segunda-feira, 6 de julho de 2009

Encerramento do 5ºano das actividades da Academia da Santa Casa da Misericórdia de A. do Heroísmo.

Tudo estava preparado, num primor, cuidado e requinte de enaltecer!
A exposição de alguns trabalhos feitos nas aulas de artes decorativas e de corte e costura, estava montada.

E os alunos aos poucos foram chegando, contentes por se reunirem .


A coordenadora da academia Ana Cristina Macedo, estava contente por tudo ter corrido pelo melhor e por ter a sensação do dever cumprido. Merece flores e aplausos!

A iniciar a festa exibiu-se o coro da academia com a peça ILHAS DE BRUMA , cuja apresentação foi feita do seguinte modo:

Mais um ano se passou, mais uma etapa atingida!
Aqui estamos de novo, mais vividos,mais sabedores mais tolerantes, mais compreensivos e mais ricos no nosso passado!
Devemos também estar esperançados no futuro, num futuro que nos trará ainda mais ensinamentos,amizades, experiências e nos permitirá atingir um patamar espiritual de excelência que é o que nos distingue dos mais novos e nos deve orgulhar e não acabrunhar!
Devemo-nos orgulhar disso e nesse orgulho ganhar forças para continuar a nossa caminhada.
Uma caminhada que deve ser pautada por uma atitude aberta, descontraída, alegre e rendilhada de humor para que possamos ser felizes e fazer os outros felizes!
É por isso que aqui estamos, com as nossas vozes, umas mais cansadas do que outras mas com vontade de espalhar o exemplo da nossa força e preserverança de viver de cabeça erguida e mente aberta e sã.

Ninguém sabe de quanto tempo é a caminhada, nem mesmo os mais novos! O que sabemos é que devemos caminhar com rumo ao nosso bem-estar físico e espiritual e ao dos outros.
Agradecemos aos que nos deixam caminhar, aos que nos abrem as portas para essa caminhada, aos que nos incitam a caminhar e aos que caminham connosco de um modo especial à nossa maestrina Yaroslava Roussal que não se cansa de nos ensaiar e de estar connosco apesar das nossas limitações.
Sejam felizes e apreciem o nosso coro que está sempre à vossa espera, com :
ILHAS DE BRUMA DE MANUEL MEDEIROS FERREIRA (letra e música).
Obrigada A todos!

Acima o grupo preparando-se para cantar.

Depois seguiu-se o almoço em clima de alegria amizade e camaradagem.

Foram cantadas as velhas, o que deu muita alegria aos presentes. E um aluno de prática de teclado também mostrou os seus dotes cantando e tocando,Por fim o grupo de expressões actuou com o seu bailhinho de carnaval ( uma escola de modelos) momento deveras divertido!







Estiveram presentes alguns formadores que foram obsequiados com um presente, como forma de gratidão,pelo trabalho de voluntariado prestado à academia ao longo do ano.
A professora Yaroslava Roussal e seu marido Michel Roussal,

A monitora Luísa Garcia, que não gosta de tirar fotografias e vai ficar zangada comigo por publicar esta foto em que está muito bonita,

A monitora de Inglês, que para além de saber bastante inglês também é muito bonita!
O professor Helder da Costa que ensina informática e que voltou de férias com muita fominha escondidinha!!!!Enfim mais uma tarde para não esquecer e para ajudar a que não nos esqueçamos de momentos como este que para além de nos ficarem registados no coração também devem ficar registados na nossa retina ocular, aqui fica este modesto trabalho que ajudará a todos certamente a lembrar a tarde de 30 de Junho de 2009!

