerar-se e a desculpar-se e onde terão que ultrapassar muitos obstáculos que os irão tornando fortes e tolerantes como pessoas e cônjuges...


No Exterior estavam expostas fotografias da cerimónia em Penafiel para que os que não tinham estado presentes ficassem com uma ideia do que se tinha passado, seguiu-se, no jardim da casa, um agradabilíssimo e lauto jantar, num clima descontraído e alegre que se prolongou pela noite dentro pois o clima e o ambiente estavam apetecíveis.


Foi um prazer estar lá, com o meu marido e filho, agradecemos o convite e desejamos aos noivos, que passam a ser nossos vizinhos, muitas prosperidades!










quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Piquenique/churrasco na Salga

A baía da Salga, situa-se na costa sul da ilha Terceira, na freguesia de S. Sebastião. É um local histórico porque foi aqui que se deu a tão falada batalha da Salga a 25 de Julho de 1581, entre os castelhanos que aí desembarcaram e as tropas que defendiam a pretensão de D. António Prior do Crato ao trono de Portugal, em oposição à união com Castela, isto na crise da sucessão de 1580.
Ao falar-se deste local e desta batalha não nos podemos esquecer de falar de Brianda Pereira, a mulher que se destacou durante a mesma porque, segundo a história, liderou um grupo de mulheres, soltando sobre os espanhóis, já em terra, gado bravo, fazendo com que os mesmos recuassem.
Foi pois graças a estes acontecimentos que a ilha resistiu aos invasores durante mais de dois anos, sendo o único território português independente.
É por isso que os terceirenses gostam muito de dizer que Portugal já foi só aqui!
Pois esta zona é agora uma zona balnear e de lazer, muito frequentada, com um parque de campismo, um pequeno porto e uma piscina natural.
É aqui que nós, temos uma pequena casa de férias onde fizemos no passado Domingo, dia 16, um informal convívio, com alguns amigos e familiares.
O meu filho, Carlos Francisco, esteve encarregue do churrasco, embora, por fim acabasse por ter algumas ajudas, eu temperei as carnes , fiz uma grande salada e o meu marido tratou da bebidas e foram chegando aos poucos os convivas.
O meu primo Augusto e a sua mulher que vivem na Bélgica e estão cá de férias, os nossos amigos Abel Borba e sua esposa Elisa, que vivem em Lisboa e estão cá a veranear, na sua casa dos Biscoitos, os nossos amigos João Melo e Maria de Lurdes e a sua afilhada Filomena Godinho,
a D. Etelvina e o seu marido Carlos , a minha cunhada Nélia que chegou mais tarde, a minha prima Albertina e a sua filha Daniela que está cá de férias com o namorado Bruno, e que também vieram tarde porque haviam ido a uma festa. Enfim, foi uma tarde agradabilíssima e um convívio informal que quero guardar no meu coração e na minha memória, por isso aqui fica para mais tarde recordar...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Festival de folclore (cofit)

Este festival teve inicio fez ontem 25 anos, segundo "A União". O 1º festival teve lugar na Vinha Brava, pelas 2oh, com a exibição dos grupos da Vila Nova e Doze Ribeiras e contou com eventos culturais como palestras, exposições, lançamentos de livros e a presença de um grande nome da banda desenhada, em Portugal, José Garcês, que efectuou um mini- curso de banda desenhada em Angra. Terminou esse festival a 21 com a exibição do Punjab Group da Índia.
Muito se tem feito de então até hoje, com altos e baixos, naturalmente, mas num crescendo que o tornou referência internacional e ganhou lugar nos 14 melhores festivais do país, isto num universo de 2ooo, segundo Cesário Pereira, presidente do grupo, ao Diário Insular, feliz por ter celebrado as bodas de prata deste comité com o melhor festival de sempre o que confirmo, na minha modesta opinião, porque estive lá, na Praça de Toiros da ilha terceira e presenciei, senti e vivi o que é o resultado de muita vontade, união, trabalho voluntário, com gosto e modéstia que não impede a firmeza e o valor, enfim senti-me sobejamente orgulhosa ao ver aqueles terceirenses todos a trabalhar para que o seu sonho tivesse o êxito e atingisse o objectivo a que se tinham proposto, isto tudo tão bem organizado e planificado que não podia falhar!
Só me resta parabanear quem trabalhou para levar a bom porto este projecto e agradecer por me terem proporcionado assim como a milhares de terceirenses. estiveram lá mais de 6000 pessoa, uma experiência como a que se viveu na noite do passado 15 de Agosto em Angra do Heroísmo.
Não nos podemos admirar, com o que sucedeu, na verdade somos a TERRA DOS BRAVOS.
BRAVO; BRAVO; BRAVO!

sábado, 15 de agosto de 2009

Festival de folclore da Ilha Terceira

COFIT, é a sigla do comité organizador de festivais internacionais da Ilha Terceira que tem por objectivo dinamizar e preservar a cultura popular com especial destaque para as danças e cantares.
Este ano teve lugar o 25º festival que se iniciou a 9 do presente mês com o desfile dos grupos visitantes, integrado nas festas da cidade da Praia da Vitória e termina hoje, dia 15 com um grande festival na Praça de Touros da Ilha Terceira.
Estarei lá, assim como assisti ontem ao desfile na rua da Sé, em Angra e estive na Praia da Vitória onde registei algumas imagens:

Obrigada pela visitinha!!!