sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sanjoaninas 2009 - Angra já resplandece!

Que boa ideia esta
De o rei Sol celebrar...
Angra, esta é tua festa,
Agora não podes parar!

O tempo a colaborar
E a cidade engalanada
Vamos todos festejar
Esta tradição sagrada



Angra está preparada
Para as festas começar,
E está muito enfeitada
Com bandeiras a abanar!

As begónias nos canteiros
Com muitas e lindas cores
Recebem os forasteiros
Que admiram seus odores!



Pois é assim em Angra, hoje 19 de Junho de 2009, está tudo preparado para as Sanjoaninas começarem com o seu cortejo de abertura, este ano em honra do rei Sol, e em nossa casa há uma alegria especial pois o nosso filho Carlos Francisco Faria da Rosa, foi convidado a ser o chefe do protocolo e a acompanhar a rainha destas festas, Mónica Seidi, uma linda jovem de 25 anos, finalista de medicina em Coimbra,a sua camareira, amas e pajens, em cortejo de carros alegóricos, pelas ruas principais desta cidade até à Câmara Municipal de Angra onde a rainha, como é da praxe, lerá um discurso aos angrenses e a todos os que visitam a cidade neste dia, dando oficialmente início a estas festas, as maiores festas profanas dos Açores.


O fato preto, de seda, feito à medida em Lisboa, assim como a camisa de seda alva de neve, já esperam,

O colete de um brocado dourado, com lindos botões trabalhados, também foi feito em Lisboa e a gravata é de uma fantasia escura de seda italiana.

E cá vai ele, contente por estar a participar e a colaborar, embora de modo modesto, para que estas festas de Angra não percam o lustre, luzimento e fama que sempre tiveram!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A gola antiga...

De uma velha mala guardada no canto do sótão surgiram velharias com cheiro a vivências e recordações do passado.Cada peça lembrava um momento, uma festa, um carinho, uma saudade!
No meio daquela panóplia dos tempos idos surge um velho vestido embelezado com uma gola preta bordada a palha que a minha mãe variava isto é usava em várias peças pois naquela altura as abundâncias não eram muitas!
Lembro-me de a minha mãe dizer que aquela beleza era feita no Faial e também me lembro de ela ter também um véu com a mesma origem com que cobria a cabeça para ir à igreja pois naquela altura as mulheres não entravam na igreja de cabeça descoberta, era considerado uma falta de respeito!


Senti uma vontade de aproveitar aquela relíquia e resolvi restaurá-la e adaptá-la a um fato qualquer, Foi como se tivesse um pouco da minha mãe de volta!
Eis o resultado...
Como ao restaurar o dito trabalho fiquei curiosa para saber mais sobre aquele tipo de artesanato, fui investigar e encontrei um trabalho de uma faialense, Maria Eduarda Fagundes, radicada no Brasil que vivênciou na sua infância a execução deste belo trabalho artesanal que para mim é uma arte a qual o descreve do seguinte modo:

"O tule, fina trama de fios de seda, algodão ou nylon, vinha enrolado em largas réguas de papelão da casa Santos & Lacerda na Horta, onde papai trabalhava.
Depois de cortado, era colocado e preso por alfinetes,a um molde de papel manteiga onde o desenho se mostrava para ser executado.
Os fios que preenchiam a trama, eram em geral de seda ou de palha de trigo tratada em fumeiro de enxofre, para adquirir o brilho dourado. Após essa etapa, abria-se cada canutilho de palha em cinco fitas muito finas, passando-o num fuso pequeno e delicado de osso de cachalote ou de madeira. O miolo delas era retirado por um canivete, bem afiado, passando-as entre a lâmina e o dedo gordo, previamente protegido por uma dedeira de couro grosso, obtendo-se assim delgadas fitinhas douradas de uns 20cm., que cortadas em bísel numa das extremidades se transformavam ao mesmo tempo em linhas e agulhas do bordado!
Sentadas em redor, mamã e as senhoras que trabalhavam com ela executavam o minucioso bordado. Mãos hábeis e ágeis , com movimentos intrincados mas precisos, faziam surgir sobre o tule figuras delicadas que enchiam os olhos de admiração e beleza. Mantilhas, blusas, véus, depois de prontos, eram cuidadosamente arranjados artisticamente e embalados em papel de seda e enviados pelo correio, em caixas, do Faial para as outras ilhas do arquipélago açoriano (S. Miguel,Terceira,Graciosa, Pico ), Madeira, e até para Lisboa, Canadá e Estados Unidos".

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia da espiga-Uma linda tradição!