domingo, 5 de julho de 2009

Corrida de burros -Sanjoaninas 2009 - Corrida de burros na rua de S. João

Numa das cidades do arquipélago açoriano, a comissão encarregada de organizar e pôr na rua as maiores festas profanas dos Açores, querendo inovar, refrescar e inventar um momento hilariante, divertido, simples e despretensioso, lembrou-se de convocar os Equus Asinus, conhecidos, entre nós, por burros, a participarem numa corrida, pelas 16h do dia 27 de Junho, Sábado, na rua da S. João, uma das artérias mais nobres da referida cidade.
O que foi fazer a dita comissão!!!?
Saíram logo à rua os cavalos todos ofendidos, que não senhor, que não deviam ser os burros a terem tal honra, mas eles que eram mais altos mais corpulentos, que tinham chegado primeiro do que eles, que embora equídeos só haviam chegado à Europa no 5º milénio antes de Cristo, que a pelagem dos ditos era feia e que só tinham a seu favor como marcas que os distinguissem os zurros e o tamanho das orelhas...
Foi tal o zururu que pelas esquinas da cidade património mundial não se via outra coisa se não burros e cavalos que se olhavam de lado cada um pensando ser uma mais valia para a cidade, para a festa e para a sociedade em que se inseriam!
Murmuravam os burros:
- Somos burros, e depois? Falem com Cervantes que nos pôs a servir Sancho Pança, o escudeiro do célebre cavaleiro dos moinhos, D. Quixote de la Mancha!!!
-Porque será que não escolheu um cavalo? , pensavam estes.
-Porque somos o animal ideal, antigo, do tempo da idade do Bronze, procedentes do antigo Egipto, somos animais de linhagem, com representações gráficas da idade do Ferro, não somos qualquer pé- rapado, que apareceu ontem por se ter introduzido na política ou por ter enriquecido com subsídios da C.E. E. ou à custa de qualquer negócio obscuro ou por ter fugido ao fisco...
- Não senhor, nós zurramos direito! temos valores e valor!
- À mesa do café, os cavalos em surdina, murmuravam: - Para se participar de um evento desta envergadura é necessário nobreza, altura, visão, aprumo, raça...
Ao que os burros sabedores deste comentário replicavam: - Quanto à nobreza não pode haver equívocos, embora só meçamos entre 1,35m. a 1,45m.de comprimento ( medidos de entre as orelhas até à origem da cauda ) e tenhamos entre 1,10m. a 1,15m. de altura (medidos ao nível das espáduas ) , somos da família dos equídeos e sendo a família a pedra fundamental da sociedade e fonte de apoio espiritual, emocional, moral e material temos que enfrentar o futuro com confiança, não será um simples concurso que irá abalar uma estrutura milenar como a família.
-Somos menos corpulentos que os nossos primos, os cavalos, é certo, mas a nossa cabeça é mais volumosa e a nossa anatomia tem o mesmo número e a mesma disposição de peças e embora as nossas órbitas sejam afastadas temos a vista mais apurada assim como o olfacto e o ouvido do que eles !
-Vozes de burro não chegam ao céu... Diziam os cavalos despeitados do alto dos seus cascos. sem querer "descer do burro", que é como quem diz , transigir ou ceder.
-Queremos ainda lembrar- diziam ainda uma vez mais os burros- que em muitas regiões o leite das nossas fêmeas é muito apreciado por a sua composição ser semelhante ao da mulher, sendo muito rico em albumina, caseína e sais e mais pobre em gorduras e que a nossa pele , por ser dura e elástica, se usa no fabrico de crivos, tambores, correias, calçado, sacos e até de tendas para os povos nómadas.
-São é animais de carga , é o que é, com eles não se aprende nada, a expressão "cabeça de burro" diz tudo! Replicavam os cavalos à falta de melhor argumento.
-Até o nosso excremento serve de adubo e aquece as terras e os nossos ossos duríssimos e sonantes, servem para o fabrico de flautas... - Acrescentavam os visados.
Enfim, por esta altura só se ouviam zurros e relinchos por toda a cidade, até os orgãos de comunicação social davam conta do que se passava, à conta da programação das festas.
Alheios a este escândalo os elementos da comissão das festas à custa do seu lazer, do seu sono sossegado e em prejuízo das suas famílias, trabalhavam "como burros "e davam como definitiva a
programação, decidindo que os cavalos teriam também ocasião de brilhar na Feira taurina de S, João, o que seria um privilégio, pois privariam com nomes sonantes do toureio como o matador Ruben Pinar, El Juli e ou José Manuel Mas.
E pronto, foi assim, com todo este burburinho , falatório, zurrar e relinchar a publicidade estava feita! Embora a tarde estivesse chuvosa,os burros participaram e o público apareceu, divertiu-se e aplaudiu aquele momento, diferente, fresco, alegre, despretensioso e informal do qual abaixo mostramos alguns registos.
Ah! esquecia-me de acrescentar que afinal os burros foram os vencedores pois um dos seus representantes teve a honra de ser entrevistado num prestigiado jornal local, o que não é para qualquer
um!... e anunciaram estar à espera da 2ª edição desta corrida nas Sanjoaninas 2010.

