quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sanjoaninas 2009 - Cortejo de abertura ( chegada à Praça Velha )

Como se sabe, o chefe do protocolo tem a seu cargo as formalidades de recepcionar a rainha e sua camareira, damas e pajens, com elegância e etiqueta na cerimónia da chegada dos carros no final do percurso que tradicionalmente se faz na Praça Velha desta cidade.
Ajuda-os nas descidas e condu-los ao salão nobre da Câmara Municipal, onde os espera o presidente da câmara que neste caso era a drª Andreia Cardoso que ofereceu um jantar volante ao séquito real, familiares, à comissão das Sanjoaninas, colaboradores e outros convidados, após a rainha ter lido o seu discurso de abertura oficial das festas.
O chefe do protocolo, sendo o 1º a chegar, vai recebendo os diversos grupos, camareira, damas e pajens


Chegado o carro da rainha, esta é conduzida, formalmente, à Câmara Municipal seguida pelo seu séquito, tendo sido aplaudida pelos que a esperavam.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Sanjoaninas 2009 - Cortejo de abertura





































E lá ia, o nosso filho, o nosso principezinho, como eu o chamava em criança, já um homem, mas para os pais sempre um menino, precedido de um bailado simbolizando o dia e a noite, no meio de muita luz e de muita cor, muita música e também de muitos olhares...
Como foi possível, nós que sempre o protegemos tanto, e eu como mãe galinha que por vezes me apetecia estender as minhas asas para o defender de todos os males, embora ele reagisse, e ainda bem, a essa tendência protectora que todos os pais e sobretudo as mães sentem e compreendem certamente, como foi possível , pensava eu, que ele se dispusesse, sem necessidade, a não ser o dever que todos nós temos de exercer o nosso papel de cidadania na comunidade em que estamos inseridos, a expor-se assim, a tanta pressão, a tantos olhares, a tantas criticas!
Bem, mas estes foram pensamentos filosóficos de ocasião, de uma mãe preocupada com as opiniões dos outros, o que interessava, na verdade, é que o meu filho se divertisse, se sentisse bem e enriquecesse, dentro das suas possibilidades, o nosso cortejo, as nossas Sanjoaninas, a nossa cidade de Angra, a nossa ilha. E foi isso que aconteceu! Foi um cortejo muito bonito, criativo, rico, colorido e sobretudo pedagógico, para quem se dispusesse a pensar no tema. Claro que as pessoas todas têm direito às suas opiniões só não podem é esquecer-se que por detrás de um trabalho desta natureza estão muitas horas de trabalho voluntário, muitas noites perdidas, muita dedicação muita vontade de agradar aos outros e sobretudo muita criatividade e talento que noutro local do mundo seria pago e bem pago!




























































































































































































































E aqui registo imagens de uma noite de magia, cor, encantamento e beleza num hino à criatividade, à elegância, bom gosto, sabedoria, inteligência e talento personificados no

Engenheiro, Luís Pedro Ribeiro, a quem felicito!!!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sanjoaninas 2009 - Angra já resplandece!

Que boa ideia esta
De o rei Sol celebrar...
Angra, esta é tua festa,
Agora não podes parar!

O tempo a colaborar
E a cidade engalanada
Vamos todos festejar
Esta tradição sagrada



Angra está preparada
Para as festas começar,
E está muito enfeitada
Com bandeiras a abanar!

As begónias nos canteiros
Com muitas e lindas cores
Recebem os forasteiros
Que admiram seus odores!



Pois é assim em Angra, hoje 19 de Junho de 2009, está tudo preparado para as Sanjoaninas começarem com o seu cortejo de abertura, este ano em honra do rei Sol, e em nossa casa há uma alegria especial pois o nosso filho Carlos Francisco Faria da Rosa, foi convidado a ser o chefe do protocolo e a acompanhar a rainha destas festas, Mónica Seidi, uma linda jovem de 25 anos, finalista de medicina em Coimbra,a sua camareira, amas e pajens, em cortejo de carros alegóricos, pelas ruas principais desta cidade até à Câmara Municipal de Angra onde a rainha, como é da praxe, lerá um discurso aos angrenses e a todos os que visitam a cidade neste dia, dando oficialmente início a estas festas, as maiores festas profanas dos Açores.


O fato preto, de seda, feito à medida em Lisboa, assim como a camisa de seda alva de neve, já esperam,

O colete de um brocado dourado, com lindos botões trabalhados, também foi feito em Lisboa e a gravata é de uma fantasia escura de seda italiana.

E cá vai ele, contente por estar a participar e a colaborar, embora de modo modesto, para que estas festas de Angra não percam o lustre, luzimento e fama que sempre tiveram!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A gola antiga...

De uma velha mala guardada no canto do sótão surgiram velharias com cheiro a vivências e recordações do passado.Cada peça lembrava um momento, uma festa, um carinho, uma saudade!
No meio daquela panóplia dos tempos idos surge um velho vestido embelezado com uma gola preta bordada a palha que a minha mãe variava isto é usava em várias peças pois naquela altura as abundâncias não eram muitas!
Lembro-me de a minha mãe dizer que aquela beleza era feita no Faial e também me lembro de ela ter também um véu com a mesma origem com que cobria a cabeça para ir à igreja pois naquela altura as mulheres não entravam na igreja de cabeça descoberta, era considerado uma falta de respeito!


Senti uma vontade de aproveitar aquela relíquia e resolvi restaurá-la e adaptá-la a um fato qualquer, Foi como se tivesse um pouco da minha mãe de volta!
Eis o resultado...
Como ao restaurar o dito trabalho fiquei curiosa para saber mais sobre aquele tipo de artesanato, fui investigar e encontrei um trabalho de uma faialense, Maria Eduarda Fagundes, radicada no Brasil que vivênciou na sua infância a execução deste belo trabalho artesanal que para mim é uma arte a qual o descreve do seguinte modo:

"O tule, fina trama de fios de seda, algodão ou nylon, vinha enrolado em largas réguas de papelão da casa Santos & Lacerda na Horta, onde papai trabalhava.
Depois de cortado, era colocado e preso por alfinetes,a um molde de papel manteiga onde o desenho se mostrava para ser executado.
Os fios que preenchiam a trama, eram em geral de seda ou de palha de trigo tratada em fumeiro de enxofre, para adquirir o brilho dourado. Após essa etapa, abria-se cada canutilho de palha em cinco fitas muito finas, passando-o num fuso pequeno e delicado de osso de cachalote ou de madeira. O miolo delas era retirado por um canivete, bem afiado, passando-as entre a lâmina e o dedo gordo, previamente protegido por uma dedeira de couro grosso, obtendo-se assim delgadas fitinhas douradas de uns 20cm., que cortadas em bísel numa das extremidades se transformavam ao mesmo tempo em linhas e agulhas do bordado!
Sentadas em redor, mamã e as senhoras que trabalhavam com ela executavam o minucioso bordado. Mãos hábeis e ágeis , com movimentos intrincados mas precisos, faziam surgir sobre o tule figuras delicadas que enchiam os olhos de admiração e beleza. Mantilhas, blusas, véus, depois de prontos, eram cuidadosamente arranjados artisticamente e embalados em papel de seda e enviados pelo correio, em caixas, do Faial para as outras ilhas do arquipélago açoriano (S. Miguel,Terceira,Graciosa, Pico ), Madeira, e até para Lisboa, Canadá e Estados Unidos".