Hoje é Quinta- feira da ascensão. A igreja comemora a ascensão de Jesus Cristo ao Céu e encerra, deste modo, o ciclo de quarenta dias após a Páscoa.
Também, neste dia e sobretudo no Sul do país, há o gracioso hábito de as pessoas irem pelos campos colher espigas para fazerem ramos que penduram em casa e que só substituem pelo do ano seguinte.Estes ramos são feitos de espigas de trigo e de outras flores que simbolizam a fecundidade da terra, a alegria de viver, a abundância, a beleza e a paz.
Nas grandes cidades vêem-se vendedores com grandes recipientes cheios de ramalhetes que vendem aos transeuntes que gostam de preservar este mimoso costume. Dá a sensação de que o campo invadiu a cidade! posso testemunhá-lo porque o ano passado assisti embevecida a este evento.Simbolismo das flores do ramalhete:
Flor branca simboliza a Paz.
Flor amrela simboliza o ouro.
A papoila simboliza o amor e a vida.
Um raminho de oliveira simboliza azeite e paz .
Malmequer simboliza ouro ou prata (conforme a cor do mesmo).
Espiga simboliza pão (abundância).
Videira simboliza vinho e alegria.
Alecrim simboliza saúde e força.
Embora nos Açores não haja esta tradição mas considerando este hábito engraçado e saboroso, deixo aqui estas espigas com votos de alegria, paz, prosperidade e muito amor, isto tudo acompanhado com muito respeito e carinho pelas tradições que os nossos antepassados nos legaram.





quarta-feira, 20 de maio de 2009

Restauro de canapé antigo








Este canapé antigo eu já tinha preparado para forrar ( foi todo lavado, passado com uma lixa muito fina e depois encerado) quando em Agosto passado parti a minha perna, aí foi o trabalho interrompido, agora foi só forrar e guarnecer com o galão. Que tal?


Toalha com motivos alusivos ao Natal











Não fiques assustada,não, ainda não estamos no Natal embora o tempo corra à velocidade do vento, eu é que estive estes dias ocupada a acabar este trabalho e como fiquei contente por ter acabado e vaidosa com o resultado, resolvi tirar estas fotos para te mostrar.
No próximo Natal ainda ficará melhor com umas coisinhas boas em cima!
Então é assim:
20 guardanapos com motivos alusivos ao Natal, 6 novelos de linha matizada, uma farpa de croché e sobretudo muita paciência porque embora este trabalho pareça fácil às vezes leva o seu tempo para dar certo nos cantos.
Gostaste?

Pano com motivos de Natal:
No Natal passado fiz vários destes panos para oferecer e pensei fazer um para a minha casa mas não consegui fazer por falta de tempo, agora ao terminar a toalha resolvi prevenir-me para o próximo Natal e toca de pôr mãos à obra e aqui está o resultado!
Agora é só esperar pela época para o usar...
























Cá estou eu de volta!!!






Pois é, depois de uns dias de ausência por ter estado em Lisboa para celebrar com o meu filho o seu 21º aniversário, regressei no passado dia 10. Demorei a abeirar-me do computador,é verdade, pois "outros valores se levantaram" !

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo!
Sophia de Melo Breyner Andresen

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O elevador de Santa Justa


Foi numa agradável tarde do dia 13 de Fevereiro passado que, tendo ido dar um passeio pela baixa de Lisboa e ao passar na Rua do Ouro,me apercebi que havia, como sempre, uma pequena multidão que se preparava para subir no dito elevador.
Então pensei que sempre que por ali passava decidia que havia de fazer a experiência de usar aquele elevador, intenção que ia adiando por isto e por aquilo. Vai daí, resolvi embarcar naquela aventura de momento e em boa hora o fiz!












O elevador de Santa Justa, também chamado elevador do Carmo tem uma arquitectura peculiar, dizem os entendidos que em estilo neogótico, liga a Rua de Santa Justa e Rua do Ouro ao Largo do Carmo, isto é a Baixa ao Bairro Alto.

A sua construção teve início em 1898 e a sua inauguração deu-se em Setembro de 1901, chamando-se então Ascensor Ouro-Carmo. Na altura da sua inauguração funcionava a vapor, só em 1907 começou a funcionar a energia eléctrica.
O seu construtor foi Raoul Mesnier du Ponsard, havendo quem o ligue a Gustave Eifel como aprendiz e quem ponha de parte tal teoria, o que se sabe é que foram aplicadas, nesta obra, técnicas usadas em França, na altura.
Feito inteiramente em ferro fundido, embelezado com rendilhados, o elevador, dentro da torre, sobe 45m e transporta 45 pessoas em cada uma das suas duas cabines.
Monumento fundamental, na paisagem arquitectónica de Lisboa, é o único elevador vertical a prestar serviço público em Lisboa, possibilitando-nos desfrutar de uma magnífica vista panorâmica do Rossio, da Baixa Pombalina, das centenárias ruínas da igreja do Convento do Carmo, Castelo de S. Jorge e Rio Tejo.
Chega-se ao alto da torre por uma linda e estreita escada de caracol em ferro fundido e rendilhado onde há um café, possibilitando-nos que nos sentemos a saborear a paisagem acima referida.
Não posso deixar de referir o interior das cabines todo revestido a madeira exótica e trabalhada , com adornos de reluzente latão, que empresta ao ambiente um cheiro a outros tempos...
Enfim, uma tarde muitíssimo saborosa que pretendo repetir logo que me seja possível!














quinta-feira, 16 de abril de 2009

Outras amizades que me ajudam a esquecer a tristeza...

As minhas amigas Maria se Lurdes Rocha e Filomena Godinho vieram visitar-me, no dia de Ramos e brindaram-nos com papas grossas que é um prato tradicional da nossa terra, cuja receita incluo na minha página de receitas. Estavam deliciosas, reparem no pormenor da canela em forma de ramo, para lembrar o dia!
Eram doces, finas, aromáticas... Enfim, tão deliciosas como a amizade que nos une.
Um grato beijinho para as duas!