É caso para dizer:
-Arre burro!







sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sanjoaninas 2009 em Angra - o ultimo dia

O cortejo infantil das Sanjoaninas 2009 estava marcado para a Quinta - feira, 25 de Junho, pelas 22h. mas infelizmente o mau tempo impediu a sua realização ficando então agendado para a tarde do dia 28 Domingo.
Nesse dia, após o bodo - de - leite , dirigimo-nos para a rua da Sé .A alegria da criançada estava no auge pois já se avistavam os carros e personagens que iriam povoar o imaginário das nossas crianças.
De novo muita cor, muito trabalho e criatividade .
Todos ficaram contente, a criançada por poder sonhar e entrosar-se com os seus heróis e os graúdos por verem as crianças contentes.
Claro que o desfile brilharia mais à noite com as respectivas iluminações , tintas e outros materiais, mas há casos que podem mais do que as leis e as crianças não deram por isso.
Aqui ficam algumas imagens ilustrativas deste momento.












Após este cortejo fui à tourada de praça, à noite assisti ao desfile de filarmónicas e depois com o meu marido dirigimo-nos à zona da beira-mar para ver o fogo de artifício que encerraria estas festas.
A baía de Angra reflectiu as mais belas cores de um espectáculo de pirótecnia que transformou os nossos céus num jardim florido cujas flores se desfolhavam e se lançavam ao mar em geito de despedida e de saudade por estes dias de festas, de convívio e de férias, para alguns.
Há quem diga que são muitos dias de festas, por mim, como sou muito festeira, fico contente por ter oportunidade de seleccionar o que me agrada e tento disfrutar ao máximo, apreciando e bebendo tudo de um modo acertivo dando graças por vivermos num ambiente onde podemos conviver, relaxar e aprender, porque nas festas também se aprende muita coisa, e porque não se sabe se para o ano cá estaremos.
Vejam como Angra se despediu das suas festas e a medalha comemorativa que fica para recordar estes dias.





terça-feira, 30 de junho de 2009

Tourada das Bicas

O sol brilhava e pairava no ar um clima de alegria e descontracção.
O meu alpendre esperava aquela tarde que se previa de bom convívio, como é tradicional.
As mesas estavam postas com bons pitéus, para o quinto touro, que é a altura em que todos se reúnem comendo , bebendo e conversando, muitas vezes comentando as proezas dos touros e dos capinhas mais ou menos sortudos e habilidosos . As pessoas foram chegando, as tascas estavam preparadas e...
viveu-se uma agradabilíssima tarde naquele dia 15 de Junho de 2009 neste lugar das Bicas, S, Pedro de Angra.



























Cá estão os nossos amigos do Porto-Judeu, Maria de Lurdes e João Melo, com o meu marido, ao meio, todo contente, porque ele fica feliz neste dia... e porque gosta muito que eles venham à nossa casa! Os meus primos também apareceram de surpresa, vindos das Lajes, a minha freguesia natal e nós ficamos também muito satisfeitos com esta visita!
No passado dia 15 houve a tourada aqui nas Bicas de Cabo Verde/S. Pedro, junto à minha casa, como é sabido há quem dê mais importância ao "quinto touro" que é a altura de , no intervalo ou no fim da tourada, de chamarmos os amigos e conhecidos e os convidados que estão em nossa casa a petiscarem; bem, petiscarem é favor, porque as mesas estão sempre bem recheadas visto que os terceirenses gostam muito de festa e de convívio e não perdem a ocasião que se depara para isso; Nós não somos excepção e preparei-me para este dia com alegria pois na Terceira é assim e eu gosto de manter e de cultivar tradições!
Nota: Para o próximo ano o meu marido faz anos neste dia. Vai ser uma festança! Assim Deus nos dê vida saúde e força... Estou a torcer para isso.